400 anos de história

Ja tive um debate na faculdade por causa deste assunto..sao 8 seculos de presença muçulmana na peninsula iberica e particularmente Portugal que sao completamente omitidos em livros e nas materias..Pelo que o meu professor de historia disse uma das possiveis razoes é o facto de Portugal ter querido sempre ser mais europeu e estar mais "virado" para a europa e daí a omissao de tantos seculos de historia..Inclusive e isto nao sei se é mesmo verdade houveram muitos vestigios deixados pelos muçulmanos que foram apagados pelas autoridades portuguesas..mesmo assim o que nao falta sao marcas deixadas por eles ca..
 
Vocês devem andar mesmo distraídos...

A malta aqui do Porto sabe que abaixo do rio Douro é só Mouros e vocês nem dão por nada... :D :D
 
parece que há alguns exageros...
muitas vilas, aldeias devem o seu nome aos arabes, bem como muitas palavras do nosso dicionário.
 
Omitidos de onde? Só se houve uma mudança radical nos programas, porque quando eu andava na escola falava-se e bastante da ocupação da Península Ibérica pelos muçulmanos... até porque é impossível evitar esse tema, já que a nossa história está directamente ligada a essa ocupação.
 
Descobriste hoje que os mouros tiveram ca???
Sempre me lembro de ter estudado isso na escola . Hoje em dia ha quem veja teorias da conspiraçao em todo o lado.
 
citação:Originalmente colocada por zombi.l

parece que há alguns exageros...
muitas vilas, aldeias devem o seu nome aos arabes, bem como muitas palavras do nosso dicionário.

Sabias que Sua Ex.ª Abd ar-Rahman I foi Rei do terreno onde pisas os pés?[:p]
 
Algarve, alface, aljustrel, e muitas outras palavras portuguesas começadas por AL e não só, são de proveniência árabe...
 
Sim, é verdade que, na elaboração dos proramas de História, se dá mais importância a umas épocas do que a outras. Contudo, não se esqueçam que a Historia, enquanto discipina escolar, tem a função de ajudar as crianças/jovens a ganhar uma identidade nacional.

E a identidade nacional faz-se, em grande medida, pela oposição entre o "nós" e "os outros". Neste caso, o "nós" (portugueses) opõem-se a dois "outros" (castelhanos e leoneses de um lado e muçulmanos de outro). Portugal nasceu da independência de um condado vassalo de Leão e Castela e cresceu à custa dos territórios muçulmanos da Península.


Mas não se espantem com este facto.

Por exemplo, durante o Estado Novo, havia a necessidade de "eliminar" as partes da História de Portugal onde se falasse, por exemplo, de eleições. Dai que os reis a seguir a D. João VI (D. Pedro IV. D. Miguel, D. Maria II, D. Pedro V, D. Luís, D. Carlos e D. Manuel II) tivessem menos destaque do que os "heróicos" D. Afonso Henriques, D. João I ou D. Manuel I.

Aliás, num livro de História da época do Estado Novo, encontrei mesmo um dado interessante: Falava-se da Implantação da República (o 5 de Outubro), da participação portuguesa na I Guerra Mundial e na aventura de Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Ao contrário de qualquer outro período da História citado naquele livro, não foi mencionado o nome de qualquer Presidente da República ou presidente do Conselho de Ministros do período entre 1910 e 1926. Misteriosamente, quase parecia que o País tinha saltado do deposto D. Manuel II para a revolução de 28 de Maio de 1926.
 
Já que estão a falar sobre omissões, eis outro dado interessante.

Como sabem, depois da ocupação romana, veio um período de domínio por parte das tribos de godos, que, pela cultura clássica, eram denominados de "bárbaros".

É certo que se aflora a questão da presença desses "bárbaros" na Península Ibérica (em espcial, a ocupação visigótica), mas sem detalhes de maior. Esta época (dos séculos V a X) é ainda vista por muita gente como uma "Dark Age", uma Idade das Trevas, uma parte menos "romântica" da Idade Média (que, curiosamente, so foi "habilitada" como uma época interessante e fascinante por alturas do romantismo, no início do século XIX).

Curiosamente, neste contexto, há um dado que me escapa: Pouco se fala do reino dos Suevos. Antes de toda a Peninsula Ibérica ter ficado sob o domínio dos Visigodos, existiu um reino suevo no Nordeste da Península, numa zona correspondente ao Norte-Centro Norte de Portugal e á actual Galiza (desconheço as fronteiras em concreto).

No entanto, quando se fala da época dos "bárbaros", dá-se mais ênfase aos Visigodos, sendo que apenas deste povo são mencionados alguns monarcas (como Recaredo, por exemplo). Não sou um conhecedor desta época, mas reio que esta preferencia pelos Visigodos pode ter algo a ver com o cristianismo (religiao "apadrinhada" pelo Estado Novo e demasiado tolerada pela III República). Se alguém me for capaz de esclarecer sobre este ponto...
 
citação:Originalmente colocada por zerorpm

citação:Originalmente colocada por KarmaCop213

Não se fala em que termos?

Lembro de nas aulas falarmos na ocupação Moura, mas nada mais...

Do que é que querias que se falasse mais? Daquilo que eu já li a ocupação muçulmana da península ibérica não é das coisas mais simples de se perceber, mas penso que as ideias gerais são transmitidas na escola.
 
Acrescento pós-pesquisa rápida na wikipédia: Os Suevos também se converteram ao cristianismo. Nesse caso, não faço a mais pequena ideia porque é que eles são ignorados.
 
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