Referendo sobre o Aborto - Saiu hoje a legislação

[:cool:] Podemos discutir a pergunta, palavra a palavra,,podemos começar por interrupção, depois opção da mulher, 10 primeras semanas e finalmente legalmente autorizado...
 
Eu estou como Frei Bento Domingues: «não entendo as imaginações em torno da pergunta: ela é clara, só pergunta o que está lá! O resto está na cabeça das pessoas!»
 
só para veres como pergunta não é clara..10 primeiras semanas contadas a partir de quando? Da concepção, da 1ª. falta menstrual ou da verificação médica da gravidez...?

Opção da mulher abrange a menor de 16 anos grávida? A mesma que não pode, juridicamente, praticar actos de relevância juridica porque se pressupõe não ter capacidade de discernimento, mas que afinal pode optar por abortar? E podemos confiar que essa opção é clara ou podemos desconfiar que haja, por exemplo pressão familiar? é que se houver pressão dos pais, então a opção pode ser induzida, logo, pode não ser a vontade da grávida...
 
só para veres como pergunta não é clara..10 primeiras semanas contadas a partir de quando? Da concepção, da 1ª. falta menstrual ou da verificação médica da gravidez...?

Opção da mulher abrange a menor de 16 anos grávida? A mesma que não pode, juridicamente, praticar actos de relevância juridica porque se pressupõe não ter capacidade de discernimento, mas que afinal pode optar por abortar? E podemos confiar que essa opção é clara ou podemos desconfiar que haja, por exemplo pressão familiar? é que se houver pressão dos pais, então a opção pode ser induzida, logo, pode não ser a vontade da grávida...
Isto é um referendo... não um Decreto de Lei
 
Não, não é um DL.., mas permite que o sentido do referendo possa ser adulterado pela lei que o fizer vingar na ordem jurídica...
 
Ou seja, ser legislado como tudo aquilo que é legislado em Portugal...

Mas eu até percebo e gostava que, em vez de se andar a discutir as palhaçadas que se vêm, se falassem de coisas especificas como essa.
 
A decisão nestas matérias parece-me independente das campanhas "de esclarecimento", pois cada qual sempre decidirá de acordo com as suas mais íntimas convicções...

Aliás, já o disse muitas vezes, o tema "aborto" nem me parece, sequer, referendável!...
 
já me levantei à muito tempo e só vou votar logo na opção que em consciência quando há alguma coisa a perder de ambos os lados e se tem de optar por uma, opta pela opção menos má...
 
SIM ou NÃO, seja qual a opção, sobretudo VOTEM, não por ser obrigação é sim um direito e um dever cívico
 
Acabei de votar SIM.


Curioso é irem famílias inteiras levando os filhos todos, o que não acontece na minha junta de freguesia noutras eleições. Aquilo hoje parecia mais um jardim de infância que uma mesa de voto. Porque será? [8b] :sh)
 
A natureza da pergunta do referendo é criminal.
Por isso, duvido da legitimidade deste plebiscito, mas fui votar.
 
O pós-referendo

O pós-referendo

Inicio este tópico na manhã de domingo, ou seja, antes de se saber o resultado do referendo.

O objectivo é saber o que vai mudar a partir de 2ª feira:

Será que se o SIM ganhar, os defensores do "não" formarão movimentos associativos para acompanhar mulheres com intenções de abortarem, apoiando-as durante e depois da maternidade?

Será que se o NÃO ganhar, os defensores do "sim" continuarão a lutar para que se encontre uma outra solução na lei que não a actual para que as mulheres deixem de ser perseguidas e julgadas?

Sendo defensor do SIM, gostaria, obviamente, de ver erradicada a chaga social que é o aborto e tudo o que o motiva, mas sei que isso é, infelizmente, utópico. No entanto, isso não nos deve impedir de procurar melhorar a nossa sociedade.

Gostaria de ver os vários movimentos do NÃO a levarem ao terreno as suas promessas, lutando por uma defesa da maternidade e dos direitos dos pais de um recém-nascido, seja qual for o resultado.

Gostaria de ver os vários movimentos do NÃO a preocuparem-se em implementar um programa sério de Educação Sexual nas escolas, de modo a reduzir o número de gravidezes por ignorância (sim, isto acontece muito mais vezes do que possam pensar, por incrível que ainda pareça), seja qual for o resultado.

Gostaria de ver os vários movimentos do NÃO - a Igreja, principalmente - a aconselharem o uso do preservativo durante as relações sexuais fortuitas.

Gostaria de ver os vários movimentos do NÃO a promoverem a abertura de centros de acompanhamento de mães solteiras, de agregados familiares de poucos recursos com muitos filhos.

Gostaria de ver os vários movimentos do NÃO a exigirem junto do Estado melhores, mais rápidos e mais simples mecanismos de adopção.

Mas será que vai ser assim?

O que acham?
 
A natureza da pergunta do referendo é criminal.
Por isso, duvido da legitimidade deste plebiscito, mas fui votar.

Neste país não nos podemos preocupar muito com a legalidade das coisas - basta lembrarmo-nos do que aconteceu nas últimas eleições para a Presidência da República.
 
Também já fui votar sim.

Parece-me que a afluência não vai ser muito grande, infelizmente...

O tempo não ajuda nada...E cheira-me que, mais uma vez, a abstenção vai ganhar...:sh)
 
Last edited:
Epá se a abstenção ganha....será pior do que ganhar o não!

Se tal acontecer, qq uma das opçoes, acho que continuamos a ter o que merecemos!
 
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