[Política] guerra na palestina

Era só o que eu queria saber. Portanto, estou mesmo a perder tempo.[;)]

Pessoas que, voluntariamente, se recusam a aceder a informação que coloca em causa as suas próprias crenças com receio de que essas crenças sejam destruidas designa-se por dissonância cognitiva.
Tens o mesmo problema do 330i .

O meu problema é este:
https://www.aljazeera.com/news/2024...-have-been-involved-in-october-7-hamas-attack

No minimo, duvido de tudo o que sai da ONU neste momento. Porque é que ler o relatório me vai fazer mudar de opinião?
 
Sim, ninguém é perfeito. A dissonância está sempre presente nas nossas vidas.

Mas quando faço a constatação em terceiros explico porquê. Neste caso ficou demonstrado.

É preciso explicar!!

Sempre que te confronto com uma questão sobre superficialidade das tuas posições e te peço para desenvolver uma posição sobre como se resolvia a questão Israel vs Hamas deixas de responder, dizes que não entendes, etc.

Se não escreveres em lado nenhum que, ou apoias a legalização do Hamas ou apoias a ofensiva de Israel, não sofres a tensão de descontruir a crença que se resolvia com diplomacia após o atentado terrorista de há 2 anos.
 
"MUITO PARA ALÉM DO SIONISMO (II)
A criação do Estado de Israel

Em 1947, a Palestina encontrava-se em plena tensão. Depois de três décadas de Mandato Britânico, de imigração sionista acelerada e de revoltas árabes esmagadas com brutalidade, Londres já não tinha fôlego para segurar o território.

O império britânico, falido e desgastado pela Segunda Guerra Mundial, entregou a questão à recém-criada Organização das Nações Unidas. Foi neste palco que os Estados Unidos assumiram o papel central. Sob uma pressão diplomática quase sem precedentes, Washington impôs ao plenário da ONU a aprovação de um plano de partilha que atribuía aos judeus, que eram apenas um terço da população e detinham menos de 7% das terras, quase metade do território da Palestina.

A Assembleia Geral não reflectia um consenso espontâneo; foi o produto de intensa pressão norte-americana, de promessas, chantagens económicas e jogos de bastidores. A União Soviética, ironicamente, alinhou com os Estados Unidos nesta votação, acreditando que um Estado judeu socialista poderia nascer em ruptura com o Ocidente. O resultado foi a Resolução 181, aprovada em Novembro de 1947: uma Palestina partida em dois Estados, um judeu e outro árabe, e uma Jerusalém internacionalizada sob a tutela das Nações Unidas. ↓

Mas esta resolução, já de si profundamente desequilibrada, trazia duas condições básicas que são sistematicamente esquecidas. Primeiro, Jerusalém devia ser uma cidade internacional, fora da soberania de qualquer das partes. Segundo, os dois Estados deveriam formar uma união económica, assegurando a livre circulação de bens, serviços e pessoas.

Foram precisamente estas duas cláusulas que Israel ignorou de imediato, lançando-se numa política de ocupação e exclusão. A criação de Israel foi, assim, desde o primeiro dia, não um simples "acto de independência", mas uma operação de engenharia política global, sustentada pelo poder norte-americano e violando as próprias condições mínimas do plano da ONU.

A resolução da ONU, aprovada em Novembro de 1947, não trouxe paz mas guerra. Para os árabes da Palestina, que representavam dois terços da população e detinham a esmagadora maioria da terra, a partilha foi sentida como um assalto legalizado.

Logo a seguir à votação, começaram os confrontos entre as comunidades. Milícias sionistas – Haganah, Irgun e Lehi – lançaram ofensivas contra aldeias árabes, não apenas em defesa das áreas atribuídas pelo plano, mas com o objectivo deliberado de expandir o território do futuro Estado judeu.

O que se seguiu ficou para a história como Nakba, a catástrofe palestiniana. Entre 1947 e 1949, cerca de 750 mil árabes foram expulsos das suas casas, mais de 400 aldeias foram destruídas e a geografia da Palestina alterou-se de forma irreversível.

As expulsões não foram um "acidente da guerra": documentos revelados décadas depois, mostram planos militares claros para "limpar" áreas inteiras de população árabe. Massacres como o de Deir Yassin espalharam o pânico, levando milhares de famílias a fugir.

