Asma, Bronquite e Alergias - Publicações pag. 4

Mais alguma info recolhida na web [;)]

Aprenda a evitar crises de asma e saiba como pode controlar a doença.

A asma afecta perto de 150 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que mais de 600 mil pessoas sofram de asma.
O que é?
A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas que, em indivíduos susceptíveis, origina episódios recorrentes de pieira, dispneia (dificuldade na respiração), aperto torácico e tosse, particularmente nocturna ou no início da manhã.
Estes sintomas estão geralmente associados a uma obstrução generalizada, mas variável, das vias aéreas, a qual é reversível espontaneamente ou através de tratamento.
Quem pode ser afectado?
A asma pode afectar qualquer pessoa, mas tem maior prevalência na população infantil e juvenil.
Quais são os sintomas?
Suspeita-se de asma em presença de historial de um dos seguintes sinais ou sintomas: tosse com predomínio nocturno, pieira recorrente, dificuldade respiratória recorrente e aperto torácico recorrente.
Eczema, rinite alérgica, história familiar de asma ou de doença atópica estão frequentemente associados à asma.
Uma observação torácica normal não exclui a hipótese de asma.
O que provoca ou pode agravar a asma?
Os sintomas de asma podem ocorrer ou agravar-se em presença de:
  • Exercício físico;
  • Infecção viral;
  • Animais com pêlo;
  • Penas dos pássaros;
  • Exposição prolongada aos ácaros do pó doméstico (existentes principalmente em colchões, almofadas e carpetes);
  • Fumo, principalmente de tabaco e lenha;
  • Pólen, sobretudo na Primavera;
  • Alterações de temperatura do ar;
  • Emoções fortes, principalmente quando desencadeiam o riso ou choro;
  • Produtos químicos inaláveis;
  • Fármacos, principalmente ácido acetilsalicílico e beta-bloqueantes.
Como é feito o diagnóstico da asma?
O diagnóstico da asma tem por base:
  • A história clínica - para determinar a presença de sintomas e as suas características, relacionados com exposições a factores de agressão;
  • Exame específico - para determinar sinais de obstrução brônquica, embora um exame normal possa possibilitar o diagnóstico;
  • Avaliação funcional respiratória - para comprovação de obstrução brônquica, da presença de hiperreactividade brônquica e de limitação variável do fluxo aéreo;
  • Avaliação de atopia;
  • Exclusão de situações que podem confundir-se com a asma.
A asma é uma doença muito grave?
A asma pode ter vários graus de gravidade, consoante a frequência, a intensidade dos sintomas e a necessidade de utilizar medicamentos.
  • Grau 1: Asma intermitente
    Os sintomas surgem menos de uma vez por semana ou o doente acorda com os sintomas duas ou menos vezes por mês, ficando assintomático nos períodos entre os sintomas.
  • Grau 2: Asma persistente ligeira
    Os sintomas surgem uma ou mais vezes por semana, mas menos de uma vez por dia. O doente acorda com os sintomas durante a noite mais de duas vezes por mês.
  • Grau 3: Asma persistente moderada
    Os sintomas são diários. O doente acorda com os sintomas durante a noite mais de uma vez por semana e necessita de utilizar diariamente agonistas ß2. As crises afectam a sua actividade diária habitual.
  • Grau 4: Asma persistente grave
    Os sintomas são permanentes. O doente acorda frequentemente com os sintomas durante a noite e a sua actividade diária encontra-se limitada.
Como é possível identificar as crises de asma e determinar a sua gravidade?
As crises de asma podem ser ligeiras, moderadas, graves e com paragem respiratória iminente, consoante os sintomas.
Mas ter uma crise de asma significa, sobretudo, sentir dificuldade em respirar. As crises muito graves podem pôr a vida em risco, por isso devem-se tomar todas as medidas necessárias para as evitar e estar prevenido para as atacar o mais depressa possível.
Normalmente, as crises instalam-se lenta e progressivamente, pelo que, se a pessoa estiver atenta, tem tempo para usar a medicação (normalmente inalador) correspondente ao tratamento prescrito pelo médico e, assim, afastar o perigo.
Quando a crise persiste, dirija-se a um serviço de urgência.
Nas famílias com crianças asmáticas, a atenção e os cuidados devem ser redobrados.
Tipos de crise

