O peso dos Funcionários Públicos

Esse teu post está tão falacioso e incompleto que até faz impressão [:P]

Vou só responder a uma falácia, porque só tenho tempo agora para isso.

Portugal é um país terceário e a Espanha é, nomedamente, secundário. E todos sabemos porquê...

Só com este pequeno detalhe, metade do teu post perde sentido [:P]

E quem te diz que as empresas portuguesas não vão para Espanha? Quem?

Não quererás dizer que se sente muito mais a presença da Espanha cá, do que nós lá?

Ah...

Depois continuo...
 
citação:Originalmente colocada por André

Esse teu post está tão falacioso e incompleto que até faz impressão [:P]
Eu podia dizer o mesmo das tuas "receitas simples milagrosas"[:p]

citação:E quem te diz que as empresas portuguesas não vão para Espanha?
Algumas vão... poucas...

Mas compara o número de empresas que vão para Espanha com o número de empresas Espanholas que vêm para Portugal ;)

Porque será?;)

Afinal... não seria de esperar o contrário?;)

Pois é... a realidade demonstra que o problema é muito mais complexo do que alguns pensam... e estou plenamente convencido que começa na nossa incapacidade de empreender e acaba no estado ineficiente e castrador que temos.

Pensar que o único problema do País é o Estado... é ser MUITO ingénuo.[:p][:p]

E sublinho o "único" para não pensares que defendo que continue tudo na mesma. Não... sou completamente a favor de uma restruturação total do estado!

A começar pelo essencial: qual é o papel que queremos para o estado? Quais são as suas funções essenciais? Se calhar são bem menos que aquelas que tem actualmente...

Mas isto.... NÃO BASTA. Há que mudar a mentalidade dos Portugueses, tornando-os mais empreendedores. E isto deve começar bem cedo na escola.
 
citação:Originalmente colocada por eu

citação:Originalmente colocada por André

Esse teu post está tão falacioso e incompleto que até faz impressão [:P]
Eu podia dizer o mesmo das tuas "receitas simples milagrosas"[:p]

citação:E quem te diz que as empresas portuguesas não vão para Espanha?
Algumas vão... poucas...

Mas compara o número de empresas que vão para Espanha com o número de empresas Espanholas que vêm para Portugal ;)

Porque será?;)

Afinal... não seria de esperar o contrário?;)

Pois é... a realidade demonstra que o problema é muito mais complexo do que alguns pensam... e estou plenamente convencido que começa na nossa incapacidade de empreender e acaba no estado ineficiente e castrador que temos.

Pensar que o único problema do País é o Estado... é ser MUITO ingénuo.[:p][:p]

E sublinho o "único" para não pensares que defendo que continue tudo na mesma. Não... sou completamente a favor de uma restruturação total do estado!

A começar pelo essencial: qual é o papel que queremos para o estado? Quais são as suas funções essenciais? Se calhar são bem menos que aquelas que tem actualmente...

Mas isto.... NÃO BASTA. Há que mudar a mentalidade dos Portugueses, tornando-os mais empreendedores. E isto deve começar bem cedo na escola.
O que nos leva à reinterpretação dos dados e ao estabelecimento dos tempos adequados para as necessárias mudanças...;)

Não se mudam mentalidades numa legislatura, e muito menos condições de toda uma vida!...
 
Mas o problema, Pé Leve, é que estas mudanças deviam ter começado há 15 anos atrás. Como estamos a "acordar tarde", a mudança terá que ser bem mais dolorosa...

E vai doer mais... aos do costume.
 
O problema é que não existam bons ou maus FP

Existem sim os que tem padrinho ( apadrinhados ) e os enteados

Logo os bons profissionais poderão, ou não, levar uma corrida em osso

Depois tens a mania do outsourcing em que os da casa fazem o mesmo trabalho e na maior parte das vezes com muito mais profissionalismo que os de fora e muito mais barato ( pois mas isso não interessa)

Falta de profissionalismo dos gestores da FP, aí sim está o grande cancro, mas não interessa tambem, pois a corda parte sempre pelo lado do mais fraco
 
citação:Originalmente colocada por eu

André e J.R., era bom que tudo fosse tão simples como vocês pensam... aplica-se aqui a receita da Espanha e já está. Era bom, era...
Ninguém diz isso, mas tudo bem:(.
citação:
Mas não é!
Pois[:I]
citação:
Senão, reparem:

Com um liberalismo económico tão bom em Espanha...