Quando, em Maio de 1948, Ben-Gurion declarou unilateralmente o nascimento do Estado de Israel, os exércitos árabes vizinhos entraram em território palestiniano. A versão oficial, repetida até hoje, descreve essa guerra como uma "invasão árabe" contra um jovem Estado que apenas se defendia.

Mas a realidade é outra: todos os combates ocorreram em território árabe, e Israel aproveitou a guerra para conquistar áreas que a ONU tinha destinado ao futuro Estado palestiniano – partes da Galileia, Jaffa, Beersheba, e um corredor até Jerusalém ocidental.

No final, o saldo era brutal: um Estado judeu consolidado sobre as ruínas de centenas de aldeias árabes, três quartos de milhão de refugiados expulsos ou impedidos de regressar, e uma minoria árabe que permaneceu dentro de Israel submetida a um regime militar durante quase duas décadas. Casas, terras, bancos e bens dos que fugiram foram imediatamente confiscados e entregues a novos colonos judeus. A limpeza étnica, negada durante anos, é hoje amplamente reconhecida até por historiadores israelitas.

A história de Israel pós-1948 não foi de consolidação pacífica, mas de expansão permanente. O jovem Estado nunca se contentou com as fronteiras arrancadas pela guerra; via-se como uma potência regional em crescimento. Esse ímpeto encontrou uma oportunidade perfeita em 1956, quando o Reino Unido e a França procuravam derrubar Nasser, que acabara de nacionalizar o Canal de Suez. Para as velhas potências imperiais, a nacionalização era um insulto intolerável. Para Israel, era a ocasião para quebrar o Egipto e mostrar a sua utilidade como aliado do Ocidente.

Foi assim que se formou uma aliança tripla: Israel invadiu o Sinai, enquanto britânicos e franceses simulavam intervir como "força de paz" para proteger o canal. Tudo foi preparado em segredo e lançado com a lógica do exército nazi: ataques de surpresa, avanço rápido, terror militar. Os mesmos governos ocidentais que durante a Segunda Guerra Mundial denunciaram as tácticas nazis de guerra-relâmpago agora aplaudiam a sua repetição, desde que praticada por Israel e seus aliados.

O resultado militar foi claro: Israel ocupou a Faixa de Gaza e o Sinai em poucos dias, provando a sua capacidade de agir como braço armado das velhas potências coloniais. Politicamente, porém, a aventura ruiu quando os Estados Unidos e a União Soviética se opuseram à agressão e forçaram a retirada. Mas a mensagem já estava dada: Israel tinha demonstrado que podia ser útil como parceiro militar de primeira linha contra regimes árabes nacionalistas. O "Estado jovem e frágil" de 1948 mostrava-se afinal como uma potência agressiva, plenamente inserida no jogo imperialista.

Foi assim que em Junho de 1967, Israel lançou uma ofensiva fulminante contra o Egipto, a Jordânia e a Síria, conhecida como a Guerra dos Seis Dias. A narrativa oficial fala de uma guerra defensiva, quase milagrosa, em que o pequeno Estado sobreviveu a uma ameaça existencial. Mas os documentos e as próprias declarações de líderes israelitas da época revelam outra realidade: uma guerra premeditada, preparada durante meses e conduzida como ataque surpresa, com o objectivo de expandir fronteiras.

Em apenas seis dias, Israel destruiu a aviação egípcia ainda no solo, avançou sobre o Sinai até ao Canal de Suez, ocupou Gaza, conquistou a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) e tomou os Montes Golã à Síria. Foi uma vitória militar esmagadora, mas também o início de uma ocupação que se prolonga até hoje. A partir daí, a "questão palestiniana" deixou de ser apenas a tragédia dos refugiados de 1948: passou a incluir milhões de pessoas a viver sob administração militar directa de Israel, sem direitos políticos, sem soberania e sob colonização acelerada.

O Ocidente aplaudiu a guerra como acto de autodefesa, quando todos os factos indicavam o contrário. Foi Israel quem disparou primeiro, foi Israel quem ocupou territórios alheios, foi Israel quem consolidou a sua posição como potência regional com a bênção implícita dos EUA. O resultado político foi a transformação do conflito num impasse permanente: refugiados que não regressam, territórios ocupados que não são devolvidos, uma população submetida a regras militares que se arrastam há mais de meio século.

