A China está a apostar em todo o Mundo excepto nos EUA.
Eu sigo diariamente o Bestsellingcarsblog.com e os carros Chineses estão já em todo o Mundo. Não existe uma fixação dos Chineses pela Europa como tu estás para aí a insinuar.
Esta é a verdade dos factos, chega de propaganda:
Which cars are the best-sellers in your country?
bestsellingcarsblog.com
Podes consultar as três primeiras páginas por exemplo e vais contactar aquilo que eu estou a dizer.
A China é um país como outro qualquer, tem indústria e grandes empresas e aposta na exportação e na venda dos seus produtos.
É o que qualquer país faz.
O "problema" de muitos com a China como é que o teu caso é que não conseguem lidar com a hegemonia Chinesa e com a ascensão do País. Mas tu vais ter que lidar com isso porque a China será a grande potência hegemónica do século XXI e seguramente dos séculos vindouros.
Tu como fanático de carros alemães não consegues compreender que uma empresa Chinesa criada há poucos anos consegue produzir carros de topo e até já fornece grandes construtores tradicionais.
Essa da "situação Chinesa estar complicada" é uma conversa que já se ouve há pelos menos há uns 15 anos vindo de propagandistas ocidentais que vivem para enganar as pessoas, os mesmos que defendem guerras absurdas e invasões de países apenas porque os seus regimes não são alinhados com o Mundo ocidental.
Só aldrabices e propaganda.
Qualquer marca pode desaparecer, isso nada tem a ver com ser Chinesa, e apesar de várias marcas desaparecerem os grandes grupos Chineses não vão desaparecer tão cedo.
Aliás, mais depressa uma Stellantis ou Renault desaparecem (ou são compradas precisamente pelos Chineses) do que uma Geely, BYD ou SAIC.
Aqueles pequenos construtores muito recentes como a Xpeng ou a NIO podem sofrer mais desse risco mas os grandes construtores nem por isso. Já houve marcas Chinesas a falir mas foram todas pequenos construtores.
Depois há pequenos construtores como a Leapmotor que já fazem parte de grandes construtores como a Stellantis por isso se alguém tiver receio que uma marca desapareça pode optar por estas marcas Chinesas que já fazem parte de grandes grupos.
Por último, a conversa dos subsídios é do mais hipocrita que há vindo dos ocidentais, os países europeus e os EUA também subsidiam a compra de carros elétricos.
Porquê tanta mentira e propaganda?
Ninguém disse que a China está a apostar apenas na Europa. Isso é um boneco de palha. Aposta mais na Europa porque tem mais poder de compra que a maior parte do mundo.
A China tem vários problemas, excesso de capacidade, guerra de preços interna e precisa de escoar produção para fora.
Portanto, sim, os carros chineses já estão em todo o mundo. Mas daí até dizer que “a China é um país como outro qualquer” vai uma grande distância. É autoritária, com forte intervenção estatal, política industrial agressiva, controlo sobre cadeias críticas e uma relação Estado-empresas que não é comparável à de uma marca europeia num mercado aberto.
Também não é sério comparar os apoios europeus à compra de elétricos com o ecossistema industrial chinês. Uma coisa são incentivos ao consumidor. Outra é uma cadeia inteira apoiada por financiamento estatal, terrenos, energia, matérias-primas, baterias, crédito, compras públicas, empresas públicas e pressão política. A própria UE investigou os subsídios aos elétricos chineses e aplicou direitos compensatórios. Isso não é “propaganda”; é uma decisão formal.
Nunca esteve em causa que os chineses não saibam fazer produtos com qualidade. BYD, XPeng, Leapmotor e outras têm produtos competitivos. A questão não é “os chineses sabem ou não sabem fabricar”. A questão é dependência, soberania industrial, acesso a peças, dados, software, cibersegurança, rede de assistência, valor residual, estabilidade das marcas e risco geopolítico.
O que me preocupa (e te devia preocupar a ti também, embora às vezes parece que ficas contente) é o impacto que isto pode ter na nossa economia. A Europa tem uma cadeia automóvel enorme desde fábricas de carros, componentes, cablagens, moldes, metalomecânica, tratamentos de superfície, pintura, logística, engenharia, oficinas, fornecedores pequenos e médios. Não são só “os grandes construtores”. Há milhares de empresas e empregos à volta disto.
Eu trabalhei numa empresa que fazia tratamentos para peças automóveis. Fiquei sem trabalho porque eliminaram o meu turno. Portanto, para mim isto não é uma conversa abstrata de fórum sobre “hegemonia chinesa”. Quando a indústria automóvel europeia perde produção, há pessoas reais que perdem turnos, salários e empregos. Há fornecedores que fecham, oficinas que perdem trabalho, transportadoras que perdem serviço e regiões inteiras que sentem o impacto.
