Brasil e Argentina estão a dar o primeiro passo para a unificação de suas moedas. As duas maiores economias da América do Sul esperam adotar em cerca de seis meses um sistema de compensação bilateral para os pagamentos de suas transações comerciais. Isso permitirá que os exportadores e importadores usem as moedas locais (reais e pesos), em vez de dólares.
O mecanismo, previsto em protocolo de intenções assinado nesta sexta-feira, evitará que exportadores e importadores tenham de fazer operações de câmbio para esses pagamentos.
Exportadores e importadores dos dois países poderão fazer o pagamento dos bens adquiridos em moeda local junto a seus respectivos bancos centrais. No final do dia, apenas a cobertura do saldo remanescente será feita em dólar.
Hoje, quando uma empresa brasileira importa um produto argentino, é preciso comprar dólares e mandar para a Argentina. Lá, o exportador converte os dólares em pesos. O processo inverso também ocorre quando um importador argentino compra bens brasileiros. Com a nova sistemática, as conversões serão feitas diretamente entre reais e pesos.
O presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, afirmou que o mecanismo, optativo, beneficiará principalmente os pequenos e médios importadores --que têm, proporcionalmente, custos mais elevados com as operações cambiais.
"É um sistema simples, eficaz, que não impõe custo de compra e venda", disse Meirelles.
Segundo o presidente do BC argentino, Martin Redrado, 78% das exportações argentinas para o Brasil são inferiores a US$ 50 mil.
Meirelles informou que, assim que o sistema estiver implementado entre Brasil e Argentina, começará a ser estudada a incorporação ao regime dos demais parceiros do Mercosul --também integrado por Paraguai, Uruguai e Venezuela. Segundo ele, esta é a primeiro medida para uma futura unificação de moedas.
Trata-se de mais um avanço aos ideais do bloco, que pretende abolir barreiras e constituir uma espécie de União Européia no futuro, com livre trânsito de mercadorias e pessoas.
O mecanismo, previsto em protocolo de intenções assinado nesta sexta-feira, evitará que exportadores e importadores tenham de fazer operações de câmbio para esses pagamentos.
Exportadores e importadores dos dois países poderão fazer o pagamento dos bens adquiridos em moeda local junto a seus respectivos bancos centrais. No final do dia, apenas a cobertura do saldo remanescente será feita em dólar.
Hoje, quando uma empresa brasileira importa um produto argentino, é preciso comprar dólares e mandar para a Argentina. Lá, o exportador converte os dólares em pesos. O processo inverso também ocorre quando um importador argentino compra bens brasileiros. Com a nova sistemática, as conversões serão feitas diretamente entre reais e pesos.
O presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, afirmou que o mecanismo, optativo, beneficiará principalmente os pequenos e médios importadores --que têm, proporcionalmente, custos mais elevados com as operações cambiais.
"É um sistema simples, eficaz, que não impõe custo de compra e venda", disse Meirelles.
Segundo o presidente do BC argentino, Martin Redrado, 78% das exportações argentinas para o Brasil são inferiores a US$ 50 mil.
Meirelles informou que, assim que o sistema estiver implementado entre Brasil e Argentina, começará a ser estudada a incorporação ao regime dos demais parceiros do Mercosul --também integrado por Paraguai, Uruguai e Venezuela. Segundo ele, esta é a primeiro medida para uma futura unificação de moedas.
Trata-se de mais um avanço aos ideais do bloco, que pretende abolir barreiras e constituir uma espécie de União Européia no futuro, com livre trânsito de mercadorias e pessoas.