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23.163 infracções registadas em pouco mais de uma semanaSegunda-Feira, 30 de Julho de 2007http://www.noticiasdamanha.net/image...pg&x=175&y=450Paulo Arnaldo
A informação específica sobre os radares, utilizada nesta reportagem, foi fornecida ao NM pela Polícia Municipal de Lisboa e diz respeito ao período entre as 9h30 de 16 de Julho e as 0h00 do dia 26 do mesmo mês de 2007.
Segundo a polícia, nesta fase foram registados 23.163 infracções pelos 21 radares dispersos pela cidade de Lisboa.
A infracção mais grave registou-se na Avenida Infante D. Henrique, onde foi detectado pelos aparelhos um veículo que se deslocava à velocidade de 170km/h. O local que registou, até ao momento, maior incidência de casos foi o Túnel do Marquês.
O incumprimento dos limites de velocidade tem um preço. As multas, por situações captadas pelos radares, situam-se nos casos menos graves entre os 60 e os 300 euros, enquanto nos casos de maior gravidade a coima a aplicar varia entre os 500 e os 2500 euros.
Radares bem aceites
O NM foi para a rua saber o que pensa quem anda ao volante em Lisboa. A grande maioria das pessoas inquiridas concorda com a colocação dos radares na cidade, embora considere que, em algumas zonas, o limite de velocidade devia ser alargado para valores entre os 60km/h e os 80km/h.
Os condutores inquiridos percebem a necessidade de controlar a velocidade na cidade, devido aos reconhecidos abusos de pessoas “menos conscientes” e reforçam ser necessário haver “mais respeito nas estradas”. Segundo eles, justifica-se a colocação de radares para que as pessoas controlem mais a velocidade dentro da área urbana, evitando-se assim situações em que se “põe em risco a vida e a integridade dos outros”. Durante esta recolha de opinião pelas ruas da cidade, houve até quem assumisse o gosto pela velocidade, “mas não dentro da cidade”.
A única opinião que contrariou a tendência generalizada foi a de um taxista abordado pelo NM. “As pessoas só começam a travar à passagem dos radares, manobra que irá provocar mais acidentes”, retorquiu.
Discordância nas coimas
No que respeita aos valores das coimas a aplicar a quem for apanhado pelos aparelhos da polícia, há quem considere que são “abusivos”. “As multas são necessárias para as pessoas se controlarem, mas estes valores são demasiado elevados”, referiu uma das pessoas inquiridas, opinião idêntica a muitas outras.
Há ainda quem defenda mais controle. “Devia haver mais radares. É a única forma das pessoas pensarem duas vezes antes de acelerar. Se não for assim, continua-se a abusar e a provocar mortes nas estradas”, sustentou uma fatia dos indivíduos inquiridos, embora não representativa da maioria.
Polícia e condutores parecem estar de acordo no que respeita à necessidade da colocação de radares em algumas artérias da cidade de Lisboa. Esta primeira fase de funcionamento dos radares permite que se tenha, desde já, uma noção do número de infracções por excesso de velocidade que se verificam na cidade, e que por dia, equivalem a mais de 2300 situações
http://www.noticiasdamanha.net/
A informação específica sobre os radares, utilizada nesta reportagem, foi fornecida ao NM pela Polícia Municipal de Lisboa e diz respeito ao período entre as 9h30 de 16 de Julho e as 0h00 do dia 26 do mesmo mês de 2007.
Segundo a polícia, nesta fase foram registados 23.163 infracções pelos 21 radares dispersos pela cidade de Lisboa.
A infracção mais grave registou-se na Avenida Infante D. Henrique, onde foi detectado pelos aparelhos um veículo que se deslocava à velocidade de 170km/h. O local que registou, até ao momento, maior incidência de casos foi o Túnel do Marquês.
O incumprimento dos limites de velocidade tem um preço. As multas, por situações captadas pelos radares, situam-se nos casos menos graves entre os 60 e os 300 euros, enquanto nos casos de maior gravidade a coima a aplicar varia entre os 500 e os 2500 euros.
Radares bem aceites
O NM foi para a rua saber o que pensa quem anda ao volante em Lisboa. A grande maioria das pessoas inquiridas concorda com a colocação dos radares na cidade, embora considere que, em algumas zonas, o limite de velocidade devia ser alargado para valores entre os 60km/h e os 80km/h.
Os condutores inquiridos percebem a necessidade de controlar a velocidade na cidade, devido aos reconhecidos abusos de pessoas “menos conscientes” e reforçam ser necessário haver “mais respeito nas estradas”. Segundo eles, justifica-se a colocação de radares para que as pessoas controlem mais a velocidade dentro da área urbana, evitando-se assim situações em que se “põe em risco a vida e a integridade dos outros”. Durante esta recolha de opinião pelas ruas da cidade, houve até quem assumisse o gosto pela velocidade, “mas não dentro da cidade”.
A única opinião que contrariou a tendência generalizada foi a de um taxista abordado pelo NM. “As pessoas só começam a travar à passagem dos radares, manobra que irá provocar mais acidentes”, retorquiu.
Discordância nas coimas
No que respeita aos valores das coimas a aplicar a quem for apanhado pelos aparelhos da polícia, há quem considere que são “abusivos”. “As multas são necessárias para as pessoas se controlarem, mas estes valores são demasiado elevados”, referiu uma das pessoas inquiridas, opinião idêntica a muitas outras.
Há ainda quem defenda mais controle. “Devia haver mais radares. É a única forma das pessoas pensarem duas vezes antes de acelerar. Se não for assim, continua-se a abusar e a provocar mortes nas estradas”, sustentou uma fatia dos indivíduos inquiridos, embora não representativa da maioria.
Polícia e condutores parecem estar de acordo no que respeita à necessidade da colocação de radares em algumas artérias da cidade de Lisboa. Esta primeira fase de funcionamento dos radares permite que se tenha, desde já, uma noção do número de infracções por excesso de velocidade que se verificam na cidade, e que por dia, equivalem a mais de 2300 situações
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