Não era melhor deixarmos de descontar sobre os rendimentos do trabalho?

Isto é o que eu digo há muitos anos.

Na minha perspectiva a solução para muitos dos nosso problemas seria, com alguns ajustamentos, esta:
- IVA - cerca de 25%;
- IRS/IRC - taxa fixa de 10% no máximo;
- Seg social/reforma - taxa fixa de 5%;
- Incentivos para PPR´s e seguros de saúde a preços decentes.

Concordo em parte, apenas não concordo com os incentivos para PPR's... mas sim na sua obrigatoriedade.

Em relação à saúde a tendência (e a mais eficaz) deverá ser parecida a um modelo como o de Singapura, onde é obrigatório que um empregado tenha um seguro de saúde a um preço fixo e pré-definido e sem que a companhia de seguros possa taxar o "cliente" de acordo com a sua "debilidade".... desvirtuando dessa maneira as regras de um mercado como acontece hoje em dia nos EUA.

De resto não sei como chegaram a esses valores (25% de IVA, 10 de IRS etc etc)...

Prefiro defender uma taxa mais uniforme... com uma possível abolição de taxas sobre IRS.
 
Last edited:
Palavra de honra que não percebo a defesa da subida do IVA. É que tanto paga o pobre como o rico!

Sempre contrapondo com descidas superiores no IRS (e fim de algumas deduções à colecta)... aumentas o rendimento disponível ao cidadão.

Ao faze-lo, estás a dar-lhe mais poder económico, que, se gasto em consumo, reverterá a favor do Estado. Caso não seja gasto em consumo é um modo indirecto de incentivo à poupança.

PS: Obviamente em teoria, nao estou a sustentar esta "tese" com números ! [;)]
 
Burocracia Inimiga Do Empresário

Burocracia Inimiga Do Empresário

Viram uma reportagem de umas três mulheres desempregadas que criaram uma empresa, O PRÓPRIO EMPREGO, de apoio domiciliário aos velhotes em castelo branco, salvo erro.

Estiveram há espera da licença de início de actividade desde OUTUBRO até MARÇO.

Assim não dá.

Se fosse uma empresa industrial ou afins seriam anos em vez de meses.

É isto que não pode ser.
É isto que tem que acabar.
 
Viram uma reportagem de umas três mulheres desempregadas que criaram uma empresa, O PRÓPRIO EMPREGO, de apoio domiciliário aos velhotes em castelo branco, salvo erro.

Estiveram há espera da licença de início de actividade desde OUTUBRO até MARÇO.

Assim não dá.

Se fosse uma empresa industrial ou afins seriam anos em vez de meses.

É isto que não pode ser.
É isto que tem que acabar.

Por exemplo ! [;)]
 
Ao faze-lo, estás a dar-lhe mais poder económico, que, se gasto em consumo, reverterá a favor do Estado. Caso não seja gasto em consumo é um modo indirecto de incentivo à poupança.
Mas parece-me muito violento obrigar quem pouco tem a pagar ainda mais por bens e serviços sem os quais não se pode passar, por exemplo a electricidade.
 
Não existem escalões como no IRS.

Não, de facto...mas o rendimento disponível de cada um faz com que quem mais tem mais imposto gera, uma vez que consome mais.

E, sejamos honestos, 10% de IRS faz mais falta a um "pobre" do que 40% a um "rico"
 
Mas parece-me muito violento obrigar quem pouco tem a pagar ainda mais por bens e serviços sem os quais não se pode passar, por exemplo a electricidade.

Ah, calma !

Bens essenciais (os tais que hoje se encontram a 5%), na minha opinião, manter-se-iam desse modo !


Acabava era com a parvoice da taxa intermedia! Se acabar com a taxa 12% fosse suficiente para nao ter que aumentar a taxa 21%, melhor ! [;)]
 
Não existem escalões como no IRS.

Sou contra os escalões.
Sou a favor das flatTax.

Tudo a mesma taxa.

Simples e há prova de FUGAS.

Assim todos pagam.

E se quiseres dar algum benefício aos pobres, crias um rendimento base não taxável PARA TODOS e já tens uma progressão SIMPLES E EFICAZ.

Os escalões são um ROUBO e geram toda a espécie de fugas de rendimentos pessoais para empresas e etc.

Tudo à mesma taxa e acabou o interesse das fugas.

Tu não foges de um imposto de 15% de IRS para caires no IRC de 15%.
Nada de deduções, nada de nadica, nem de saúde no IRS nem de investimento tecnológico no IRC.

Nem subsídios ao investimento....

NADA.
 
Explica-se facilmente. Porque tem sido a política a dominar o país e - salvo algumas excepções - não tem sido a procura de um bem estar económico e social...

Mas nós estivémos "bem" numa dada altura dos anos 90... não soubémos aproveitar a onda optimista que se vivia na altura para gerar mais (bom)investimento, mais empregos, crescimento, etc...esbanjou-se muito.. já éramos um país "desenvolvido"... esquiecemo-nos que andar ao reboque da Europa é prejudicial... simplesmente porque se esta se constipa nós temos que ser internados no hospital !!!