Crise ligeira
  • Apresenta dispneia à marcha (a andar);
  • Tolera posição de decúbito (posição de quem está deitado);
  • Apresenta um discurso quase normal;
  • Está consciente;
  • Apresenta-se normalmente calmo, podendo mostrar alguma ansiedade;
  • Não apresenta habitualmente tiragem respiratória;
  • A frequência respiratória está habitualmente normal, podendo estar ligeiramente elevada;
  • A frequência cardíaca está habitualmente abaixo dos 100/min;
  • Apresenta sibilos (ruídos feitos ao respirar que indicam obstrução parcial dos brônquios) moderados;
  • Não apresenta pulso paradoxal.
Crise moderada
  • Apresenta dispneia a falar;
  • Adopta a posição de sentado;
  • Fala com frases curtas;
  • Está consciente mas ansioso;
  • Apresenta tiragem respiratória;
  • A frequência respiratória encontra-se elevada;
  • A frequência cardíaca encontra-se entre 100 e 120/min;
  • Apresenta sibilos evidentes;
  • Pode apresentar pulso paradoxal.
Crise grave
  • Apresenta dispneia em repouso;
  • Encontra-se inclinado para a frente;
  • Fala apenas através de palavras;
  • Encontra-se ansioso ou até agitado;
  • Apresenta tiragem respiratória;
  • A frequência respiratória é superior a 30/min;
  • A frequência cardíaca é superior a 120/min;
  • Apresenta sibilos muito evidentes;
  • Apresenta geralmente pulso paradoxal.
Crise com paragem respiratória iminente
  • Apresenta-se sonolento ou em estado de confusão;
  • Apresenta bradicardia (diminuição do número normal das contracções cardíacas);
  • Apresenta silêncio respiratório;
  • Não apresenta pulso paradoxal.
Quais são os sintomas de um doente asmático de alto risco?
Considera-se como sendo de alto risco o doente asmático que:
  • Tem uma asma grave, de duração prolongada;
  • Tem uma asma lábil (transitória), constatada pela grande variabilidade diária de sintomas e dos débitos respiratórios;
  • Tem uma história clínica que revela que a sua asma não está controlada, referindo idas frequentes ao serviço de urgência, visitas médicas de urgência frequentes, hospitalizações no último ano, necessidade de ventilação mecânica e alta hospitalar recente.
Como é que se trata a asma?
Os medicamentos para a asma têm de ser receitados pelo médico.
Há vários tipos de medicamentos: inaladores ou bombas e comprimidos ou xaropes. Só os médicos podem determinar que comprimidos, xaropes, inaladores ou aerossóis são adequados a cada caso, em que doses devem ser tomados e aplicados e qual a duração do tratamento.
Existem também vacinas, aplicáveis quando é determinado o agente que provoca a alergia, o que as torna uma possibilidade de tratamento eficaz.
Os doentes com asma de alto risco têm acesso facilitado às Consultas Diferenciadas de Asma, com atendimento nas primeiras 24 horas após a sua identificação.
Não espere pela crise. Informe-se sobre o centro de saúde ou hospital mais próximo da sua área de residência que tenham consultas diferenciadas de asma.


 
Manualboaspraticas-asma.jpg

- Manual de Boas Práticas na Asma (pdf) elaborado com base em consensos científicos internacionais e distribuído por todos os médicos e enfermeiros dos Centros de Saúde e dos Serviços de Imunoalergologia, Pneumologia, Medicina Interna e Pediatria dos hospitais da rede oficial.


manuaisasma1.jpg

- Manual de Ajuda para a Criança com Asma (pdf)
- Manual de Ajuda para o Jovem com Asma (pdf)
- Manual de Ajuda para o Adulto com Asma (pdf)

Os três últimos documentos, elaborados com base em informação científica, pela escritoras Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães irão ser distribuídos através dos Centros de saúde e consultas externas de Imunoalergologia e Pneumologia dos hospitais e o Manual de Ajuda para a Criança com Asma também nas consultas de Pediatria dos hospitais e nas escolas da Rede Nacional das Escolas Promotoras da Saúde, parceiras de Centros de Saúde.


Fonte - http://www.spaic.pt/



Edit: Os pdf nao estão a abrir :(
 
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Asma e Alergia

O que é a alergia?

