Tópico dos empresários portugueses...

citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por Renas

Em todas as empresas onde trabalhaei até hoje havia lacunas. Mas a maior é a falta de formção. Não são os salários que promovem as competências. [8]
Concordo contigo, mas repara, trabalhadores competentes que tem um salário justo, encarregam-se eles próprios da formação e são um recurso importante para uma empresa que dá valor aos seus colaboradores.


Meus Senhores, sobre isso muito se tem dito e escrito, de dinheiros mal gastos, a empresários amorfos, passando pelas ditas "organizações empresariais" que estão criadas e subsistem para uns "tachos" , e o protagonismo de alguns.

A realidade é que nada nem ninguém dá formação adequada e esclarecida a Patrões e Empregados, depois temos uma coisa que são os recem formados (sem desprimor para os mesmos) que olham com desprezo para o saber feito de muitos profissionais sem formação académica, o que interessa é o manual, o compendido a cartilha teórica, tentar conjugar experiência com prática e saber feito isso não interessa para nada.


Fica um texto interessante que vale a pena lêr.



Formação Profissional: Que perspectiva de futuro

PEDRO CASTAñO*


Segundo um estudo do Departamento de Estatística do então denominado Ministério da Qualificação e Emprego, publicado no Expresso Emprego n.º 1284, 66% das empresas nacionais não dispõem de qualquer tipo de formação profissional junto dos seus trabalhadores. Apesar desta realidade, o número de horas de formação praticamente decuplicou, sobretudo devido ao Fundo Social Europeu.

O mesmo departamento estatístico publicou, em Abril de 1994, o estudo "Demografia das Empresas 1982 - 1992" em cujo resumo se pode verificar que a "elevada taxa de mortalidade infantil e uma esperança de vida à nascença de 11.4 anos, são as principais características que derivam de um modelo de criação de empresas em que predomina a pequena dimensão". Segundo o mesmo estudo, a rotatividade do emprego foi, no mesmo período, muito elevada, sobretudo devido às empresas que nasceram no período em análise. Mas se esses projectos são responsáveis pelo crescimento de emprego verificado, não apresentam um conteúdo que permita a alteração dos dados estruturais em termos de habilitação e qualificação, ao mesmo tempo que empurram para baixo a remuneração média.

No período em análise (1982 - 1992) o número de empresas cresceu para 61 291, enquanto o emprego estruturado registou um aumento de 314 739 postos de trabalho, tendo a dimensão média das empresas passado de 21.5 para 14.6 trabalhadores.

A primeira reflexão a que estes dados nos conduzem prende-se com a tentativa de compreensão das realidades em que o tecido económico e empresarial português se movimenta.

Orientam-nos duas problemáticas que consideramos indispensável alterar a curto prazo:

1. O baixo índice de qualificação
2. A fraca produtividade da nossa economia


Temos empresas cada vez mais pequenas. Temos empresas que cada vez duram menos anos. Temos, simultaneamente, apoios à modernização das empresas e à formação profissional de eficácia muito próxima de nula.

Onde estão e quem são as pessoas que criaram empresas que morreram, que tiveram centenas de horas de formação e trabalham sem eficiência?

Para nós, o facto de não existirem empresas sem pessoas, é um axioma verdadeiro em toda a sua dimensão, e os empresários e empreendedores são pessoas que, num momento da sua vida, tiveram sucesso e vontade suficiente para se aventurarem na criação dos seus negócios. Se assim é, porque razão não há sucesso nas políticas de implementação de medidas e ferramentas de gestão modernas e eficazes?

Segundo Costa Pereira (2001) só é possível caracterizar objectivamente a classe empresarial a partir dos finais do séc. XIX. Falta de espírito de empresa, incapacidade organizativa, medo de correr riscos e incompreensão dos factores estratégicos de competitividade, são as características desta nova classe emergente.

Estas características mantém-se nos anos 60 a 90 como uma indústria muito especializada e pouco balanceada, com sectores importantes que são concorrentes directos com países em fase de desenvolvimento (têxteis, calçado, conservas e pesca, por exemplo), de fraca sofisticação tecnológica, sem capacidade para conseguir ganhos de produtividade que sustentem o crescimento dos salários, sem atenção à complexidade e dinâmica da competitividade e com fraca presença de estratégias empresariais ofensivas de internacionalização.

