Invasão Russa - Aviso post #35351

Tens que definir o teor e orientação da argumentação senão torna-se rapidamente numa conversa de café.

Não tenho nada contra conversas de café, mas só continuo com um fino e meia torrada na mesa. 😉😉

Agora quem não está a perceber nada sou eu! [:D] Agora, caso tu não tenhas percebido, estava a corroborar aquilo que disseste. [;)]

Será que o defeito está em mim em ser tão incompreendido, ou... [:D]
 
E mais, a guerra está de momento num ponto de equilibrio... a Ucrania não consegue fazer recuar a Russia mais que isto e a Russia não consegue avançar mais.
Vamos ver quem aguenta mais tempo este braço de ferro.

A guerra está "parada". É ver as imagens que chegam da frente de combate e perceber que nada há a fazer até passar o inverno, podem-se entreter numa ou outra cidade como Bahkmut, mas pouco mais. Qualquer desvio das estradas principais e ficam enterrados, nem sequer têm forma de fazer avançar meios de forma segura. Já é difícil por norma com as condições do terreno muito mais, sendo nalguns casos mesmo impossível.
Penso que ninguém duvida que a partir de abril as coisas irão mudar.
 
Parece q a Rússia está a construir o equivalente à “Atlantikwall” na Crimeia… para já já são 3.6 km… isso faz qq sentido nessa guerra???
 
Parece q a Rússia está a construir o equivalente à “Atlantikwall” na Crimeia… para já já são 3.6 km… isso faz qq sentido nessa guerra???

Os ucranianos têm feito algumas investidas do outro lado do rio Dnipro usando barcos de borracha. Se calhar estão à espera que os ucranianos façam o mesmo na Crimeia, ou então é para se precaverem de uma invasão da NATO. Com tanta propaganda que a NATO é que está a lutar contra eles, se calhar há lá muitos generais a acreditar mesmo nisso.

Seja como for não vai adiantar de nada, a reconquista da Crimeia vai ser quase certamente a partir de terra, quando a Ucrânia tiver meios suficientes, e a Rússia já só tiver ladas e pás, lol
 
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E ainda muito boa gente preocupada que o ocidente não consegue aumentar a produção de armamento...

Fosse esse o problema dos russos...

Vai ser interessante ver a ofensiva dos ucranianos equipados com Leopard e Challenger versus T-62...
Nem, 2 batalhoes de Leopards 2 a Europa consegui arranjar para enviar para a Ucrania, que vergonha.
A Ucrania precisa urgentemente deste tipo de materia, nem 50/60 Leopards 2 conseguem arranjar, nem se dabe quando estarao no terreno.


"Scrounging for Tanks for Ukraine, Europe's Armies Come Up Short

The struggle to deliver on promises to provide Leopard 2 tanks for use against Russian forces has exposed just how unprepared European militaries are.

BERLIN — Nearly a month after Berlin gave European allies permission to send German-made tanks to Ukraine, the flow of tanks so many leaders vowed would follow seems more like a trickle.

Some nations have discovered that the tanks in their armory don't actually work or lack spare parts. Political leaders have encountered unanticipated resistance within their own coalitions, and even from their defense ministries. And some armies had to pull trainers out of retirement to teach Ukrainian soldiers how to use old-model tanks.

The struggle to provide Leopard tanks to an embattled Ukraine is just the most glaring manifestation of a reality Europe has long ignored: Believing that large-scale land war was a thing of the past and basking in the thaw of the Cold War, nations chronically underfunded their militaries. 

Hints of the problem have surfaced repeatedly since Russia invaded Ukraine a year ago, through shortages of weapons and ammunition. But now, as Germany and its allies struggled for weeks to scrape together enough Leopard 2s to fill two battalions of tanks — 62 vehicles in total — the extent of their quandary has become even clearer.

Despite Europe having an estimated 2,000 Leopard 2 tanks of different models — they are among the most commonly used main battle tanks across the continent — pledges for Ukraine are still short of the hundreds it says it needs.

Germany has offered 18, and Poland another 14, but the numbers drop from there. And once the currently pledged tanks go into battle and get hit or break down, it is not clear which Leopards — or which country — will replace them.

“That is what I'm a bit shocked about,” he added. “Clearly there were some nations — and I will never name names here — but we had some nations that preferred to hide behind Germany. To say: We would love to, if we were allowed. But when we allowed it, they didn't do anything.”

Privately, many German and European officials involved in the negotiations over tank deliveries say the situation is more complicated. It is not so much that nations are unwilling to make good on their promises but rather that they have faced a rude awakening as to just how difficult it is.