Quando falamos de alergias todos pensamos em espirros, nariz a pingar, olhos vermelhos, tosse e comichão na pele. De facto, estas são algumas das manifestações mais frequentes e incómodas da reacção alérgica, reacção esta que é uma das consequências possíveis do funcionamento do nosso Sistema Imunológico - precisamente o sistema de células que nos defende dos numerosos micróbios e substâncias presentes nos alimentos que comemos, no ar que respiramos e naquilo em que tocamos. Essas substâncias (a que chamamos antigénios) são identificadas como estranhas ao nosso organismo pelo Sistema Imunológico, através de proteínas especiais que circulam no sangue e em todos os líquidos orgânicos - os anticorpos - ajudando a captar e eliminar os antigénios "invasores". Há cerca de 30 anos descobriu-se que as pessoas com alergia produzem um anticorpo especial - a imunoglobulina E (IgE) - e fazem-no para substâncias inofensivas, relativamente banais no ambiente: os alergénios (p. ex. pólens de plantas, componentes do pó da casa, alimentos como o leite ou os ovos). Uma vez produzida, esta IgE liga-se a células especiais (mastócitos) muito abundantes na pele e nas mucosas (o revestimento do aparelho respiratório e do tubo digestivo) "à espera" do seu alergénio.

Quando o encontram, provocam a libertação imediata e explosiva de substâncias químicas dos mastócitos que provocam rapidamente (15 a 30 minutos) uma intensa inflamação e que origina os sintomas da alergia. Se a exposição a esse alergénio é intensa e muito prolongada essa inflamação, e a doença alérgica, pode tornar-se crónica e persistente (Quadro). A razão pela qual algumas substâncias desencadeiam alergias e porque é que não o fazem em todas as pessoas não é ainda muito claro, mas a história de outras alergias na família (a chamada atopia) parece ser o principal factor predisponente. Possivelmente, a resposta estará nalguns genes que passam de pais para filhos e nalgumas condições do ambiente que favorecem a "proliferação" dos alergénios.


Porque estão a aumentar as alergias?

As alergias têm vindo a aumentar nas últimas décadas do século XX e actualmente, na Europa, cerca de 8 a 10% da população (mais de 24 milhões de pessoas) sofre de asma, sendo a rinite alérgica ainda mais frequente - 10 a 15% da população (mais de 35 milhões de europeus!). Em Portugal os estudos mais recentes demonstram que cerca de 11% das crianças entre os 6 e 14 anos e 5% dos adultos, sofrem de asma (i.e. pelos menos 500 mil portugueses) sendo o panorama da rinite igualmente pouco animador: 10% da população que acorreu aos Centros de Saúde no ano de 1998. A razão do aumento das doenças alérgicas, nomeadamente na população ocidental, com um nível sócio-económico relativamente desenvolvido, não está ainda esclarecido mas vários dados parecem apontar para o ambiente e para o estilo de vida "ocidental".

A diminuição das infecções na primeira infância, pelo seu melhor controlo (vacinação, antibióticos) e melhores condições sanitárias, poderá fazer com que o Sistema Imunológico, menos "ocupado" com os micróbios e parasitas, se "volte" para os alergénios ambienciais que, à partida, seriam inofensivos para o indivíduo. Além disso, condições derivadas de um ambiente doméstico cada vez mais hermético (as crianças passam 90% do seu tempo dentro de portas!) e da alimentação (determinados ácidos gordos, conservantes e antibióticos que diminuem os micróbios normais do intestino) poderão também estar envolvidos.


Doenças alérgicas mais frequentes e os seus principais sintomas

Rinite alérgica. Nariz tapado, comichão, espirros e pingo no nariz, logo que o alergénio entra no nariz levado pelo ar.

Conjuntivite alérgica. Inchaço, vermelhidão e comichão de ambos os olhos, num determinado ambiente, local ou época do ano.

Asma. Tosse, falta de ar, chiadeira no peito, que surge subitamente, em determinados locais, após constipações, com o exercício ou no local de trabalho.

Dermatite atópica. Também chamada eczema, surge com vermelhidão, comichão, descamação da pele, p.ex. na face, dobras dos cotovelos ou joelhos.

Urticária. Outra alergia da pele, com manchas e pápulas que dão muita comichão. Os episódios são muitas vezes desencadeados por infecções, certos alimentos, medicamentos e stress.

