Colocações universidades 2026

Sem dúvida mas o propósito do ensino público pago pelo contribuinte tuga através de orçamento de estado não é formar engenheiros para trabalhar na Alemanha ou em França.

Acho que não estou a ser muito exigente.

Naturalmente as pessoas vão trabalhar para onde querem mas já é tempo de Portugal exigir algum retorno pelo custo de formação destas pessoas. Coma agravante aqui das universidades públicas estarem a abrir mais vagas só porque há mais candidatos. Mais numa vez contra o propósito do ensino superior. As vagas devem ser proporcionais à procura do curso no país por parte das empresas empregadoras.

E é assim desde sempre. Quando se cria um novo curso técnico o fundamento é sempre o mesmo. Nas áreas sociais e humanas é que existem argumentos mais eruditos...

Aqui é simples. Existem x empresas desse sector, mesmo antevendo crescimento: estamos a formar para exportar.

Tudo isso agrava os impostos dos que cá os pagam.

Eu percebo isso, mas na verdade não existem condições para os miudos ficarem cá. Tenho 2 de saida com os cursos pagos por nós. Um com mestrado integrado já anda a aprender francês para sair para o ano e o outro vai esta semana para a Suiça fazer o mestrado (este pago por mim) com uma probabilidade de 89% de já não voltar.
 
Eu percebo isso, mas na verdade não existem condições para os miudos ficarem cá. Tenho 2 de saida com os cursos pagos por nós. Um com mestrado integrado já anda a aprender francês para sair para o ano e o outro vai esta semana para a Suiça fazer o mestrado (este pago por mim) com uma probabilidade de 89% de já não voltar.
O que devia ser alvo de reflexão é o motivo por Portugal ser um país de exportação de pessoas qualificadas, em vez de se pensar em colocar um garrote na educação.

Se já nem esses estão a salvo, que país é que temos?
 
até concordo.

se calhar a melhor maneira seria acabar com a ideia que o ensino superior público é gratuito e meter o valor actual do curso como um empréstimo do Estado ao estudante.

depois por cada mês que a pessoa trabalha em PT, o Estado abate à dívida. Se sair para o estrangeiro, tem de pagar o que sobra do empréstimo directamente ao Estado.

claro que depois tem de se acertar pormenores como o que acontece se a pessoa não arranja emprego, etc, e quanto é que o Estado abate por mês a quem trabalha em PT (basicamente quanto € de empréstimo corresponde a um mês no País).

isto depois ainda ficava mais interessante se os cursos não tivessem todos o mesmo custo e assim uma pessoa tinha de ficar mais ou menos tempo.
Isto vindo de um liberal até assusta 😅 Parece uma proposta saída de uma reunião conjunta entre o chega e o pcp...

Além de ir contra a ideia de livre circulação de pessoas, imagino a máquina burocrática necessária para pôr isto de pé... departamentos novos nas finanças, educação, trabalho, segurança social, e até nos negócios estrangeiros… só para saber quem acabou o curso, onde trabalha, quando saiu, se voltou, quanto deve, quanto já abateu da dívida e quem anda fugido ao empréstimo patriótico...😅... no fim, quantos funcionários públicos seriam necessários a mais?
 
O que devia ser alvo de reflexão é o motivo por Portugal ser um país de exportação de pessoas qualificadas, em vez de se pensar em colocar um garrote na educação.

Se já nem esses estão a salvo, que país é que temos?

O que devia ser alvo de reflexão é o motivo por Portugal ser um país de exportação de pessoas qualificadas, em vez de se pensar em colocar um garrote na educação.

Se já nem esses estão a salvo, que país é que temos?
exacto, qual é o verdadeiro retorno que queremos da aposta na educação?

Formar pessoas para acabarem numa "caixa de supermercado" ou num restaurante em Portugal porque não existem oportunidades à altura da formação, ou formar pessoas como o Rui Costa, em quem o estado investiu cerca de 135 mil euros para ele fazer um doutoramento no estrangeiro em 2001 e que hoje é presidente e CEO do Allen Institute, nos EUA? (Já agora, ó Rui, quando é que vais pagar a tua dívida ao Estado português? 😅)

Prefiro claramente uma sociedade que forme pessoas capazes de chegar aí...
 