A estes traços não é indiferente a violência das alterações do meio envolvente em que os empresários e os seus negócios passaram desde a contingência industrial do estado novo até ao mercado livre da União europeia passando pelo período revolucionário.

Se acreditamos em cultura, as palavras de Ceitil (2000) "a utilização de fundos estruturais não foi sempre acompanhada por outras opções empresariais de modo a permitir um melhor aproveitamento dos fundos, designadamente na criação de estruturas de suporte à melhor consolidação das competências adquiridas e na melhor canalização das mesmas para finalidades organizacionalmente pertinentes" parecem indicar que ainda hoje, não fosse a União Europeia. Vivemos da necessidade de regulação e proteccionismo, de baixos salários e pouca especialização, procurando proteccionismo numa época de globalização.

As opções só podem ser, assim, a de combater o estado das coisas, aproveitando o que de positivo se tem vindo a desenvolver. Se tratamos de qualificação e produtividade, sabemos que só com o auxílio de uma formação profissional eficiente e eficaz é que podemos alterar o estado das coisas. Mas como?

Mudar comportamento e atitudes não é uma tarefa para salas de formação cheias de pessoas cansados e pouco crentes na aplicabilidade dos conhecimentos transmitidos. Os empresários, porque lutam todos os dias com um mercado para cuja abertura nunca foram verdadeiramente preparados, não acreditam na formação, ou sequer que possam vir a Ter formação.

Relembrando os dados, a formação profissional decuplicou e nesses milhares de acções foram transmitidos e apreendidos conhecimentos. Acresce que o sistema de ensino cada vez coloca mais licenciados no mercado de trabalho. Com toda esta matéria prima, acreditamos que é ao nível da organização da formação que urge alterar o estado das coisas.

Diríamos, em conclusão, que é necessário atravessar a aduela da porta entre as teorias, a prática e, sobretudo, a realidade das empresas e das pessoas. Não temos encontrado, quer nos modelos de apoio desenhados, quer nas soluções apresentadas pelas entidades formadoras, capacidade para dar mais importância aos resultados

Acreditamos que os empresários e os seus colaboradores querem fazer melhor e estão desejosos de ajuda nesse sentido. Acreditamos que cada caso é um caso, por muito que haja traços comuns às diversas realidades. Se não temos massa crítica em cada uma das organizações, temos que encontrar meios para juntar o que é comum e separar o que é único.

O recurso a metodologias inovadoras não pode ser um chavão. Para empresas pequenas, de escassos recursos, só uma combinação entre a generalidade da formação inter-empresas e a especificidade de cada uma delas é capaz de potenciar a ligação entre a teoria e a prática.

Métodos vivenciais genéricos, espaço para compreensão da especificidade, coaching na operacionalização da mudança e, sobretudo, do transfer para a realidade empresarial é a metodologia que propomos. Para passar a aduela da porta do sucesso.


*
Sócio da CON.PRO - Consultoria e Projectos, Lda.
http://expressoemprego.clix.pt/scripts/indexpage.asp?headingID=4470
 
E já agora fazendo fé em estudos tal como o que o artigo faz referência, porque razão os Empresários Nacionais permitem que os negócios em Paises com Espanha e Grécia sejam mais competitivos ?

Porque razão as multinacionais como os casos recentes da GM e da Johnson Controls transferem a produção para Espanha, sendo os custos lá MAIS ELEVADOS ?



Portugal tem custos do trabalho mais baratos na Europa dos Quinze
Portugueses recebem em média 270 contos por mês. Gregos ganham mais 100

hugo bordeira
Os custos laborais em Portugal são os mais baixos na União Europeia dos Quinze, antes do alargamento a 25. A conclusão do estudo da consultora Mercer HR Consulting não é nova, mas relança novamente a questão sobre a sustentabilidade do modelo económico português, ainda muito baseado em baixos salários e mão-de-obra barata.

