michaelvasconcelos
New member
Dentro de 30 anos o mundo poderá ver o renascimento do marxismo, a transformação do Irão numa viçosa democracia e as pessoas a falar telepaticamente através de chips implantados no cérebro. Estes cenários não são previsões, mas sim possibilidades que o Centro de Desenvolvimento, Conceitos e Doutrina do Ministério da Defesa (DCDC na sigla em inglês) do Reino Unido prevê poderem acontecer até 2037.
Entre os cenários possíveis está ainda o surgimento da China como potência económica e militar, o aumento das tensões entre a China e o mundo muçulmano, um nível de terrorismo parecido ao actual, mas com atentados cada vez mais espectaculares, o aumento das migrações mundiais e a existência de armas terríveis a partir do desenvolvimento da bomba de neutrões e o uso de máquinas não pilotadas pelo homem,
segundo o El País.
Este o terceiro relatório de perspectivas para 30 anos elaborado por aquele organismo desde 2001. Embora seja um relatório oficial, não representa a posição do governo britânico, mas sim um documento de análise para preparar a tomada de decisões, sobretudo em termos de defesa.
O relatório estima que continuarão a ocorrer as mudanças provocadas pela globalização económica.
Os EUA continuarão a ser o a potência económica e militar predominante e guardião do sistema de regras internacionais, mas haverá uma «transição possivelmente desequilibrada de um mundo unipolar para um mundo progressivamente multipolar».
A China, e em menor medida a Índia, constituirão parte daquele sistema de multipolar. A economia chinesa vai superar a japonesa até 2020 e pesará mais que a dos EUA até 2040.
«A futura direcção política da China será crucial não só para a sua própria expansão económica, prosperidade e estabilidade, como para a do mundo inteiro», adverte o texto.
No entanto, a China enfrenta desafios ambientais, sociais, políticos, financeiros e demográficos que «podem acabar por provocar o colapso económico, instabilidade política, desordem social e tumulto, com repercussões regionais e globais».
O relatório traça um cenário caracterizado por «extremismo político», que poderá incluir o regresso do marxismo devido à crescente vulnerabilidade das classes médias no mundo globalizado e ao crescente fosso entre os muito ricos e os muito pobres.
Os avanços tecnológicos que fomentam o desenvolvimento das telecomunicações, com a explosão da Internet e a informação em tempo real, «provavelmente vão reduzir a integridade das funções editoriais, com pressões para publicar histórias, narrativas e opiniões em prejuízo dos factos».
Entrando no domínio do que é agora ficção científica, em 2035 poderão ser implantados chips ligados directamente ao cérebro, desenvolvendo-se a telepatia sintética, o que terá «óbvias repercussões militares e de segurança», além de implicações éticas e legais.
As novas tecnologias vão revolucionar e fazer cair os preços no mercado de armas.
Além disso, o desenvolvimento de armas de neutrões, que podem matar seres humanos sem destruir as infra-estruturas, poderá facilitar as limpezas étnicas.
O relatório prevê ainda a continuação das tensões entre o mundo islâmico e o Ocidente, por um lado, e entre o Islão e a China. O Irão, por outro lado, poderá transformar-se gradualmente «numa democracia cheia de vitalidade» se a sua população jovem quiser integrar a globalidade e a diversidade.
Este terceiro relatório de tendências estratégicas cobre o período 2007-2036 e baseia-se nas tendências actuais em cinco aspectos: recursos, mudança social, evolução política, avanço científico e tecnológico e implicações militares, partindo da premissa de que a evolução mundial será condicionada por três elementos: mudança climática, globalização e desigualdades globais.
in: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=270903
Achei curioso o artigo e resolvi colocar aqui.
Entre os cenários possíveis está ainda o surgimento da China como potência económica e militar, o aumento das tensões entre a China e o mundo muçulmano, um nível de terrorismo parecido ao actual, mas com atentados cada vez mais espectaculares, o aumento das migrações mundiais e a existência de armas terríveis a partir do desenvolvimento da bomba de neutrões e o uso de máquinas não pilotadas pelo homem,
segundo o El País.
Este o terceiro relatório de perspectivas para 30 anos elaborado por aquele organismo desde 2001. Embora seja um relatório oficial, não representa a posição do governo britânico, mas sim um documento de análise para preparar a tomada de decisões, sobretudo em termos de defesa.
O relatório estima que continuarão a ocorrer as mudanças provocadas pela globalização económica.
Os EUA continuarão a ser o a potência económica e militar predominante e guardião do sistema de regras internacionais, mas haverá uma «transição possivelmente desequilibrada de um mundo unipolar para um mundo progressivamente multipolar».
A China, e em menor medida a Índia, constituirão parte daquele sistema de multipolar. A economia chinesa vai superar a japonesa até 2020 e pesará mais que a dos EUA até 2040.
«A futura direcção política da China será crucial não só para a sua própria expansão económica, prosperidade e estabilidade, como para a do mundo inteiro», adverte o texto.
No entanto, a China enfrenta desafios ambientais, sociais, políticos, financeiros e demográficos que «podem acabar por provocar o colapso económico, instabilidade política, desordem social e tumulto, com repercussões regionais e globais».
O relatório traça um cenário caracterizado por «extremismo político», que poderá incluir o regresso do marxismo devido à crescente vulnerabilidade das classes médias no mundo globalizado e ao crescente fosso entre os muito ricos e os muito pobres.
Os avanços tecnológicos que fomentam o desenvolvimento das telecomunicações, com a explosão da Internet e a informação em tempo real, «provavelmente vão reduzir a integridade das funções editoriais, com pressões para publicar histórias, narrativas e opiniões em prejuízo dos factos».
Entrando no domínio do que é agora ficção científica, em 2035 poderão ser implantados chips ligados directamente ao cérebro, desenvolvendo-se a telepatia sintética, o que terá «óbvias repercussões militares e de segurança», além de implicações éticas e legais.
As novas tecnologias vão revolucionar e fazer cair os preços no mercado de armas.
Além disso, o desenvolvimento de armas de neutrões, que podem matar seres humanos sem destruir as infra-estruturas, poderá facilitar as limpezas étnicas.
O relatório prevê ainda a continuação das tensões entre o mundo islâmico e o Ocidente, por um lado, e entre o Islão e a China. O Irão, por outro lado, poderá transformar-se gradualmente «numa democracia cheia de vitalidade» se a sua população jovem quiser integrar a globalidade e a diversidade.
Este terceiro relatório de tendências estratégicas cobre o período 2007-2036 e baseia-se nas tendências actuais em cinco aspectos: recursos, mudança social, evolução política, avanço científico e tecnológico e implicações militares, partindo da premissa de que a evolução mundial será condicionada por três elementos: mudança climática, globalização e desigualdades globais.
in: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=270903
Achei curioso o artigo e resolvi colocar aqui.