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Experiências com clássicos e pré-clássicos

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    Experiências com clássicos e pré-clássicos

    Pensei em colocar este relato no tópico da Maserati, mas tratando-se de um cássico ou pré-clássico, achei que seria mais engraçado criar um tópico onde pudéssemos partilhas as experiências que vamos tendo com clássicos, sejam nossos ou não.

    Esporadicamente, vou tendo contactos curtos com algumas viaturas mais antigas e especiais.

    Segue abaixo o meu relato e fotos da criatura.
    Editado pela última vez por Ruie34; 19 July 2022, 23:37.

    #2
    Tinha ficado prometido um relato da passagem do 2.24 cá por casa...

    Primeiro que tudo fazer 2 declarações de interesses.
    1. As marcas cuja sonoridade mais me agrada são a Maserati e a Aston Martin
    2. Nestas coisas dos clássicos ligo muito mais à estética e sonoridade que à fiabilidade e dinâmica apurada.


    A signora italiana tem 32 anos, imigrou para Portugal há 15 anos, e assinala 75 mil km percorridos por essas estradas a fora. O seu coração, barulhento, é descendente de uma linhagem que começou na Formula 1


    Gosto das linhas, ligeiramente mais arredondadas que os primeiros desta série “222”. A cor não seria a minha primeira escolha, mas não lhe assenta mal. Os interiores luxuosos em pele clara, com apliques em madeira são mesmo à anos 80. Os bancos têm uma comodidade muito boa, dignos de um “GT”, como é a filosofia deste carro. Os bancos traseiros aparentam ter um acerto similar aos frontais, embora menos espaçosos dada a filosofia coupé 2+2.

    O painel Jaeger apresenta diversas luzes e luzinhas, mais pressão do turbo e óleo, voltímetro e os tradicionais mostradores.

    O volante de aro em madeira e de diâmetro largo retiram-lhe alguma assertividade em condução mais aplicada. A alavanca da caixa, também em madeira, informa no topo os mais distraídos que a 1a velocidade é para trás. A direcção é leve para os padrões da época, e os pedais duros.

    O tacto da caixa é do mais metálico que já me passou pelas mãos. Curso curto, tacto metálico, mas um bocadinho vaga para o que esperava.

    Na primeira abordagem fiz 2 km com ele, sempre em zona urbana. Não apertei porque não é meu, e não sei qual o estado de manutenção. O motor acorda lentamente, precisando de uns minutos para limpar a “garganta” e acabar com os engasgos. A sonoridade é aquele som metálico e grave a que a Maserati nos habituou. Estiquei uma 1a às 3 mil rpm e meti 2a para deixar rolar. Tive pena de não esticar, mas a responsabilidade assim obriga. Para uma viagem maior, achei o ruído do 2.0 V6 Biturbo, demasiado intenso no interior do habitáculo.


    Ficou umas semanas à minha guarda, até o dono ter disponibilidade para a vir buscar. Nesse dia consegui concretizar o sonho de uma menina, que tinha ficado vidrada num contacto visual que teve com a signora. À saída, o proprietário pergunta-me "Rui, você gostou tanto do carro, quer levá-lo até à minha garagem?"... "Claro que sim!!". O motor já estava ligado e com a garganta afinada.

    Foram mais uns 3 ou 4 km, infelizmente maioritariamente em zona urbana, seguido pelo dono no meu S80. Ainda deu para sentir os turbos a entrar em 2ª e deixar rolar em 3ª. Curiosa a reacção dos transeuntes a admirarem aquela estranha criatura, de sonoridade possante. Quando se pisa o acelerador, dá vontade de seguir a próxima estrada sinuosa (qb)e conduzir sem destino. Nota-se que é 100% italiano, irracional, barulhento, difícil de domar numa condução mais aplicada (basta sentir os comandos, em especial o volante de diâmetro generoso)


    Posto isto, adoptava esta menina italiana não fosse a compensação monetária exigida pelos pais. Tão bom que era se seguissem antes a tradição do dote. Este exemplar não está mint, tal como se constata nas fotos, mas parece-me que constitui uma base excelente.


    Como nota final, já tive a sorte de conhecer alguns coleccionadores, e é curioso perceber como podem ter formas diferentes de encarar a sua colecção. Quando pedi ao proprietário desta viatura se podia publicar um pequeno relato da experiência e algumas fotos, recebi como resposta, "Claro que sim Rui! Os meus carros são para ser mostrados à comunidade, não faz qualquer sentido escondê-los! Os carros são para nos divertirmos!"




