A Guerra dos Seis Dias marcou, assim, a transição de Israel de Estado nascido da limpeza étnica de 1948 para uma potência ocupante em sentido pleno, com o peso de uma ocupação colonial que não cessou. É também aqui que se começa a desenhar a aliança estratégica com os Estados Unidos: Washington descobre em Israel não apenas um parceiro ideológico, mas um activo militar indispensável no Médio Oriente.

Se em 1948 a expulsão em massa criara centenas de milhares de refugiados, ainda existia a expectativa – reforçada por resoluções da ONU, como a Resolução 194 – de que os palestinianos pudessem regressar às suas casas. Mas, depois de 1967, essa porta fechou-se de forma quase absoluta. Israel consolidou-se como potência ocupante e, em vez de permitir o regresso dos expulsos, lançou uma política activa de colonização nos territórios conquistados.

As terras que pertenciam a palestinianos ausentes, já confiscadas desde Nakba, foram reafectadas para novos imigrantes judeus. Leis como a Absentees' Property Law foram usadas para declarar as propriedades abandonadas "património do Estado".

Ao mesmo tempo, programas de colonização incentivaram famílias judias, muitas delas recém-chegadas da Europa ou dos Estados Unidos, a instalar-se em colonatos fortificados nos territórios ocupados. A ironia é cruel: o camponês palestiniano expulso de uma aldeia em 1948, e depois impedido de regressar em 1967, via as suas terras entregues a quem nunca tinha vivido nelas.

O mesmo Estado que impedia o regresso de centenas de milhares de refugiados palestinianos oferecia incentivos fiscais, terrenos baratos e segurança militar a colonos judeus europeus. Era uma política deliberada, não de segurança, mas de engenharia demográfica, destinada a garantir uma maioria judaica irreversível e a fragmentar qualquer possibilidade de um Estado palestiniano viável.

A consequência foi a criação de um duplo sistema jurídico: um para os colonos, cidadãos israelitas com todos os direitos políticos; outro para os palestinianos, submetidos a administração militar, sem direito de voto, sem acesso livre à terra, e frequentemente sujeitos a demolições e expropriações adicionais.

A ocupação de 1967 não foi apenas uma questão militar: foi a transformação de milhões de pessoas em população subjugada, enquanto a sua terra ancestral era oferecida a estrangeiros em nome de um projecto colonial.

A criação de Israel não foi o mito idílico de um povo que regressa pacificamente à sua terra ancestral. Foi, desde o primeiro instante, um acto político forçado pela pressão norte-americana na ONU, legitimado por promessas contraditórias das potências imperiais, e executado com armas na mão.

Entre 1947 e 1949, um terço da população transformou-se em dois terços, centenas de aldeias foram riscadas do mapa e três quartos de milhão de pessoas viraram refugiados permanentes. As casas, as terras e até as contas bancárias dos que fugiram foram confiscadas e entregues a recém-chegados.

Israel nasceu não como um Estado partilhado, mas como um Estado exclusivo, erguido sobre a expulsão e o silenciamento do outro. Foi este o verdadeiro parto: uma operação de engenharia demográfica, baptizada na retórica de independência, mas sustentada pela violência e pela limpeza étnica.

Luís Gomes é gestor (Faculdade de Economia de Coimbra) e empresário

N.D. Os textos de opinião expressam apenas as posições dos seus autores, e podem até estar, em alguns casos, nos antípodas das análises, pensamentos e avaliações do director do PÁGINA UM."

https://paginaum.pt/2025/10/09/a-criacao-do-estado-de-israel
 
É preciso explicar!!

Sempre que te confronto com uma questão sobre superficialidade das tuas posições e te peço para desenvolver uma posição sobre como se resolvia a questão Israel vs Hamas deixas de responder, dizes que não entendes, etc.

Se não escreveres em lado nenhum que, ou apoias a legalização do Hamas ou apoias a ofensiva de Israel, não sofres a tensão de descontruir a crença que se resolvia com diplomacia após o atentado terrorista de há 2 anos.

Eu sou uma pessoa simples.
Não entendo bem alguma coisas que escreves.
Acho que te respondi duas vezes a essa questões.
Se não queres aceitar a resposta, não tenho nada a acrescentar.
 