Isto vindo de um liberal até assusta 😅 Parece uma proposta saída de uma reunião conjunta entre o chega e o pcp...

Além de ir contra a ideia de livre circulação de pessoas, imagino a máquina burocrática necessária para pôr isto de pé... departamentos novos nas finanças, educação, trabalho, segurança social, e até nos negócios estrangeiros… só para saber quem acabou o curso, onde trabalha, quando saiu, se voltou, quanto deve, quanto já abateu da dívida e quem anda fugido ao empréstimo patriótico...😅... no fim, quantos funcionários públicos seriam necessários a mais?

Chama-se pacto de permanência pode ser perfeitamente automatizado.

Não existe objectivo de impedir emigração.

Parece-me estás a tentar renquadrar o tema da forma errada...

Sempre houve emigração. O que se faz aqui é uma crítica aos cursos que formam emigrantes à partida por conta do orçamento do estado.

O ensino público não tem esse propósito.
 
Isto vindo de um liberal até assusta 😅 Parece uma proposta saída de uma reunião conjunta entre o chega e o pcp...

Além de ir contra a ideia de livre circulação de pessoas, imagino a máquina burocrática necessária para pôr isto de pé... departamentos novos nas finanças, educação, trabalho, segurança social, e até nos negócios estrangeiros… só para saber quem acabou o curso, onde trabalha, quando saiu, se voltou, quanto deve, quanto já abateu da dívida e quem anda fugido ao empréstimo patriótico...😅... no fim, quantos funcionários públicos seriam necessários a mais?
liberais tresmalhados...

O estado tem imposto com taxa ao nível da máfia aos pais para alimentar o orçamento de estado.

Depois o orçamento de estado mais as propinas pagam os cursos.

Depois os jovens têm de pagar o curso e obrigatoriedade de permanecer com o pensamento de bola de naftalina deste tópico e os pais só servem para serem extorquidos pelo estado e sem opinião sobre o futuro dos filhos

Eu sugiro colocar as propinas para o dobro do custo real, aumentar o IRS aos pais e obrigar os jovens a pagar o curso com uma taxa tipo sindicato, para ter a certeza que fica mesmo pago e proibir qualquer investimento ou remessa de euros desses jovens depois de saírem de Portugal.
 
Fica também a sugestão para o orçamento de estado português começar a devolver dinheiro aos pais de mais de 20% das crianças que frequentam o ensino obrigatório privado.

O pensamento de naftalina tem de ser mais abrangente.
 
Sem dúvida. É a base de tudo...

Curiosamente foi a escolha do Elon Musk enquanto formação de base e que mais o influenciou no seu pensamento.

Vantagem principal, em meu entender, é que uma pessoa que entende bem as leis e princípios da física facilmente aprende qualquer outra especialidade de engenharia com alguma facilidade e rapidez.
Sim exacto, e mesmo para integração directa no mercado de trabalho, é facílimo para eles.

É como os matemáticos. Não é só para investigação e ensino, também têm muitas hipóteses em cargos de gestão e afins.
 
Eu percebo isso, mas na verdade não existem condições para os miudos ficarem cá. Tenho 2 de saida com os cursos pagos por nós. Um com mestrado integrado já anda a aprender francês para sair para o ano e o outro vai esta semana para a Suiça fazer o mestrado (este pago por mim) com uma probabilidade de 89% de já não voltar.

É de facto complicado os miúdos terem uma situação financeira melhor que a dos pais. No geral...

O elevador social desacelerou muito. Não interessa mais a formação. Em Portugal, são os contactos, as cunhas e e influência que mais influencia hoje em dia o sucesso profissional do miúdos.

Eu simplesmente constato.
 
É de facto complicado os miúdos terem uma situação financeira melhor que a dos pais. No geral...

O elevador social desacelerou muito. Não interessa mais a formação. Em Portugal, são os contactos, as cunhas e e influência que mais influencia hoje em dia o sucesso profissional do miúdos.

Eu simplesmente constato.
com muitas PME
e os grandes empregadores muito ligados ao governo é dificil
sobram algumas multinacionais e grandes empresas nacionais... mas que mesmo assim nao servem para todos progredirem muito
 
Chama-se pacto de permanência pode ser perfeitamente automatizado.

