Perfil - O Jovem Português. Prós & Contras Ontem

citação:Originalmente colocada por hpventura

Epa...serei so eu a achar q hoje em dia há um fenómeno social que é a malta nova QUERERconstituir familia mais tarde ?!

Ah, ok já sei, a culpa é do governo !!
é tudo culpa do governo,são os que governam,detêm o poder de fazer e desfazer leis,mandam indirectamente em todos nós.somos todos afectados(uns mais que outros),somos bonecos,marionetas onde eles puxam os cordelinhos e fazem-nos ser meros espectadores e jogadores do jodos do poder![xx(]
 
citação:Originalmente colocada por hpventura

Epa...serei so eu a achar q hoje em dia há um fenómeno social que é a malta nova QUERERconstituir familia mais tarde ?!

Ah, ok já sei, a culpa é do governo !!

Não é só o querer... É o PODER!

Eu tenho 24 anos. Sou obrigado a fazer estágio para pdoer exercer a minha profissão ao abrigo da ordem.

Ou seja Fiz a escolaridade como mandam as regras e acabei com 22/23 anos. (faço anos em agosto, acabei antes e tive as notas dpeois...)

Agora com o fim do estágio a aproximar-se, e estando a recibos verdes o mais provavel é ter de procurar novo emprego, sempre a recibos verdes.

Como é que eu posso comprar casa a recibos verdes? E se nem casa posso comprar, como é que posso pensar em filhos?

Eu estou-me a fazer a vida, trabalho depois do emprego e não tenho medo de trabalhar num restaurante ou até ans obras (como fiz durante o curso para ganhar algum). E espero lá para os 25/26anos ter a minha casinha e viver com quem amo. E depois lá para os 28 quem sabe se tudo correr bem pensar noutros voos.
 
citação:Originalmente colocada por SilverArrow

citação:Originalmente colocada por hpventura

Epa...serei so eu a achar q hoje em dia há um fenómeno social que é a malta nova QUERERconstituir familia mais tarde ?!

Ah, ok já sei, a culpa é do governo !!

Eu estou-me a fazer a vida, trabalho depois do emprego e não tenho medo de trabalhar num restaurante ou até ans obras (como fiz durante o curso para ganhar algum).

Pois,...tu e alguns ainda procuram trabalho, a maioria quer empregos e ainda de "fraldas", só pensam em altos ordenados

Fazer face ás despesas das nossas necessidades não é com dinheiro que cai do céu, sim com o dinheiro conseguido através do nosso trabalho
 
O hpventura e pmct tocaram os npontos essenciais.

No tempo da geração anterior à minha, era vulgar as pessoas quererem sair de casa dos pais, ou porque era a tropa, a incompatibilidade de gerações ou porque queriam sair da pobreza.

Hoje, o que se nota é que o pessoal gosta de estar no bem-bom. Para já, não há desse maldita tropa e Ultramar, em que um gajo saía de casa um puto e chegava já feito homem de barba rija e com uma visão do mundo e experiência de vida nada compatível com a casa de mamãe.

Hoje, os pais podem sustentar os seus filhos por mais tempo. E esse não é um problema de Portugal. Segundo 1 estudo nos USA, os cidadãos que estão a chegar à reforma não têm condições de a desfrutar em termos financeiros, pois gastam a maior parte do seu dinheiro com os filhos maiores.

Depois, há uma aproximação cultural muito grande entre pais e filhos. Hoje o filho consegue ter a sua própria vida na casa dos pais, porque se entendem. Os meus pais já ouviam os Beatles e andavam atrás dos Rolling Stones. Foram a mais concertos do que eu...

E então, podemos ver o problema de outro modo. Será que estas questões todas que se estão a discutir não terão a sua origem o facto de se ficar em casa dos pais?

E não o contrário?

Eu penso que sim, ficar em casa dos pais é bom, porreiro, mas cria uma natural falta de apetência para se correr riscos. Para mudar de cidade, sei lá, tudo. :)
 
citação:Os jovens portugueses saem mais tarde de casa dos pais

Comida, dormida e roupa lavada;)
Mais, não é necessário e depois mudar de pensão porquê?

