[Política] Reino Unido: Ficar ou sair da União Europeia?

As declarações de António Costa hoje à saída de uma conferencia no ISCTE, são por um lado o espelho deste politico mentiroso, e por outro, do miserável escrutinio que esta CS que vive das esmolas Socialistas lhe faz.

“Em quatro dias desvalorizou a libra e obrigou o Banco de Inglaterra a fazer uma subida extraordinária das taxas de juro e a ir resgatar quatro ou cinco fundos privados de pensões. Ela própria acabou demitida pelo seu próprio partido. Por isso, percebo que a Iniciativa Liberal se sinta neste dia muitíssimo embaraçada com este espetáculo, numa demonstração prática do que seria a IL a governar em Portugal
(...)
Em 44 dias, no Reino Unido, na perspetiva do primeiro-ministro, se destruíram “dois mitos da Iniciativa Liberal: O mito do choque fiscal, que foi uma tragédia para a libra e para a credibilidade externa do Reino Unido, e o mito de um sistema de Segurança Social baseado em fundos privados que logo na primeira aflição têm de ser resgatados pelo dinheiro público injetado pelo Banco de Inglaterra.
(...)
A queda de Liz Truss, representou para a Iniciativa Liberal o mesmo que “os comunistas sentiram com a queda do Muro de Berlim”

Todas estas alarvidades sem qualquer contraditório [s)]
 
Mas ainda voltando à escolha dos conservadores para 1º ministro, as elites Europeias devem estar com uma azia do caraças [:D]

Rishi, um pé-descalço hindu, filho de emigrantes, gestor na city, fortuna pessoal não herdada de + de 800 milhões e sem empréstimos de amigos ricos, ministro das finanças aos 38 anos, sem rabos de palha e com uma carreira profissional.

Meritocracia a funcionar, onde já viram isto num outro qualquer país europeu? Imaginam isto em França aquele País da Liberdade, Igualdade e Fraternidade?
 
Mas ainda voltando à escolha dos conservadores para 1º ministro, as elites Europeias devem estar com uma azia do caraças [:D]

Rishi, um pé-descalço hindu, filho de emigrantes, gestor na city, fortuna pessoal não herdada de + de 800 milhões e sem empréstimos de amigos ricos, ministro das finanças aos 38 anos, sem rabos de palha e com uma carreira profissional.

Meritocracia a funcionar, onde já viram isto num outro qualquer país europeu? Imaginam isto em França aquele País da Liberdade, Igualdade e Fraternidade?

há vários exemplos de origens relativamente humildes em PMs em vários países europeus e pessoal que chega lá por puro mérito e sem grande histórico e famílias políticas por trás,

O Macron é um deles, num percurso aliás muito semelhante ao Rishi (mesmo que num contexto familiar de classe média, pais médicos): chegada à política vindo de uma carreira brilhante fora dela, pouco tempo como ministro e num conjunto de circunstâncias acaba 1ª figura. No caso do Macron com uma brilhante e muito inovadora campanha, num movimento construído de novo entalando tanto a UMP como o PSf.

e Rishi não foi eleito, é um pormenor importante para explicar a maior facilidade de chegar lá.

aliás a escolha da Liz mostra bem que a cor da pele conta alguma coisa na 1ª opção porque entre um e outro, não há sequer comparação possível...e isso sabia-se na disputa com ele e antes de toda a trapalhada em que se meteu com o mini-budget. Ela já não falava humano na altura. E já na altura era um cata-vento de posições.

agora se formos comparar os países com histórico imperialista e colónias, é de facto na sociedade britânica onde vários elementos em posições de destaque estão e há uma certa normalidade nisso.

Não acontece cá. Nem em Espanha. E muito pouco em França.

Algumas más línguas diriam que eles também têm colónias "com mais jeito" para isso. [:D] [;)] Mas provavelmente porque, com todos os defeitos da colonização britânica, deixaram por lá instituições e formas de organização com base na lei e na separação de poderes. E isso ajuda bastante a depois terem imigrantes que se enquadram melhor na própria sociedade brittânica. E com menos choque cultural...
 
Última edição:
há vários exemplos de origens relativamente humildes em PMs em vários países europeus e pessoal que chega lá por puro mérito e sem grande histórico e famílias políticas por trás,

O Macron é um deles, num percurso aliás muito semelhante ao Rishi (mesmo que num contexto familiar de classe média, pais médicos): chegada à política vindo de uma carreira brilhante fora dela, pouco tempo como ministro e num conjunto de circunstâncias acaba 1ª figura. No caso do Macron com uma brilhante e muito inovadora campanha, num movimento construído de novo entalando tanto a UMP como o PS.

e Rishi não foi eleito, é um pormenor importante para explicar a maior facilidade de chegar lá.

aliás a eleição da Liz mostra bem que a cor da pele conta alguma coisa na 1ª opção porque entre um e outro, não há sequer comparação possível...e isso sabia-se na disputa com ele e antes de toda a trapalhada em que se meteu com o mini-budget. Ela já não falava humano na altura. E já na altura era um cata-vento de posições.

agora se formos comparar os países com histórico imperialista e colónias, é de facto na sociedade britânica onde vários elementos em posições de destaque estão e há uma certa normalidade nisso.

