Tópico dos carros eléctricos

Agarrado ao poder como uma lapa.....
Notou-se bem no tom dele, mais nenhum dos intervenientes falou naquele tom, muita tentativa de desresponsabilização.

Ele não faz as leis, a Mobie não faz as leis mas é graças a essas leis que eles tem o tacho que tem. Com o Afir percebi que é a Tesla vai ter que se sujeitar...
 
Notou-se bem no tom dele, mais nenhum dos intervenientes falou naquele tom, muita tentativa de desresponsabilização.

Ele não faz as leis, a Mobie não faz as leis mas é graças a essas leis que eles tem o tacho que tem. Com o Afir percebi que é a Tesla vai ter que se sujeitar...

Obriguei-me a ouvir esta conversa de amigos sem contraditório. Acabei com a pressão arterial numa lástima.

Afinal temos o melhor modelo do mundo, visionário, que agora a europa vai no essencial implementar sob a forma do AFIR. Vamos obrigar esses malandros das redes proprietárias como a Tesla a integrarem-se no nosso modelo.

Pois numa hora de conversa ninguém tocou no elefante do nosso modelo: somos o único país da europa em que o modelo separa o comercializador de energia (CEME) do operador de posto (OPC). Repito, o único. Consequência: a) impossibilidade de determinar o custo de um carregamento, fica-se a saber 1 mês depois quando chega a conta (um cobra por tempo, outro por kWh e adicionam-se n taxas e taxinhas por vezes dificeis de determinar); b) limitação ao investimento: quem mete o dinheiro são os OPC, quem recebe a renda garantida são os CEME. Em toda a europa temos apenas operadores de posto, que contratam a energia a quem quiserem (heresia!), e com o benfício de adquirem a energia mais barata, ficam com um modelo de negócio mais sustentável e ainda podem fazer preços finais mais baratos. Cá temos as "grandes" do costume a cobrar o dízimo aos utilizadores e aos OPC. Vamos longe.

Pois é, somos tão avançados que não se percebe que a Tesla não se integre e abra os postos a todas as marcas. Espera lá....mas a Tesla já fez isso na europa toda, exceto Portugal. Porque será? Teremos regras específicas de integração que não existem em mais lado nenhum e a Tesla não está para nos aturar? Será que prefere seguir as normas que foram implementadas a nível europeu? Ou talvez opte por fazer uma integração como a Ionity, que em Portugal funciona como uma rede isolada e distinta de toda a restante rede europeia?

Tudo questões que não preocuparam os doutos palestrantes.

Um até depois de elogiar o fantástico modelo português que permite carregar em todo o lado com o mesmo cartão na rede mobie-e, acrescentou que foi a Sevilha e carregou lá com um cartão da Miio...espera lá...mas em Sevilha há Mobi-e? Pois não há. Mas há o óbvio, não é precisa uma rede única quando as redes podem permitir roaming através de operadores de rede virtuais. É isso que está a ser construído na europa, multiplas redes com operadores virtuais que dão acesso a todas, em vez de redes estatizantes que apenas funcionam no próprio país com regras próprias. Mais uma vez, nenhum palestrante preocupado com o facto de existirem N operadores eMSP por essa europa fora que comercializam acesso a milhares de postos em dezenas de países exceto, claro, Portugal.

Enfim, esta situação só faz lembrar a anedota do fulano que ia na autoestrada e comentava que o resto do trânsito andava todo em contramão. Pior do que ser cego é não querer ver. E ainda temos a Mobi-e a dizer na sua página que eMSP é igual a CEME. Aqui já não é sequer torcer a informação para onde dá jeito, é mentira pura. O eMSP do AFIR é um operador virtual de rede, não compra energia nem faz carregamentos. O CEME português é um comercializador de energia elétrica devidamente registado para o efeito. Pode aldrabar-se assim?

Entretanto a melhor rede europeia (de longe), que é a da Tesla, vai-se expandindo a uma velocidade impressionante, abre a todas as marcas com proveito para todos os que aderem à mobilidade elétrica, recebeu recentemente uma "ajudinha" de 180 M€ da UE para instalar mais carregadores em toda a europa...exceto, claro Portugal. Pobrezinhos mas honrados, que as elétricas não podem reduzir lucros.
 