Com os grandes entraves à criação de riqueza em Portugal...

Seria de esperar que:

a) As empresas Espanholas não quisessem vir para Portugal;
b) As empresas Portuguesas fugissem de Portugal para se instalarem no "oasis" liberal Espanhol;

Ora, como a realidade demonstra, é exactamente o contrário que está a acontecer. Então, afinal o que se passa?
FALSO:D.
citação:
Se a Espanha é assim tão boa, porque é que as empresas Portuguesas não vão para lá?
E vão.
E vão mais empresas Portuguesas para Espanha do que o contrário.
Aliás ,se não fosse o "motor" Espanhol nós não tinhamos tido uma crise qd o Alemão falhou.
Tinhamos tido uma hectombe.

citação:
Se Portugal é assim tão mau, porque é que cada vez mais existem empresas Espanholas por cá?
Vamos deixar de exageros??
Isto é pior que em Espanha.
é por isso que há mais empresas com capital português em Espanha que o contrário.
Se a isto associarmos a dimensão Espanhola e Portuguesa.... não é supreendente.
É natural.
citação:
A realidade é muito mais complexa que as "cassetes" de esquerda ou de direita...
E que DADOS errados assimidos com certos pelas "nossas percepções" particulares;).
 
citação:Originalmente colocada por CLIO_thoris

O problema é que não existam bons ou maus FP

Existem sim os que tem padrinho ( apadrinhados ) e os enteados

Logo os bons profissionais poderão, ou não, levar uma corrida em osso

Depois tens a mania do outsourcing em que os da casa fazem o mesmo trabalho e na maior parte das vezes com muito mais profissionalismo que os de fora e muito mais barato ( pois mas isso não interessa)

Falta de profissionalismo dos gestores da FP, aí sim está o grande cancro, mas não interessa tambem, pois a corda parte sempre pelo lado do mais fraco


Se estivesses a pregar aos peixes tinhas mais sucesso !
Aqui, isso que relatas não importa para nada, isso são meras desculpas.
 
citação:Originalmente colocada por T4EC1

citação:Originalmente colocada por CLIO_thoris

O problema é que não existam bons ou maus FP

Existem sim os que tem padrinho ( apadrinhados ) e os enteados

Logo os bons profissionais poderão, ou não, levar uma corrida em osso

Depois tens a mania do outsourcing em que os da casa fazem o mesmo trabalho e na maior parte das vezes com muito mais profissionalismo que os de fora e muito mais barato ( pois mas isso não interessa)

Falta de profissionalismo dos gestores da FP, aí sim está o grande cancro, mas não interessa tambem, pois a corda parte sempre pelo lado do mais fraco


Se estivesses a pregar aos peixes tinhas mais sucesso !
Aqui, isso que relatas não importa para nada, isso são meras desculpas.

Uma observação dessas só poderá partir de alguem que não conhece minimamente o universo do funcionalismo público
 
citação:Originalmente colocada por J.R.
E vão mais empresas Portuguesas para Espanha do que o contrário.
Aliás ,se não fosse o "motor" Espanhol nós não tinhamos tido uma crise qd o Alemão falhou. Tinhamos tido uma hectombe.

????? Não estarás a confundir empresas com... produtos? E mesmo em Produtos... importamos mais do que exportamos.

citação:é por isso que há mais empresas com capital português em Espanha que o contrário.
?????????? O quê?

citação:E que DADOS errados assimidos com certos pelas "nossas percepções" particulares;).
Sem dúvida! E isto é válido... para todos nós!;)
 
citação:Originalmente colocada por eu

????? Não estarás a confundir empresas com... produtos? E mesmo em Produtos... importamos mais do que exportamos.
Ontem no Prós e Contras o sr. da Seur e o Hernani Lopes, salvo erro, disseram que existem mais empresas portuguesas em Espanha que o contrário.
600 a 400.
Mesmo que seja inverso, 400 a 600 (posso estar enganado), a dimensão Espanhola é +- 4 vezes maior pelo que continuaria a ser uma boa performance;).
 
citação:Originalmente colocada por CLIO_thoris

citação:Originalmente colocada por T4EC1

citação:Originalmente colocada por CLIO_thoris

O problema é que não existam bons ou maus FP

Existem sim os que tem padrinho ( apadrinhados ) e os enteados

Logo os bons profissionais poderão, ou não, levar uma corrida em osso

Depois tens a mania do outsourcing em que os da casa fazem o mesmo trabalho e na maior parte das vezes com muito mais profissionalismo que os de fora e muito mais barato ( pois mas isso não interessa)

Falta de profissionalismo dos gestores da FP, aí sim está o grande cancro, mas não interessa tambem, pois a corda parte sempre pelo lado do mais fraco


Se estivesses a pregar aos peixes tinhas mais sucesso !
Aqui, isso que relatas não importa para nada, isso são meras desculpas.