Há uns anos como não havia fartura em casa dos pais, era necessário dar corda aos sapatos e procurar melhorias para o nosso futuro

citação:adiam o casamento

As cerimónias e os copos de água estão pela hora da morte

citação:sujeitam-se a empregos precários

Não tem noção do que é um trabalho</u> precário, hoje em dia podem chamar precário mas quando termina tem direito a subsidio de desemprego

O problema são os empregos, que trabalho há muito
 
citação:Originalmente colocada por SilverArrow

citação:Originalmente colocada por hpventura

Epa...serei so eu a achar q hoje em dia há um fenómeno social que é a malta nova QUERERconstituir familia mais tarde ?!

Ah, ok já sei, a culpa é do governo !!

Não é só o querer... É o PODER!

Eu tenho 24 anos. Sou obrigado a fazer estágio para pdoer exercer a minha profissão ao abrigo da ordem.

Ou seja Fiz a escolaridade como mandam as regras e acabei com 22/23 anos. (faço anos em agosto, acabei antes e tive as notas dpeois...)

Agora com o fim do estágio a aproximar-se, e estando a recibos verdes o mais provavel é ter de procurar novo emprego, sempre a recibos verdes.

Como é que eu posso comprar casa a recibos verdes? E se nem casa posso comprar, como é que posso pensar em filhos?

Eu estou-me a fazer a vida, trabalho depois do emprego e não tenho medo de trabalhar num restaurante ou até ans obras (como fiz durante o curso para ganhar algum). E espero lá para os 25/26anos ter a minha casinha e viver com quem amo. E depois lá para os 28 quem sabe se tudo correr bem pensar noutros voos.


[^] [^]

É assim mesmo que sucede actualmente.
Pena é que hajam poucos a ver e a admitir !
 
Bom, eu fiz más escolhas e, ao mesmo tempo, fui prejudicado (ou atrasado,
vá) pelo "sistema", por aquilo que é tido como o percurso normal duma
pessoa hoje em dia.

Passo a explicar: fui um bom aluno até ao 12º ano (durante 9 anos fui
aluno de Quadro de Honra), e chumbei no 12º porque tinha uma namorada
em Évora e os estudos iam passando ao lado.
Repeti o 12º (aqui já perdi um ano, culpa minha) e candidatei-me ao
ensino superior, ingressando no Técnico em Engenharia Mecânica.
Ao entrar, operou-se em mim um fenómeno: comecei a pensar até que ponto
queria seguir engª mecânica (a 1ª escolha foi aeroespacial), e para
que raios seria preciso um curso superior quando há por aí doutores
por tudo e por nada e a maior parte nem escrever sabe.

Assim sendo, e depois de 3 anos e meio no Técnico indeciso entre
acabar o curso porque toda a gente o faz, porque os meus pais queriam,
porque os meus amigos diziam que era importante, etc., lá me decidi
a agir como uma pessoa que realmente tem um par de tomates e decidi
seguir por outra via. Sempre fui bom em informática mas faltava-me
um papel que certificasse isso mesmo, pelo que fui tirar um curso
técnico de nível III no Citeforma, de análise e programação de
software de gestão.

Tirei o curso, fui o melhor da turma, arranjaram-me um estágio de 3
meses (3 meses apenas porque fazia parte do plano curricular do curso),
e comecei à procura de emprego. O primeiro que arranjei foi para uma
empresa para a qual voltei (onde estou agora), a recibos verdes,
num projecto onde queriam mais pessoal apenas para "partir pedra",
ou seja, para bater código. Alterações em massa a vários programas.
Uma autêntica linha de montagem onde o pessoal tem que andar de fato
e gravata.
Claro que eu sabia que ia ser sol de pouca dura e, então, 3 meses
depois, surgiu a oportunidade de ir para uma seguradora (a Sagres)
como técnico de informática, com a promessa de passar aos quadros.
Aproveitei e mudei-me para lá. Estive lá 1 ano e 8 meses e passar
aos quadros... 'tá quieto. Soube entretanto duma vaga aqui na minha
empresa, para ir para a Liberty. Aproveitei. Fez ontem 1 ano que saí
da Sagres. O que começou por ser tudo aquilo que eu queria, acabou
depressa, porque perdemos o cliente, e então vim parar ao Banif
ainda pela mesma empresa. Sempre tive mais calo de seguros, e de
repente estou na banca. Mas até tem corrido bem. Pena é que têm por
hábito esperar que as pessoas façam sempre horas extra todos os dias,
sem sequer ponderar a hipótese de elas serem pagas. Portanto, não
as faço. Além de que, em termos de trabalho, a organização deixa
muito a desejar e complica desnecessariamente o trabalho, chegando a
pontos intoleráveis, por vezes. Entretanto surgiram outros contactos,
que decidi explorar, e na sequência deles fui a duas entrevistas:
uma para uma financeira e outra para uma seguradora. Na semana
passada ligaram-me da financeira e vou hoje à 2ª entrevista.

