citação:
Originalmente colocada por Excalibur
citação:Originalmente colocada por jcc
Eu também não invisto num país onde o estado cobra em impostos 1/3 do meu esforço de trabalho e onde ao invés de facilitar a livre iniciativa impõe entraves...também não sou eu que o digo!
Pois é é tão mau tão que ... também não sou eu que digo ... e nem estamos a falar de empresas "financeiras".
Crise não afecta lucros das 500 maiores empresas
A crise económica não afectou os resultados das 500 maiores empresas portuguesas não financeiras, as quais, em 2004, registaram uma subida nos lucros líquidos de 42,1%, conclui um estudo de Eugénio Rosa, economista chefe da CGTP. O crescimento dos lucros verifica-se em paralelo com uma subida mais ligeira quer das vendas (+7,1 %) quer do valor acrescentado bruto (+ 21,3 %). Um facto que o leva a concluir que "o crescimento dos lucros tem sido conseguido, essencialmente, à custa da redução da percentagem do VAB destinado ao pagamento de impostos ao Estado e de remunerações aos trabalhadores".
Eugénio Rosa refere que "em 2004 cerca de 15% de toda a riqueza criada no nosso país já era controlada pelas 500 maiores empresas e, nos últimos quatro anos, tem-se verificado uma tendência de aumento contínuo do seu contributo. Entre 2001 e 2004, o VAB destas sociedades aumentou de 16,08 mil milhões de euros para 18,554 mil milhões". Mas as mesmas empresas eram responsáveis, no ano passado, por "apenas 6,1% da população empregada".
O estudo refere que, no período em análise, as vendas das 500 maiores não financeiras a funcionar em Portugal cresceram 25,2%, enquanto o VAB, ou seja, a riqueza criada por estas, aumentou 15,4%. Já os lucros líquidos subiram 86,7%.
Eugénio Rosa considera, assim, que "o ano de 2004 foi um ano de ouro para estas empresas, pois enquanto o País continuava a debater-se com uma grave crise económica e social, os seus lucros líquidos aumentaram 42,1% num único ano".
O economista da CGTP lembra que o VAB é aplicado "em amortizações no pagamento das remunerações aos trabalhadores, dos impostos ao Estado e dos lucros e juros pelos diversos detentores do capital".
Daí conclui que, "como entre 2001 e 2004, os lucros líquidos destas 500 maiores cresceram 5,6 vezes mais do que o VAB (entre 2001 e 2004, os lucros aumentaram 86,7% e o VAB apenas 15,4%), é legítimo pensar-se que foi porque a parte destinada aos trabalhadores (remunerações pagas por estas empresas) e ao Estado (impostos pagos por elas) diminuiu".
A provar isso, o estudo refere "o facto de que em 2001 os lucros líquidos representavam 10,4% do VAB, enquanto em 2004 já correspondiam a 16,8% do VAB, ou seja, cresceram 61,8%".
Eugénio Rosa sublinha ainda que "se calcularmos para o ano de 2004 o valor do VAB por empregado, normalmente conhecido por produtividade do trabalho - e se fizermos o mesmo para todo o País -, verificamos que no primeiro caso este é de 56 755 euros por empregado e no segundo de 23 896 euros." Ou seja, a produtividade média por empregado nas 500 maiores empresas é 2,37 vezes superior à média nacional.
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