Exposiçao Polemica chega a Portugal

mccrow

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No próximo dia 2 de Maio é inaugurada em Portugal uma das exposições mãos controversas de sempre. «O corpo humano como nunca o viu» vai estar patente no Palácio dos Condes do Restelo, em Lisboa.


Depois de ter passado por cidades como Nova Iorque, Washington, Amesterdão, S. Paulo, Londres, Miami, Seattle, Las Vegas e Durham, esta exposição traz a Lisboa um conceito que tem suscitado muita discussão ao nível ético. No entanto, talvez pela atracção do bizarro, a exposição tem tido sucesso em todas as cidades por onde passa tendo sido já vista por mais de 3 milhões de visitantes.

A exposição recorre a corpos e órgãos humanos reais preservados através de um processo de polimerização que permite mostrar a fisionomia do corpo humano e dos seus sistemas em suportes reais como nunca visto. O objectivo é mostrar o corpo humano tal como ele é na realidade e em todas as suas dimensões, «permitindo, dessa forma, que as pessoas se consciencializem sobre o seu próprio corpo e o respeitem, potenciando a adopção de estilos de vida mais saudáveis», refere um comunicado da organização.

A nível internacional, o projecto é dirigido por Roy Glover, Presidente do Conselho Médico e Científico Internacional da exposição. Em Portugal foi constituída uma Comissão Científica da qual fazem parte Francisco José de Castro e Sousa (Presidente), José Fernandes e Fernandes, António Carlos Saraiva e António José Silva Bernardes.

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De acordo com Roy Glover, citado no mesmo comunicado enviado às redacções, esta exposição, apesar de mostrar cadáveres humanos, «trata da vida». De acordo com as explicações do coordenador científico internacional a exposição «foi projectada, não só para ajudar os visitantes a entenderem melhor os seus corpos, como também para fornecer-lhes informações e encorajá-los a considerar melhores estilos de vida e hábitos mais saudáveis».

O objectivo ao exibir corpos humanos reais «é promover e aumentar a qualidade de vida das pessoas», acrescenta Roy Glover.

A exposição deverá ficar patente até Setembro e os preços dos bilhetes variam entre os 10 e os 20 euros. Apesar de toda a polémica, não existe uma idade mínima de acesso à exposição e as crianças até aos quatro anos não pagam bilhete.

No site oficial da exposição pode ler-se ainda que «apesar de todos os esforços da organização, a estrutura do edifício que acolhe a exposição O Corpo Humano, não permite a criação de rampas de acesso ao 1º andar para deficientes motores».

Apesar de garantir que a «organização está a tentar encontrar uma solução para este facto» a realidade é que para já, os deficientes motores ficam de fora deste processo de consciencialização das pessoas para o seu próprio corpo.

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Polémica porquê??
Nós somos assim por dentro...
Os corpos foram dados em vida pelos próprios...
E quem for impressionável que não vá ver...ninguém é obrigado a ir..
 
Vão ver que é interessante.

Eu já a vi em 2000 ou 2001 e não achei nada repelente, antes pelo contrário.

Aproveitem e comprem umas T-Shirts e outro merchandising [:D]

EDIT: Agora me lembrei de uma zona da exposição que está reservada e que essa sim impressionou-me, a zona dos fetos. Mas essa fica discretamente reservada. O resto não impressiona nada.
 
Fixe apr:)

Os meus cunhados na Alemanha já foram ver, e inclusive têm um livro que compraram na dita exposição, acho que é de ver.

Vou ver se não perco. [:cool:]
 
alguem me consegue explicar porque razao s bilhetes custam entre 10 a 20?

Era a redaçao que nao sabia ou existem bilhetes a diversos preços?
 
alguem me consegue explicar porque razao s bilhetes custam entre 10 a 20?

Era a redaçao que nao sabia ou existem bilhetes a diversos preços?
Depende da bancada em que assistes [:D]

Agora a sério, talvez tenha a ver com cartão jovem, preços de estudante, coisas assim...

A mim até me repugna um bocado estar a olhar para uma pessoa morta, imagino. Às tantas até não. Mas gostava que isto viesse até até ao Porto, quanto mais não fosse porque sei de uma pessoa que ia adorar ver :)
 
[FONT=Georgia,Times New Roman,Times,serif]"Exposição de cadáveres plastificados chega a Lisboa[/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]03.05.2007, Ana Gerschenfeld</SPAN> [/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif][FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]É uma mostra didáctica,[/FONT]
[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]para ver o corpo humano por dentro, tal como ele é. Se receia[/FONT]
[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]ficar impressionado... não receie[/FONT]