O meu problema é este:
https://www.aljazeera.com/news/2024...-have-been-involved-in-october-7-hamas-attack

No minimo, duvido de tudo o que sai da ONU neste momento. Porque é que ler o relatório me vai fazer mudar de opinião?


Sim, tem 20000 funcionarios alguns deles foram dispensados por suspeitas pertencerem ao Hamas, a própria organização reconheceu os erros de screening.

No entanto o relatório não foi emitido pelos empregados da ONU na Palestina. Foram especialista da comissão de direitos humanos com sede em Genebra.

Mas não tens que ler o relatório nem aceitar as conclusões e nem reconhecer as decisões que serão tomadas depois pelo TPI .

O mundo da pós-verdade funciona menos assim. Cada um acredita no que quer e está tudo bem.[;)]
 
Sim, tem 20000 funcionarios alguns deles foram dispensados por suspeitas pertencerem ao Hamas, a própria organização reconheceu os erros de screening.

No entanto o relatório não foi emitido pelos empregados da ONU na Palestina. Foram especialista da comissão de direitos humanos com sede em Genebra.

Mas não tens que ler o relatório nem aceitar as conclusões e nem reconhecer as decisões que serão tomadas depois pelo TPI .

O mundo da pós-verdade funciona menos assim. Cada um acredita no que quer e está tudo bem.[;)]

Já viste como está o mundo no momento? Tudo é banalizado! Uma pessoa normal há 20 anos atrás agora é extremista, é rascista, é nazi, é genocida, é fascista.

O Hamas usa edificios civis para montar operações, lança rockets através das casas dos palestinianos, usa o seu povo como escudo, é atacado por Israel, ONU diz que é genocidio.

A Russia invade um país sem ter sido provocado, ataca escolas, creces, hospitais sem nenhum motivo, já morreram mais de 1 milhão de pessoas, a ONU assobia para o lado...

ONU é anti-Israel, não se pode confiar.

Por exemplo, como é possivel a ONU não condenar a invasão da Russia à Ucrânia? Vai ver porque é que não condenou, vê quem vetou contra. É a sério isto?
 
O Trump merecia o Prémio Nobel 5 anos seguidos... afinal de contas eles acabou com um genocídio de proporções épicas!
Que dizes Imundoconsciente?
 
However, Palestinians in Gaza will continue to suffer and die so long as Israel maintains its unlawful blockade of the Gaza Strip, including by restricting the United Nations and other humanitarian organizations from delivering desperately needed large-scale aid.

Não me parece que isso vá acontecer enquando Gaza tiver um governo que diz na sua constituição que Israel é para ser destruido.

Se em 20 anos, mesmo com bloqueios, conseguiram realizar um ataque como o de 7 de Outubro...

Imaginem sem bloqueio, o material de guerra que o Hamas conseguiria juntar...

O proximo 7 de Outubro seria 10 vezes maior.

It is also vital for Israel to ensure the immediate restoration of basic services like electricity, water, and health care, or Palestinians will continue to die from malnutrition, dehydration, and disease.

Sim, há que apelar à generosidade de Israel para voltar a dar eletricidade e agua de borla a Gaza.

Morder a mão que nos alimenta tem este problema...
 
Uma vez que assunto já foi esclarecido pela autoridade competente em direitos humanos , já não tenho que me dar a nenhum trabalho.

Isso explica muita coisa...

Sabes o que se chama simplesmente acreditar nas coisas sem tentar entender se têm razão? Não ter espirito critico.

Pessoas como tu são facilimas de enganar. Tu não pensas nas coisas, segues cegamente o que te dizem.
 
E a ONU já provou que havia intenção?

É que com o cessar fogo, parece que afinal (o que sempre disseram aliás) é que a intenção é eliminar o hamas e libertar os reféns.

Se houvesse intenção de eliminar os palestinianos, não lhes davam emprego.

Acho que já se percebeu que não vale a pena tentar ter um debate racional com ele.

Ele não quer saber por que motivo a ONU diz que é genocidio, ele não tem sequer a sua propria opinião pessoal de criterios para algo ser considerado genocidio ou não.