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Consequência: a) impossibilidade de determinar o custo de um carregamento, fica-se a saber 1 mês depois quando chega a conta (um cobra por tempo, outro por kWh e adicionam-se n taxas e taxinhas por vezes dificeis de determinar);
Não necessariamente, isso depende do CEME te oferece apenas essa escolha. CEMEs como EVIO, ACP, Miio tens a opção de escolher receber uma factura logo após o terminar do carregamento ou receber apenas no final do mês. Além disso apresentam a informação do carregamento enquanto este está a decorrer como kWh fornecidos e preço final até esse momento. Cabe a cada um escolher o CEME que oferece o melhor serviço e que vá de encontro às expectativas do utilizador. Concordo que temos demasiadas parcelas e dos anos que ando a seguir estes grupos de eléctricos tem sido sempre um ponto fulcral no pessoal que eu concordo a 100%, simplificação dos preços para apenas kWh.

Em toda a europa temos apenas operadores de posto, que contratam a energia a quem quiserem (heresia!), e com o benefício de adquirem a energia mais barata, ficam com um modelo de negócio mais sustentável e ainda podem fazer preços finais mais baratos. Cá temos as "grandes" do costume a cobrar o dízimo aos utilizadores e aos OPC. Vamos longe.
Sim e não, pelo que já vi pela Europa fora, mesmo com toda esta separação e taxas que temos cá, vejo que temos preços mais baixos que o resto. Por exemplo em Espanha, mesmo usando as APPs do posto o preço anda sempre por volta dos 0,50€ para cima, no UK tens preços a começar nos 0.80£ por kWh. E se formos a usar um serviço agregador como por exemplo a Electromaps o preço é sempre mais alto do que usar a app do posto. No entanto também é verdade que podes ter acesso a pontos grátis como existem alguns em Espanha.

Pois é, somos tão avançados que não se percebe que a Tesla não se integre e abra os postos a todas as marcas. Espera lá....mas a Tesla já fez isso na europa toda, exceto Portugal. Porque será? Teremos regras específicas de integração que não existem em mais lado nenhum e a Tesla não está para nos aturar? Será que prefere seguir as normas que foram implementadas a nível europeu? Ou talvez opte por fazer uma integração como a Ionity, que em Portugal funciona como uma rede isolada e distinta de toda a restante rede europeia?
A Tesla abrir para todos foi só agora, pelo que me lembro a mensagem da Tesla desde o inicio era que os postos eram apenas para Teslas. Pelo que tenho visto apenas começaram a mudar a mensagem quando foram obrigados a usar os standards europeus e a abrir os postos para todos.

Um até depois de elogiar o fantástico modelo português que permite carregar em todo o lado com o mesmo cartão na rede mobie-e, acrescentou que foi a Sevilha e carregou lá com um cartão da Miio...espera lá...mas em Sevilha há Mobi-e? Pois não há. Mas há o óbvio, não é precisa uma rede única quando as redes podem permitir roaming através de operadores de rede virtuais. É isso que está a ser construído na europa, multiplas redes com operadores virtuais que dão acesso a todas, em vez de redes estatizantes que apenas funcionam no próprio país com regras próprias.
​Certo, a Miio funciona em alguns postos em Espanha e em França. Mas não em todos. E neste momento não tens, do meu conhecimento, nenhuma rede que te dê acesso a todos, e quando digo todos é mesmo todos, os postos num dado pais, há sempre lacunas. Ao contrário de Portugal que realmente todos os postos em local público estão disponíveis e visíveis para todos. Só aqui é que realmente consegues andar com um cartão e usar em todos o lado. Dai a limitação que a Miio e a Evio têm em serem usados em Espanha. Consegues usar os cartões e as Apps em Espanha mas nem todos aparecem no mapa e nem todos funcionam com eles (desconheço se a Evio funciona em França).