Olhando para o quadro das remunerações totais (ver gráfico ao lado), constata-se que os portugueses auferem uma remuneração média bruta de 18 889 euros por ano, o que representa um rendimento de 1 350 euros por mês (perto de 270 contos mensais, contabilizando 14 meses). Comparando estes valores com o País imediatamente acima de Portugal (a Grécia), verifica-se que os gregos ganham quase 26 mil euros por ano, o que traduz um rendimento mensal na ordem dos 1 850 euros (370 contos/mês).

"Estes resultados confirmam o que já se sabia, somos o País dos Quinze com os salários mais baixos, o que traduz uma grande desigualdade na distribuição dos rendimentos face à riqueza que é produzida", afirma ao DN João Proença, secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Os custos laborais baixos são, teoricamente, favoráveis às empresas, uma vez que permitem produzir com menos custos face a outros países europeus - na Bélgica o custo do trabalho ronda os 53 577 euros anuais, o que dá uma média de 3820 euros por mês (760 contos/mês).

"Está provado que essa associação entre baixos salários e competitividade está errada, porque por essa lógica deveríamos ser o País mais competitivo da Europa, antes do alargamento", nota o responsável da UGT. "O que se tem verificado noutros países é que o aumento dos salários reais e a modernização do tecido empresarial têm feito subir o consumo interno e a produtividade", acrescenta ainda João Proença.

No último relatório da Associação Industrial Portuguesa (AIP) sobre a competitividade, publicado em Outubro de 2004, os patrões alertavam, contudo, para a necessidade de conter o crescimento dos custos unitários do trabalho, que é mais acelerado em Portugal do que em países ricos como Alemanha, Reino Unido ou Dinamarca.

uma ameaça do leste? Outra conclusão a retirar do relatório da Mercer é que, exceptuando a Eslovénia, os custos de trabalho são incomparavelmente mais baixos nos países de Leste que aderiram à União Europeia. A consultora fez as contas e diz que empregar uma pessoa na Europa Ocidental é quatro vezes mais dispendioso do que nos novos membros da UE - na Letónia, cada trabalhador custa 340 euros por mês (68 contos).

João Proença não considera, porém, que essa diferença represente uma ameaça para Portugal. "Os países do Leste têm baixos salários e um bom nível educacional, mas apresentam uma baixa taxa de produtividade e, ao contrário dos portugueses, revelam pouca capacidade de adaptação", diz o responsável da UGT.

O DN tentou obter um comentário da AIP e da AEP sobre o relatório da Mercer, mas tal não foi possível.
http://dn.sapo.pt/2005/04/12/negocios/portugal_custos_trabalho_mais_barato.html



Algo no meu entender está errado e mal explicado.
 
O problema em Portugal é o Codigo de Trabalho muito desactualizado e altamente penalizante para as empresas.
Se não houver um novo CT mais flexivel e de acordo com os metodos de trabalho internacionais, então alem de perdermos as empresas que ainda cá estão, tambem evitamos que novas se por cá instalem.
 
citação:Originalmente colocada por Alpiger

O problema em Portugal é o Codigo de Trabalho muito desactualizado e altamente penalizante para as empresas.
Se não houver um novo CT mais flexivel e de acordo com os metodos de trabalho internacionais, então alem de perdermos as empresas que ainda cá estão, tambem evitamos que novas se por cá instalem.


Embora o código de trabalho possa ter uma cota parte no problema penso que não será a questão nuclear.

Nas empresas ditas de referência a coisa funciona, porque é que não funciona nas outras ?
 
O CT funciona nas empresas de referencia enquanto estas não tem problemas.

Quando isso acontece, o CT não permite que as empresas ajustem o numero de trabalhadores ás suas reais e pontuais necessidades.
Por isso na maioria das vezes torna-se mais facil encerrar a empresa e desloca-la para outro pais aonde isso é permitido do que suportar com os elevados custos e complicações daí resultantes.
 
citação:Originalmente colocada por Alpiger

O CT funciona nas empresas de referencia enquanto estas não tem problemas.