Ou seja, se isto até resultar bem, posso estar a ir para o meu 5º
emprego em cerca de 3 anos (e para o 6º local de trabalho).

O que é que está mal? Ehpá, muita coisa. Desde o ensino até à forma
como se criam e exploram os estágios (e os estagiários), ou à falta
de empregos para recém-licenciados (só há ofertas de emprego para
pessoas com 1, 2, 5 anos de experiência), até aos próprios empregos
e cargos directivos e a forma como se tratam os recursos humanos
(os empregados). É tudo reflexo do país em que vivemos. Ou será que
o país é que é um reflexo de todos nós?
 
citação:Originalmente colocada por CLIO_thoris

citação:Os jovens portugueses saem mais tarde de casa dos pais
Não tem noção do que é um trabalho</u> precário, hoje em dia podem chamar precário mas quando termina tem direito a subsidio de desemprego


Sabes o que são os recibos verdes? Ah!, pois é!, não há cá subsídio de desemprego para ninguém... ;)
 
Mas também há o querer. Eu por ex só quero ter filhos daqui a uns anos, independentemente se já tenho condições para isso ou não.
Muitas pessoas querem aproveitar melhor a vida antes desses voos.
 
Eu saí de casa dos pais cedo,muito cedo.Sei bem o que é independência como também sei o que é responsabilidade.

Por norma em casa dos pais não se tem muita privacidade e tal,mas tem-se casinha de borla,roupa lavadinha,comida sempre na mesa,tudo pago pelos paizinhos....e muita gente acomoda-se.
Outra grande percentagem tenta um primeiro vôo fora de casa dos paizinhos mas volta rapidamente,pois a vida não é um mar de rosas e têm rapidamente que aprender a cumprir tarefas,ter responsabilidade..etc.Acobardam-se e voltam para o ninho onde pouco têm que fazer.


Os Portugueses(geral) não têm os pés no chão,sonham demasiado alto e não fazem nada para atingir os seus objectivos.Ou Esperam que os pais os sustentem ou aguardam que lhes saia o próximo sorteio do Euromilhões...


Como já muita gente disse,ás vezes pode ser preciso ter 2,3,4..empregos..mas há que fazê-lo se queremos atingir os nossos objectivos de vida.





Depois temos cerca de 20%(ou mais) de jovens que abandonam a escola precocemente e vão vadiar..

Muitos universitários entram para cursos superiores sem fazerem ideia do que aquilo é,quanto mais saberem as saídas profissionais que o curso permite.


...
 
Como parece que se estão a esquecer do tema, e como ontem a RTP1 no Prós e Contras falou do mesmo, recupero este assunto.

Ninguém viu o referido programa ?

Ninguém ouviu o alerta do Prof. José Barata Moura ?

Tal como referenciei neste tópico
http://forum.autohoje.com/topic.asp?whichpage=3&TOPIC_ID=96712

citação:Dos riscos em que estamos a incorrer, a nível social e económico, que tal como sucedeu no final do Sec. XIX, com as devidas diferenças é nesse sentido que estamos novamente a caminhar, para o descontentamento, e para a exploração, o uso de trabalhadores e o seu descartar quando não nos são úteis.

Ele falou mas ninguém vai querer perceber o que ele quis dizer.

Quis o Prof. B. Moura dizer que o problema não é só da Juventude, é também da sociedade actual que vive e respira o mesmo ar da Juventude com a mesma problemática.

Além destes já outros o tem vindo a alertar.

Sintomático o caso de jovem de 31 anos que só recebe o dinheirio do seu trabalho se passar o "Recibo Verde" antecipadamente, e estes antecipadamente não eram dias, mas sim semanas.

Caricato que os licenciados que falaram tinham colocação, num estágio, findo o qual, grande incognita ????

Claro havia um empreendedor, bem sobre esse é melhor tecer só uma pequena consideração.

Formado em Gestão, a mulher em Arquitectura, e lançam-se num negócio ligado á Puericultura e ao desenvolvimento infantil com Brinquedos e programas didácticos com interacção dos progenitores.

