Não há rapazes para dançar mas elas têm lista ....

de espera.

O Rancho Folclórico de Nogueira, em Lousada, debate-se com uma crise difícil de resolver na freguesia, faltam homens para dançar folclore. Mas, em contrapartida, há moças com fartura! E até já há uma lista de espera de raparigas, algumas com cunhas metidas ao presidente, para entrarem no grupo. Só que, sem eles, não se dança o vira nem o malhão. (até aqui há as cunhas[8)] [8])

Sexta à noite. Os tocadores e as dançarinas chegam para mais um ensaio à sede da associação. O enfermeiro Artur Ferreira, presidente do rancho, já solucionou o défice masculino convidou dez rapazes de fora da freguesia. Mesmo assim, ainda sobram cinco raparigas. Para não haver tristezas nesta noite, elas dançam à vez.

"Este problema é antigo. Alguns homens trabalham fora da freguesia, mas a maior parte deles não desperta para o folclore", afirma Artur Ferreira.

Maria da Graça, mãe de duas dançarinas, explica que já houve necessidade de vestir a filha como se fosse um rapaz, "pelo menos duas vezes". "Certa altura, tivemos uma saída para um festival no Estoril. O bailarino faltou e a minha filha Patrícia vestiu-se de homem e, olhe, ninguém deu fé".

Algumas das dançarinas explicam a ausência masculina pela educação familiar tradicional. "Aqui na freguesia de Nogueira, as raparigas não podem sair à noite, como fazem os rapazes. Os pais não deixam. Portanto, elas aproveitam os ensaios do grupo para se divertirem, coisa que eles não necessitam", conta uma jovem.

O excesso de artistas femininas leva ao desespero o presidente "Fui obrigado a fazer uma lista de espera de moças. Algumas metem-me cunhas, mas não lhes posso valer. Não quero mulheres, mas homens. Preciso de compor os pares".

A solução encontrada foi começar a incutir nas crianças o gosto pelo folclore. O pequeno Nuno, que faz hoje 14 meses, é o elemento mais recente. "Já mexe o corpito e já sabe erguer os braços ao toque do violão. Espero que não se canse", diz uma das mais jovens raparigas do grupo.

O Rancho de Nogueira, em Lousada, foi fundado em Julho de 1983. Pertence à Federação de Folclore Português. Movimenta cerca de 50 pessoas, incluindo tocadores e dançadores.

Actualmente, o rancho está a construir um dos melhores espaços da região do Vale do Sousa para desenvolver vários eventos ligados à etnografia e ao folclore. Ao longo do ano, promove desfolhadas, cantares das janeiras e o magusto de S. Martinho. "Nesta altura, aparecem todos", desabafa o velho ensaiador do rancho.

fonte: JN
 
citação:Originalmente colocada por Blue2004eyes

de espera.

O Rancho Folclórico de Nogueira, em Lousada, debate-se com uma crise difícil de resolver na freguesia, faltam homens para dançar folclore. Mas, em contrapartida, há moças com fartura! E até já há uma lista de espera de raparigas, algumas com cunhas metidas ao presidente, para entrarem no grupo. Só que, sem eles, não se dança o vira nem o malhão. (até aqui há as cunhas[8)] [8])

Sexta à noite. Os tocadores e as dançarinas chegam para mais um ensaio à sede da associação. O enfermeiro Artur Ferreira, presidente do rancho, já solucionou o défice masculino convidou dez rapazes de fora da freguesia. Mesmo assim, ainda sobram cinco raparigas. Para não haver tristezas nesta noite, elas dançam à vez.

"Este problema é antigo. Alguns homens trabalham fora da freguesia, mas a maior parte deles não desperta para o folclore", afirma Artur Ferreira.

Maria da Graça, mãe de duas dançarinas, explica que já houve necessidade de vestir a filha como se fosse um rapaz, "pelo menos duas vezes". "Certa altura, tivemos uma saída para um festival no Estoril. O bailarino faltou e a minha filha Patrícia vestiu-se de homem e, olhe, ninguém deu fé".

Algumas das dançarinas explicam a ausência masculina pela educação familiar tradicional. "Aqui na freguesia de Nogueira, as raparigas não podem sair à noite, como fazem os rapazes. Os pais não deixam. Portanto, elas aproveitam os ensaios do grupo para se divertirem, coisa que eles não necessitam", conta uma jovem.

O excesso de artistas femininas leva ao desespero o presidente "Fui obrigado a fazer uma lista de espera de moças. Algumas metem-me cunhas, mas não lhes posso valer. Não quero mulheres, mas homens. Preciso de compor os pares".

A solução encontrada foi começar a incutir nas crianças o gosto pelo folclore. O pequeno Nuno, que faz hoje 14 meses, é o elemento mais recente. "Já mexe o corpito e já sabe erguer os braços ao toque do violão. Espero que não se canse", diz uma das mais jovens raparigas do grupo.

O Rancho de Nogueira, em Lousada, foi fundado em Julho de 1983. Pertence à Federação de Folclore Português. Movimenta cerca de 50 pessoas, incluindo tocadores e dançadores.

Actualmente, o rancho está a construir um dos melhores espaços da região do Vale do Sousa para desenvolver vários eventos ligados à etnografia e ao folclore. Ao longo do ano, promove desfolhadas, cantares das janeiras e o magusto de S. Martinho. "Nesta altura, aparecem todos", desabafa o velho ensaiador do rancho.

fonte: JN

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