Aqui fica o teste ao veículo em questão:
Seat Altea 1.4 16v Rebel
Com a introdução da nova motorização 1.4 a gasolina de 85cv, a gama Altea ganha uma versão de entrada com um preço mais competitivo e à altura das suas pretensões no segmento C.
Oferecer uma alternativa com mais espaço e funcionalidade no seio do segmento C é um dos objectivos da Seat para o seu Altea, um monovolume que com o novo motor a gasolina 1.4 de 85cv consegue um preço mais competitivo, face às versões propostas até aqui, ganhando um argumento de peso nessa demanda.
A questão do espaço é facilmente constatada quando nos sentamos em qualquer um dos lugares deste monovolume hispânico. A sua altura ajuda também a aumentar essa mesma noção de habitabilidade. Olhando à volta, é fácil encontrar inúmeros espaços de arrumação dos mais variados formatos e capacidades. Uma vez instalado no lugar do condutor, as regulações do banco e coluna de direcção permitem encontrar facilmente uma boa posição de condução, seja ela alta ao estilo monovolume, ou baixa, um pouco mais ao género de um três ou cinco portas. Os bancos possuem um bom desenho, neste caso concreto da versão Rebel até incluem um estofo específico, mas são um pouco duros. A instrumentação e comandos distribuídos pelo tablier e consola central são de fácil leitura e utilização. Apenas se lamenta o tipo de materiais utilizados no interior, onde se sente uma total ausência de materiais suaves, imperando o recurso a plásticos rígidos. Mesmo assim, a sua montagem não apresenta folgas de maior ou inconsistência na solidez que se faz sentir a bordo.
Aceder aos 409 litros da bagageira é fácil já que o acesso é amplo e o plano de carga não é elevado. No interior da mala encontram-se alguns espaços de arrumação para objectos menores, nomeadamente um compartimento que é descoberto pela chapeleira, sempre que se abre a tampa da mala e que se pode revelar muito útil. Os próprios bancos traseiros, além de rebaterem assimetricamente, também podem ser ajustados longitudinalmente pois, como nos bancos dianteiros, também deslizam sobre duas calhas, aumentando o espaço para a bagagem ou para os passageiros, consoante a necessidade do momento. No entanto, a modularidade não é a que se poderia esperar num modelo com genes de monovolume, pois os bancos não podem ser retirados ou reordenados na sua disposição, como é comum em propostas desta natureza. Esse facto, contudo, não mancha a versatilidade do habitáculo, revelada pelas soluções já aqui identificadas.
Em rolamento, o Altea revela-se muito eficaz em termos dinâmicos, a direcção fornece ao condutor as informações necessárias e revela-se muito progressiva na resposta às solicitações que lhe são feitas. Em curva, sente-se algum adorno na carroçaria que não prejudica o desempenho dinâmico do conjunto.
O motor, não tendo um rendimento de excepção, acaba por se encaixar bem neste Seat, que se desenvencilha bem nos mais variados circuitos, exigindo apenas que por vezes se recorra um pouco mais à caixa de velocidades que se revela suave e precisa.
Como equipamento de série, esta versão Rebel apresenta o computador de bordo, cruise control, ar condicionado automático independente, jantes de liga leve de 16, ou vidros escurecidos entre outros. Considerando o preço final de 21 865 euros da unidade ensaiada, que ainda inclui a pintura metalizada e a conexão para iPod, então estamos perante um valor muito competitivo.