Uma observação dessas só poderá partir de alguem que não conhece minimamente o universo do funcionalismo público

Não se precipite meu caro.

Quis eu dizer que normalmente aqui neste forum esse tipo de observações é tido como um "fait divers" e preferem sempre falar da arraia miuda e deixar de fora os tubarões.

E sim é verdade no seu pleno muito do que disse no seu post.

Foi isto que eu quis transmitir

:);)
 
citação:Originalmente colocada por T4EC1

citação:Originalmente colocada por CLIO_thoris

citação:Originalmente colocada por T4EC1

citação:Originalmente colocada por CLIO_thoris

O problema é que não existam bons ou maus FP

Existem sim os que tem padrinho ( apadrinhados ) e os enteados

Logo os bons profissionais poderão, ou não, levar uma corrida em osso

Depois tens a mania do outsourcing em que os da casa fazem o mesmo trabalho e na maior parte das vezes com muito mais profissionalismo que os de fora e muito mais barato ( pois mas isso não interessa)

Falta de profissionalismo dos gestores da FP, aí sim está o grande cancro, mas não interessa tambem, pois a corda parte sempre pelo lado do mais fraco


Se estivesses a pregar aos peixes tinhas mais sucesso !
Aqui, isso que relatas não importa para nada, isso são meras desculpas.

Uma observação dessas só poderá partir de alguem que não conhece minimamente o universo do funcionalismo público

Não se precipite meu caro.

Quis eu dizer que normalmente aqui neste forum esse tipo de observações é tido como um "fait divers" e preferem sempre falar da arraia miuda e deixar de fora os tubarões.

E sim é verdade no seu pleno muito do que disse no seu post.

Foi isto que eu quis transmitir

:);)

Caro, T4EC1

Ás vezes o teclar tem estes efeitos, são transmitidas opiniões que quem lê, produz outra interpretação;)

Quanto á maleita de fundo, tenho andado á procura e não encontro, um estudo efectuado pela união europeia á relativamente pouco tempo, em que o mesmo estudo aponta que o grande cancro da FP em Portugal, é o excesso de gestores, que de gestores nada tem

No estudo efectuado conseguimos ser os primeiros nos na quantidade de gestores e os primeiros na má qualidade dos mesmos

Isto sim quer dizer muito;)
 
citação:Originalmente colocada por CLIO_thoris

Quanto á maleita de fundo, tenho andado á procura e não encontro, um estudo efectuado pela união europeia á relativamente pouco tempo, em que o mesmo estudo aponta que o grande cancro da FP em Portugal, é o excesso de gestores, que de gestores nada tem

No estudo efectuado conseguimos ser os primeiros nos na quantidade de gestores e os primeiros na má qualidade dos mesmos

Isto sim quer dizer muito;)
Exactamente.
Temos estruturas muito verticais, optimas para criar cargos excedentários, e não estruturas horizontais.
Maleita que precisa de ser corrigida..... com menos Estado.
Pq no caso das Empresas Privadas o problema é dos acionistas;).
 
citação:Originalmente colocada por eu

citação:Originalmente colocada por André

Esse teu post está tão falacioso e incompleto que até faz impressão [:P]
Eu podia dizer o mesmo das tuas "receitas simples milagrosas"[:p]

citação:E quem te diz que as empresas portuguesas não vão para Espanha?
Algumas vão... poucas...

Mas compara o número de empresas que vão para Espanha com o número de empresas Espanholas que vêm para Portugal ;)

Porque será?;)

Afinal... não seria de esperar o contrário?;)

Pois é... a realidade demonstra que o problema é muito mais complexo do que alguns pensam... e estou plenamente convencido que começa na nossa incapacidade de empreender e acaba no estado ineficiente e castrador que temos.

Pensar que o único problema do País é o Estado... é ser MUITO ingénuo.[:p][:p]

E sublinho o "único" para não pensares que defendo que continue tudo na mesma. Não... sou completamente a favor de uma restruturação total do estado!

A começar pelo essencial: qual é o papel que queremos para o estado? Quais são as suas funções essenciais? Se calhar são bem menos que aquelas que tem actualmente...