Anafilaxia. É a forma mais aparatosa e grave da alergia. Surge em poucos minutos após o contacto com o que provoca a alergia (alimentos, penicilina, picada de abelha ou vespa, contacto com borracha - látex, etc.), com inchaço, calor, urticária, espirros, falta de ar e sensação de desmaio. Se não tratada imediatamente com adrenalina injectável pode levar à perda de consciência, choque e acabar por ser fatal!

Sinusite e otite média. Apesar de por si não serem doenças alérgicas, com muita frequência associam-se e complicam a rinite. A inflamação aguda ou crónica das cavidades em volta do nariz, atrás das maçãs do rosto, e dos ouvidos, é muitas vezes uma extensão da inflamação alérgica que, pela sua cronicidade, facilita as infecções.


Quando e como tratar a alergia?

A doença alérgica é uma teia complexa de células e substâncias químicas que envolvem vários órgãos do nosso corpo, frequentemente durante longos anos, e para a qual não há ainda um tratamento ou medicamento isolado, apesar dos grandes avanços que se fizeram no conhecimento e tratamento destas doenças. No entanto, o tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível. O controlo eficaz da alergia implica a combinação de várias medidas:

a identificação do(s) alergénio(s) envolvidos, minimizando o mais possível a exposição a estes, o uso combinado de diferentes medicamentos para diminuir os sintomas e, sobretudo, a inflamação crónica da alergia e, sempre que possível, utilizando-os localmente, junto do órgão que está mais envolvido (pulmões, nariz, pele, olhos). A imunoterapia, também conhecida como vacinas para a alergia, poderá estar indicada para modificar o comportamento do Sistema Imunológico, diminuindo a reacção ao contacto com o alergénio, particularmente quando o doente está sensibilizado a um grupo limitado de alergénios, de eliminação difícil, e quando as medidas inicialmente adoptadas não estão a ser suficientes para controlar a doença.

Dada a complexidade da "gestão" clínica destas doenças há médicos particularmente habilitados para o diagnóstico e tratamento das doenças alérgicas - os especialistas em alergologia e imunologia clínica ou imunoalergologistas.

Fonte - http://www.spaic.pt/textos/?imr=9&imc=46n53n
 
Rinite e Asma

A rinite pode agravar a asma?

De todas as doenças alérgicas que podem afectar a população, a asma tem merecido a atenção principal não só pelo seu impacto familiar, sócio-profissional e económico mas também pela deficiente qualidade de vida e risco de morte que pode condicionar quando não devidamente controlada. A rinite, alérgica ou não, não é uma doença que mata mas, como todos sabemos, mói - é uma doença sub-diagnosticada e sub-tratada e uma grande maioria dos doentes habituam-se a viver «constipados», a maior parte das vezes não procurando cuidados médicos, sejam do seu médico de família ou de um especialista. Um estudo recente (RDR2000), com o objectivo de conhecer a prevalência da rinite em Portugal Continental no ano de 1998, revela que apenas 20% dos doentes com rinite procura o seu médico de Clínica Geral por queixas da doença e apenas 16% tinham sido observados em consultas de especialidade de Imunoalergologia.

Entre nós, estima-se que 930.000 portugueses sofrem de rinite, alérgica ou não, o que corresponde a uma prevalência estimada para a população geral de 9,55%.

No que diz respeito à asma, sabe-se que rinite e asma coexistem frequentemente e um estudo recente considera mesmo que a rinite é um fenómeno universal em doentes com asma alérgica ocorrendo em 99% de adultos e em 93% de adolescentes. Da mesma maneira, há estudos recentes que revelam que a asma aparece três vezes mais nos indivíduos com rinite do que naqueles que nunca tiveram sintomas nasais. Todos estes dados apontam para que a rinite seja considerada um factor de risco para a asma.

As duas entidades, rinite e asma, partilham mecanismos inflamatórios comuns que explicam o conjunto de sintomas que as caracterizam e todos estão de acordo, clínicos e investigadores, que é importante iniciar o tratamento preventivo ( evitar os ácaros do pó de casa, o pólen, o fumo do tabaco, ambientes poluídos, etc. ) e o tratamento anti-inflamatório o mais precocemente possível. O tratamento da rinite com anti-histamínicos orais e corticosteróides de aplicação nasal e, em casos criteriosamente seleccionados, com vacinas anti-alérgicas, pode evitar o aparecimento da asma ou no caso dela já existir, melhorar os seus sintomas, evitar agudizações e reduzir a reactividade dos brônquios que caracteristicamente está aumentada.