Quando isso acontece, o CT não permite que as empresas ajustem o numero de trabalhadores ás suas reais e pontuais necessidades.
Por isso na maioria das vezes torna-se mais facil encerrar a empresa e desloca-la para outro pais aonde isso é permitido do que suportar com os elevados custos e complicações daí resultantes.


As questão de deslocalizar algumas empresas nem se prende muitas vezes com o CT, porque já vimos que é possivel reduzir trabalhadores e turnos de produção e recorrer á "layoff", além de que muitos dos contratos são de vinculo incerto.
 
O problema é que lá fora as empresas despedem 10, mas depois contratam 15.

Aqui não, as empresas despedem 100, contratam 0 e requerem 100 a uma empresa de trabalho temporário.
 
O País inteiro está cansado de ouvir sempre as mesmas pessoas a dizer sempre o mesmo.

A classe Empresarial, já o tenho dito aqui várias vezes, é medíocre com fortes tendências para o mau, não tenho a mínima dúvida, mas o contexto onde ela está inserida também não ajuda.

O maior problema, na minha perspectiva é que o mundo mudou e as pessoas não se aperceberam dessa mudança.

Hoje os mercados são mais competitivos, as margens muito, mas muito menores e a atitude face ao mercado continua na sua maioria, praticamente na mesma.

Para fazer face a isto, há que apostar na mudança para uma maior competividade, trazendo eficiência a todos os sectores dentro da empresa. Comércio, Indústria e Serviços. Nada escapa a essa mudança.

E basta entrar numa qualquer Empresa para nos apercebermos o que é necessário mudar. Eu diria que seria tudo !

Mas alguns dirão que esta Empresa ou aquela é uma Empresa Modelo porque são case study, aparecem na Exame e nos suplementos de Economia e noutra imprensa da especialidade...
Desculpem lá, essas empresas são o normal. Em França, Alemanha, Itália, Suíça, Espanha e por aí fora, há dezenas de empresas idênticas. Com o mesmo nível de competividade. E a operar em mercados muito mais agressivos.

Mas então o problema é de quem? Penso que é de todos, mas como acredito na responsabilização directa, quem mais manda, mais responsável é.

O trabalhador é a pessoa menos responsável pela situação. O patrão é o maior, não tenhamos dúvidas.

Mas o trabalhador Português lá fora é bem apreciado. Treta. Não há nada no código genético de um trabalhador Português que reconheça a linha de fronteira.

Em Portugal, aquilo que ele produz com o seu trabalho é 10. Na Suíça, com o mesmo trabalho é 100. Sim há mais produtividade global. Há mais riqueza.
O trabalhador limitou-se a fazer o mesmo no. de peças.
Mas como a Empresa é mais competitiva, pelo mesmo trabalho, ganha-se mais dinheiro.

É fácil de entender.
 
Eu tenho a certeza que é nuclear a questão. Na minha opinião o erro parte da visão que os empresários têm dos 'funcionários' e não dos 'colaboradores'.

Eu explico,

Na minha opinião(e de mais uns milhares de gestores) as mais valias estão principalmente nos recursos humanos. Até aqui tudo bem. Mas a verdade é que ninguém nunca nasceu ensinado. E querendo que um colaborador se torne uma mais valia é necessário investimento em formação. Aqui os empresários acham que as mais valias vêm de fora. Contratam e sub-contratam incompetentes de todo o lado. Não por culpa de quem integra essas equipas mas por falta de conhecimento e integração nas áreas de negócio.

Ou seja, na minha opinião caminha-se a passos largos para a responsabilização da incompetência. Os que temos estão inadaptados, passarão a incompetentes. Os que vêm de fora procuram novos procedimentos e as empresas morrem por falta de competividade interna. ;)
 
Renas, não é fácil postular sobre essas coisas.

Hoje me dia um recurso humano é considerado um bem precioso, um activo da Empresa. Claro que estamos a falar de Empresas bem geridas.

As mal geridas, vão fazer uma de 2 coisas. Fechar as portas ou mudar radicalmente.

Aqui não há meias medidas. Não estamos na FP onde o Estado com o seu manto protector abrange todas as indefenições, incompetências e o diabo a sete.