For decades, European countries enjoying a post-Cold War “peace dividend” had seen war as almost a thing of the past, regularly cutting military support. Now, the shrunken armies tend to be protective of what they still have. At NATO, European militaries are sometimes called “bonsai armies,” after the miniature trees.

For years, the United States has been nagging Europe to increase military spending, and in 2014, after Russia grabbed Crimea, NATO members agreed to spend 2 percent of GDP by 2024. Yet even today, by current NATO estimates, only nine of the alliance's 30 members are spending that much, while a 10th is close. Thirteen countries, including Germany, were spending around 1.5 percent of their G.D.P. or even less.

In Germany, which for years clung to a foreign policy that emphasized aid and development more than hard power, some saw the problem as uniquely German. Yearly military reports to Parliament offered sometimes comical glimpses of the shortages. Commandos conducted water training at local public pools, because their own facilities were shut down. Planes could not fly. Soldiers trained with broomsticks instead of rifles. Even newer Puma infantry fighting vehicles recently broke down en masse.

But other European nations are now realizing their own militaries may have similar troubles.

“The trend across the board in European armies has been cutting, cutting, cutting,” said Christian Mölling, a defense expert at the German Council on Foreign Relations. “But at the end of the day, many were on the same track as Germany: War is a theoretical thing. So we have theoretical tanks.”

Spain, which has 108 Leopard 2A4 tanks, early on sought German permission to offer some of its vehicles to Ukraine. Now it has discovered that many of them are in poor condition and need refurbishment that could take weeks or months. On top of that, one of the prime minister's coalition partners, the leftist Podemos party, is closer to Russia and has been resistant to offering more support for Ukraine.

Ulrike Franke, a defense analyst at the European Council on Foreign Relations, said the struggle to find tank numbers raises questions as to where else European militaries face similar shortages and maintenance problems.

“Is it just bad luck that Spain has an issue with their Leopard tanks, but everything else works?” she said. “Or do they have the same issues elsewhere?”

“Does 10 percent of their equipment not work, or is it 50 percent?” Ms. Franke asked. “It would be a good idea for Europeans to look at this more closely.”

At current rates, militaries would face a serious tank shortage for the two to three years it would take the industry to make the new vehicles, security experts say — a long waiting period politicians across Europe are learning their armies are fiercely resistant to accept.

That is why Mr. Gressel argued the tanks should be sent now anyway.

“Yes,” he said, “Russia will reconstitute itself as a military threat to NATO after this war. But it will take years for them to come back as a military threat. They have to rebuild an army which is shattered and almost destroyed in Ukraine.”

https://www.nytimes.com/2023/02/28/world/europe/ukraine-tanks.html
c54deac9c8caf255404fca2df048c253.jpg

https://www.fpri.org/article/2023/02/tanks-a-lot-well-actually-not-that-many-for-ukraine/
 
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Já sabemos que a europa andou a dormir na forma, já sabemos que tem investido pouco em armamento e defesa, já sabemos que foi um erro, continua a ser um erro, e provavelmente depois da guerra voltará a ser um erro, porque os politicos esquecem depressa.
E acho bem que haja pressão para que o erro seja corrigido, e que não seja esquecido.

Mas não podemos daí deduzir que a Rússia está melhor que a Ucrânia, e que a Ucrânia não vai receber material suficiente nos próximos meses para enviar os orcs para a terra deles.
Agora não é possível fazer nada porque o terreno está demasiado enlameado, portanto também não há pressa em enviar os tanques, nem há pressa em a Ucrânia fazer uma ofensiva.
Melhor defender do que atacar, e quando chegar o momento certo, quando as condições estiverem reunidas, quando tiverem tanques e outro armamento sufuciente fazem a ofensiva.
Agora é certo que esse momento vai chegar, porque mesmo com as dificuldade do ocidente, mesmo assim, vai ser possível reunir material e enviar material para a UCrânia que vai superar de longe o que a Rússia vai ter disponível daqui a semanas ou meses. Quanto mais tempo passa, mais material terá a Ucrânia, e menos material terá a Rússia. Não há a minima hipótese da Rússia fabricar ou recuperar material ao mesmo ritmo do ocidente, mas é que nem sequer parecido. Quanto mais tempo passa melhores condições terá a Ucrânia para lutar.