E ainda temos a Mobi-e a dizer na sua página que eMSP é igual a CEME. Aqui já não é sequer torcer a informação para onde dá jeito, é mentira pura. O eMSP do AFIR é um operador virtual de rede, não compra energia nem faz carregamentos. O CEME português é um comercializador de energia elétrica devidamente registado para o efeito. Pode aldrabar-se assim?
Neste ponto tenho que admitir que não tenho ideia das verdadeiras diferenças entre eMSP e CEME. Mas pelo que procurei as descrições que encontro vão bater em muitos pontos do que um CEME faz por cá (podendo haver um ou outro ponto diferente). Por exemplo: https://www.greenflux.com/expertise/blogs/what-is-the-role-of-an-emsp/ não sei se é o local mais verídico mas pelo que encontro em outros locais a mensagem é praticamente a mesma. Alguma coisa que me está a escapar? Consegues-me ajudar aqui?​
 
Obriguei-me a ouvir esta conversa de amigos sem contraditório. Acabei com a pressão arterial numa lástima.

Afinal temos o melhor modelo do mundo, visionário, que agora a europa vai no essencial implementar sob a forma do AFIR. Vamos obrigar esses malandros das redes proprietárias como a Tesla a integrarem-se no nosso modelo.

Pois numa hora de conversa ninguém tocou no elefante do nosso modelo: somos o único país da europa em que o modelo separa o comercializador de energia (CEME) do operador de posto (OPC). Repito, o único. Consequência: a) impossibilidade de determinar o custo de um carregamento, fica-se a saber 1 mês depois quando chega a conta (um cobra por tempo, outro por kWh e adicionam-se n taxas e taxinhas por vezes dificeis de determinar); b) limitação ao investimento: quem mete o dinheiro são os OPC, quem recebe a renda garantida são os CEME. Em toda a europa temos apenas operadores de posto, que contratam a energia a quem quiserem (heresia!), e com o benfício de adquirem a energia mais barata, ficam com um modelo de negócio mais sustentável e ainda podem fazer preços finais mais baratos. Cá temos as "grandes" do costume a cobrar o dízimo aos utilizadores e aos OPC. Vamos longe.

Pois é, somos tão avançados que não se percebe que a Tesla não se integre e abra os postos a todas as marcas. Espera lá....mas a Tesla já fez isso na europa toda, exceto Portugal. Porque será? Teremos regras específicas de integração que não existem em mais lado nenhum e a Tesla não está para nos aturar? Será que prefere seguir as normas que foram implementadas a nível europeu? Ou talvez opte por fazer uma integração como a Ionity, que em Portugal funciona como uma rede isolada e distinta de toda a restante rede europeia?

Tudo questões que não preocuparam os doutos palestrantes.

Um até depois de elogiar o fantástico modelo português que permite carregar em todo o lado com o mesmo cartão na rede mobie-e, acrescentou que foi a Sevilha e carregou lá com um cartão da Miio...espera lá...mas em Sevilha há Mobi-e? Pois não há. Mas há o óbvio, não é precisa uma rede única quando as redes podem permitir roaming através de operadores de rede virtuais. É isso que está a ser construído na europa, multiplas redes com operadores virtuais que dão acesso a todas, em vez de redes estatizantes que apenas funcionam no próprio país com regras próprias. Mais uma vez, nenhum palestrante preocupado com o facto de existirem N operadores eMSP por essa europa fora que comercializam acesso a milhares de postos em dezenas de países exceto, claro, Portugal.

Enfim, esta situação só faz lembrar a anedota do fulano que ia na autoestrada e comentava que o resto do trânsito andava todo em contramão. Pior do que ser cego é não querer ver. E ainda temos a Mobi-e a dizer na sua página que eMSP é igual a CEME. Aqui já não é sequer torcer a informação para onde dá jeito, é mentira pura. O eMSP do AFIR é um operador virtual de rede, não compra energia nem faz carregamentos. O CEME português é um comercializador de energia elétrica devidamente registado para o efeito. Pode aldrabar-se assim?

Entretanto a melhor rede europeia (de longe), que é a da Tesla, vai-se expandindo a uma velocidade impressionante, abre a todas as marcas com proveito para todos os que aderem à mobilidade elétrica, recebeu recentemente uma "ajudinha" de 180 M€ da UE para instalar mais carregadores em toda a europa...exceto, claro Portugal. Pobrezinhos mas honrados, que as elétricas não podem reduzir lucros.

Muito bem dito todos os podres do nosso "maravilhoso" sistema.
 
A Tesla abrir para todos foi só agora, pelo que me lembro a mensagem da Tesla desde o inicio era que os postos eram apenas para Teslas. Pelo que tenho visto apenas começaram a mudar a mensagem quando foram obrigados a usar os standards europeus e a abrir os postos para todos.


