A Crise Económica da Década de 20

Três pontos inesperados para alguns - muitos seguramente - e que vão ou estão a acontecer antes das eleições.

O primeiro é que as taxas dos CH vão continuar a aumentar, apesar do aliviar recente dos indexantes. Já escrevi um post sobre isso.

O segundo é um enorme aumento das tarifas de eletricidade. Claro que há formas de mitigar mas a esmagadora maioria das pessoas vai pagar e calar.

O terceiro é o fim do iva 0.

Aconteceu-me hoje uma coisa relativa a isso.

Comprava até 3 ou 4 de janeiro a unidade de pão a 0,17 cêntimos.

Os 6% daquela quantia daria um aumento para 0,18 cêntimos. Ainda que houvesse um ajuste de preço do ano novo aceitaria bem que fosse para os 0.19.

Pois bem hj fui lá e aumentaram para 0,20 (já com iva). Quando antes pagava 5,10 hj paguei 6.:sh)

Considero um erro politico grave. Na sociedade e na distribuição estava td tranquilo com isso (pudera!) mas mesmo a nivel orçamental havia mais do que margem para manter esse apoio.

Assim a malta vai-se queixar e está-se mesmo que o bode expiatório vai ser o fim do iva 0.
 
Os 6% daquela quantia daria um aumento para 0,18 cêntimos. Ainda que houvesse um ajuste de preço do ano novo aceitaria bem que fosse para os 0.19.


Já escrevi isto por diversas vezes neste e noutros tópicos.

Os tugas devem perceber que à medida que os salários vão corrigindo e diminui o fosso para a média dos países europeus, os preços de venda tambem se irão aproximando.

Os anos de café a 80 centimos, refeições a 10 ou 12€, e outros preços de serviços baratos estão a chegar ao fim. É a relação causa-efeito.

Toda a cadeia de valor será ajustada, e muito negócio ficará pelo caminho....
 
O Pingo Doce...

Não me admirava nada...

Há dias, num cabaz de compras com uns 10 artigos, 3 tinham o preço errado!

Nas prateleiras anunciavam um preço, na caixa cobravam outro. Uma autêntica vergonha!

A sorte é que foi com a Maria pk se tivesse sido comigo tinha sido papado já que não olho a preços.
 
Eh pá a corda está a esticar por todo o lado... depois temos a excelentíssima Sra. Lagarde a dizer isto:


[B]Lagarde diz que agora já são os salários que alimentam a inflação[/B]

https://www.jornaldenegocios.pt/eco...a-ja-sao-os-salarios-que-alimentam-a-inflacao

Espanha é um case study, foi o primeiro país europeu com inflação elevada e em vez de secar os bolsos dos espanhóis, tal como a Lagarde gostaria, criaram vários pacotes de ajuda para mitigar os efeitos da mesma. O resultado foi surpreendente uma vez que conseguiram baixar a inflação mais rápido e mais significativamente do que qualquer outro país da Europa.

Foram "against the book" com melhores resultados que os outros...
 
Já escrevi isto por diversas vezes neste e noutros tópicos.

Os tugas devem perceber que à medida que os salários vão corrigindo e diminui o fosso para a média dos países europeus, os preços de venda tambem se irão aproximando.

Os anos de café a 80 centimos, refeições a 10 ou 12€, e outros preços de serviços baratos estão a chegar ao fim. É a relação causa-efeito.

Toda a cadeia de valor será ajustada, e muito negócio ficará pelo caminho....
Mas essa é que é a questão caro 330i, é que o fosso dos salários não está a diminuir, antes pelo contrário está cada vez maior.

E no entanto custo dos bens e serviços, esses sim estão muito próximos dos de países muito mais ricos e com salários médios nX superiores ao português.
 
Mas essa é que é a questão caro 330i, é que o fosso dos salários não está a diminuir, antes pelo contrário está cada vez maior.

E no entanto custo dos bens e serviços, esses sim estão muito próximos dos de países muito mais ricos e com salários médios nX superiores ao português.
Sim e não 😀

Nos salários baixos dos indiferenciados (a maioria neste país) a massa salarial subiu, nos médios e daí para cima claramente estamos ou a marcar passo ou a diminuir e a perder rendimento.
Os primeiros sobem por decreto, os restantes subirão quando formos mais eficientes e produtivos.