Caricato, segundo as palavras dele " nunca ponderou trabalhar por conta de outrem ", isto sim é de empreendedor, bem o melhor se viram o programa é fazerem vós mesmo o vosso juízo, o meu é que ele falou de barriga cheia.
 
Bem o curioso é que alguem se lembrou deste tópico, lhe fez um UP com uma "achega" sobre o program de ontem, e os jovens deste Forum não estão muito participativos.

O que para quem viu o programa como eu também vi, pode ser revelador que as criticas á falta de participação dos jovens e o seu comodismo perante a vida, são capazes de não ser tão infundadas quanto isso.


citação:
Originalmente colocada por Phoenix

Formado em Gestão, a mulher em Arquitectura, e lançam-se num negócio ligado á Puericultura e ao desenvolvimento infantil com Brinquedos e programas didácticos com interacção dos progenitores.

Caricato, segundo as palavras dele " nunca ponderou trabalhar por conta de outrem ", isto sim é de empreendedor, bem o melhor se viram o programa é fazerem vós mesmo o vosso juízo, o meu é que ele falou de barriga cheia.

Deixa que vem já a ai a Máxima do Dia - INVEJA - dizes isso por -INVEJA - queres que eu repita seu INVEJOSO. (Ver o tópico) Inovação - Invistam Porra !!! ;)

Sim foi curioso verificar que nenhum iria desenvolver a actividade para a qual se formou, quanto á "barriga cheia", sim poderemos dizer que é tão bom ter as "costas quentes".



Sobre o estudo e o que foi dito no programa, parece-me que vamos continuar a falar no acessório e deixar a essência.

Ninguém sobre realmente dizer porque razão os formados continua a ser explorados pelas empresas nacionais, porque razão não lhes são dadas oportunidades, e porque razão eles têm ocupação enquanto estagiários, gostam do seu trabalho, mas quando é a altura de celebrar um contrato ... deixam de fazer falta.

Recibos verdes, essa situação também continuou sem explicação, mas o rapaz que lá foi, embora um pouco confuso na explicação, lá conseguiu passar a mensagem da exploração (temporal) que é feita a quem passa os ditos, das enormidades de tempo para receber, a terem de faltar aos compromissos (rendas, etc, etc.) assumidos porque somente não lhes pagam no devido tempo.

O Prof.Moura lá deu umas achegas, mas penso que tal como já o disseram hoje em dois tópicos, o que disse será esquecido mais rápido do que o Dakar acaba, o que é pena, porque estes alertas deviam ser escutados com um pouco mais de atenção.

Planos e estratégias nacionais, regionais, de associações, nada, é cada um por si, demasiado individualismo, porque nunca tanto como agora a juventude esteve tão dividida, uns comodamente já terão o futuro assegurado, os outros continuarão a ser considerados os eternos "invejosos".
 