Será que tenho rinite para além da minha asma?

O nariz reage sempre de maneira idêntica quer se trate de uma agressão vírica (a banal constipação) quer se trate de um alergénio (ácaros do pó de casa ou pólen): prurido nasal (comichão), espirros, rinorreia (pingadeira) e obstrução (entupimento) nasal em maior ou menor grau. A suspeita de rinite alérgica levanta-se quando este conjunto de sintomas surge repetidamente, o que pode acontecer ao longo do ano todo (caso da rinite alérgica perene, muitas vezes associada ao pó de casa como factor desencadeante) ou num período determinado do ano (caso da rinite alérgica polínica com sintomas predominantes em Maio e Junho, meses em que a concentração de grãos de pólen de gramíneas, os mais frequentemente incriminados, atinge os maiores níveis).

A constipação banal, o resfriado comum, ocorre a maior parte das vezes nas transições de estação e no Inverno, duram 3 a 7 dias e em cada indivíduo, uma ou duas vezes por ano.O indivíduo que «anda sempre constipado» ou que, quando chega a Primavera arrasta «uma constipação» até ao Verão, deve procurar cuidados médicos. A estes sintomas de rinite, associam-se muitas vezes sintomas dos olhos (comichão, lacrimejo, intolerância à luz, vermelhidão), sendo esta associação mais frequente na rinite polínica.


Que complicações pode dar a rinite, se não tratada?

Embora o conjunto de todos os sintomas da rinite seja muito incomodativo e interfira negativamente nas actividades diárias dos doentes, a obstrução nasal é de longe o sintoma com mais consequências, desde perturbar o sono, com uma fadiga anormal no dia seguinte, até ao aparecimento de tosse e irritabilidade brônquica (em alguns casos com o quadro típico de asma) que a respiração obrigatória pela boca acaba por condicionar. Nas crianças, a obstrução nasal persistente leva a deformação do palato (vulgo «céu da boca») com anomalias nas arcadas dentárias e anormal implantação dos dentes, por vezes de correcção muito difícil. A sinusite, processo inflamatório dos seios perinasais, complica cerca de metade dos casos de rinite alérgica, aumenta a susceptibilidade a infecções víricas e bacterianas e o conjunto de sintomas que a caracterizam, nomeadamente as dores de cabeça, as náuseas, as tonturas, o aparecimento de secreções nasais de difícil eliminação, complica ainda mais o dia-a-dia dos doentes. Assim, podemos concluir que há hoje evidência de que a rinite mal controlada pode conduzir a complicações que vão desde a sinusite à asma, passando pela otite média, por anomalias na implantação dos dentes e por perturbações do sono mais ou menos graves.

Fonte - http://www.spaic.pt/textos/?imr=9&imc=46n56n
 
Asma e Alergia aos Ácaros

Tenho asma e alergia aos ácaros do pó da casa. O que são ácaros?

Os ácaros do pó da casa são considerados em todo o mundo, particularmente nos países ocidentais e industrializados, como a principal causa de alergias do aparelho respiratório.
Os ácaros são animais de dimensões microscópicas que vivem no pó existente nas nossas casas. No entanto, também se encontram presentes nas alcatifas e outros revestimentos têxteis, como os cobertores, almofadas, colchões, tapetes e bonecos de peluche. Os ácaros do pó da casa são considerados em todo o mundo, particularmente nos países ocidentais e industrializados, como a principal causa de alergias do aparelho respiratório.

Preferem locais húmidos e com temperaturas amenas, sendo o Outono a altura do ano em que habitualmente existe maior proliferação dos ácaros, dadas as condições favoráveis de temperatura e humidade. Alimentam-se principalmente dos restos de pele humana que se liberta do nosso corpo por descamação, e que ficam sobretudo nas roupas da cama e colchões.