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      #3



























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        #4









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          #5
          Obrigado pelo excelente relato, apesar da experiência algo "curta", e pelas fotos detalhadas!

          Com um pouco mais de tempo deixarei aqui a minha também breve (infelizmente) experiência ao volante do clássico mais simbólico que conduzi até hoje: um Chevrolet Corvair Monza Cabriolet, exactamente igual a este :

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            #6
            Rule: na foto da consola central, parece-me que um dos botoes foi mal colocado.

            Falo do botao que liga o aquecimento do vidro traseiro.

            Enviado do meu SM-T700 através do Tapatalk

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              #7
              Originalmente Colocado por moritar Ver Post
              Rule: na foto da consola central, parece-me que um dos botoes foi mal colocado.

              Falo do botao que liga o aquecimento do vidro traseiro.

              Enviado do meu SM-T700 através do Tapatalk
              Nem tinha reparado, mas a tua observação deve estar correcta. Numa pesquisa rápida pelo Google aparecem 2 fotos de outros exemplares com o botão noutro sentido.

              Na altura também não consegui perceber, e esqueci-me de perguntar, o que é o pequeno painel numerado junto à alavanca das mudanças.

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                #8
                eu que gosto tanto de clássicos nem tenho histórias com eles, a não ser o primeiro carro que tive que já era clássico e alguns mais simples, o que me deixa pena. de qualquer forma, se quiserem "publicar" as vossas histórias, esto aqui para as ler com muito gosto, sejam elas de motorzões ou de motorzinhos!

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                  #9
                  Originalmente Colocado por LinoMarques Ver Post
                  Obrigado pelo excelente relato, apesar da experiência algo "curta", e pelas fotos detalhadas!

                  Com um pouco mais de tempo deixarei aqui a minha também breve (infelizmente) experiência ao volante do clássico mais simbólico que conduzi até hoje: um Chevrolet Corvair Monza Cabriolet, exactamente igual a este :
                  Vou tendo algum contacto, mas tipicamente muito curto, e nem sempre ao volante. Por norma perco mais tempo a perceber como os movimentar e arrumar para um evento que organizamos anualmente, que a circular neles.

                  Mas é giro chegar, sentar, com mais ou menos dificuldade, e perceber as características próprias de cada modelo. Perceber se é preciso mexer no ar, e onde se faz, posição das mudanças nem sempre óbvia, etc. Assim de repente, Sierra Cosworth, Lotus/Caterham 7, Citroen Boca de Sapo, BMW E3 3.0, BMW E21 315, Corrado G60, Mustang 289, Ford Cortina, MG TC, Carocha, etc. Fiquei lixado por não ter conseguido meter um 991 a trabalhar, mas o imobilizador desbloqueia de uma forma que desconhecia, e não me meti a inventar.

                  Fiquei espantado com o 7 (não sei se original ou réplica), em que demorei a encontrar a marcha-atrás, e ele arrancou em todas as mudanças para a frente. Dá para perceber que aquela caixa deve ser bem curtinha.

                  Originalmente Colocado por caditonuno Ver Post
                  eu que gosto tanto de clássicos nem tenho histórias com eles, a não ser o primeiro carro que tive que já era clássico e alguns mais simples, o que me deixa pena. de qualquer forma, se quiserem "publicar" as vossas histórias, esto aqui para as ler com muito gosto, sejam elas de motorzões ou de motorzinhos!
                  Nunca andei num Carocha original. Há uns meses fiz uma pequena viagem à pendura num 1303S mas com bancos de um Renault 12 adaptados, entre outras alterações. Apanhei há uns anos um que me enchia as medidas, interiores Golf I GTI, motor 1.6, jantes com offset negativo, amarelinho. Mas depois os comandos demasiado duros, e o preço acima do que podia gastar, deitaram por terra... Mas ele vendeu-se em poucas semanas.

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                    #10
                    eu comprei o meu por 450 contos em 1999, andei com ele 5 anos, embora os últimos dois por motivos profissionais andasse pouco anualmente. o meu já não era original, pois era em 7ª mão!

                    jantes de 15 polegadas, volante mais estilo racer, tablier em madeira, penso que já tinha rádio com cds (90% de certezas), chão em chapa ondulada reparada por um chapeiro a quem eu levei. tinha motor 1600cc em vez de um 1300cc, pois tinha duplos braços de cada lado e fazia um barulho muito porreiro. tenho saudades dele e ainda existe, pelos vistos! do mesmo dono desde então. demorou cerca de 1 semanita e pico a ser vendido a um rapaz novo que queria um cabrio, mas viu aquele na beira da estrada e achou-o porreiro. foi por 350 contos...

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