Ele não pensa em nada disso, não faz escrutinio, não racionaliza: A ONU diz que é genocidio, chega. Para ele é suficiente, não vale a pena pensar muito... Que trabalheira isso seria!
 
andei à procura no esquerda.net e ainda não encontrei quaisquer informações da mega-festa na avenida da liberdade para comemorar o fim do "genocídio" e a paz em Gaza.

não quero acreditar que depois de 2 anos a fazer manifestações pelo fim da guerra não se veja agora um único festejo ou comemoração.

ainda por cima ouvi ontem a metralha a falar e parecia que o mundo lhe tinha desabado. Quem diria que há 3 dias durante o "genocídio" estava aos saltos e urros de felicidade no aeroporto, e agora que o "genocídio" terminou, está ali numa depressão e tristeza que até faz dó.

parte-me o coração vê-la neste estado, por isso se alguém tiver alguma causa que o BE possa pegar, favor enviar para a rua da palma.

Estão a rezar:

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Isso explica muita coisa...

Sabes o que se chama simplesmente acreditar nas coisas sem tentar entender se têm razão? Não ter espirito critico.

Pessoas como tu são facilimas de enganar. Tu não pensas nas coisas, segues cegamente o que te dizem.

Antes pelo contrário. Eu sigo o assunto há muito tempo.
O relatório da ONU veio confirmar a opinião que eu já tinha antes.

Fiquei satisfeito por não me ter enganado.

É claro que podes não concordar comigo. Mas para não concordar com uma comissão de especialistas da ONU se calhar não tens pedalada. Mas isso sou eu a achar.

Na volta até és alguém muito qualificado para rebater um relatório que... Também não leste.[:D]
 
Acho que já se percebeu que não vale a pena tentar ter um debate racional com ele.

Ele não quer saber por que motivo a ONU diz que é genocidio, ele não tem sequer a sua propria opinião pessoal de criterios para algo ser considerado genocidio ou não.

Ele não pensa em nada disso, não faz escrutinio, não racionaliza: A ONU diz que é genocidio, chega. Para ele é suficiente, não vale a pena pensar muito... Que trabalheira isso seria!

Não escrevas mentiras.[;)]

Eu coloquei um link que explica o motivo. Tu é que não leste o relatório.

Mais um dos que contesta sem saber do que está a falar.
 
https://www.ajc.org/news/5-reasons-why-the-events-in-gaza-are-not-genocide

Sei que a maltinha de esquerda vai discordar da fonte, eles não têm espirito critico, seguem apenas o que lhes dizem.

Quem ler os argumentos, tiver espirito critico, e estiver minimamente informado, forma a sua propria opinião, e não apenas o que lhes dizem para acreditar:

1. “Genocide” refers to the physical destruction of an entire group in whole or in part that has been targeted on the basis of its identity.

Israel’s war is against Hamas: Israel is not seeking to destroy the Palestinian people or the Palestinian population of Gaza, which is what would need to happen in order to correctly apply the term “genocide.”

2. Is Genocide Happening in Gaza? No. Israel is responding to a genocidal attack by Hamas

The goal of Hamas is to wipe Israel and Jews off the map, and in the aftermath of the October 7 terror attack, its representatives reiterated that they will never stop pursuing it. That’s an example of genocidal intent.

3. Israel’s actions reflect its desire to spare Palestinian civilians from harm, not to deliberately harm them

The IDF’s practices also disprove claims of genocidal intent, as the Israeli military has repeatedly relocated Palestinian civilians within Gaza in an effort to ensure they are out of harm’s way as it undertakes its legitimate military campaign to destroy Hamas’s terrorist infrastructure.

4. Hamas’ actions are designed to cause harm to Palestinian civilians and blame Israel

In the months that followed the October 7 attacks, Hamas fired thousands of missiles on Israeli towns and cities. Those missiles were fired from civilian neighborhoods in the Gaza Strip, and from inside, next to, and underneath nominally civilian areas in Gaza like residential buildings, schools, mosques, and hospitals. Hamas’s actions transformed what were once protected civilian sites into legitimate military targets that Israeli forces are now working to dismantle.

