Também não é sério comparar os apoios europeus à compra de elétricos com o ecossistema industrial chinês. Uma coisa são incentivos ao consumidor. Outra é uma cadeia inteira apoiada por financiamento estatal, terrenos, energia, matérias-primas, baterias, crédito, compras públicas, empresas públicas e pressão política. A própria UE investigou os subsídios aos elétricos chineses e aplicou direitos compensatórios. Isso não é “propaganda”; é uma decisão formal.
Mais uma vez tu estás completamente enganado!
Na Europa quando uma marca faz uma fábrica também recebe imensos subsídios e/ou isenções fiscais!
O CEO da multinacional alemã agradeceu "o apoio do governo de Portugal, que nos proporcionou as melhores condições para atrair este novo projeto para o País".
eco.sapo.pt
Se a Europa já aplicou as medidas que bem entendeu contra o suposto dumping da China então qual é o teu problema? A Europa já faz o que acha correcto para combater os VEs vindos da China.
Mais uma vez pergunto, o que é que vocês defendem que a UE deve fazer mais?
Nunca esteve em causa que os chineses não saibam fazer produtos com qualidade. BYD, XPeng, Leapmotor e outras têm produtos competitivos. A questão não é “os chineses sabem ou não sabem fabricar”. A questão é dependência, soberania industrial, acesso a peças, dados, software, cibersegurança, rede de assistência, valor residual, estabilidade das marcas e risco geopolítico.
O que me preocupa (e te devia preocupar a ti também, embora às vezes parece que ficas contente) é o impacto que isto pode ter na nossa economia. A Europa tem uma cadeia automóvel enorme desde fábricas de carros, componentes, cablagens, moldes, metalomecânica, tratamentos de superfície, pintura, logística, engenharia, oficinas, fornecedores pequenos e médios. Não são só “os grandes construtores”. Há milhares de empresas e empregos à volta disto.
Eu trabalhei numa empresa que fazia tratamentos para peças automóveis. Fiquei sem trabalho porque eliminaram o meu turno. Portanto, para mim isto não é uma conversa abstrata de fórum sobre “hegemonia chinesa”. Quando a indústria automóvel europeia perde produção, há pessoas reais que perdem turnos, salários e empregos. Há fornecedores que fecham, oficinas que perdem trabalho, transportadoras que perdem serviço e regiões inteiras que sentem o impacto.
Então como perdeste o teu emprego agora descarregas a tua raiva nos Chineses. Tu vives num Mundo global, as empresas são livres de investir onde quiserem, se uma empresa achar que o teu trabalho é feito da mesma forma por um preço que é 1/2 daquele que a empresa paga aqui, então ela faz o que bem entende e o que acha melhor para o seu negócio. Uma empresa existe para dar lucro, não existe para fazer caridade.
Nós vivemos numa economia de mercado livre, o que tu queres é colocar barreiras ao livre comércio. O Mundo que temos hoje desenvolveu-se graças à economia de mercado livre que é juntamente com a Democracia a ideologia que retirou mais gente da pobreza.
Achar que isto não nos vai afetar é o mesmo que achar que o gasóleo a 2€ não me afeta porque agora tenho um carro elétrico. Afeta sempre. Afeta nos preços, nos impostos, nos salários, no emprego, na capacidade industrial do país e na dependência que criamos de fora.
Dizer que “qualquer marca pode desaparecer” também é verdade, mas incompleto. Na China há dezenas de marcas e sub-marcas, muitas recentes, e o próprio mercado está em consolidação. Algumas vão sobreviver, outras não. Comprar um carro de uma marca nova sem rede madura na Europa não tem o mesmo risco que comprar de um grupo com décadas de presença, peças, oficinas e histórico no mercado europeu.
Quanto à frase “a China será a potência hegemónica do século XXI e dos séculos vindouros”, isso já não é análise automóvel: é fé ideológica. A China é fortíssima, sem dúvida. Mas também tem problemas enormes: demografia, dívida, bolha imobiliária, desemprego jovem, excesso de capacidade, tensões comerciais, dependência energética, controlo político e desconfiança internacional.
Respondendo à "mais depressa uma Stellantis ou Renault desaparecem (ou são compradas precisamente pelos Chineses)":
"A Stellantis tornou-se, em outubro de 2023, no maior acionista individual da Leapmotor ao adquirir uma participação de aproximadamente 21%. Ao mesmo tempo, a Leapmotor International (“LPMI”) foi criada como uma joint-venture detida em 51% pela Stellantis e em 49% pela Leapmotor, com direitos exclusivos para a comercialização e fabrico de produtos Leapmotor fora da Grande China."
Fonte:
https://www.media.stellantis.com/pt...-a-sua-parceria-estrategica-a-um-novo-patamar
Se achas que é seguro comprar um carro chines porque mais facilmente uma empresa europeia fecha, tens aqui uma lista de carros seguros chineses que podes comprar, tens peças e assistencia garantidas para dezenas de anos:
Carros Aiways - Ver veículos novos e usados à venda no Standvirtual.com.
