LUTA CERRADA ATÉ AO FIM
ARMINDO ARAÚJO (MITSUBISHI LANCER IX) GANHA PELA SEGUNDA VEZ CONSECUTIVA
Com sete vitórias, em 11 classificativas, os outros triunfos em especiais pertenceram dois a Miguel Campos (Subaru Impreza), um “ex-aequo” com Armindo Araújo, e Fernando Peres (Mitsubishi Lancer IX), e um a Bruno Magalhães (Peugeot 206 S1600), Armindo Araújo (Mitsubishi Lancer IX) construiu a sua terceira vitória, segunda consecutiva, na prova do Clube Automóvel de Marinha Grande, que é simultaneamente quarta desta temporada e a 14ª da sua carreira, o que lhe permite igualar o número de triunfos de Carlos Bica e ficar a uma vitória de Miguel Campos e Joaquim Moutinho.
Mas significativo é o facto de ter atingido a 14ª vitória á 50ª participação, o que represente 28% de triunfos e faz com que se perfile como um sério candidato a bater o “record” de vitórias (38) em provas do Campeonato Nacional que é de Joaquim Santos e data do Rali do Algarve de 1986.
Comandante da prova desde o seu início, ainda que após a primeira especial em igualdade com Miguel Campos, Armindo Araújo soube gerir o escasso avanço que manteve sobre o seu adversário e nem o pião, na primeira classificativa de hoje o perturbou, já que a partir daí aumentou a sua vantagem para uma margem “mínima” de segurança
No final, o piloto não escondia a sua satisfação “por uma vitória suada e que foi conquistada de pois de uma enorme luta com os meus adversários que nunca baixaram os braços e me obrigaram a acelerar até ao fim”.
Mas esta vitória permitiu, também, a Armindo Araújo garantir a conquista do título do Agrupamento de Produção “que era um dos objectivos que tínhamos”, com o piloto a não esconder que “agora queremos ganhar o título absoluto”.
Apesar de ter sido segundo classificado, Miguel Campos (Subaru Impreza) só tem motivos para se sentir satisfeito, pois esteve sempre na luta pela vitória e a uma distância tal que um erro de Armindo Araújo podia ter invertido a situação.
Com este resultado, o piloto do Subaru adia a decisão do título, pelo menos, por mais uma prova.
Para Miguel Campos, “a prova foi muito positiva pois ficámos a conhecer melhor o carro e conseguimos fazer tempos mais perto do Mitsubishi, embora nas classificativas onde o motor seja determinante as nossas hipóteses diminuam”.
Após um duelo que durou até ao último quilómetro, que levou a quatro mudanças de comandante e que terminou com 4,4 s. a separá-los, José Pedro Fontes (Renault Clio S1600) que se despede, informalmente, do título da categoria 1600, levou a melhor sobre Bruno Magalhães (Peugeot 206 S1600), que assegurou, desde já, a conquista do referido ceptro.
No momento da passagem de testemunho, José Pedro Fontes começou por fazer questão de ”dar os parabéns ao Bruno e à Peugeot”, para de seguida “agradecer a todos os patrocinadores que acreditaram no projecto e que sempre nos apoiaram, mesmo nos maus momentos que temos tido este ano, em que as coisas nem sempre correram como nós queríamos”.
Quatro da classificação geral e segundo entre os S1600, o que lhe permitiu assegurar o respectivo título nacional, Bruno Magalhães não escondia a sua satisfação “por termos atingido o nosso objectivo, depois de na segunda passagem, e por os troços estarem mais sujos e escorregadios, termos aumentado os cuidados com que rolámos para não colocarmos em risco o nosso objectivo, pelo que estamos todos de parabéns”.
Para Fernando Peres o quinto lugar da geral e as duas vitórias em especiais “souberam a pouco, porque quero ganhar uma prova, ainda este ano” como faz questão de assumir.
Mas como refere “os 12/13 anos que eles têm a menos faz com que tenham mais coração, embora esteja satisfeito por estar na luta”, apesar de reconhecer que “o carro não esteve tão eficaz como na Madeira e eu, também, não estava nos meus melhores dias, por questões pessoais, que não podem ser trazidas para as provas”.
Mas fica-lhe, ainda, a satisfação “de ter feito o melhor tempo na especial mais longa, pondo fim ao mito de que não era capaz de fazer bons tempos quando as classificativas têm muitos quilómetros”.
Dos restantes que terminaram no “top ten”, Vítor Lopes (Citroen C2 S1600) mostrou que o carro está a evoluir, tendo registado alguns bons tempos, embora não deixe de reconhecer que “está no motor a grande diferença, para a concorrência”, tendo terminado em sexto à frente de Ricardo Teodósio (Mitsubishi Lancer IX) que não esteve feliz na estreia do seu novo carro em Portugal.
