Eu sou um grande entusiasta de automóveis mas, mais do que isso, sou um grande adepto da condução. Gosto de conduzir, gosto do processo de aprendizagem e de adaptação a um carro e gosto, acima de tudo, de melhorar a minha técnica (que é muito pouca, diga-se de passagem).
Ando sempre a procurar informação sobre isso na net, em livres e o mais que me lembre. E tento meter algumas coisas em prática, também.
Fiz, uma vez, um curso de condução defensiva, no Clube Alfa Romeo, que teve lugar na base da Ota e que acabou com um "cheirinho" de condução desportiva. Com efeito, o que se retém dali é sempre muito positivo, até porque são ensinamentos "lógicos" e que nós facilmente assimilamos.
A atenção, a distância que conseguimos perceber à nossa frente, a precaução nas manobras, a antecipação e as distâncias de segurança, bem como um sólido conhecimento do carro e da essência da sua dinâmica são factores determinantes na manutenção de uma condução defensiva.
Digo isto porque, se calhar, a maior parte do que se aprende num curso desses é facilmente perceptível a quem anda na estrada todos os dias.
Já na condução desportiva, a técnica terá que ser, forçosamente, mais apurada. E aí não é só andar na estrada "à maluco" e a fazer asneiras 90% do tempo.
Aliás, um dos ensinamentos da condução desportiva que, geralmente, deita por terra as nossas convicções sobre ela é de que os movimentos sobre os comandos (volante, caixa e pedais) deve ser o mais suave e harmonioso possível, e não necessariamenet agressivo e "racing".
Os pilotos de vão de escada têm muito a beneficiar desses cursos porque acabam por descobrir que estavam errados em relação a muitos aspectos da condução desportiva.