Tirar um curso superior não é garantia de emprego e salário alto!
Andam para aí cursos sem pés nem cabeça e licenciados que valha-nos Deus, nem escrever sabem!
Ontem uma tipa que é chefe do departamento de Marketing da minha empresa não conseguia fazer uma regra de 3 simples!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (ganha quase 400 contos líquidos e tem carro)
Se bem que a situação não está boa, é possível lutar pra vencer, é preciso é tomar as decisões certas...
Peço desculpa se firo susceptibilidades mas a escolha de cursos como Relações Internacionais está-se mesmo a ver no que vai dar!!!(desde a primeira vez q ouvi este nome me faz lembrar pessoal que durante 5 anos aprende a mandar umas f**** com nativos de outros países!!!).
Os professores não arranjam colocação...preferem andar não sei quantos anos à espera do que fazerem pela vida...uma amiga minha não conseguiu colocação na área (inglês) e mexeu-se, tá a dar formação e tirando não saber o dia de amanhã, tira uns trocos bem jeitosos, a juntar pró futuro (não estourou tudo num Audi) e não pára de se tentar mandar pra outros sítios! Outra é tradutora e arranjou emprego numa coisa totalmente diferente, AUTOMOVEIS, mas mexeu-se e está muito bem!
É típico do português gastar as suas energias a queixar-se em vez de agir, a culpa é do governo (mas nunca de quem vota, e não me venham dizer que não há alternativas, o último boletim de voto que preenchi tinha muitos quadrados, se quiserem sigam a minha táctica, se não existirem maiorias os grandes partidos políticos têm de fazer alianças e isso significa cedências)...
Se dependesse de mim, a atribuição de subsídios de desemprego e rendimentos mínimos era muito mais apertada, pago os meus impostos pra andarem aí uns gajos de brinquinho e bonezinho de audi a3 (eu não tenho dinheiro pra trocar de carro e este tá a ficar cansado!).
Estou a desabafar isto tudo pq já se sabe que a maioria do patronato é inculta e trata os trabalhadores abaixo de cão, mas as pessoas têm de mostrar algum pulso, se todos aceitarem a m**** que lhes põem no prato anda tudo a comer o que c*ga!
Tenho colegas de curso que se vergaram à primeira coisa que lhes apareceu, um deles esteve 3 meses a servir de motorista a um técnico porque este ficou com a carta suspensa, segundo diz esteve a ganhar experiência, recebia 150 € pra ajudar nas refeições...se existem a porra dos estágios profissionais porque raio fazem isto? (burro foi ele que aceitou)
Eu neste momento estou em vias de sair da minha empresa (entre as razões está a falta de pagamento de parte do ordenado) e há já algum tempo que me estou a mexer, quer em termos legais, quer em termos de mandar CV's.
Queria comprar um charuto mais recente mas não vai dar pra já porque parte do dinheiro vai pra formação de formadores, pode ser que dê qualquer coisa na minha área, mas mesmo que não dê pode ser a diferença entre ficar eu ou outro gajo com um emprego, logo tenho retorno do INVESTIMENTO no 1º mês!!!
Formação = investimento, frequento cerca de 200 horas formação/ano, se possível financiada, se não fôr possível meto do meu bolso, mas só isso já me dá uma vantagem considerável.
Eu quando entrei no mercado de trabalho tb era meio paradito, mas aprendi a ter jogo de cintura e quero melhor pra mim e vou lutar por isso (melhor = + algum €€€ mas tb qualidade de vida!).
 
Bem falando como jovem, que sou, tenho 22 anos, acabei o meu 12º com dificuldade, filho de pais separados, tive de fazer o 10º e 11º ano de secundário do curso de informática sem ter uma calculadora gráfica (tinha eu no 10º 15 anos) , problemas graves com a separação dos meus pais fizerem com que eu e a minha mãe partisse-mos para uma nova vida com a roupa do corpo, sem um simples garfo ou almofada para dormir ou lençol para nos aquecer, e com algumas ameaças de morte a acontecerem no dia-a-dia, lá ultrapassa-mos esta barreira, a minha mãe com muita força continuou no mesmo emprego que ainda tem (Vendedora numa empresa), e eu continuei a estudar no secundário, com uma ajuda dos unicos familiares que tenho, que ainda querem saber que eu existo ;) ( avós e tios maternos ) as coisas foram-se compondo, um emprestimo ao banco, uma casa para os dois e uma vida nova a surgir com um sem fim de problemas que apareciam todos os dias, com isto eu fui trabalhando nas férias do verão em cafés e fiz o meu 12º ano em regime noturno para poder trabalhar de dia a fazer páginas web, era muito urgente colocar algum dinheiro em casa para aguentar-mos o mês, acabei o 12º ano, sai da empresa em que estava, pois a empresa "meteu água" e ainda fiquei sem alguns ordenados, consegui arranjar trabalho numa empresa de materiais de construção na parte comercial ( papelada e arquivos ) as coisas foram de endireitando, a minha mãe conseguiu um divorcio letigioso que demorou alguns anos e consegiui passar a casa para nome dela que tinha comprado em nome de uma pessoa amiga, parecia que as coisas começavam a melhorar, no entanto o meu emprego na empresa de mat. de construção não correu como eu estava a espera, deixei de ter vida própria para trabalhar, entrava mais cedo e saia muito mais tarde, e não havia o minimo de respeito e agradecimento, pensei " ainda sou novo posso procurar melhor " e foi assim despedi-me, enviei curriculos de dia e noite e ia a todo o lado procurar, mas 12º ano sem formação em cursos nem ensino superior era sempre um inutil que não servia para nada, mas o ensino superior foi logo opção que coloquei de parte aquando da separação dos meus pais, era impossivél tentar fazê-lo com as dificuldades financeiras existentes, entretanto e por mero acaso entrei em contacto com uma pessoa amiga já de longa data que tinha na altura uma loja onde eu era cliente desde os 12 anos, na altura eu tinha 20 quando falei com essa pessoa, que por acaso ia abrir uma loja nova e estava a fazer entrevistas, e mesmo em tom de brincadeira me entrevistou nesse mesmo dia.

