Esse Passat foi uma preparação visual e mecânica para ser exibida no SEMA, o ano passado. O R36 que já existe, parece mais azeiteiro, de qualquer maneira.
Não interessa para esta discussão.
Quanto ao índice de azeite...
No caso destes sedans musculados, prefiro a opção discreta, como o que a BMW fez com o M5(e39). Só pequenos acentos, sem ser necessário gritar a plenos pulmões que tinhamos um v8 de 400cv debaixo do capot.
Esta nova geração de "baby"-sedans, mandou toda a discrição e bom gosto às urtigas, tendo todos eles fortes insprirações no mundo das preparações externas.
Há muito foco na decoração externa, como se as mega-rodas já não bastassem. Para-choques de desenhos extravagantes, com mega-entradas de ar (metade das quais só devem estar para show-off), capots volumosos, saias laterais bastante acentuadas, sem contar com a moda dos extractores de ar na traseira (será que fazem mesmo aquilo para que foram concebidos, ou também é mais fogo de vista), e até as saídas de escape tomam formas estranhas e no lexus até posições invulgares.
Isto no geral.
Especificamente falando, o Audi RS4 ainda é o que denota um maior classicismo nas soluções-músculo. No geral resulta muito bem, com as partes bem integradas no todo, e dado a quantidade de A4 que anda com mega-rodas, este até passa bem "camuflado" na rua.
Agora a nova geração anda um pouco perdida.
A começar no M3. Se já considero toda a série 3, o elemento bastardo da BMW, pelo facto de se terem acobardado na altura de desenhar o carro, de modo a não chocar os pr€ciosos clientes, nem com musculo a coisa melhora muito. Em minha opinião o parachoques frontal estraga o conjunto, devido à entrada de ar central. Tudo bem que quiseram fugir da opção standard ao inverter o trapézio que define essa entrada, mas a meu ver necessitava de mais uns ajustes.Tudo devido ao facto de a sua base ser em arco, dando a sensação que "descaiu". Utilizam uma solução semelhante na traseira, ou seja, os mesmo comentários para a grelha da frente. No entanto os 4 escapes redondos ficam sempre bem. Sem ser exagerados em dimensão ou recorrer a formas estranhas só pela simples razão de demarcação, sem vantagens aparentes.
Mas o M3 até não é mau de todo quando visto de frente quando comparado com o puro exagero do C63.
A AMG raramente acerta no pacote estilistico, e é pena, porque considero o C um passo em frente da Mercedes ao terem recuperado parte do seu ADN estilistico.
Zona frontal demasiado agressiva, dando sempre origens a contrastes algo violentos de luz/sombra, devido ao facto de parecer ser constituido apenas por lâminas. Parece mesmo saído de uma edição da Maxi Tuning. Será que existe assim uma vontade tão grande de dizer "olhem para mim"? (Como não bastasse o ruido do v8).
é que o exagero costuma cair no ridiculo.
E claro... o último pretendente à coroa. O Lexus Is -F.
Basicamente, quando olho para esse carro, faz-me lembrar aqueles progrmas no Discovery sobre as preparações que fazem para exibir no SEMA. Tal é o exagero, a desproporção, o pormenor decorativo.
De todos, é sem dúvida o que tem o índice azeite mais alto. E sem dúvida, deverá ser o que mais influenciará o mundo tuning (a não perder num chasso fumarento ao pé de si).
É como se os designers tivessem pegado nas regras do L-Finesse (nome dado à actual orientação estilistica da Lexus), e tivessem limpo o rabo com elas. Estragaram o carro todo. Toda aquela história de proporções, a atenção ao detalhe, smepre bem integrado, às superfícies limpas parece ter sido em vão.
A começar na "corcunda" do capot, a terminar nas exageradas saídas laterais, passando pelo pormenor do atípico posicionamento das saídas de escape (existe algum beneficio, ou é só mesmo show-off?) ou os "dentes caninos" na frente (experimentem vê-lo totalmente de frente), é como se as soluções tipicas de "musculação" fossem alimentada exlusivamente a esteróides, com resultados estranhos.
Impressiona, sem dúvida. Mas também um elefante cor-de-rosa. Esse carro grita. O quê, é que ninguém ainda percebeu muito bem.
E tendo em conta a base, que é bastante boa, e que pouco necessitaria de adereços para reforçar a idiea de desportividade ou força. compreendo a estratégia de nos demarcarmos da multidão. Podiam era ter baixo o tom apenas um bocadinho.
Estes sedãs mostram bem a diferença entre uma solução formal original, criada de raíz para comunicar força e/ou desportividade e uma solução formal adaptada, onde se percebe em demasia os acrescentos, se percebe em demasia a deformação efectuada. Acrescentos e decorativismo gratuito são a solução do pobre...