Os ácaros não transmitem qualquer tipo de doença. Contudo, a exposição (sobretudo através das vias respiratórias) a determinadas proteínas que existem no seu corpo e excrementos, pode causar o aparecimento de doenças alérgicas. Ao contrário dos pólens que provocam alergias durante a Primavera, a alergia aos ácaros mantém-se de uma forma mais ou menos intensa ao longo de todo o ano (embora mais acentuada no Outono e Inverno).


Tenho alergia aos ácaros do pó da casa. Será possível diminuir a exposição aos ácaros?
A diminuição do número de ácaros no interior da casa, é um factor decisivo no tratamento do doente alérgico ao pó da casa. O combate a estes animais deverá incidir primáriamente no quarto de dormir e depois, tanto quanto possível, estender-se ao resto da casa. Diversos métodos de evicção tem sido recomendados e comercializados:

1) Prevenção da acumulação de pó

A prevenção da acumulação de pó no interior das casas é importante para a redução dos “ninhos” onde os ácaros habitualmente vivem e consequentemente para a diminuição do seu número. Várias medidas devem ser tomadas, particularmente no quarto de dormir:
  • Devem ser eliminadas as alcatifas e tapetes grossos. O pavimento deve ser liso, por exemplo em madeira ou vinilo e fácilmente lavável
  • As paredes devem ser lisas e o papel de parede deve ser retirado
  • Não usar reposteiros. Preferir cortinas simples e em material sintético
  • Preferir móveis lisos e pouco trabalhados para não acumularem pó
  • Não ter aparelhagens de música, televisão e computadores no quarto
  • Não guardar livros, discos, CD´s, brinquedos e bonecos de peluche no quarto de dormir
2) Cuidados a ter com a cama
  • Devem ser utilizados preferencialmente edredons de material sintético (não usar os de penas) no lugar dos cobertores
  • Utilizar almofadas de espuma ou outro material sintético. Devem ser substituídas periódicamente (por exemplo de 3 em 3 anos)
  • Evitar os lençóis de flanela, optando pelo algodão
  • Os cobertores felpudos não devem ser usados. Quando usar cobertores preferir os de fibras sintéticas, e usar por cima deles uma coberta, colcha lisa ou edredon.
  • Os lençóis, fronhas da almofadas e edredons deve ser lavados a temperaturas superiores a 55ºC, pois só assim é possível a remoção eficaz dos ácaros e das suas partículas.
  • A utilização de coberturas anti-ácaros para almofadas e colchões é considerado um método muito eficaz na redução dos níveis de ácaros na cama e assim devem ser recomendadas aos doentes alérgicos aos ácaros. No entanto, nem todas as coberturas comercializadas possuem igual eficácia.
3) Eliminação do pó: o uso do aspirador

O quarto de dormir é considerado como local de eleição para a limpeza do pó. No entanto as outras dependências da casa não devem ser esquecidas, particularmente aquelas onde os doentes alérgicos passam mais tempo.
A limpeza regular (pelo menos duas vezes/semana) e cuidadosa do quarto (pavimento, tapetes, sofás, colchão e estrado) com aspirador é importante.
Já a aspiração das alcatifas é pouco eficaz na redução dos ácaros que vivem no seu interior.
Os aspiradores com filtro HEPA (high efficiency particulate air) são mais eficazes que os aspiradores clássicos na luta anti-ácaros e devem ser recomendados.
A utilização de aspiradores dotados de sistemas de lavagem a água ou a vapor de água, que nalguns casos podem também utilizar acaricidas e/ou detergentes tem apresentado resultados divergentes.


* Outros métodos têm sido também utilizados, mas com resultados variáveis:

Utilização de métodos químicos: os Acaricidas

Os acaricidas são substâncias químicas capazes de matar os ácaros, existindo sob a forma de pó, espuma ou spray, para aplicação nas alcatifas, pavimentos, revestimentos têxteis e colchões. É necessário aspirar cuidadosamente os locais onde o acaricida foi aplicado para remover os ácaros mortos e as suas partículas. A eficácia dos acaricidas é variável,
devendo ser recomendada apenas nalgumas situações particulares e sob orientação do imunoalergologista.

* Utilização de métodos físicos: o frio e o calor

Têm sido estudados vários métodos para a matar os ácaros através de agentes físicos. Os mais estudados têm sido a utilização do frio e calor. A colocação no frigorífico (congelador) ou arcas frigoríficas de roupas de lã, cobertores ou peluches durante 24 horas, seguida de lavagem com água corrente ou na máquina de lavar, é um método eficaz para diminuir a
presença de ácaros nestes têxteis. A exposição directa ao sol de roupas, tapetes, colchão é também um método eficaz para diminuir o número de ácaros.