Passado 3 dias fui ter formação de um programa de gestão e posto de venda e passado 5 dias no total comecei a trabalhar para essa pessoa no armazem da empresa, equanto a loja nova não abria.

A loja nova abriu e o colega que estava na loja antiga foi para lá e eu fiquei responsavél pela loja antiga, função que ainda desempenho hoje com um orgulho e satisfação enormes.

Concluindo, depois deste testamento e da história da minha vida nestes ultimos 12 anos, arranjei emprego, as coisas estão a correr bem a empresa ja conta com 5 lojas e vai a caminho da 6, eu entretanto comprei um carro, e á 6 meses comprei uma casa e juntei-me com a minha "mais que tudo" que me acompanha nestas batalhas desde os meus 15 anos, tenho um nivel de vida de posso considerar estavél agora, no momento em que estou a escrever isto, pois não sei o que se pode passar nos minutos seguintes, como nenhum de nos sabe, mas considero, este meu ainda curto tempo de vida, numa fase estavél, sou responsavel de loja ( trato de tudo desde vendas, stocks, marcações de preços, controlo de facturas, limpezas etc ) a minha "maria" é responsavel de armazem na Mango, e estamos os dois efectivos, não que isso nos valha de muito, mas pelo menos não estamos a contratos da "treta".

Posso com isto concluir que com força de vontade e um pouco de sorte ( no meu caso considero me sortudo pois tenho uma mãe e uma mulher espectaculares ) tudo se consegue, não vale a pena é ficar em casa sentado a espera que venha alguem bater á porta e pergutar " Quer emprego? " .

Desculpem o testamento, mas queria deixar o meu "jovem" testemunho.

Abraço.
 
A minha perspectiva e' de quem e' dinamico e empreendedor safa-se, e conheco muitos casos de gente assim, e nao necessariamente com curso superior.

Claro que isso implica muito mais trabalho do que cocar a micose e queixarem-se do governo, e nem toda a gente esta disposta a isso.

No meu caso nao tenho com que me queixar, sempre fiz um percurso "certinho" e ja tinha emprego antes de acabar o curso. Mas so tive emprego porque nao tive medo de me candidatar para uma carreira internacional, e porque durante a faculdade nao procurei so fazer as cadeiras, mas fazer muitas actividades que me dessem experiencia para depois enfrentar os processos de recrutamento com a vontade.

E resultou:)
 
citação:Originalmente colocada por pmct

e eu que pensava que era um fenomeno global e comum aos paises desenvolvidos...
sobretudo os europeus.



Pera , a culpa so pode ser do soctrates:D

Não é esse o feedback q eu tenho tido. A minha irmã tem feito umas viagenzitas por essa Europa e fica alojada em casas de famílias de "acolhimento". O que ela me diz é que a maior parte do pessoal fica admirado por o pessoal permanecer até tão tarde em casa dos pais. Lá fora há muito jovem que, chegando aos 18 (ou até mais cedo) arrenda um quartinho ou um estúdio ou seja lá o que for e vai viver por conta própria arranjando uns trabalhinhos e estudando ao mesmo tempo ;)

Cá em Portugal, jovem que é jovem, vive à pala dos pais que se esfalfam todos para lhe conseguirem dar alguma qualidade de vida... afinal o tempo da pobreza e de o pessoal ter de trabalhar para se financiar já acabou com o fim da ditadura. Agora há que gozar a vida ao máximo, mesmo que seja à custa do parasitismo.
 
A percentagem de licenciados sem emprego divulgada no estudo é completamente falaciosa. Não tem em conta aqueles que não ficam em casa, e vão fazer outra coisa qualquer, muito diferente daquilo para que têm qualificação, como tirar cafés, ou ir para a caixa de um supermercado.

Arrisco dizer que a percentagem de jovens licenciados (menos de 30 anos) desempregados ou com "sub-emprego" deve ser à volta de 50%.
 
citação:Originalmente colocada por ClioII

citação:Originalmente colocada por CLIO_thoris

citação:Os jovens portugueses saem mais tarde de casa dos pais
Não tem noção do que é um trabalho</u> precário, hoje em dia podem chamar precário mas quando termina tem direito a subsidio de desemprego


Sabes o que são os recibos verdes? Ah!, pois é!, não há cá subsídio de desemprego para ninguém... ;)


Mas, trabalho há muito;)
 
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