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Primeiro que tudo, qualquer empresa pode falir. Seja de que nacionalidade for. É assim que funciona a economia de livre mercado. Porque é que há-de ser mais arriscado comprar um produto de uma marca Chinesa do que um produto de uma marca europeia.
Existem diversos construtores de automóveis Chineses.
Já agora vou colocar aqui as mais importantes:
BYD
SAIC
Dongfeng
Geely
Chery
Great Wall Motors
BAIC
GAC
Changan
JAC
Se pensares um pouco, no tamanho da China e no seu poderio indústria vais perceber que esta quantidade de construtores está de acordo com a dimensão do país e da sua indústria. Nem são assim tantos para dimensão da China. A Europa tem mais ou menos o mesmo número de construtores se tivermos em conta a população.
A Aiways era uma marca nova e sem estrutura para realmente sobreviver a médio/longo prazo.
O facto de tu estares e generalizar o teu ódio para todas as marcas Chinesas significa que não és honesto sobre este assunto. Tu estás basicamente a colocar no mesmo patamar uma marca com 3 anos e uma marca com 40 anos de existência. Nada faz sentido naquilo que estás para aí a dizer.
Tens razão se te referires a uma Xpeng, Xiaomi ou NIO porque são construtores novos e relativamente recentes, agora em relação aos construtores Chineses tradicionais que existem há décadas e que fabricam milhões de automóveis todos os anos e exportam para todo o Mundo, eles têm a mesma probabilidade de falir do que uma Stellantis ou uma Renault.
Eu quando falo nas coisas não generalizo como tu, há construtores europeus com mais probabilidade de falir do que outros tal como há Chineses. Aprende a ser sério.
Não é a propaganda nem a mentira que vai acabar com os construtores Chineses. Os Chineses fazem um pouco de tudo, quem percebe de engenharia sabe que a qualidade das coisas não é definido pelo local de fabrico ou pela nacionalidade mas sim pela concepção.
Se os Chineses fazem de tudo com qualidade principalmente tudo o que é materail eletrónico, porque raio é que para ti eles não podem fazer automóveis com qualidade?
Responde-me a isto por favor.
E há mais marcas que vão seguir o mesmo caminho, não vou ser eu a descobrir quais.
E já agora, essa do “fanático de carros alemães” é engraçada se fosse dito por qualquer pessoa no forum, vindo de ti (que de fanatico não tens naaaada) é ridiculo.
Eu só sou fanático anti-mentiras e anti-fake news, a prova disso é que sou o user que mais coloca fontes credíveis daquilo que diz ao contrário de ti, e para comprovar isso basta recuar várias páginas e pesquisar os meus posts. O meu último post neste tópico, por exemplo, tem notícias com fontes da Reuters e da KPMG para desmentir mais fake news do
@JCF sobre o Donald Trump como sempre, é o que ele mais faz neste fórum.
Eu para ti sou "fanático" porque digo o que tu não gostas mas isso é um problema teu, não sou eu que sou fanático, tu é que não consegues lidar com a realidade.
Os carros que tive foram: Peugeot 205, 206 1.4 HDI, 206 2.0 HDI, Expert (com 620 mil km), 407 e 308 II. Pelo meio ainda andei com um Renault 5 emprestado. Agora tenho um BMW i4 e aparentemente, isso transforma-me num fanático por carros alemães. Ia dizer que és uma pérola, mas não, és uma jóia

. Se quiseres, fazemos uma poll aqui no fórum entre nós os dois para ver quem é que os utilizadores acham mais fanático. Até tens vantagem, eu tenho cerca de 20 anos de fórum, portanto há muito mais matéria para usar contra mim.
Eu não digo as coisas para ser popular, tu sim, eu digo aquilo que é a
verdade dos factos. A mim interessa-me zero os likes e outras parvoíces, ser-se popular é completamente diferente de ser-se verdadeiro ou correcto. Eu dou a minha opinião, não para agradar aos outros, mas sim por lutar por aquilo que é a verdade. Tu preocupas-te com aquilo que os pensam de ti, tu dizes coisas para agradar aos outros e não para seres justo e honesto. Isso diz tudo sobre cada um de nós. Eu não me importo de fazer parte da minoria, se a minoria estiver do lado da verdade dos factos. Eu não me importo de ser anti-religião no meio de fanáticos religisos. Nem me importo de ser a favor da lei e da justiça no meio de esquerdistas fanáticos que protegem a escumalha dos traficantes e homicidas dos gangs. Pelo contrário.
O que tu dizes é que os carros alemães são melhores e mais fiáveis que os carros franceses. Isso é factualmente falso.
Em quase todos os estudos de fiabilidade a maioria das marcas alemãs está atrás das marcas francesas. Isto são factos.