A Tesla na Europa entrou primeiro como adaptação da Ficha Mannekes, e com o Model 3 e Y é que implementou o CCS para ser mais facil o carregamento fora da rede Telsa, o Model S e X, tinham de utilizar um adaptador para Chademo, mas com o chademo a cair, tiveram de arranjar um adaptador para CCS.

A abertura da rede Suc, não foi por serem obrigados, mas sim por quererem aceder a fundos para poderem mais rapidamente expandir a rede, a rede ionity foi aberta logo ao inicio para todos por ter recebido muitos milhões de €€ da UE, e mesmo assim tem preços diferentes entre as marcas do consorcio e restantes (não sei como é que as regras da EU permitem isso) na Tesla por 10€ mês tens acesso aos mesmos preços dos Tesla.

Tambem temos de ver que a Tesla não abriu a totalidade dos SuC, inicialmente começou a abrir os menos congestionados, e só depois foram abrindo a restante rede, penso que ainda não está a totalidade aberta, os que forem abertos com os fundos, estes serão abertos a todos.

Isto claro a exceção de Portugal, e do nosso fantástico modelo, vamos ver se a Tesla consegue como AFIR abrir sem ligar a Mobi-e, se não conseguir aposto que os SuC da Guarda e Matosinhos serão desmontados e levados para um pais que os queira.
 
Isto claro a exceção de Portugal, e do nosso fantástico modelo, vamos ver se a Tesla consegue como AFIR abrir sem ligar a Mobi-e, se não conseguir aposto que os SuC da Guarda e Matosinhos serão desmontados e levados para um pais que os queira.​
Vão ter que se ligar. O AFIR diz que um pais tem que disponibilizar uma rede única onde todos se têm que ligar. Por exemplo a Tesla pode continuar com a sua rede "privada" mas terá sempre que comunicar com a rede "pública". No nosso caso quem terá esse propósito será a Mobi.e.
Agora se precisa de ser CEME na mesma é que ainda não percebi. Porque tecnicamente o AFIR dá a possibilidade de ser o OPC a fornecer a energia e não um eMSP/CEME bem como cobrar ele próprio o valor sem precisar de falar com uma rede externa. Mas como tecnicamente temos a diferenciação de OPC/CEME ainda não percebi se a obrigatoriedade de ser CEME também ainda se mantem depois com o AFIR.
 
Vão ter que se ligar. O AFIR diz que um pais tem que disponibilizar uma rede única onde todos se têm que ligar. Por exemplo a Tesla pode continuar com a sua rede "privada" mas terá sempre que comunicar com a rede "pública". No nosso caso quem terá esse propósito será a Mobi.e.
Agora se precisa de ser CEME na mesma é que ainda não percebi. Porque tecnicamente o AFIR dá a possibilidade de ser o OPC a fornecer a energia e não um eMSP/CEME bem como cobrar ele próprio o valor sem precisar de falar com uma rede externa. Mas como tecnicamente temos a diferenciação de OPC/CEME ainda não percebi se a obrigatoriedade de ser CEME também ainda se mantem depois com o AFIR.

Também vi a entrevista toda.
Isto continua a ser tudo muito complexo. Vejo a Mobie e a UVE a defender o cumprimento da lei, mas não vejo ninguém a defender a alteração de alguns artigos da mesma, de forma a simplificar e aproximar o funcionamento da nossa rede em relação ao que se faz no resto do mundo.
Na nossa rede, um OPC não pode operar o próprio posto. Não tem qualquer relação com o cliente. Não pode vender eletricidade. Isto limita muito a ação do principal investidor na rede.

O nosso Ceme é comparado ao eMSP, mas a diferença é que por aqui, além de fornecer o serviço de ligação, tem também de comprar e vender a energia.

Um OPC pode obviamente ser CEME, mas não pode limitar a sua ação aos próprios postos, tem que dar acesso a toda a rede nacional.