Alguns estão a interpretar a pausa na ofensiva ucraniana como um impasse na guerra, como se nenhum dos lados se consiga sobrepôr ao outro, como se fosse ficar assim para sempre, mas não, esta situação é apenas uma pausa devido ao terreno sem condições, e também porque a Ucrânia está à espera de muito material, que demora a chegar, mas há-de chegar.
Já os russos estão cheios de pressa para conseguirem conquistar o máximo possível antes da chegada de mais material. Mas falhou tudo para o lado dos russos, atacaram e perderam muito material e vidas, quase sem nenhum ganho territorial. ISto para mim é um completo falhanço da Rússia. Há quem interprete ao contrário...
 
Que eu saiba ninguem esta a comparar o que quer que seja com a Russia, ate porque julgo nao haver informacao fidedigna acerca das forcas armadas Russas.

O que e importante reter e que esta guerra de atrito nao e do interese Ucraniano, um pais cuja economia esta devastada (reducao 40%), em que perdeu 1/4 da populacao activa, que tem cada vez menos activos militares precisa urgentemente de ter capacidade ofensiva e de fazer recuar os Russos.
E infelizmente nao estao a receber o material necessario para o conseguir.

A questao nao e so o facto de a Europa estar num estado lastimavel nas forcas armadas, a questao e que muto paises europeus andam a arrastar o suporte que a Ucrania tanto precisa.
Vejas-se o caso de espanha, que tem no inventatio 327 Leopards 2 e diz que apenas pode enviar 10 para o teatro de operacoes
E a Grecia que tem mais de 350 Leo2, e que nao vai enviar nenhum? Esta com medo que a Turquia entre pela Grecia dentro?

"Espanha é um dos países europeus que dão menor ajuda em termos bilaterais, algo que o El Mundo classifica como uma “dissonância considerável” entre o discurso público de Pedro Sánchez e a realidade. Madrid deu, apenas, 0,03% do seu Produto Interno Bruto (PIB). "
 
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Pois, eu sei, o teu interesse não é comparar com a Rússia, o teu interesse é criticar os governos da europa, a europa em geral, porque o teu adorado Trump critica a europa e a sua falta de investimento em armamento, e portanto tu segues o lider.
 
Encontrei isto:

https://twitter.com/Maks_NAFO_FELLA/status/1632716406272716802

Não sei se é verdadeiro ou não, mas diz que houve uma decisão para continuar a defender Bhakmut e aumentar as defesas na cidade.

Também me parece que será mau sairem, seria um boost de confiança para os russos e para o grupo Wagner, que estão neste momento na mó de baixo e em conflito entre eles.
Bhakmut pode ser o Stalingrado dos ucranianos. Se aguentarem a cidade, a partir daí pode ser apenas recuperação de território.
 
Se algo que os ucranianos fazem de uma maneira muito inteligente é "ler" o que se passa no terreno e agir em conformidade, na mesa ao mesmo tempo provavelmente têm os planos para a retirada e para manter a cidade. Conforme os acontecimentos assim recorrem a um ou a outro ou até a uma mistura dos 2, têm sempre opções em aberto.
 
Bakhmut tem pouco valor estratégico, mas tornou-se acima de tudo um símbolo. Por um lado, um símbolo da resistência Ucraniana, que não quer deixar os Russos ter esta pequena vitória; por outro lado, para os Russos parece que se tornou um objetivo crucial - só por teimosia, pois a cidade não tem valor estratégico para as perdas que já tiveram para a conquistar.

No fundo, milhares e milhares de vidas já foram perdidas (de ambos os lados - só os ceguinhos pela propaganda é que pensam que os Ucranianos também não perderam milhares de combatentes a defender Bakhmut) para defender algo que militarmente pouco vale.

A irracionalidade da Guerra no seu esplendor.
 
Eu acho que toda a informação que vemos nos media sobre o fornecimento de armas e equipamentos à Ucrânia, principalmente quando metem datas ao barulho, é de desconfiar. É informação que não faz sentido passar em canal aberto para os russos verem, a não ser que queiram que os russos as vejam nesses moldes. Mas aí já acredito que será desinformação para os enganar. Se calhar não há tanques Leopard para a Ucrânia, se calhar há outras alternativas que não dizem. Ou se calhar já lá estão os tanques. Quem sabe?
 
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Claro que sim, as questões cruciais são mantidas secretas e muitas das coisas que vêm a público são desinformação.
 
Bakhmut é um conflito tripartido. Temos os mercenários da Wagner contra os Ucranianos, com o exército russo e os chechenos numa de neutralidade a puxar mais para os Ucranianos. Muitas das bojardas que caem nos Wagner devem vir do lado russo...
 
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