O Euro veio acentuar as assimetrias existentes...toda a gente começou a reparar nisso...a economia começou a estagnar... algém se lembrou então que afinal o país estava com problemas estruturais e não simples problemas de conjuntura...

Mas o que eu digo - e não sendo especialista nem nada que o valha, afinal sou gestor e não economista - é que algums medidas de fundo importantes como:

- a restruturação e redução da função pública,
- a automatização e serviços,
- o aumento dos impostos sobre o consumo e respectiva redução de impostos sobre o rendimento,
- a redução progressiva na despesa,
- uma fiscalidade mais favorável às empresas,
- redução sistemática da burocracia,
- redução do tempo perdido com a Justiça,
- redução drástica do tempo gasto em processos de licenciamento,
- redução das taxas portuárias em vigor e ligações rodo e ferroviárias com qualidade a Espanha..

Se levadas com seriedade e implementadas rapidamente poderão (algumas) produzir resultados no médio prazo (4/5 anos), sendo que deverão ser acompanhadas de:

- Reforma educativa - principalmente na ligação Universidade-Empresas
- Aposta firme e séria na formação
- Aposta firme e séria na investigação e desenvolvimento
- Aposta firme e série na "literacia tecnológica"
- Estimulação do empreendedorismo,
- Criação de regiões especializadas no país

Mais uma ou outra coisa que possa eventualmente estar-me escapar de momento.

Mas com tudo isto feito séria e rapidamente, tens, daqui a 10-12 anos um país sustentável, com crescimento económico considerável, menos sensível a ciclos económicos e com boas condições de vida para os cidadãos.
Concordo com tudo.

Parcialmente com o que está negrito, primeiro pq há muitos serviços que se debatem na função publica com uma gritante falta de meios humanos e há tb locais onde há gente a mais e subaproveitada.

Depois pq que com uma maior taxação sobre o consumo obtém-se por um lado um retrair do mesmo e actualmente temos mesmo de o revitalizar (mas não a custa de créditos ao consumo), daí a importância de se ter incentivos à poupança em conjunto com uma subida substancial dos vencimentos e por outro lado uma maior desigualdade social, aos mais ricos pouca "mossa" fará e aos mais "pobres" (a maioria da população) será um factor de inibição, por outro lado irá tb aumentar o consumo fora do país, exactamente o contrario do que se pretende, pois quem tem acesso pode facilmente ir comprar a França e Espanha onde não há impostos impostos tão altos ao consumo como os que temos por cá.

No fundo o que se pretende é que os europeus venham comprar cá pq é mais barato e não o contrario.
 
e o incentivo para ganhar mais é "pague ainda mais irs".
com os maravilhosos escalões, às vezes um aumento de ordenado resulta em menos dinheiro no fim do mês.

se vocês vissem 40% do vosso ordenado a ir para trás, aposto que não gostavam muito.
e para pagar 40% não é preciso ser-se rico.
 
Sou contra os escalões.
Sou a favor das flatTax.

Tudo a mesma taxa.

Simples e há prova de FUGAS.

Assim todos pagam.

E se quiseres dar algum benefício aos pobres, crias um rendimento base não taxável PARA TODOS e já tens uma progressão SIMPLES E EFICAZ.

Os escalões são um ROUBO e geram toda a espécie de fugas de rendimentos pessoais para empresas e etc.

Tudo à mesma taxa e acabou o interesse das fugas.

Tu não foges de um imposto de 15% de IRS para caires no IRC de 15%.
Nada de deduções, nada de nadica, nem de saúde no IRS nem de investimento tecnológico no IRC.

Nem subsídios ao investimento....

NADA.
Isso é pura e simplesmente apostar no manter em baixo quem já está em baixo, quase uma sociedade de castas [:vm)], muito mau, não deixa a sociedade desenvolver e evoluir, para isso acontecer tens de dar condições iguais a todos.
 
Tenho pena que aqui em Portugal ainda estejamos tão ideologicamente fechados.

Isto nota-se particularmente na questão do rendimento.

A sagacidade anti-sucesso é tão grande que o pessoal só deseja é que quem ganhe mais seja altamente taxado.

Quanto mais ganhas, menos percentagem relativa do teu rendimento consegues manter.

Um hino ao sucesso.

Isto é estar a dizer para as pessoas trabalharem, se esforçarem, isto é estar mesmo a incentivar o trabalho. Não é?

Ui...muito neo-liberal.

E para mais este pseudo-defensores dos pobrezinhos nem sequer permitem que os pobrezinhos ganhem mais trabalhando mais.

Não! Que sacrilégio!

E quem se lixa nisto tudo?

A classe média e "remediada", enfim, a maioria.

Isto foi a discussão central na última campanha eleitoral francesa, para os mais distraídos. Abram os olhos.

E sejam mais práticos.

Como é que se beneficia do rendimento?

Alô...consumindo.

Um pobre tem um consumo totalmente diferente de um rico. Ring ring.

Continuem nesse marasmo [:p]
 
portugal é um país fixe...
quem não trabalha recebe rendimento garantido
quem não compra casa recebe uma do estado, por 2 tostões.
quem aposta na sua formação, paga tudo e em maior percentagem que os outros! grande prémio e incentivo à produtividade...
 
Back
Top