Achar que isto não nos vai afetar é o mesmo que achar que o gasóleo a 2€ não me afeta porque agora tenho um carro elétrico. Afeta sempre. Afeta nos preços, nos impostos, nos salários, no emprego, na capacidade industrial do país e na dependência que criamos de fora.
Dizer que “qualquer marca pode desaparecer” também é verdade, mas incompleto. Na China há dezenas de marcas e sub-marcas, muitas recentes, e o próprio mercado está em consolidação. Algumas vão sobreviver, outras não. Comprar um carro de uma marca nova sem rede madura na Europa não tem o mesmo risco que comprar de um grupo com décadas de presença, peças, oficinas e histórico no mercado europeu.
Quanto à frase “a China será a potência hegemónica do século XXI e dos séculos vindouros”, isso já não é análise automóvel: é fé ideológica. A China é fortíssima, sem dúvida. Mas também tem problemas enormes: demografia, dívida, bolha imobiliária, desemprego jovem, excesso de capacidade, tensões comerciais, dependência energética, controlo político e desconfiança internacional.
Respondendo à "mais depressa uma Stellantis ou Renault desaparecem (ou são compradas precisamente pelos Chineses)":
"A Stellantis tornou-se, em outubro de 2023, no maior acionista individual da Leapmotor ao adquirir uma participação de aproximadamente 21%. Ao mesmo tempo, a Leapmotor International (“LPMI”) foi criada como uma joint-venture detida em 51% pela Stellantis e em 49% pela Leapmotor, com direitos exclusivos para a comercialização e fabrico de produtos Leapmotor fora da Grande China."
Fonte:
https://www.media.stellantis.com/pt...-a-sua-parceria-estrategica-a-um-novo-patamar
Se achas que é seguro comprar um carro chines porque mais facilmente uma empresa europeia fecha, tens aqui uma lista de carros seguros chineses que podes comprar, tens peças e assistencia garantidas para dezenas de anos:
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E há mais marcas que vão seguir o mesmo caminho, não vou ser eu a descobrir quais.
E já agora, essa do “fanático de carros alemães” é engraçada se fosse dito por qualquer pessoa no forum, vindo de ti (que de fanatico não tens naaaada) é ridiculo.
Os carros que tive foram: Peugeot 205, 206 1.4 HDI, 206 2.0 HDI, Expert (com 620 mil km), 407 e 308 II. Pelo meio ainda andei com um Renault 5 emprestado. Agora tenho um BMW i4 e aparentemente, isso transforma-me num fanático por carros alemães. Ia dizer que és uma pérola, mas não, és uma jóia

. Se quiseres, fazemos uma poll aqui no fórum entre nós os dois para ver quem é que os utilizadores acham mais fanático. Até tens vantagem, eu tenho cerca de 20 anos de fórum, portanto há muito mais matéria para usar contra mim.
Antes de comprar o i4, analisei e experimentei os seguintes: e2008, 408 (hidrido, não havia eletrico na altura), ex30 (estava quase a ser lançado) megane e-tech, Skoda Enyak e Tesla M3 (há mais mas ficaram excluidos logo à partida). Os 3 finalistas foram precisamente o e408, Tesla M3 e i4. O TM3 foi excluido porque causa do quadrante (assim como o ex30) mas ainda chegou às decisões finais porque o carro tem um preço imbativel para o que oferece. O e408 ainda viro a cara quando vejo um, acho-o lindo e o interior é fantástico, mas era caro, sistema de renting era mau (por exemplo, tinha de o devolver obrigatoriamente no fim, algo que nao queria) e começava a perceber que a tecnologia elétrica era inferior. A BMW que iniciamente era 20 mil euros mais caro, com o desconto que fizeram (o maior de todos de longe, em % foi mais do dobro da Peugeot. Tesla como sabemos, não faz desconto). Depois o renting, vantagens (wallbox, credito sem juros para reparações, manutençoes incluidas, seguro mais barato etc) fizeram com que a diferença para o e408 e o TM3 fossem poucos milhares de euros, a escolha foi simples. Portanto, tive quase a comprar um TM3, mas odeio a Tesla... Porreiro...
O que odeio não é a Tesla, é os fanáticos da Tesla quando dizem que é o "melhor carro do mundo" (hiperbole) e quando na realidade não é, e a prova disso é que apesar de ter uma relação preço/oferta espectacular, isso não se traduz na hegemonia esperada.