Claro que a extinção de 5 postos de trabalho mal pagos, produz a criação de um altamente remunerado.

É certo que numa sociedade a caminho do Socialismo, este cenário não é levado a sério, mas se queremos ser competitivos, criar riqueza e alimentar o Monstro temos que pensar que uma Empresa rica, bem gerida, promove o aparecimento de outras Empresas dispostas a partilhar essa trilha de sucesso. E de uma classe média próspera e bem motivada.

É simples, é barato e dá milhões. :)
 
citação:Originalmente colocada por Alpiger

O CT funciona nas empresas de referencia enquanto estas não tem problemas.

Quando isso acontece, o CT não permite que as empresas ajustem o numero de trabalhadores ás suas reais e pontuais necessidades.
Por isso na maioria das vezes torna-se mais facil encerrar a empresa e desloca-la para outro pais aonde isso é permitido do que suportar com os elevados custos e complicações daí resultantes.

Isso não é bem assim, até pq o nosso CT já é bastante flexivel nesse e noutros aspectos.

Lamentável é a mentalidade de que por erros de gestão de uma empresa se deve despedir 200, 300, 6000 pessoas em vez de se despedir o responsavel, catalogar as pessoas como bens descartaveis que ora se contrata ora se despede dependendo do preço dos ferraris, levaria a situações ainda mais tristes de fome sazonal contabilizadas erroneamente como anuais ou semestrais.
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

O País inteiro está cansado de ouvir sempre as mesmas pessoas a dizer sempre o mesmo.

A classe Empresarial, já o tenho dito aqui várias vezes, é medíocre com fortes tendências para o mau, não tenho a mínima dúvida, mas o contexto onde ela está inserida também não ajuda.

O maior problema, na minha perspectiva é que o mundo mudou e as pessoas não se aperceberam dessa mudança.

Hoje os mercados são mais competitivos, as margens muito, mas muito menores e a atitude face ao mercado continua na sua maioria, praticamente na mesma.

Para fazer face a isto, há que apostar na mudança para uma maior competividade, trazendo eficiência a todos os sectores dentro da empresa. Comércio, Indústria e Serviços. Nada escapa a essa mudança.

E basta entrar numa qualquer Empresa para nos apercebermos o que é necessário mudar. Eu diria que seria tudo !

Mas alguns dirão que esta Empresa ou aquela é uma Empresa Modelo porque são case study, aparecem na Exame e nos suplementos de Economia e noutra imprensa da especialidade...
Desculpem lá, essas empresas são o normal. Em França, Alemanha, Itália, Suíça, Espanha e por aí fora, há dezenas de empresas idênticas. Com o mesmo nível de competividade. E a operar em mercados muito mais agressivos.

Mas então o problema é de quem? Penso que é de todos, mas como acredito na responsabilização directa, quem mais manda, mais responsável é.

O trabalhador é a pessoa menos responsável pela situação. O patrão é o maior, não tenhamos dúvidas.

Mas o trabalhador Português lá fora é bem apreciado. Treta. Não há nada no código genético de um trabalhador Português que reconheça a linha de fronteira.

Em Portugal, aquilo que ele produz com o seu trabalho é 10. Na Suíça, com o mesmo trabalho é 100. Sim há mais produtividade global. Há mais riqueza.
O trabalhador limitou-se a fazer o mesmo no. de peças.
Mas como a Empresa é mais competitiva, pelo mesmo trabalho, ganha-se mais dinheiro.

É fácil de entender.
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Sim senhor, tenho de tirar-te o chapéu! Só é pena que esta tua clarividência não abranja mais áreas da produtividade!;)
 
Pé Leve, Davos fez-te babar um bocadinho, não? :) ;)

O meu ofício é de tentar levar racionalidade às Empresas. E tenho visto muita coisa. Coisas boas, muito pouco... [8)]

Vou-vos contar mais 1 história.

Há uns tempos fui com os meus pais, a casa de uns amigos em que ele é o CEO aqui em Portugal de um dos gigantes do aço a nível mundial.