Mas isto.... NÃO BASTA. Há que mudar a mentalidade dos Portugueses, tornando-os mais empreendedores. E isto deve começar bem cedo na escola.

Mas desde quando tu alguma vez viste do meu teclado escrito bem como do J.R., que o único problema deste país era o Estado?

Desde quando?

Hein? Agora enveredaste de vez no pensares que os outros dizem o que tu queres à viva força que eles digam? É???

Nós dizemos que o problema maior é o Estado, não que é o único problema.

Quanto à relação investimento Espanha/Portugal e o contrário, desculpa dizer-te, mas as tuas opiniões baseiam-se não em dados concretos mas sim no senso comum puro e duro.

Caso não saibas, ou não queiras saber, nós estamos a investir em Espanha metade do que eles investem cá, o que é perfeitamente natural dado o tamanho dos 2 países. Estamos a investir cada vez mais e muito mais do que investiamos há 1 década.

O investimento espanhol cá, por sua vez, tem decrescido. E sabes que mais?

É perfeitamente natural. Eles já "conquistaram" o nosso mercado. Nós já não somos o centro das atenções (se é que alguma vez fomos) do investimento espanhol. América Latina, Marrocos...França...'tás a ver? [:p][:p][:p]

Podiamos investir mais em Espanha? Claro, quanto mais e melhor...melhor.

Agora daí lançar a pescada que não investimos ou que investimos muito pouco...isso roça a ignorância eu!

As mentalidades mudam-se pelo estabelecimento de regras e pela exigência no ensino.

Porque a grande chatisse para as tuas teorias é que Espanha não foi governada de forma muito diferente de Portugal durante muitos anos.

Aposta na mão de obra pouco qualificada? Também eles o fizeram.

Aposta no betão? Também eles o fizeram.

Pouca aposta na qualificação dos recursos humanos? Também eles o fizeram.

O que é espantoso é que olhando as políticas governamentais de Espanha e de Portugal, nós encontramos 2 grandes diferenças e 1 mais pequena diferença nos últimos 30 anos.

1ª grande diferença (década de 70/80): eles não deram cabo da indústria proveniente da ditadura e não enveredaram pela experiência e o sonho do socialismo. Não tiveram à espera de 1989 para se assumirem como uma economia de mercado como nós.

Uma mais pequena diferença (fim 80/1ª metade 90): as governações Gonzalez/Cavaco são muito pouco diferentes. Em que é que se distinguem? O Gonzalez foi implacável em relação às empresas pouco competitivas deixando morrer milhões de postos de trabalho improdutivos enquanto que o Cavaco aqui e aí andou a subsidiar certas indústrias. Esta pequena diferença traduziu-se nas diferenças da taxa de desemprego dos 2 países, que em Espanha ultrapassou os 20% e em Portugal, se não me estou a enganar, andou sempre há volta dos 10% indo estabilizar nos 8% no final de 95.

2ª ABISSAL diferença (2ª metade 90/primeiros anos séc. XXI): a comparação entre a governação Guterres/Aznar. NADA A VER. Um fazia o contrário do que o outro fazia. O Aznar usou a folga dada pela entrada no €uro para reduzir o peso da administração pública, superavit e continuou a política do deixar morrer tudo o que não era competitivo. Guterres por seu turno fez aquilo que todos sabemos. Cá chegamos a taxas de desemprego de 4%. Lá desceu gradualmente e estabilizou nos 10%.

Os resultados estão aí.

Partindo em 86 de uma base socio-económica bastante similar, hoje as diferenças entre os 2 países são consideráveis.

Porque é isto que tu não consegues reconhecer. Tu deixas-te levar pelos lugares comuns que isto tem é de ser governado como na dinamarca, apostar na tecnologia a rodos, bla bla bla.

Só te esqueces de UMA COISA. Os países não mudam do dia para a noite. Um país só deixará de ter mão de pouco qualificada para ter mão de obra super qualificada passando, inevitavelmente, pelo momento de ter uma mão de obra +/- qualificada. E este raciocínio aplica-se a tudo!

Veja-se Espanha! As exportações espanholas têm proporcionalmente menos incorporação tecnológica do que a portuguesa, sabias?
A diferença não é muito (como seria de esperar), mas existe.

Sabias? Pois, como falas parece que não.

A economia paralela em Espanha ainda é maior do que em Portugal, sabias? Tal como a fuga aos impostos.