[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]São 17 corpos humanos inteiros e mais de 250 órgãos. Mas não são bonecos ou modelos do corpo humano: são verdadeiros cadáveres que foram preservados graças a uma morosa e dispendiosa técnica, conservando, tanto quanto possível, o seu aspecto real.[/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]Quando entramos na exposição O Corpo Humano Como Nunca o Viu, que no próximo sábado é inaugurada no Palácio dos Condes do Restelo, na Rua da Escola Politécnica, em Lisboa, começamos por ver um esqueleto. Nada de muito imponente. Mas numa salinha ao pé espera-nos algo de menos habitual: uma pele sem corpo, no interior de uma vitrina. Um molde de um corpo ausente que parece feita de pergaminho.[/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]Mais à frente, há um homem que corre, com os músculos em visão "explosiva" como se fossem penas cor-de-rosa, um jogador de râguebi, um pensador sentado com o cérebro à mostra que olha para um outro cérebro, um maestro com a sua batuta. Há homens (e uma mulher) cortados às fatias longitudinais (duas, três, quatro) e transversais (um corpo deitado, cortado às rodelas, que devido ao afastamento das suas peças, mede cerca de quatro metros). Há ainda um lançador de disco e um guarda-redes a apanhar uma bola de futebol.[/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]Assim, ao longo de nove galerias temáticas, passam-se em revista os sistemas muscular, nervoso, vascular, respiratório, digestivo, reprodutivo, urinário e por último as próteses e diversas cirurgias. [/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]A mostra inclui, entre as peças soltas, os pulmões doentes de um fumador e vários especímenes onde os tecidos foram dissolvidos e apenas foram preservadas as veias e artérias - deixando um organismo-fantasma. Há também uma série de embriões e fetos (provenientes de abortos espontâneos) em diversos estádios de desenvolvimento, órgãos fetais e placentas.[/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]"Tenho a certeza que esta exposição vai desempenhar um papel didáctico, pedagógico, para a maioria dos portugueses", diz Francisco de Castro e Sousa, professor de cirurgia da Universidade de Coimbra e um dos elementos da comissão científica portuguesa da mostra.[/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]Anti-CSI[/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]A utilidade pedagógica parece indiscutível, mas o impacto psicológico que esta mostra (e outras do mesmo género) terá provocado nos públicos pelo mundo fora não parece justificada. Talvez o fosse há uns anos, mas hoje, as séries televisivas encarregaram-se de nos "educar" neste domínio ao permitir-nos espreitar com um olhar cirúrgico para dentro dos maiores laboratórios de medicina forense e das mais imponentes salas de autópsia. Admitamos que nos tornamos dificilmente impressionáveis - e que, não havendo nesta mostra nem sangue nem horror, estes corpos imortalizados em diversas matérias plásticas e em diversas posturas afinal são mais parecidos com bonecos do que com outra coisa.[/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]No fundo, trata-se de uma mostra de peças anatómicas - de um género diferente, é certo, mas mesmo assim, sem nada de particularmente arrepiante. Segundo Roy Glover, antigo professor de Anatomia da Universidade do Michigan e responsável científico pela mostra ao nível internacional, nada melhor do que modelos reais do corpo humano para perceber como ele funciona. Ao contrário dos modelos idealizados, utilizados nas aulas de anatomia, os corpos aqui apresentados mostram o humano como ele é na realidade. Para perceber, entre outras coisas, a sua fragilidade e a importância de uma vida saudável.[/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]Onde surge a controvérsia, porém, é em torno da origem dos cadáveres. Estes provêm do Laboratórios de Plastinação da Universidade Médica de Dalian, na República Democrática da China, e são, segundo os responsáveis da mostra, cadáveres doados ou não identificados "que morreram de causas naturais". [/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]Porém, segundo um artigo publicado no New York Times em 2005, aquele instituto chinês já foi objecto de suspeitas de estar a utilizar cadáveres de reclusos chineses executados para fins comerciais - o que levantou questões de violação dos direitos humanos e das próprias leis chinesas. "As normas legais foram respeitadas", garantiu ontem Castro e Sousa, salientando que a Premier Exhibitions, a empresa que organiza a mostra, nunca aceitaria utilizar corpos obtidos em condições dúbias. "Os corpos não reclamados passam a ser propriedade do Estado chinês, que os entrega às escolas de medicina para fins pedagógicos", diz Glover.[/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]Várias exposições idênticas à de Lisboa estão neste momento patentes - em Nova Iorque, Washington, San Diego, Las Vegas e Durham (Carolina do Norte). [/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]A mostra já passou por Amesterdão, S. Paulo, Londres, Miami e Seattle, estando também prevista a sua ida a Pittsburgh. E há uma que é inaugurada em Praga no mesmo dia que em Lisboa. No total, estas exposições já acolheram mais de três milhões de visitantes.[/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]A exposição estará aberta todos os dias (e até às 23 horas de quinta a domingo) e pode ser vista por adultos e crianças. Os preços é que se poderão revelar proibitivos: 19,50 a 21 euros para os adultos; 17,50 a 19,50 euros para seniores e estudantes; 14,50 a 15,50 euros para crianças. O "pacote família" custa 50 a 55 euros. [/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]A origem[/FONT]
[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]dos cadáveres, segundo[/FONT]
[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]a organização, [/FONT]
[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]é absolutamente legal e respeita todos os[/FONT]
[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]critérios éticos "[/FONT]

[FONT=Georgia, Times New Roman, Times, serif]Em http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=/main.asp?dt=20070503&id=11268744[/FONT]
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