* Sistemas de filtração e purificação do ar

Os sistemas de filtração podem ser úteis para a remoção dos ácaros e outras partículas em suspensão, sobretudo quando possuem filtros HEPA. Já em relação aos aparelhos que utilizam filtros electrostáticos os resultados são contraditórios.
Não existem até á data evidências científicas claras que apoiem o benefício clínico dos ionizadores.

* Modificações das condições climáticas no interior das habitações

A redução da humidade por aumento de ventilação ou sistemas de ventilação mecânica pode desempenhar um papel importante na redução do número de ácaros. No entanto, em climas temperados e húmidos como é o caso do nosso País, estas medidas não têm grande significado. Os sistemas de extracção de vapor de água nas dependências da casa onde há mais vapor de água (cozinha, lavandaria, quarto de banho) são úteis para a redução das taxas de humidade relativa no interior das casas. O estudo do benefícios da utilização de desumidificadores conduziram a resultados pouco concludentes.

CONCLUSÃO: Existem alguns métodos e produtos que são eficazes na redução e eliminação dos ácaros de nossas casas. No entanto, uma eficaz evicção aos ácaros não pode nunca ser alcançada com a utilização isolada de um destes métodos. Eles devem ser utilizados sempre que possível em conjunto, numa estratégia geral de combate aos múltiplos factores que favorecem a proliferação dos ácaros no seu ambiente particular!

Fonte - http://www.spaic.pt/textos/?imr=9&imc=46n59n
 
Actualização do meu último "ataque": Já não tomo Ventilan há 17 dias!! apr:) apr:) apr:) apr:)

Actualmente tomo Assteme Turbohaler 2x/dia, Levrix até acabar a caixa e o
Singulair antes de me deitar.
Vou manter esta prescrição até ter a consulta de Alergologia nos HUC. Veremos depois como vou continuar a lidar com a asma...
 
Pois... mas a verdade é que a miuda recuperou e hoje em dia não tem nada de grave. =)

Se calhar melhorou simplesmente devido à medicação anterior e à idade,
tal como muitos relatos de outras pessoas aqui que nunca tiveram que ir
a esse tipo de "medicina natural".
 
Eu tenho renite alergica, ou seja ando quase sempre constipado. No verão melhoro sempre um pouco, agora nas outras estações do ano é uma chatice. E há uns dois anos para cá, tenho sempre varias vezes por ano, amigdalites :( ainda por cima não posso tomar a maioria dos antiflamatorios que há no mercado pois provocam-me reações no fígado, devido a uma substancia que os antiflamatorios têm. A médica de familia diz que não se pode fazer nada, tenho que mentalizar que vou ter isto para o resto da vida, por mais tratamentos que faça de vez em quando fico com amigdalites. :/
 
eu também tenho a tão chata renite alérgica..ah dias que n se pode mesmo, n ah condições de fazer nada..no verão também melhoro bastante, penso que que por não haver tanta mudança de temperatura e ir varias vezes ao mar..

Evito ao máximo comprimidos, pois para mim só funcionam os + fortes e dão-me sono e nem sempre convem tomá-los..muito de x em quando tomo o Kestine..os entendidos tem alguma informação sobre este medicamento?!

As melhoras para todos..
 
O que mais irrita-me da rinite alérgica é de andar com lenços de papel atrás e a espirrar sem parar. [8b][8b] Principalmente em sítios que tenham pó(de casa) e/ou com a ventilação do AC já suja... falta de amnutenção. [8b]

Neste momento, estou com os lenços ao pé de mim. [8b]
 
O que mais irrita-me da rinite alérgica é de andar com lenços de papel atrás e a espirrar sem parar. [8b][8b] Principalmente em sítios que tenham pó(de casa) e/ou com a ventilação do AC já suja... falta de amnutenção. [8b]

Neste momento, estou com os lenços ao pé de mim. [8b]

lol, não tem piada nenhuma eu sei, acontece-me o mesmo

ao principio algumas pessoas deviam achar que fazia de proposito para conseguir dar tantos espirros seguidos e depois ficar logo com o nariz a pingar :(
 
essas pessoas para sorte delas n sabem o q é andar dias seguidos com o nariz a pingar..e dp o nariz assa..é mesmo mt chato!