Os resultados no PISA e afins de Espanha são melhores, mas não muito melhores.

Então porque é que eles crescem e nós andamos estagnados desde 2001???

A Espanha não é o centro da maravilha e do milagre económico.

A economia espanhola tem imensas fragilidades, começando pela bolha imobiliária que vai rebentar mais cedo ao mais tarde.

Contudo Espanha é uma economia de mercado...PRAGMÁTICA. Viu-se livre dos complexos de antigamente e LIBERALIZOU-SE.

Está mais adaptada ao mundo actual por isso cresce.

Tudo o que fez e faz é perfeito??

Longe disso [:p][:p][:p]

Podia ter feito melhor???

MUITO MELHOR.

Vives embranhado nas balelas do que isto só lá vai com empreendedores. Tens razão. Mas não tens toda. Porque os portugueses não são menos empreendedores com os espanhóis. Que eu saiba o DNA não é diferente, ou é?

A única coisa abissal que nos distingue é o Estado.

Em Espanha a justiça funciona razoavelmente, em Portugal funciona miseravelmente.

Espanha gasta muito menos com o seu sector público. Espanha acabou com os monopólios de empresas públicas, liberalizou o mercado. E nós?

Nós do que privatizámos, privatizámos sem impôr concorrência ao mercado.

Cá existe concorrência?

Será que em Espanha o Estado demora 6 meses a 1 ano, às vezes 2 anos, para pagar a um fornecedor?

Será que as acções judiciais em Espanha demoram 5-10 anos para serem resolvidas?

Será?

Será que em Espanha é necessário que o Estado crie Lojas do Cidadão, enfim, uma duplicação de competências via uma burocracia de luxo, porque os serviços que supostamente deviam fornecer o serviço não o conseguem fornecer a tempo e horas?

Será que em Espanha os investimentos estrangeiros são tratados como cá, por vias completamente "especiais" e pouco claras já que as vias normais não funcionam???

Será que pôr uma empresa a funcionar em Espanha é a mesma coisa que pôr uma empresa a funcionar em Portugal?

As licenças também demoram meses?

Se calhar agora cá até se criam na hora. Mas e no dia-a-dia, como é?

Fazes ideia do que são as relações das empresas com o Estado?

A subsidiação que o Estado dá a umas, preterindo outras, ao sabor do amiguismo circunstancial e do momento???

Será que sabes?

Ou limitas-te a estar no sofá, sem saber a mínima de como é a realidade das relações do Estado para com as empresas?

A teoria é uma coisa...a prática é algo totalmente diferente [:p][:p]

Mete uma coisa na cabeça. O Estado é a maior "empresa" de um país. Quando a maior não funciona, o resto não consegue funcionar, porque o mecanismo de tracção é interrompido e andamos aos solavancos constantemente [:p][:p]

Pôes o Estado a funcionar bem, a não atrapalhar, a fazer o que lhe compete que é PROMOVER A CONCORRÊNCIA e IMPÔR A CONCORRÊNCIA, e vais ver que OS TEUS QUERIDOS E DESEJADOS EMPREENDEDORES APARECEM.

Eu e o J.R. defendemos acima de tudo que se exija tanto ao Estado como às empresas.

Tu, ao invés, vives no mundo em que achas que o Estado não é o principal problema, que o sector empresarial português tem obrigação de melhorar mesmo com o Estado a impedi-lo constantemente de o fazer, que um dia, lá muito longe, quando as empresas criarem mais riqueza aí sim admites que é altura de mudar o Estado.

Enfim [:p][:p][:p]
 
Eu advogo mais governo, menos estado, mas e existe sempre um mas,...sejamos coerentes e honestos, objectivos e pragmáticos, isentos e leais.

Quando se conjecturarem todos estes adjectivos, ai sim estamos prontos para a mudança

citação:Os portugueses não são estúpidos nem têm a memória curta, ao contrário do que alguns crêem (os políticos estúpidos, que não merecem ser portugueses!)
 
Aconselho que o eu leia isto para talvez</u>...inverter prioridades [:p]

Maus pagadores

Parece que o “pagar tarde” está enraizado na nossa forma de estar. É urgente mudar este paradigma cultural onde o único beneficiado é a banca.

Pedro Barata

Tivemos conhecimento na semana passada que o Estado se prepara para congelar os pagamentos às empresas de construção civil. Esta medida, embora abranja unicamente as empreitadas de vias rodoviárias, é ilustrativa da situação vergonhosa a que vimos assistindo nesta área há anos sem fim neste país.

