citação:
Originalmente colocada por eu
citação:
Originalmente colocada por André
Esse teu post está tão falacioso e incompleto que até faz impressão [

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Eu podia dizer o mesmo das tuas "receitas simples milagrosas"[

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citação:E quem te diz que as empresas portuguesas não vão para Espanha?
Algumas vão... poucas...
Mas compara o número de empresas que vão para Espanha com o número de empresas Espanholas que vêm para Portugal
Porque será?
Afinal... não seria de esperar o contrário?
Pois é... a realidade demonstra que o problema é muito mais complexo do que alguns pensam... e estou plenamente convencido que
começa na nossa incapacidade de empreender e acaba no estado ineficiente e castrador que temos.
Pensar que
o único problema do País é o Estado... é ser MUITO ingénuo.[

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E sublinho o "único" para não pensares que defendo que continue tudo na mesma. Não... sou completamente a favor de uma restruturação total do estado!
A começar pelo essencial: qual é o papel que queremos para o estado? Quais são as suas funções essenciais? Se calhar são bem menos que aquelas que tem actualmente...
Mas isto.... NÃO BASTA. Há que mudar a mentalidade dos Portugueses, tornando-os mais empreendedores. E isto deve começar bem cedo na escola.
Mas desde quando tu alguma vez viste do meu teclado escrito bem como do J.R., que o único problema deste país era o Estado?
Desde quando?
Hein? Agora enveredaste de vez no pensares que os outros dizem o que tu queres à viva força que eles digam? É???
Nós dizemos que o problema maior é o Estado, não que é o único problema.
Quanto à relação investimento Espanha/Portugal e o contrário, desculpa dizer-te, mas as tuas opiniões baseiam-se não em dados concretos mas sim no senso comum puro e duro.
Caso não saibas, ou não queiras saber, nós estamos a investir em Espanha metade do que eles investem cá, o que é perfeitamente natural dado o tamanho dos 2 países. Estamos a investir cada vez mais e muito mais do que investiamos há 1 década.
O investimento espanhol cá, por sua vez, tem decrescido. E sabes que mais?
É perfeitamente natural. Eles já "conquistaram" o nosso mercado. Nós já não somos o centro das atenções (se é que alguma vez fomos) do investimento espanhol. América Latina, Marrocos...França...'tás a ver? [

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Podiamos investir mais em Espanha? Claro, quanto mais e melhor...melhor.
Agora daí lançar a pescada que não investimos ou que investimos muito pouco...isso roça a ignorância eu!
As mentalidades mudam-se pelo estabelecimento de regras e pela exigência no ensino.
Porque a grande chatisse para as tuas teorias é que Espanha não foi governada de forma muito diferente de Portugal durante muitos anos.
Aposta na mão de obra pouco qualificada? Também eles o fizeram.
Aposta no betão? Também eles o fizeram.
Pouca aposta na qualificação dos recursos humanos? Também eles o fizeram.
O que é espantoso é que olhando as políticas governamentais de Espanha e de Portugal, nós encontramos 2 grandes diferenças e 1 mais pequena diferença nos últimos 30 anos.
1ª grande diferença (década de 70/80): eles não deram cabo da indústria proveniente da ditadura e não enveredaram pela experiência e o sonho do socialismo. Não tiveram à espera de 1989 para se assumirem como uma economia de mercado como nós.
Uma mais pequena diferença (fim 80/1ª metade 90): as governações Gonzalez/Cavaco são muito pouco diferentes. Em que é que se distinguem? O Gonzalez foi implacável em relação às empresas pouco competitivas deixando morrer milhões de postos de trabalho improdutivos enquanto que o Cavaco aqui e aí andou a subsidiar certas indústrias. Esta pequena diferença traduziu-se nas diferenças da taxa de desemprego dos 2 países, que em Espanha ultrapassou os 20% e em Portugal, se não me estou a enganar, andou sempre há volta dos 10% indo estabilizar nos 8% no final de 95.
2ª ABISSAL diferença (2ª metade 90/primeiros anos séc. XXI): a comparação entre a governação Guterres/Aznar. NADA A VER. Um fazia o contrário do que o outro fazia. O Aznar usou a folga dada pela entrada no €uro para reduzir o peso da administração pública, superavit e continuou a política do deixar morrer tudo o que não era competitivo. Guterres por seu turno fez aquilo que todos sabemos. Cá chegamos a taxas de desemprego de 4%. Lá desceu gradualmente e estabilizou nos 10%.
Os resultados estão aí.
Partindo em 86 de uma base socio-económica bastante similar, hoje as diferenças entre os 2 países são consideráveis.
Porque é isto que tu não consegues reconhecer. Tu deixas-te levar pelos lugares comuns que isto tem é de ser governado como na dinamarca, apostar na tecnologia a rodos, bla bla bla.
Só te esqueces de UMA COISA. Os países não mudam do dia para a noite. Um país só deixará de ter mão de pouco qualificada para ter mão de obra super qualificada passando, inevitavelmente, pelo momento de ter uma mão de obra +/- qualificada. E este raciocínio aplica-se a tudo!
Veja-se Espanha! As exportações espanholas têm proporcionalmente menos incorporação tecnológica do que a portuguesa, sabias?
A diferença não é muito (como seria de esperar), mas existe.
Sabias? Pois, como falas parece que não.
A economia paralela em Espanha ainda é maior do que em Portugal, sabias? Tal como a fuga aos impostos.
Os resultados no PISA e afins de Espanha são melhores, mas não muito melhores.
Então porque é que eles crescem e nós andamos estagnados desde 2001???
A Espanha não é o centro da maravilha e do milagre económico.
A economia espanhola tem imensas fragilidades, começando pela bolha imobiliária que vai rebentar mais cedo ao mais tarde.
Contudo Espanha é uma economia de mercado...PRAGMÁTICA. Viu-se livre dos complexos de antigamente e LIBERALIZOU-SE.
Está mais adaptada ao mundo actual por isso cresce.
Tudo o que fez e faz é perfeito??
Longe disso [