Hamas puts civilians in harm’s way: While Israel goes to great lengths to avoid harming civilians as it targets Hamas’s weapons and operations centers in Gaza, Hamas typically proceeds to place Palestinian civilians directly in the path of the IDF’s targets. It has repeatedly called on Palestinian civilians to ignore Israel’s warnings about impending strikes and reportedly forced civilians to remain in the vicinity of military objectives, using them, like its hostages from Israel, as human shields.

Hamas’ actions are not only aimed at protecting its leaders, weapons, and property but also at vying for leverage in the public opinion war by inflating the number of civilian casualties.

5. The “facts” of the genocide charge don’t add up

The number of “innocents” vs. terrorists that have died: This is impossible to know given that the Ministry of Health in Gaza is under the control of and susceptible to influence by Hamas, and does not separate innocent civilians from fighters in its announced death tolls.

The circumstances in which numerous innocents have been killed in Gaza: This includes whether they died because of attacks carried out by the IDF or because of intentional or unintentional harmful actions by Hamas or other Palestinian armed groups. A key example is the explosion at Al-Ahli Arab Hospital in Gaza City, which the U.S. and other governments have determined was caused by a failed rocket fired by Palestinian Islamic Jihad and not, as Hamas, the Hamas-controlled Ministry of Health in Gaza, and many other sources claimed, by the IDF.​​
 
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"MUITO PARA ALÉM DO SIONISMO (II)
A criação do Estado de Israel

Em 1947, a Palestina encontrava-se em plena tensão. Depois de três décadas de Mandato Britânico, de imigração sionista acelerada e de revoltas árabes esmagadas com brutalidade, Londres já não tinha fôlego para segurar o território.

O império britânico, falido e desgastado pela Segunda Guerra Mundial, entregou a questão à recém-criada Organização das Nações Unidas. Foi neste palco que os Estados Unidos assumiram o papel central. Sob uma pressão diplomática quase sem precedentes, Washington impôs ao plenário da ONU a aprovação de um plano de partilha que atribuía aos judeus, que eram apenas um terço da população e detinham menos de 7% das terras, quase metade do território da Palestina.

A Assembleia Geral não reflectia um consenso espontâneo; foi o produto de intensa pressão norte-americana, de promessas, chantagens económicas e jogos de bastidores. A União Soviética, ironicamente, alinhou com os Estados Unidos nesta votação, acreditando que um Estado judeu socialista poderia nascer em ruptura com o Ocidente. O resultado foi a Resolução 181, aprovada em Novembro de 1947: uma Palestina partida em dois Estados, um judeu e outro árabe, e uma Jerusalém internacionalizada sob a tutela das Nações Unidas. ↓

Mas esta resolução, já de si profundamente desequilibrada, trazia duas condições básicas que são sistematicamente esquecidas. Primeiro, Jerusalém devia ser uma cidade internacional, fora da soberania de qualquer das partes. Segundo, os dois Estados deveriam formar uma união económica, assegurando a livre circulação de bens, serviços e pessoas.

Foram precisamente estas duas cláusulas que Israel ignorou de imediato, lançando-se numa política de ocupação e exclusão. A criação de Israel foi, assim, desde o primeiro dia, não um simples "acto de independência", mas uma operação de engenharia política global, sustentada pelo poder norte-americano e violando as próprias condições mínimas do plano da ONU.

A resolução da ONU, aprovada em Novembro de 1947, não trouxe paz mas guerra. Para os árabes da Palestina, que representavam dois terços da população e detinham a esmagadora maioria da terra, a partilha foi sentida como um assalto legalizado.

Logo a seguir à votação, começaram os confrontos entre as comunidades. Milícias sionistas – Haganah, Irgun e Lehi – lançaram ofensivas contra aldeias árabes, não apenas em defesa das áreas atribuídas pelo plano, mas com o objectivo deliberado de expandir o território do futuro Estado judeu.

O que se seguiu ficou para a história como Nakba, a catástrofe palestiniana. Entre 1947 e 1949, cerca de 750 mil árabes foram expulsos das suas casas, mais de 400 aldeias foram destruídas e a geografia da Palestina alterou-se de forma irreversível.

As expulsões não foram um "acidente da guerra": documentos revelados décadas depois, mostram planos militares claros para "limpar" áreas inteiras de população árabe. Massacres como o de Deir Yassin espalharam o pânico, levando milhares de famílias a fugir.