Sobre a rubrica alimentação e bebidas, o nosso cabaz medio de compra é inferior ao da media europeia e vai continuar a subir...

É inevitável, porque a produtividade é baixa, se sobes a massa salarial, vais ter que vender mais caro, ou fazer mais e melhor sem consumir mais recursos, como sabes da tua indústria 😋
 
Última edição:
Subiram, mas subiram em todos os países da OCDE.
Agora, o salário médio português está cada vez mais afastado da média da EU e da OCDE.

Somando os baixos salários e o elevado esforço fiscal, objetivamente os portugueses estão cada vez mais pobres.

Felizmente a maioria dos portugueses nem tem a noção do quão pobre é, por isso é o deixa andar.

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Última edição:
O que vale a Portugal é o facto de + de 70% da população ser proprietária da sua habitação comprada no tempo da uva mijona, o que faz com que na sua maioria, ou já esteja paga, ou tenha um encargo muito baixo. Caso contrário, com o atual elevadíssimo custo de vida, ao nível dos países mais ricos da Europa, a classe média nem para o básico tinha que chegasse...
 
O que vale a Portugal é o facto de + de 70% da população ser proprietária da sua habitação comprada no tempo da uva mijona, o que faz com que na sua maioria, ou já esteja paga, ou tenha um encargo muito baixo. Caso contrário, com o atual elevadíssimo custo de vida, ao nível dos países mais ricos da Europa, a classe média nem para o básico tinha que chegasse...

Salários médios. Se contabilizassem os salários medianos acho que ainda ficávamos pior na fotografia...
 
1800 euros líquidos por mês é classe alta em Portugal segundo a OCDE.


"De acordo com os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), pertence à classe média quem aufere entre 75% a 200% do rendimento mediano de um país. Em Portugal, o rendimento mediano mensal é de 918 euros, ou 11,014 euros por ano, considerando os dados de 2022.

Segundo a OCDE, 60,1% da população portuguesa está na classe média, 16,8%, têm um rendimento baixo (entre 50% e 75% da mediana), 12,4% é pobre e 10,6% tem rendimentos altos.

Com estes dados, podemos concluir que para pertencer à classe média em Portugal basta auferir 688 euros líquidos por mês. Já quem recebe mais de 1836 euros líquidos por mês, o que está abaixo do salário mínimo de alguns países europeus, é considerado como classe alta em Portugal.

Do lado oposto, quem recebe menos de 688 euros mensais é considerado na classe baixa no nosso país.

Os dados mostram ainda que a classe média portuguesa é uma das que tem menos poder de compra na União Europeia. Por exemplo, em Portugal, quem ganha 15.500 euros por ano, pertence à classe média-alta. Em Espanha ou Itália, esse mesmo rendimento, é de quem pertence à classe média-baixa.

Já em 11 países da UE, como França, Alemanha ou Irlanda, quem ganha esse valor por ano, nem chega à classe média, é sim considerado da classe média-baixa.

Portugal é também o país onde menos famílias de classe média se identificam como tal, já que apenas 32% diz ser da classe média. Por outro lado, 82% da população na Holanda diz ser da classe média.

https://executivedigest.sapo.pt/not...-tem-de-ganhar-para-pertencer-a-cada-patamar/
 
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Reações: DMA
Se a mediana é 918 EUR e o valor anual 11014 EUR, então a situação ainda é pior do que eu pensava, pois são 918 EUR x 12 meses (e não x 14 meses!)

Estão a "embutir" o subsídio de férias e de Natal no valor mensal (o que até tem lógica, para podermos comparar países com praticas salariais diferentes).
 
Última edição:
Se a mediana é 918 EUR e o valor anual 11014 EUR, então a situação ainda é pior do que eu pensava, pois são 918 EUR x 12 meses (e não x 14 meses!)

Estão a "embutir" o subsídio de férias e de Natal no valor mensal (o que até tem lógica, para podermos comparar países com praticas salariais diferentes).

Mas também teríamos que comparar com as medianas dos rendimentos dos outros países.
 
O Japão e a industria automóvel, com a aposta cega em hidrogénio, a Toyota está a passos largos a tentar ser a próxima Nokia, de numero 1 a irrelevante.

Mesmo Alemanha, e Hungria, muita dessa produção de baterias, é giro e tal, mas é quase tudo parcerias com chineses, knowhow e IP chinês. Muito forte a china e a aniquilar os fornecedores europeus.
 
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