Como a crise ajuda as marcas Alemãs - Página 2

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Título: Como a crise ajuda as marcas Alemãs

  1. #31
    Piloto de Testes m4nn1pul0's Avatar
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    Citação Originalmente Colocado por trepkos Ver Post
    Há por aqui alguma coisa por resolver... mas não temos nada com isso, cada um toma as opções que quer. Pelo que dizes os bancos saem sempre a ganhar, como aliás, saíram a ganhar com a bolha imobiliária. enfim.



    A Alemanha está presente no nosso País desde a sua unificação, a Siemens fabrica comboios para Portugal há mais de 100 anos e nunca nos traiu como fez por exemplo a Bombardier que fechou a fábrica na amadora.

    Devemos muito à Alemanha e tenho muito orgulho em te-la como aliada. A Alemanha dá uma lição de vida a qualquer País, em pouco mais de 100 anos da sua unificação foi destruída pela guerra duas vezes, foi dividida, o povo passou fome e horrores, sempre voltaram ao topo.

    É normal a Alemanha não querer voltar a estar como os PIIGS, eles não querem trabalhar para sustentar os malandros do sul. Não percebo esse ódio à Alemanha.

    A bolha imobiliária nasceu de politicas vindas da bolsa, portanto esses senhores nem deviam andar para aí a falar de novo e a pedir dinheiros a que não têm direito.

    A alemanha ser destruida na guerra duas vezes, podem-no agradecer á sua cobiça e desprezo pelos seus vizinhos.

    Esse voltar ao topo, pôde agradecer devido a ajudas externas, plano marchal e resets de divida, tomara todos os países que estão hoje na miséria, portugal incluido, ter hoje os mesmos dispositivos, semelhantes á alemã do pós guerra e todos os perdões que lhe deram e divida unilateralmente caducada.

    Ninguem quer estar como os piigs incluindo esses paises, mas a europa norte não sustenta o sul, os do norte dependem até certo sentido dos do sul para dinamizar a sua economia, vender mais aos vizinhos do sul.
    É mais um semear agora para colher ao longo do ano....
    Todo o dinheiro investido no sul pelo norte, acaba mais cedo ou mais tarde retornar á origem com lucro.

    Quanto ao comentário final, se você se considera um malandro do sul é lá consigo, eu trabalho e muito, sempre trabalhei, não tenho a culpa de haver na grande amostra empresarial, gente a brincar aos empresários ou pensa que é empresário, obrigar os seus colaboradores a cumprir horarios de escravo, desrespeitar os seus direitos, roubar-lhes nos salários e nem assim conseguir uma produtividade aceitável.

    Em 8 h um trabalhador português dá tanta ou mais produtividade que um alemão, agora analisem quanto um e o outro ganha que regalias um e outro têm.
    Uma empresa que não consegue em funcionamento normal que os seus colaboradores cumpram os estágios de produção com o horário de 8h dia, não merece ter portas abertas.
    Última edição por m4nn1pul0 : 24-11-12 às 13:51:43


  2. #32
    Piloto de Testes trepkos's Avatar
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    Esse voltar ao topo, pode agradecer a resets de divida e ajudas externas, tomara todos os países que estão hoje na miséria, portugal incluido, ter hoje uma ajuda semelhante á alemã do pós guerra e todos os perdões que lhe deram e divida unilateralmente caducada.
    Nós também recebemos fundos do Plano Marshall, recebemos menos e não sei onde foi empregue, mas também não fomos destruídos pela guerra. O Plano Marshall era a fundo perdido.

  3. #33
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    Nós também recebemos fundos do Plano Marshall, recebemos menos e não sei onde foi empregue, mas também não fomos destruídos pela guerra. O Plano Marshall era a fundo perdido.

    Nos quem? Portugal?

  4. #34
    Piloto Lendário LinoMarques's Avatar
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    Nos quem? Portugal?
    Oh yeah! O equivalente, julgo eu, a 70 milhões de Euros actualmente!

  5. #35
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    Oh yeah! O equivalente, julgo eu, a 70 milhões de Euros actualmente!
    Sim recebemos, mas foi uma soma irrisória comparada com outros países europeus da altura


  6. #36
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    Sim recebemos, mas foi uma soma irrisória comparada com outros países europeus da altura
    Óbvio que sim, mas também não tivemos em guerra.

  7. #37
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    Sim recebemos, mas foi uma soma irrisória comparada com outros países europeus da altura
    Citação Originalmente Colocado por trepkos Ver Post
    Óbvio que sim, mas também não tivemos em guerra.
    Claro! Ou o REDLINER quer comparar o grau de destruição e morte dos outros países connosco???