O Estado Português é mau pagador, tendo dívidas em atraso com a grande maioria dos sectores da economia. Segundo um estudo recentemente elaborado pela “Intrum Justitia”, o prazo médio de pagamento do Estado ronda os 155 dias, o que ultrapassa largamente os 60 dias estabelecidos por uma directiva comunitária.

Estes atrasos fazem de Portugal o país da União Europeia com os mais longos prazos médios de pagamento e geram uma série de problemas gravíssimos.

O primeiro, decorre do facto de a grande maioria das organizações em Portugal ter o Estado como um dos seus principais clientes. Esta situação faz com que os atrasos nos pagamentos do Estado tenham um efeito tipo “bola de neve”</u>, repercutindo-se no alargamento dos prazos de pagamento em todos os sectores da economia.

O segundo, tem a ver com o facto de a grande maioria dessas organizações terem que enfrentar constantemente problemas de liquidez, pois têm que saldar as suas dívidas e fazer face aos seus compromissos, em prazos geralmente mais curtos do que aqueles em que recebem dos seus clientes. Esta falta de liquidez faz com que a maioria das organizações necessitem de recorrer à banca e/ou disponibilizar os fundos de tesouraria disponíveis para fazer face as esses atrasos. Ou seja: esses fundos que poderiam e deveriam estar disponíveis para outros fins, tais como investimentos, acabam por ser utilizados em actividades não produtivas.

O terceiro, tem a ver com a necessidade de as organizações incorporarem, nas suas margens comerciais, os custos financeiros decorrentes do recurso à banca, o que leva a que acabemos por ter de pagar um valor mais elevado pelos produtos e serviços que adquirimos a essas organizações. Um bom exemplo desta situação, são os atrasos de pagamento por parte do Estado à indústria farmacêutica e às farmácias, os quais chegam a ultrapassar um ano. Estes atrasos custam anualmente muitos milhões de euros, sendo suportados por todos nós contribuintes. É sobretudo lamentável o facto de os principais penalizados, com os custos daí decorrentes, serem na sua maioria idosos, reformados ou pensionistas, pois acabam por pagar os seus medicamentos mais caros.

Por último, não nos podemos esquecer do impacto que estes atrasos têm na produtividade das organizações. O esforço de cobrança no nosso país é muito superior ao registado nos restantes países das União Europeia. Por esse motivo, os departamentos de controlo de crédito em Portugal empregam normalmente mais gente que as suas congéneres europeias, o que se traduz em mais custos e, consequentemente, em menor competitividade das nossas organizações.

Perante isto, pergunto: será que ninguém se dá conta que esta situação, aliada ao mau funcionamento da justiça, está a prejudicar seriamente o nosso desenvolvimento económico?

Sr. primeiro-ministro: o exemplo deve e tem que vir de cima. O Estado não pode continuar a pagar as suas dívidas nos actuais prazos, argumentando falta de verbas, e por outro lado dar a entender que se encontram disponíveis milhões de euros para atribuir sob a forma de subsídios!

Desde criança que me recordo de ouvir dizer : “pagar e morrer o mais tarde que puder ser”. Parece que o “pagar tarde” está enraizado na nossa forma de estar. É urgente mudar este paradigma cultural onde o único beneficiado é a banca.

[:p] Ring ring...ring ring [:p]
 
Ministérios onde acho que existe pessoal a mais:

Ministério da Cultura
Ministro da Presidência
Ministro dos Assuntos Parlamentares
Ministério da Defesa Nacional
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Ministério da Economia e da Inovação
Ministério dos Negócios Estrangeiros
Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional

Ministérios com falta de pessoal:
Ministério da Administração Interna
Ministério das Finanças e da Administração Pública
Ministério da Justiça
Ministério da Saúde
Ministério da Educação
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
 
O ministério da educação não precisa, definitivamente, de gente a mais.

Agora os números que vieram a lume esta semana mostram uma realidade que nos devia fazer pensar.

Basicamente existem 200.000 funcionários públicos só no ramo da educação.

120.000 professores. 80.000 para tudo o resto.

80.000 distribuídos por burocratas no ministério, e nomeadamente...os famosos auxiliares de acção educativa que se espalham pelas escolas qual praga imparável.

Isto é o Estado.

Isto é muita despesa e pouco resultado.
 
"os famosos auxiliares de acção educativa que se espalham pelas escolas qual praga imparável."

Ainda vais precisar deles...
 
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