Quando, em Maio de 1948, Ben-Gurion declarou unilateralmente o nascimento do Estado de Israel, os exércitos árabes vizinhos entraram em território palestiniano. A versão oficial, repetida até hoje, descreve essa guerra como uma "invasão árabe" contra um jovem Estado que apenas se defendia.

Mas a realidade é outra: todos os combates ocorreram em território árabe, e Israel aproveitou a guerra para conquistar áreas que a ONU tinha destinado ao futuro Estado palestiniano – partes da Galileia, Jaffa, Beersheba, e um corredor até Jerusalém ocidental.

No final, o saldo era brutal: um Estado judeu consolidado sobre as ruínas de centenas de aldeias árabes, três quartos de milhão de refugiados expulsos ou impedidos de regressar, e uma minoria árabe que permaneceu dentro de Israel submetida a um regime militar durante quase duas décadas. Casas, terras, bancos e bens dos que fugiram foram imediatamente confiscados e entregues a novos colonos judeus. A limpeza étnica, negada durante anos, é hoje amplamente reconhecida até por historiadores israelitas.

A história de Israel pós-1948 não foi de consolidação pacífica, mas de expansão permanente. O jovem Estado nunca se contentou com as fronteiras arrancadas pela guerra; via-se como uma potência regional em crescimento. Esse ímpeto encontrou uma oportunidade perfeita em 1956, quando o Reino Unido e a França procuravam derrubar Nasser, que acabara de nacionalizar o Canal de Suez. Para as velhas potências imperiais, a nacionalização era um insulto intolerável. Para Israel, era a ocasião para quebrar o Egipto e mostrar a sua utilidade como aliado do Ocidente.

Foi assim que se formou uma aliança tripla: Israel invadiu o Sinai, enquanto britânicos e franceses simulavam intervir como "força de paz" para proteger o canal. Tudo foi preparado em segredo e lançado com a lógica do exército nazi: ataques de surpresa, avanço rápido, terror militar. Os mesmos governos ocidentais que durante a Segunda Guerra Mundial denunciaram as tácticas nazis de guerra-relâmpago agora aplaudiam a sua repetição, desde que praticada por Israel e seus aliados.

O resultado militar foi claro: Israel ocupou a Faixa de Gaza e o Sinai em poucos dias, provando a sua capacidade de agir como braço armado das velhas potências coloniais. Politicamente, porém, a aventura ruiu quando os Estados Unidos e a União Soviética se opuseram à agressão e forçaram a retirada. Mas a mensagem já estava dada: Israel tinha demonstrado que podia ser útil como parceiro militar de primeira linha contra regimes árabes nacionalistas. O "Estado jovem e frágil" de 1948 mostrava-se afinal como uma potência agressiva, plenamente inserida no jogo imperialista.

Foi assim que em Junho de 1967, Israel lançou uma ofensiva fulminante contra o Egipto, a Jordânia e a Síria, conhecida como a Guerra dos Seis Dias. A narrativa oficial fala de uma guerra defensiva, quase milagrosa, em que o pequeno Estado sobreviveu a uma ameaça existencial. Mas os documentos e as próprias declarações de líderes israelitas da época revelam outra realidade: uma guerra premeditada, preparada durante meses e conduzida como ataque surpresa, com o objectivo de expandir fronteiras.

Em apenas seis dias, Israel destruiu a aviação egípcia ainda no solo, avançou sobre o Sinai até ao Canal de Suez, ocupou Gaza, conquistou a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) e tomou os Montes Golã à Síria. Foi uma vitória militar esmagadora, mas também o início de uma ocupação que se prolonga até hoje. A partir daí, a "questão palestiniana" deixou de ser apenas a tragédia dos refugiados de 1948: passou a incluir milhões de pessoas a viver sob administração militar directa de Israel, sem direitos políticos, sem soberania e sob colonização acelerada.

O Ocidente aplaudiu a guerra como acto de autodefesa, quando todos os factos indicavam o contrário. Foi Israel quem disparou primeiro, foi Israel quem ocupou territórios alheios, foi Israel quem consolidou a sua posição como potência regional com a bênção implícita dos EUA. O resultado político foi a transformação do conflito num impasse permanente: refugiados que não regressam, territórios ocupados que não são devolvidos, uma população submetida a regras militares que se arrastam há mais de meio século.

