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A ligação Lisboa-Porto é uma lástima e não vale a pena gastar mais dinheiro a modernizar a linha do Norte e a gastar fortunas com sucata Italiana.
O problema da ligação Lisboa-Porto em velocidades decentes, só com uma via completamente nova. Temos que pensar que é impossível circular a alta velocidade na linha actual, nem que fosse banhada a ouro, tal o tráfego dos combóios regionais e de mercadorias.
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Gostava de te esclarecer que a sucata italiana nada tem culpa na situação actual.. A sucata italiana é considerada um excelente comboio em todo o lado..
Aqui na minha zona, onde ela consegue dar o maximo da linha, passou claramente os 200km/h e penso que andou á volta dos 220, coisa que poderia fazer em todo o trajecto caso a via o permitisse..
Ou seja, não justificava um TGV em relação ao Alfa actual (a tal sucata italiana) se a linha fosse em condições..
é cada afirmação mais estupida.. mas pronto..
PS: wikipedia
"Alfa Pendular é o nome do comboio de velocidade elevada da companhia estatal portuguesa CP. Liga as cidades de Braga, Porto, Coimbra, Lisboa, e Faro entre outras cidades. Atinge uma velocidade máxima de 220 km/h (136,7 mph). A sua tecnologia de pendulação activa permite-lhe fazer curvas a velocidades mais elevadas que os comboios convencionais.
O comboio de velocidade elevada Alfa Pendular é uma derivação muito próxima da de Giugiaro, com design do 'pendolino' ETR 460 da Fiat. Os motores de tracção têm uma potência de 4,0MW. As carruagens tiveram de ser redesenhadas para operar na bitola ibérica, utilizada em Portugal. Os comboios foram montados pela Alstom na fábrica da Amadora."
""Não se justifica um TGV para Portugal porque é um brinquedo muito caro". A frase é de Carlos Cabrita, presidente do Departamento de Engenharia Electromecânica da Universidade da Beira Interior, que alertou para a falta de estudos de viabilidade económica do Train Grand Vitesse (TGV) em Portugal. "TGV versus Alfa - Pendulares e (sub) desenvolvimento regional" foi o tema discutido na conferência que se realizou no auditório 8.12 no passado dia 16 de Maio.
O TGV é um comboio de alta velocidade que atinge os 300 quilómetros horários, mais 50 do que o Alfa - Pendular, considerado já um comboio de grande velocidade. Para Carlos Cabrita, o Alfa - Pendular "é uma opção correcta para o nosso País". Reino Unido, Suíça, Itália, Suécia, Austrália são alguns dos países que estão já a optar pela grande velocidade em detrimento da alta velocidade. "Há países que começaram com a febre do TGV e chegaram à conclusão de que os Alfa- Pendulares são mais rentáveis", acrescentou o docente.
Cartão Amarelo ao TGV
Segundo Carlos Cabrita, o TGV "exige determinadas características que são incompatíveis com o nosso País". A construção de uma nova linha TGV poderá demorar 14 anos, havendo graves problemas a resolver com as expropriações de terrenos.
O custo das infra-estruturas para o TGV é 10 a 20 vezes superior ao dos Alfa-Pendulares, pois estes últimos utilizam as linhas ferroviárias já existentes. "O grande problema para Portugal será o elevado investimento face ao nosso Produto Nacional Bruto (PNB): um milhão e duzentos mil contos por Km é um valor demasiado alto. Quanto é que custará uma linha de TGV?", questiona-se o orador. Os países que podem investir num TGV devem possuir um PNB que o consiga suportar e uma densidade populacional que o justifique.
O tipo de relevo do território nacional é outro obstáculo apontado por Carlos Cabrita à construção das linhas do TGV. O traçado da via deverá ser o mais plano possível e evitar pontes e túneis que implicam reduções de velocidade. Só assim a rentabilização da via não será posta em causa.
Outro dos problemas apontados é o elevado consumo energético do TGV, o que tem como consequência directa um acréscimo significativo do preço dos bilhetes. "Em TGV ganham-se apenas dez minutos e paga-se o dobro em relação aos alfa - pendulares", explica o docente, que apela ao debate público.
Alfa - Pendular: a solução rápida e económica
Portugal tem uma alternativa ao TGV. Para Carlos Cabrita, o Alfa-Pendular poderá ser a melhor solução em termos de desenvolvimento regional em relação aos restantes meios de transporte, uma vez que usa o mesmo traçado da actual rede ferroviária. A ligação a Espanha deverá ser feita através de Alfa-Pendulares, uma vez que a distância não justifica o avultado investimento que o TGV requer.
"Os Alfa - Pendulares têm de ser altamente rentabilizados. Não nos podemos dar ao luxo de ter comprado comboios de grande velocidade e tê-los a circular a baixa velocidade", conclui.
Os autarcas portugueses acreditam que a paragem do TGV nas suas cidades será sinónimo de desenvolvimento. Carlos Cabrita ironiza e afirma que se tal se verificar "Portugal tem de criar uma rede de TGV lento"."