Estreada na Finlândia, a nova máquina do piloto algarvio acabou por lhe dar preocupações, mas com o tempo que falta até à próxima prova e em particular até ao Rali Casinos do Algarve, que o piloto não esconde ser a sua grande aposta para se estrear no lote dos vencedores, o carro não deixará de evoluir e Ricardo Teodósio será um sério candidato ao triunfo na “sua” prova,
Apesar de fazer a sua estreia ao volante do Mitsubishi Lancer VIII MR que Armindo Araújo conduziu antes de passar para a evolução seguinte, Valter Gomes fez uma prova cautelosa, foi ganhando ritmo e conhecimento do carro e terminou em oitavo à frente de Vítor Pascoal (Subaru Impreza WRX STi).
A fechar o lote dos dez primeiros ficou Pedro Leal (Fiat Stilo Multijet) que, na primeira vez que conseguiu concluir uma prova ao volante do carro italiano, depois de três tentativas frustradas, venceu entre os Diesel, impondo-se quase sempre a Francisco Barros Leite (Seat Ibiza Cupra).
Nos Troféus, Mex Machado Santos (Peugeot 206 GTi), apesar de afectado pela morte da avó na tarde de sexta-feira, soube controlar as emoções para dominar de fio a pavio a Fórmula Peugeot 206, onde obteve a segunda vitória consecutiva, o que lhe permite dar um importante passo para bisar o triunfo na iniciativa da marca do leão.
No Challenge Citroen C2, após quatro mudanças de comando, Armando Oliveira acabou por vencer, o que sucede pela segunda vez esta temporada.
FICHA DA PROVA
Rali – Centro de Portugal
Data – 14/16 de Setembro
Organizador – Clube Automóvel da Marinha Grande
Estrutura – 632,55 km divididos por três secções: Marinha Grande – Marinha Grande (236,88 km); Marinha Grande – Marinha Grande (395,67 km)
PEC – 11 (5 + 6)
Extensão das PEC – 170,44 km (59,78 km + 110,66 km)
Percentagem das PEC – 26,94 %
Inscritos – 60 (37 A, 23 N)
Participantes – 55 (34 A, 21 N)
Classificados – 45 (28 A, 17 N)
Comandantes sucessivos
Absoluto – Armindo Araújo e Miguel Campos, na 1ª PC; Armindo Araújo, da 2ª à 11ª PC
Grupo A – Bruno Magalhães, na 1ª PC; José Pedro Fontes, da 2ª à 7ª PC; Bruno Magalhães, na 8ª PC; José Pedro Fontes, da 9ª à 11ª PC
Grupo N – Armindo Araújo e Miguel Campos, na 1ª PC; Armindo Araújo, da 2ª à 11ª PC
Vencedores
Absoluto – Armindo Araújo/Miguel Ramalho (Mitsubishi Lancer IX)
Grupo A – José Pedro Fontes/Fernando Prata (Renault Clio S1600)
Grupo N – Armindo Araújo/Miguel Ramalho (Mitsubishi Lancer IX)
Classificação final
1º, Armindo Araújo/Miguel Ramalho Mitsubishi Lancer IX 1.38.28,6
2º, Miguel Campos/Carlos Magalhães Subaru Impreza a 32,8
3º, José Pedro Fontes/Fernando Prata Renault Clio S1600 a 49,0
4º, Bruno Magalhães/Paulo Grave Peugeot 206 S1600 a 53,4
5º, Fernando Peres/José Pedro Silva Mitsubishi Lancer IX a 1.07,9
6º, Vítor Lopes/Jorge Henriques Citroen C2 S1600 a 2.05,2
7º, Ricardo Teodósio/Paulo Fiúza Mitsubishi Lancer IX a 3.26,4
8º, Valter Gomes/João Jardim Pereira Mitsubishi Lancer VIII MR a 4.00,8
9º, Vítor Pascoal/Pedro Barbosa Subaru Impreza WRX STi a 5.00,6
10º, Pedro Leal/Redwan Cassano Fiat Stilo Multijet a 5.04,8
www.cnralis.com
Esta foi mais uma prova que os ralis em Portugal estão cheios de excelentes pilotos, e que o nosso Campeonato é de bom nível. Grandes lutas pelos primeiros lugares, tanto da geral como sa S1600. O Armindo está definitivamente a mais neste nosso Campeonato, mas uma palavra também para o Miguel Campos, que nesta prova se paroximou e bastante do Armindo. Terá que ser assim nas restantes provas.. [^][^]