Acho urgente que seja dada mais liberdade aos nossos OPCs mantendo a obrigatoriedade de dar acesso a todos os Ceme
 
Vão ter que se ligar. O AFIR diz que um pais tem que disponibilizar uma rede única onde todos se têm que ligar. Por exemplo a Tesla pode continuar com a sua rede "privada" mas terá sempre que comunicar com a rede "pública". No nosso caso quem terá esse propósito será a Mobi.e.
Agora se precisa de ser CEME na mesma é que ainda não percebi. Porque tecnicamente o AFIR dá a possibilidade de ser o OPC a fornecer a energia e não um eMSP/CEME bem como cobrar ele próprio o valor sem precisar de falar com uma rede externa. Mas como tecnicamente temos a diferenciação de OPC/CEME ainda não percebi se a obrigatoriedade de ser CEME também ainda se mantem depois com o AFIR.

Então vão ter de criar uma Mobi-e nos outros países? ou simplesmente vão ter de aderir obrigatoriamente ao rooming? basta se ligarem a uma empresa qualquer das que já existem na europa?
 
Isto continua a ser tudo muito complexo. Vejo a Mobie e a UVE a defender o cumprimento da lei, mas não vejo ninguém a defender a alteração de alguns artigos da mesma, de forma a simplificar e aproximar o funcionamento da nossa rede em relação ao que se faz no resto do mundo.

A mobi-e não, mas a UVE bem como a AMME defendem na simplificação do preçário já praticamente desde o inicio. Pagamento apenas por kWh e só depois de um certo patamar activar "multas" por utilização abusiva do carregador.

Então vão ter de criar uma Mobi-e nos outros países? ou simplesmente vão ter de aderir obrigatoriamente ao rooming? basta se ligarem a uma empresa qualquer das que já existem na europa?
Yah vai ter que existir uma rede principal onde todos se vão ter que ligar. Não precisa de ser do estado pode ser uma privada, mas alguém vai ter que ficar encarregue de receber informações sobre todos os postos de um dado pais. E depois essa rede principal pode comunicar com outras de roaming ou mesmo com outras redes principais de outros países. Pelo menos é o que depreendo quando leio o documento da AFIR.
Mas atenção esta rede será apenas de informação: estado dos postos, preços, localização, etc... não vai tratar de pagamentos como faz a nossa mobi.e

Podes ver aqui no ponto 7 no que fala nesta rede principal: https://amme.com.pt/blogs/news/anali...amento-europeu

Mas um resumo rápido:

O ponto de acesso nacional é definido no ponto 32 do Artigo 2º:
«Ponto de acesso nacional», uma interface digital através da qual determinados dados estáticos e dinâmicos são disponibilizados aos utilizadores de dados para reutilização, conforme implantado pelos Estados-Membros em conformidade com o artigo 3.º do Regulamento Delegado (UE) 2015/962 da Comissão;
Cabe a cada Estado-Membro definir qual a entidade gestora do seu ponto de acesso nacional.​
 
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neste momento os elétricos são uma alternativa para empresas/eni/tvde, pois
com Corsa/208/2008/leaf/c4 etc a custar mais de 35k, com autonomia curta e velocidade máxima limitada
ainda não são produtos que se possam massificar. Daí a estrutura não estar ainda devidamente adaptada - não precisa !

Só quando chegarem os carros elétricos de raiz (ID2, cupra, c3, r5, ev3, tm2, etc, etc) a custar 20/25/30k e com autonomias de >400kms
é que vai haver necessidade REAL de infraestuturas ...
(e basta ver nos centros comerciais e pontos na rua, que grande parte das vezes estão com 1 lugar vago)
 
(e basta ver nos centros comerciais e pontos na rua, que grande parte das vezes estão com 1 lugar vago)

O problema é que há poucas pessoas que não possam carregar em casa a arriscar-se a ter VEs. E as que podem, lá está, carregam em casa que pagam menos em dinheiro e incómodo. E os postos de carregamento rápido nas estradas resolvem-lhes o problema das viagens ocasionais.

Penso que tem sido essa parte da população que tem alimentado as vendas privadas. A massificação à restante vai depender de haver postos baratos na rua (ou zonas comerciais) onde o carro posso ficar a passar a noite, ou uma parte do dia.
 
Não contem com grandes diferenças nos próximos tempos, os carros não vão carregar significativamente mais rápido, não vão ter muito mais autonomia e carregar na rua vai continuar a ser como é hoje.

E como o imaginário das pessoas é "troca por troca", quem não tem condições para carregar em casa, está "á espera" de um VE com as mesmas características de utilização do ICE que tem.