Eu ah prai 3 dias q n uso um..até tou a estranhar mas a minha casa, carro, quarto é maços de lenços por todo o lado..nunca se sabe quando vem ai..
 
Também tenho lenços em todo o lado.

Este fim-de-semana foi demais, no domingo tive de usar apenas lenços de tecido porque já estava o nariz mais que assado....

ultimamente não tenho usado nada mas já usei um Pulmicort, alergodil e outr que nao me lembro o nome mas depois de habituação aquilo deixava de fazer efeito...
 
essas pessoas para sorte delas n sabem o q é andar dias seguidos com o nariz a pingar..e dp o nariz assa..é mesmo mt chato!

Eu ah prai 3 dias q n uso um..até tou a estranhar mas a minha casa, carro, quarto é maços de lenços por todo o lado..nunca se sabe quando vem ai..

Também tenho lenços em todo o lado.

Este fim-de-semana foi demais, no domingo tive de usar apenas lenços de tecido porque já estava o nariz mais que assado....

ultimamente não tenho usado nada mas já usei um Pulmicort, alergodil e outr que nao me lembro o nome mas depois de habituação aquilo deixava de fazer efeito...


É verdade. Eu tenho lenços de papel espalhados pelos 4 cantos da casa, no carro, nos casacos, calças e etc...

Agora parou o "pingo"... depois de 1 hora de ter desligado 3 AC's na sala aonde estou. Mas as 6:00 vai voltar... qdo chegarem as empregadas de limpeza... [8b]

Ao ler os vossos comentários, fico feliz de não ser o único! [;)]
 
É verdade. Eu tenho lenços de papel espalhados pelos 4 cantos da casa, no carro, nos casacos, calças e etc...

Agora parou o "pingo"... depois de 1 hora de ter desligado 3 AC's na sala aonde estou. Mas as 6:00 vai voltar... qdo chegarem as empregadas de limpeza... [8b]

Ao ler os vossos comentários, fico feliz de não ser o único! [;)]

Por acaso quando li o teu post pensei o mesmo [;)]

Se bem que a minha ex tambem tinha esse problema, mas o nariz assado era pior tinha montes de vezes mesmo ferida :(

Quanto ao AC troquei o filtro do carro à 2 meses e parece que ja esta na mesma, deve tar a precisar de descontaminaçao
 
Por acaso quando li o teu post pensei o mesmo [;)]

Se bem que a minha ex tambem tinha esse problema, mas o nariz assado era pior tinha montes de vezes mesmo ferida :(

Quanto ao AC troquei o filtro do carro à 2 meses e parece que ja esta na mesma, deve tar a precisar de descontaminaçao

O que faz mais assar o nariz são os lenços de pano... e até desconfio que a maq. de lavar não tira os acoros todos. Por isso, é muito melhor os lenços de papel.

Quase sempre ao adormer, tenho sempre uma das narinas tapadas e qdo destapa a outra entope... [8b]

Tb acontece-me em sitios com pouca ventilação e com um aumento de pessoas, o meu nariz fica logo entopido e deitar o "pingo". Só passa qdo venho para a rua, respirar ar puro. [8b]

Por acaso tenho de ir ao Otorrino... a muito tempo que não lá vou. Não tenho tomado medicamentos para isto, além do Vybrocil... :rolleyes:
 
É verdade. Eu tenho lenços de papel espalhados pelos 4 cantos da casa, no carro, nos casacos, calças e etc...

Agora parou o "pingo"... depois de 1 hora de ter desligado 3 AC's na sala aonde estou. Mas as 6:00 vai voltar... qdo chegarem as empregadas de limpeza... [8b]

Ao ler os vossos comentários, fico feliz de não ser o único! [;)]

Já começaram os espirros... [8b]
 
Só passei por aqui para vos dizer que o meu filho está curado.

Fomos ontem ao pediatra e ele disse que está tudo bem.

O antibiótico que ele tomou provocou-lhe um eritrema poliforme (!?!?), ou seja, ficou com o corpo todo às manchas. Mas foi esta a única reacção que teve. Não teve consequências nenhumas.
 
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