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Podia ter feito melhor???
MUITO MELHOR.
Vives embranhado nas balelas do que isto só lá vai com empreendedores. Tens razão. Mas não tens toda. Porque os portugueses não são menos empreendedores com os espanhóis. Que eu saiba o DNA não é diferente, ou é?
A única coisa abissal que nos distingue é o Estado.
Em Espanha a justiça funciona razoavelmente, em Portugal funciona miseravelmente.
Espanha gasta muito menos com o seu sector público. Espanha acabou com os monopólios de empresas públicas, liberalizou o mercado. E nós?
Nós do que privatizámos, privatizámos sem impôr concorrência ao mercado.
Cá existe concorrência?
Será que em Espanha o Estado demora 6 meses a 1 ano, às vezes 2 anos, para pagar a um fornecedor?
Será que as acções judiciais em Espanha demoram 5-10 anos para serem resolvidas?
Será?
Será que em Espanha é necessário que o Estado crie Lojas do Cidadão, enfim, uma duplicação de competências via uma burocracia de luxo, porque os serviços que supostamente deviam fornecer o serviço não o conseguem fornecer a tempo e horas?
Será que em Espanha os investimentos estrangeiros são tratados como cá, por vias completamente "especiais" e pouco claras já que as vias normais não funcionam???
Será que pôr uma empresa a funcionar em Espanha é a mesma coisa que pôr uma empresa a funcionar em Portugal?
As licenças também demoram meses?
Se calhar agora cá até se criam na hora. Mas e no dia-a-dia, como é?
Fazes ideia do que são as relações das empresas com o Estado?
A subsidiação que o Estado dá a umas, preterindo outras, ao sabor do amiguismo circunstancial e do momento???
Será que sabes?
Ou limitas-te a estar no sofá, sem saber a mínima de como é a realidade das relações do Estado para com as empresas?
A teoria é uma coisa...a prática é algo totalmente diferente [

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Mete uma coisa na cabeça. O Estado é a maior "empresa" de um país. Quando a maior não funciona, o resto não consegue funcionar, porque o mecanismo de tracção é interrompido e andamos aos solavancos constantemente [

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Pôes o Estado a funcionar bem, a não atrapalhar, a fazer o que lhe compete que é PROMOVER A CONCORRÊNCIA e IMPÔR A CONCORRÊNCIA, e vais ver que OS TEUS QUERIDOS E DESEJADOS EMPREENDEDORES APARECEM.
Eu e o J.R. defendemos acima de tudo que se exija tanto ao Estado como às empresas.
Tu, ao invés, vives no mundo em que achas que o Estado não é o principal problema, que o sector empresarial português tem obrigação de melhorar mesmo com o Estado a impedi-lo constantemente de o fazer, que um dia, lá muito longe, quando as empresas criarem mais riqueza aí sim admites que é altura de mudar o Estado.
Enfim [

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