Como isso é coisa que honestamente a ciência não consegue dizer quando ou se alguma vez vai ser possível, vai ficar tudo à espera da ultima moda, incluindo a rede de carregamentos.

Para quem não consegue carregar em casa ou no trabalho, isto dos VE não passa de uma curiosidade, não é com eles que a mobilidade elétrica vai crescer (claro que há sempre quem embarque nisto mas é residual).

A mobilidade electrica ainda esta muito longe de esgotar o mercado das pessoas que tem hipótese de carregar sem ser na rua, essas pessoas é que vão ditar o mercado, as outras... um dia logo se verá.
 

A mobi-e não, mas a UVE bem como a AMME defendem na simplificação do preçário já praticamente desde o inicio. Pagamento apenas por kWh e só depois de um certo patamar activar "multas" por utilização abusiva do carregador.


Yah vai ter que existir uma rede principal onde todos se vão ter que ligar. Não precisa de ser do estado pode ser uma privada, mas alguém vai ter que ficar encarregue de receber informações sobre todos os postos de um dado pais. E depois essa rede principal pode comunicar com outras de roaming ou mesmo com outras redes principais de outros países. Pelo menos é o que depreendo quando leio o documento da AFIR.
Mas atenção esta rede será apenas de informação: estado dos postos, preços, localização, etc... não vai tratar de pagamentos como faz a nossa mobi.e

Podes ver aqui no ponto 7 no que fala nesta rede principal: https://amme.com.pt/blogs/news/anali...amento-europeu

Mas um resumo rápido:

Mas as tarifas são definidas pelos operadores privados, uns escolhem cobrar tempo, outros energia. A UVE e a Amme não podem fazer grande coisa. Os utilizadores escolhem o que lhes for mais conveniente. Em muitos casos o pagamento ao minuto é o mais vantajoso.
O nosso sistema actual impossibilita a afixação de um preço final porque depende sempre de 2 variáveis, uma delas escolhida pelo utilizador. Creio que, com a obrigação de cobrar por cartão bancário, algo terá de ser alterado na legislação para que um posto possa ter um CEME pré-definido, porque actualmente nem isso é permitido.

A Mobie não trata de pagamentos. Comunica os fluxos de energia aos operadores. Como a energia é fornecida pelos CEME, tem de ser descontada da conta do OPC. Isto é trabalho para a E-REDES. Teoricamente o OPC só vai pagar a energia consumida pelo posto em standby, o restante é paga pelos CEME que acederem ao posto. Mais uma vez, complexidade desnecessária…

Já existem algumas “ Mobie” na EU. Também começam a surgir os eMSP permitem acesso a milhares de postos em vários países, como a Miio. Mas tudo tem um custo e aceder a um posto por eMSP será sempre mais caro, mas muito mais conveniente numa viagem para fora do país.
 
Não necessariamente, isso depende do CEME te oferece apenas essa escolha. CEMEs como EVIO, ACP, Miio tens a opção de escolher receber uma factura logo após o terminar do carregamento ou receber apenas no final do mês. Além disso apresentam a informação do carregamento enquanto este está a decorrer como kWh fornecidos e preço final até esse momento. Cabe a cada um escolher o CEME que oferece o melhor serviço e que vá de encontro às expectativas do utilizador. Concordo que temos demasiadas parcelas e dos anos que ando a seguir estes grupos de eléctricos tem sido sempre um ponto fulcral no pessoal que eu concordo a 100%, simplificação dos preços para apenas kWh.

Não é viável simplificar preços quando tens interesses diferentes na estrutura de formação dos preços. O CEME vende energia, necessariamente cobra em kWh. O OPC não vende energia, vende acesso ao posto. Tem 24h por dia para disponibilizar, vai cobrar necessariamente por tempo. Qual o interesse de ter um carro ligado 1h e comparado com outro que esteja ligado 2h a carregar a metade da potência cobrar o mesmo, que é o que resultaria se cobreasse em kWh? Não computa. Isto só se resolve se como em todo o resto da europa retiramos o CEME da equação e deixarmos o OPC trabalhar sóznho. É ele que investe, pode comprar a energia por atacado muito mais barata, porque raio temos nós de contratar individualmente as tarifas com os comercializadores de energia e levar com preços de tabela que são um roubo? Porque raio os CEME que não investem um chavelho nos postos de carregamento ficam a ganhar mais com os carregamentos elétricos do que os OPC que fazem o investimento e a manutenção toda?


