A UE levantou inicialmente todos os direitos aduaneiros e quotas sobre as importações de alimentos ucranianos em junho de 2022, pouco depois da invasão da Ucrânia pela Rússia. Esta medida tinha como objetivo impulsionar a economia da Ucrânia e garantir um fluxo constante de abastecimento dos mercados mundiais.
No entanto, o aumento das importações ucranianas não tardou a suscitar queixas dos agricultores da Polónia, da Hungria, da Eslováquia e de outros países vizinhos, que argumentaram que estavam a ser excluídos dos seus próprios mercados. Estes países impuseram subsequentemente embargos unilaterais a vários produtos ucranianos, ações que violavam a legislação da UE.
Apesar de prorrogar o regime de comércio livre até 2025, a UE introduziu disposições para reimpor direitos aduaneiros sobre aves, ovos, açúcar, aveia, milho, mel e cereais ucranianos se as quantidades excederem a média importada em 2022 e 2023.
Como a aveia já ultrapassou este limiar no início deste ano, foram reintroduzidos direitos aduaneiros de 89 euros por tonelada, que permanecerão em vigor até junho de 2025. Os ovos e o açúcar também já ultrapassaram os limites de importação, o que levou à imposição de novos direitos aduaneiros: 419 euros por tonelada para o açúcar branco, 339 euros por tonelada para o açúcar bruto e 30 cêntimos adicionais por quilograma para os ovos.