A Guerra dos Seis Dias marcou, assim, a transição de Israel de Estado nascido da limpeza étnica de 1948 para uma potência ocupante em sentido pleno, com o peso de uma ocupação colonial que não cessou. É também aqui que se começa a desenhar a aliança estratégica com os Estados Unidos: Washington descobre em Israel não apenas um parceiro ideológico, mas um activo militar indispensável no Médio Oriente.

Se em 1948 a expulsão em massa criara centenas de milhares de refugiados, ainda existia a expectativa – reforçada por resoluções da ONU, como a Resolução 194 – de que os palestinianos pudessem regressar às suas casas. Mas, depois de 1967, essa porta fechou-se de forma quase absoluta. Israel consolidou-se como potência ocupante e, em vez de permitir o regresso dos expulsos, lançou uma política activa de colonização nos territórios conquistados.

As terras que pertenciam a palestinianos ausentes, já confiscadas desde Nakba, foram reafectadas para novos imigrantes judeus. Leis como a Absentees' Property Law foram usadas para declarar as propriedades abandonadas "património do Estado".

Ao mesmo tempo, programas de colonização incentivaram famílias judias, muitas delas recém-chegadas da Europa ou dos Estados Unidos, a instalar-se em colonatos fortificados nos territórios ocupados. A ironia é cruel: o camponês palestiniano expulso de uma aldeia em 1948, e depois impedido de regressar em 1967, via as suas terras entregues a quem nunca tinha vivido nelas.

O mesmo Estado que impedia o regresso de centenas de milhares de refugiados palestinianos oferecia incentivos fiscais, terrenos baratos e segurança militar a colonos judeus europeus. Era uma política deliberada, não de segurança, mas de engenharia demográfica, destinada a garantir uma maioria judaica irreversível e a fragmentar qualquer possibilidade de um Estado palestiniano viável.

A consequência foi a criação de um duplo sistema jurídico: um para os colonos, cidadãos israelitas com todos os direitos políticos; outro para os palestinianos, submetidos a administração militar, sem direito de voto, sem acesso livre à terra, e frequentemente sujeitos a demolições e expropriações adicionais.

A ocupação de 1967 não foi apenas uma questão militar: foi a transformação de milhões de pessoas em população subjugada, enquanto a sua terra ancestral era oferecida a estrangeiros em nome de um projecto colonial.

A criação de Israel não foi o mito idílico de um povo que regressa pacificamente à sua terra ancestral. Foi, desde o primeiro instante, um acto político forçado pela pressão norte-americana na ONU, legitimado por promessas contraditórias das potências imperiais, e executado com armas na mão.

Entre 1947 e 1949, um terço da população transformou-se em dois terços, centenas de aldeias foram riscadas do mapa e três quartos de milhão de pessoas viraram refugiados permanentes. As casas, as terras e até as contas bancárias dos que fugiram foram confiscadas e entregues a recém-chegados.

Israel nasceu não como um Estado partilhado, mas como um Estado exclusivo, erguido sobre a expulsão e o silenciamento do outro. Foi este o verdadeiro parto: uma operação de engenharia demográfica, baptizada na retórica de independência, mas sustentada pela violência e pela limpeza étnica.

Luís Gomes é gestor (Faculdade de Economia de Coimbra) e empresário

N.D. Os textos de opinião expressam apenas as posições dos seus autores, e podem até estar, em alguns casos, nos antípodas das análises, pensamentos e avaliações do director do PÁGINA UM."

https://paginaum.pt/2025/10/09/a-criacao-do-estado-de-israel

Incrivel o quão enviesadamente alguém consegue contar uma historia.

Israel não é nenhum santinho, nenhum dos lados é, mas contar uma historia em que o tom é claramente o de mostrar apenas um lado como o mau, dá para ver que metade da historia foi deixada de lado, e cria duvida sobre muitas das afirmações no artigo (algumas minimamente coerentes com aquilo que já li de fontes com tons mais neutros, outras parecem uma pesca autentica para servir o proposito do artigo).

O mesmo Estado que impedia o regresso de centenas de milhares de refugiados palestinianos oferecia incentivos fiscais, terrenos baratos e segurança militar a colonos judeus europeus.

Artigo altamente neutro, não haja duvidas!
 
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