Sim e não, pelo que já vi pela Europa fora, mesmo com toda esta separação e taxas que temos cá, vejo que temos preços mais baixos que o resto. Por exemplo em Espanha, mesmo usando as APPs do posto o preço anda sempre por volta dos 0,50€ para cima, no UK tens preços a começar nos 0.80£ por kWh. E se formos a usar um serviço agregador como por exemplo a Electromaps o preço é sempre mais alto do que usar a app do posto. No entanto também é verdade que podes ter acesso a pontos grátis como existem alguns em Espanha.

Numa fase de arranque há muito investimento que tem a ver com a imagem das marcas e não com retorno financeiro. É assim que aparecem muitos carregadores em supermercados, restaurantes de fast-food, centros comerciais, hoteis, etc. Quando passarmos à fase de massificação, termina o voluntarismo e é negócio puro. Ou gera retorno ou não se investe. E com o nosso modelo é neste último sentido que caminhamos. Quanto aos preços, os da energia em Portugal são dos mais baratos na europa, a nosso nível de vida é o que se sabe, mais valia que não fosse mais barato por cá fazer carregamentos.


A Tesla abrir para todos foi só agora, pelo que me lembro a mensagem da Tesla desde o inicio era que os postos eram apenas para Teslas. Pelo que tenho visto apenas começaram a mudar a mensagem quando foram obrigados a usar os standards europeus e a abrir os postos para todos.

Penso que estás desatualizado. Há 2 ou 3 anos que a Tesla mudou de rumo e começou a abrir a rede a todas as marcas, e com isso a otimizar financiamentos europeus. O esquema de carregadores desenhado para os carros da marca cria alguma limitações nessa abertura, mas o design já foi atualizado e a nova geração de postos V4 permite o encaixe fácil de todas as marcas e até já tem terminais para pagamento com cartão, veja-se. O ritmo de abertura de novos postos é alucinante, mais nenhum operador se chega perto, e claramente a Tesla está a apostar em ser líder nesta área para todas as marcas. Adaptar-se à comunicação entre redes a nível europeu, vulgo roaming, claro, tal como se adaptaram às fichas CCS2. Colocar terminais de pagamento com cartão, claro, a nível europeu. Integrar-se numa rede com regras próprias que só funciona em Portugal? Vão gozar com outro e esperem sentados.


​Certo, a Miio funciona em alguns postos em Espanha e em França. Mas não em todos. E neste momento não tens, do meu conhecimento, nenhuma rede que te dê acesso a todos, e quando digo todos é mesmo todos, os postos num dado pais, há sempre lacunas. Ao contrário de Portugal que realmente todos os postos em local público estão disponíveis e visíveis para todos. Só aqui é que realmente consegues andar com um cartão e usar em todos o lado. Dai a limitação que a Miio e a Evio têm em serem usados em Espanha. Consegues usar os cartões e as Apps em Espanha mas nem todos aparecem no mapa e nem todos funcionam com eles (desconheço se a Evio funciona em França).

Não temos porque lá fora também não existe um modelo perfeito. As redes criadas pelos OPC e sem CEME a atrapalhar eram autónomas e não interoperáveis, entretanto apareceram os protocolos de comunicação que se tornaram um padrão e começaram a surgir os eMSP, comercializadores virtuais, com acordos com várias redes de vários países, que têm vindo a crescer. A Miio é um deles. O novo regulamento europeu apenas vem validar que este é o caminho e dar um toque muito importarte ao obrigar a que os preços praticados para os eMSP não difiram dos preços praticados diretamente pelo OPC. Neste momento é frequente ser muito mais caro carregar com cartão eMSP por causa dessa diferenciação de preços. Portanto tudo se resolve com protocolos de comunicação, vulgo roaming, e sem necessidade de redes únicas. Mais uns anos e termos um completa integração europeia, que em Portugal não funcionará por causa da exisgência de contratos com CEME.