E dizia que o problema de Portugal é as pessoas não saberem às quantas andam. Uma empresa sua Cliente que possa consumir 1,600 ton/ano de aço especial para um determinado tipo de produto, não sabe fazer o aprovisionamneto a tempo e horas. Ou seja, poderia negociar um pacote de compras de 1,600 ton por ano com entregas programadas, a um preço de X e como é uma desorganização total, compra sempre em cima da hora a preços muito mais caros e sujeita-se a uma contigentação no fornecimento, com os atrasos e penalizações que isso acarreta.

Dá para ver qual o problema dessa empresa.... [:0]

Mas o curioso é ter reparado em outros casos semelhantes.

É incrível o que a má gestão pode fazer. Pior ainda, é serem casos recorrentes.
 
E quem comenta a notícia TVI de que 1 em cada 5 empresários em Portugal não cumpre as suas obrigações fiscais? São 20% de incumpridores...
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

E quem comenta a notícia TVI de que 1 em cada 5 empresários em Portugal não cumpre as suas obrigações fiscais? São 20% de incumpridores...

Essa noticia é a mesma que esta

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=217148&idCanal=181

E deste tópico

http://forum.autohoje.com/topic.asp?TOPIC_ID=90151

Mas como se pode ver neste tópico acima a noticia merece leitura mas não merece comentários.


Deve ser da vergonha.

É que este procedimento de fuga aos impostos com o beneplácito governamental (sim compadrios, cunhas e influencias) não vêm naqueles manuais de gestão e economia que alguns gostam de transcrever e citar, o mundo real depois é vergonhoso e diferente da teoria, é real e marca a diferença, para pior.


Mas claro aqui no forum já sabemos quem é que costuma pagar as favas.

Não sabem !?

São aqueles que fazem comentários como o meu, ou em ultima instância os FPs.
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

E quem comenta a notícia TVI de que 1 em cada 5 empresários em Portugal não cumpre as suas obrigações fiscais? São 20% de incumpridores...
Isso não é nada, uma gota no oceano...


...comparado com o que roubam a pagar salários baixos.
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

E quem comenta a notícia TVI de que 1 em cada 5 empresários em Portugal não cumpre as suas obrigações fiscais? São 20% de incumpridores...
Isso não é nada, uma gota no oceano...


...comparado com o que roubam a pagar salários baixos.


Meu caro user, isso existe em Portugal ?

Claro que não !

Só existem é FPs malandros, os empresários trabalham todos segundo a cartilha e a correcção social.
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

E quem comenta a notícia TVI de que 1 em cada 5 empresários em Portugal não cumpre as suas obrigações fiscais? São 20% de incumpridores...
Isso não é nada, uma gota no oceano...


...comparado com o que roubam a pagar salários baixos.
Mas estou na expectativa da justificação (se é que há...) que os nossos amigos empresários (e seus defensores incondicionais...) trarão, embora me pareça que as respostas não incidirão nesses números mas numa outra justificação qualquer, ao seu jeito...:D:D:D
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

E quem comenta a notícia TVI de que 1 em cada 5 empresários em Portugal não cumpre as suas obrigações fiscais? São 20% de incumpridores...
Isso não é nada, uma gota no oceano...


...comparado com o que roubam a pagar salários baixos.
Mas estou na expectativa da justificação (se é que há...) que os nossos amigos empresários (e seus defensores incondicionais...) trarão, embora me pareça que as respostas não incidirão nesses números mas numa outra justificação qualquer, ao seu jeito...:D:D:D
existe por ai essa noticia para se poder comentar?
é que não vejo a TVI:)
 
Infelizmente 20% dos empresarios prefere pagar os ordenados aos seus empregados em vez de cumprir as suas obrigações fiscais.
Que vergonha.
Se não há dinheiro suficiente, fecha-se a empresa, mete-se o pessoal na rua sem indeminização e paga-se ao Estado todos os impostos devidos.

Aonde já se viu desviar o dinheiro dos impostos que tanta falta fazem ao Governo para pagar ordenagos aos empregados?

Pessoas assim deviam ir para a prisão o resto da vida, por prejudicar o Estado em beneficio dos empregados que não tem dinheiro para viver.
 
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