  8. #38
    Piloto de Testes m4nn1pul0's Avatar
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    Nós também recebemos fundos do Plano Marshall, recebemos menos e não sei onde foi empregue, mas também não fomos destruídos pela guerra. O Plano Marshall era a fundo perdido.
    O plano marshall era para erguer a economia e territórios devastados pela guerra, mas a alemanha sempre seria a mais beneficiada, devido a ser um país centralizado na europa, e fazer tampão com o futuro inimigo que o ocidente temia.
    Alem disso a alemanha sempre foi vista como um país lider em industria e dinamismo, o que o tornava muitissimo mais interessante em o escolher como lider, do que qualquer outro país da zona.
    Pode-se dizer que foi criado um grupo de regras e esquemas para que a alemanha se libertasse do jugo das dividas e podesse prosperar um pouco á conta de todos os vizinhos.
    Não podes comparar o que recebemos com o que a alemanha e todos os outros receberam para reestruturar erguer o país e reiniciar a sua economia.
    E depois não podes esquecer que nós bem ou mal, temos pago o que devemos, a alemanha já pelo menos uma vez, fez um reset á divida, decretando-a unilateralmente nula.
    Foram dadas vantagems e inventaram-se uns malabarismos na alemanha do após 2ª guerra mundial, de modo a que não se repetisse o que aconteceu no após 1ª guerra mundial, em que as despesas de compensação aos aliados esmagava completamente a economia alemã.
    A alemanha chegou a ter de pagar a sua divida em generos devido ao marco valer menos que um caracol.
    As compensações da guerra entre outras que a alemanha tinha de pagar pela devastação dos países invadidos e devastados, só foi paga até hoje uma pequena fracção do que deve, em 2003 foi a ultima vez que a alemanha pagou essa obrigação.
    Acho que a unica coisa que continuam a pagar é a compensação ás vitimas do holocausto, mesmo assim já li que iam rever esses numeros.
    Era bom quando as coisas estivessem mal podessemos fazer o mesmo que a alemanha.
    Agora era a altura ideal para aplicar esse genero de taticas.
    Última edição por m4nn1pul0 : 25-11-12 às 17:13:31

  9. #39
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    Por aonde anda a memória? - Um pouco de história
    E torna-se interessante recordar os factos:

    "Em 1953, há menos de 60 anos - apenas uma geração - a Alemanha de Konrad Adenauer entrou em default, falência, ficou kaput, ou seja, ficou sem di
    nheiro para fazer mover a actividade económica do país. Tal qual como a Grécia actualmente.
    A Alemanha negociou 16 mil milhões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street. O dinheiro tinha-lhe sido emprestado pelos EUA, pela França e pelo Reino Unido.
    Outros 16 mil milhões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós-guerra, no âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953. O total a pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 mil milhões de marcos, por um período de 30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã.
    O resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia, a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a Jugoslávia.
    As dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial. Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas. Durante 20 anos, como recorda esse acordo, Berlim não honrou qualquer pagamento da dívida (!).
    Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava. Ora os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 mil milhões de euros sem juros. Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade, pelos danos causados à economia grega, e pagar compensações às vítimas do exército alemão de ocupação. As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38960 executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome). Além disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor incalculável.
    Qual foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da Grécia? Segundo esta, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objectos de arte para reduzir a sua dívida.
    Além de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois destacados elementos da CDU, Josef Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da chanceler Merkel. Os dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon, e algumas ilhas gregas no Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota. "Os que estão insolventes devem vender o que possuem para pagar aos seus credores", disseram ao jornal "Bild".
    Depois disso, surgiu no seio do executivo a ideia peregrina de pôr um comissário europeu a fiscalizar permanentemente as contas gregas em Atenas.
    O historiador Albrecht Ritschl, da London School of Economics, recordou recentemente à "Spiegel" que a Alemanha foi o pior país devedor do século XX. O economista destaca que a insolvência germânica dos anos 30 faz a dívida grega de hoje parecer insignificante. "No século xx, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há memória", afirmou. "Foi apenas graças aos Estados Unidos, que injectaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o estatuto de locomotiva da Europa. Esse facto, lamentavelmente, parece esquecido", sublinha Ritsch.
    O historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a segunda de aniquilação e extermínio, e depois os seus inimigos perdoaram-lhe totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas. A Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade económica a outros países. Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a Grécia deve actualmente.
    A ingratidão dos países, tal como a das pessoas, é acompanhada quase sempre pela falta de memória."
    por Albrecht Ritschl, da London School of Economics)
    nokia71 gosta disto.

  10. #40
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    Por Defeito

    O artigo é interessante, e acredito que corresponda à realidade, mas aplicando à realidade do mercado automóvel, o que temos actualmente são:

    1. Marcas alemãs a vender como nunca.
    2. Isolaram-se no segmento premium.
    3. Tem margens de lucro como provavelmente nunca tiveram.
    4. VW e Audi com timidas evoluções vendem como pãezinhos quentes, isto com um estilo que não desperta grandes paixões, apenas consenso pelo sobriedade.
    5. O grupo PSA tem prejuízos brutais, em grande parte por razões financeiras.
    6. A FIAT parece estar a aguentar-se à tona de água.
    7. A Ford lá recuperou um pouco.
    8. A Opel corre o risco de fechar, mais uma vez em grande parte por prejuízos acumulados.

    Goste-se ou não, os alemães terão o seu mérito.

    Quando franceses apostavam na inovação os alemães apostaram na imagem de qualidade, e neste momento é o que vende. Olhando para um Golf/Megane ou Polo 207, há, quanto a mim uma sensação de qualidade percebida nos alemães, e isso conta e muito.

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