Não existe objectivo de impedir emigração.

Parece-me estás a tentar renquadrar o tema da forma errada...

Sempre houve emigração. O que se faz aqui é uma crítica aos cursos que formam emigrantes à partida por conta do orçamento do estado.

O ensino público não tem esse propósito.
Qual é mesmo o propósito do ensino superior público?

Dou mais um exemplo… um colega do mesmo ano do Rui Costa que referi, aluno do GABBA, foi para Houston e mais tarde regressou a Portugal com a mulher para criar uma empresa de biotecnologia em Cantanhede. Para mim, esse é um dos melhores exemplos do impacto do investimento no ensino superior público. Para ti, qual é?
 
Quem paga não é o orçamento de estado, são os contribuintes através de impostos e os alunos através de propinas, sendo muitos desses contribuintes pais.

Oh jimbo até tu renegas o elementar da Tatcher.

Os pensadores de naftalina querem poupar no que for preciso a pensar nas suplementos de reforma.

Pessoas de bom senso criaram uma comunidade onde existe livre circulação, as empresas podem contratar sem restrições, existem ajudas financeiras entre países e depois os pensadores de naftalina querem fechar fronteiras, para não falar no planeamento que este tópico requer pois pode chegar a precisar de ter 5 anos ou mais para produzir efeitos.

Por isso é que a Europa não tem hipótese com o pensamento vigente.
 
Quem paga não é o orçamento de estado, são os contribuintes através de impostos e os alunos através de propinas, sendo muitos desses contribuintes pais.

Oh jimbo até tu renegas o elementar da Tatcher.

Os pensadores de naftalina querem poupar no que for preciso a pensar nas suplementos de reforma.

Pessoas de bom senso criaram uma comunidade onde existe livre circulação, as empresas podem contratar sem restrições, existem ajudas financeiras entre países e depois os pensadores de naftalina querem fechar fronteiras, para não falar no planeamento que este tópico requer pois pode chegar a precisar de ter 5 anos ou mais para produzir efeitos.

Por isso é que a Europa não tem hipótese com o pensamento vigente.
Numa procura rápida, só para financiar bolsas de alunos carenciados, Portugal recebeu cerca de mil milhões de euros da UE. Seguindo essa lógica, esses alunos deviam ficar para sempre no retângulo à beira-mar plantado, mesmo com as esmolas europeias… 😏 No meu caso, então, como o projeto final do curso foi financiado pelo Governo dos Açores, talvez nem pudesse sair das ilhas…
 
Numa procura rápida, só para financiar bolsas de alunos carenciados, Portugal recebeu cerca de mil milhões de euros da UE. Seguindo essa lógica, esses alunos deviam ficar para sempre no retângulo à beira-mar plantado, mesmo com as esmolas europeias… 😏 No meu caso, então, como o projeto final do curso foi financiado pelo Governo dos Açores, talvez nem pudesse sair das ilhas…
É tudo muito giro mas num país onde falta tudo e mais alguma coisa, as questões do Pastis são mais que válidas.

Os chavões deixam de ser investimento e passam a ser...chavões a partir do momento em que o país pouco ou nada beneficia com isso.
 
É tudo muito giro mas num país onde falta tudo e mais alguma coisa, as questões do Pastis são mais que válidas.

Os chavões deixam de ser investimento e passam a ser...chavões a partir do momento em que o país pouco ou nada beneficia com isso.
E se beneficiar uma comunidade da qual Portugal também recebe benefícios?

É bastante difícil pensar de forma tão limitada no tempo e em geografia.
 
Qual é mesmo o propósito do ensino superior público?

Dou mais um exemplo… um colega do mesmo ano do Rui Costa que referi, aluno do GABBA, foi para Houston e mais tarde regressou a Portugal com a mulher para criar uma empresa de biotecnologia em Cantanhede. Para mim, esse é um dos melhores exemplos do impacto do investimento no ensino superior público. Para ti, qual é?

Isso são exemplo de exceção. A maioria deles são como tu🤷
 
Os custos com educação são um investimento no futuro, será um dos últimos sítios onde cortar.

Sim, alguns diplomados emigram, mas muitos mais ficam por cá, a desenvolver o país.
 
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