Neste ponto tenho que admitir que não tenho ideia das verdadeiras diferenças entre eMSP e CEME. Mas pelo que procurei as descrições que encontro vão bater em muitos pontos do que um CEME faz por cá (podendo haver um ou outro ponto diferente). Por exemplo: https://www.greenflux.com/expertise/...le-of-an-emsp/ não sei se é o local mais verídico mas pelo que encontro em outros locais a mensagem é praticamente a mesma. Alguma coisa que me está a escapar? Consegues-me ajudar aqui?​

Pode haver alguns pontos comuns que são atribuídos em Portugal ao CEME, mas não tem nada a ver o conceito. Comercializador de energia que subsidariamente trata da cobrança dos valores dos carregamentos, incluindo a parcela do OPC e as taxinhas todas, é uma coisa, eMSP é outra, é um operador virtual que não vende energia nem dá acesso aos postos, apenas funciona como intermediário.
 
Vão ter que se ligar. O AFIR diz que um pais tem que disponibilizar uma rede única onde todos se têm que ligar. Por exemplo a Tesla pode continuar com a sua rede "privada" mas terá sempre que comunicar com a rede "pública". No nosso caso quem terá esse propósito será a Mobi.e.
Agora se precisa de ser CEME na mesma é que ainda não percebi. Porque tecnicamente o AFIR dá a possibilidade de ser o OPC a fornecer a energia e não um eMSP/CEME bem como cobrar ele próprio o valor sem precisar de falar com uma rede externa. Mas como tecnicamente temos a diferenciação de OPC/CEME ainda não percebi se a obrigatoriedade de ser CEME também ainda se mantem depois com o AFIR.

O AFIR não obriga a nenhuma rede única, obriga é as redes a comunicarem umas com as outras com protocolos padrão para permitir que os operadores virtuais possam dar acesso a todos os postos de todas as redes e remeterem dos dados necessários à gestão da rede. A mobi-e até podia ser o recetor da informação, mas dispensamos redes únicas a funcionarem com regras diferentes de toda a restante europa. CEME só existe em Portugal com o objetivo do costume, pagarmos 0,20€/kWh aos comercializadores do costume, com os quais cada um de nós tem zero capacidade de regatear preços, em vez de o OPC lhes comprar em leilão a energia a metade desse preço, que pode refletir em preços finais mais baixos e em mais investimento. Sabemos porque, os CEME vão continuar e o AFIR vai ser retorcido para se manter tudo na mesma, alguns bons advogados vão garantir que as boas rendas se mantenham.
 

A mobi-e não, mas a UVE bem como a AMME defendem na simplificação do preçário já praticamente desde o inicio. Pagamento apenas por kWh e só depois de um certo patamar activar "multas" por utilização abusiva do carregador.

Insisto: não tem solução enquanto não abolirmos a dupla figura do CEME e OPC. São interesses distintos, um vai cobrar kWh e outro tempo e a mistura é uma salgalhada. Retire-se o CEME da equação, deixe-se o OPC contratar a energia e revender o seu serviço com tudo incluído, e vamos todos beneficiar em preços, em transparência dos tarifários e em mais investimento em postos. Insisto noutro ponto: só existe CEME em Portugal. Por alguma razão será.
 
Os postos de carregamento da Tesla no marshopping já abriram?
No lugar deles não investia um cêntimo em Portugal, somos pobres e burros[8b]

Cumps
 
Insisto: não tem solução enquanto não abolirmos a dupla figura do CEME e OPC. São interesses distintos, um vai cobrar kWh e outro tempo e a mistura é uma salgalhada. Retire-se o CEME da equação, deixe-se o OPC contratar a energia e revender o seu serviço com tudo incluído, e vamos todos beneficiar em preços, em transparência dos tarifários e em mais investimento em postos. Insisto noutro ponto: só existe CEME em Portugal. Por alguma razão será.


Já nem falo em abolir CEMEs…
O OPC devia poder vender energia e explorar o seu próprio posto. Penso que só este pequeno detalhe seria suficiente para que as redes Tesla, Ionity e Continente passassem a trabalhar de forma legal.

Não se trata de ceder a grandes interesses, estamos a trabalhar diferente de toda a Europa, estamos a ficar numa ilha.

Há uns tempos foi anunciada a ligação entre a Mobie e a GrenFlux. Mas não vi nenhum eMSP internacional a dar acesso em Portugal… talvez pela questão de ser obrigado a comprar e vender energia, coisa que não faz em mais nenhum país do mundo
 
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