Não acontece cá. Nem em Espanha. E muito pouco em França.

Algumas más línguas diriam que eles também têm colónias "com mais jeito" para isso. [:D] [;)] Mas provavelmente porque, com todos os defeitos da colonização britânica, deixaram por lá instituições e formas de organização com base na lei e na separação de poderes. E isso ajuda bastante a depois terem imigrantes que se enquadram melhor na própria sociedade brittânica. E com menos choque cultural...


Ok, Macron foi eleito e é Francês de gema uma diferença importante, mas não veio da plebe nem é filho de emigrantes [;)]
 
Ok, Macron foi eleito e é Francês de gema uma diferença importante, mas não veio da plebe nem é filho de emigrantes [;)]

classe média

mãe médica, pai professor de neurologia, zero ligação a política

colégio católico jesuíta, liceu público, univ pública

aliás, com todos os defeitos do sistema, a cultura napoleónica das escolas superiores em França é baseada no mérito!

e não se entra lá por se ser filho de alguém, nem se chega ao fim sem ter que se ser muito bom [;)]

uma vez de lá saído...é passe livre para a elite da administração, sim. [;)]

Isto aliás não é assim tão diferente no Reino Unido...onde só a forma como falas, o sotaque, o tipo de sintaxe e o vocabulário, determina imediatamente a tua posição social e o tipo de cargos na admnistração pública que consegues chegar porque, desde logo, define o teu acesso às diferentes universidades. E nelas próprias há uma educação não explícita nessa matéria. Todos eles se identificam apenas com uma frase. Se vens de Oxford, se passaste por Eton, etc. Basta uma frase e a informação está implícita.

Mesmo no sector privado, isto tem influência.

E vamos ver vários descendentes de imigrantes nesse circuito. Com educações formais consonantes com o que se espera da elite britânica.

Um working class accent é, ainda, uma morte para qualquer aspiração a determinadas carreiras.

Há aliás muito a ideia, ainda nos dias de hoje, que os britânicos ou até os irlandeses têm que ir para a América para não serem discriminados a nível laboral em vários sectores na economia britânica. Se chegas lá com um sotaque de mina de carvão...continuas a não entrar. Da zona leste de Londres, idem. Midlands? Podes esquecer. Newcastle...a mesma coisa.

Mais do que a cor da pele por ali, eles continuam a dar muito valor -mesmo que não explícito- à forma como falas. Porque ela reflecte, na prática, a tua educação formal. E se estás apto ou não ao que eles consideram adequado para o desempenho de funções.

É um mérito muito particular...so to speak...
 
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Não tenho a tua vivência de terras inglesas, mas tenho a de terras Francesas, e à medida que ia lendo o teu post ia "mergulhando" na cultura elitista e chauvinista Francesa.
Essa descrição cabe por inteiro no mindset Francês relativamente à plebe e à sua ascensão social.

Trabalhei com ingleses durante alguns anos, até ao inicio dos anos 2000, e achei-os no geral bem menos elitistas e mais adeptos do mérito, que os Franceses
 
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......

Billionaire banker and former president of the Oxford University Conservative association, Guy Hands, tells #r4today that the Conservative Party and Brexit is turning Britain into the "sick man of Europe" with a "doomed" economy that will eventually need bailing out by the IMF.


Guy Hands says that if the Conservatives "own up to the mistake they made" and pick a leader with "the intellectual capability and the authority to renegotiate Brexit, there is a possibility of turning around the economy, but without that the economy is frankly doomed."
 
eu não digo que o mérito não seja mais valorizado num vis-a-vis entre as duas culturas. Mas os ingleses são tão ou mas elitistas...enganam-te é melhor no processo. [;)]
 

por enquanto a discussão do "re do Brexit" faz-se num nível de elite, não do povo.

O povo foi convencido pela elite, Boris à cabeça, que não havia caminho fora do (hard) Brexit. O apoio popular ao Brexit é MUITO forte, muito mais agora do que era em 2016 ou até do que foi ali por 2017-2018 quando se estava a discutir o tipo de saída.

Agora não se muda o navio de um dia para o outro.

É preciso que as dificuldades cheguem às pessoas para gerar a discussão.

E, por enquanto, dá sempre para culpar o Covid ou a Ucrânia.
 
O UK transformou-se num circo desde que o brexit se deu (ainda um pouco antes) e não se sabe quando o circo vai acabar.
Financeiramente o que se está a passar não é supressa para quase ninguém que tenha noções básicas de economia, o hard brexit foi um desastre financeiro para o UK e um desastre burocrático com todos os custos que isso traz.
Vamos ver os anos que demoram a passar isto.
Nos entretantos os "palhaços" que fizeram o circo passaram-se todos ao fresco.
Vamos ver quanto tempo dura este 1º ministro, esperemos que mais que 45 dias. Ainda por cima a oposição é um completo zero. Uma má oposição faz um mau governo).
 
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