Belo ponto apresentado
Acho que o que levou a Renault a tentar apostar num formato não convencional foi o facto de ano após ano o seu representante do segmento E perder cota de mercado.
E depois houve ali um momento nos finais dos anos 90 onde o Patrick, todo inchado pelos sucessos Twingo, Scénic, acabou por ter carta branca.
No fundo houve ali uns anos onde a Renault -acho eu- pensou algo do género:
1. No final dos anos 80 estávamos praticamente falidos.
2. Os grandes sucessos dos anos 90 que mudaram radicalmente a imagem da marca foram lançamentos arriscados: Twingo e Scénic. O próprio Espace III foi um bom sucesso graças a uma estética nada convencional.
3. O Mégane I com o seu conservadorismo não ata nem desata. O Safrane cai em vendas ano após ano.
4. Solução: lançar uma gama com uma identidade estética muito marcada, particularmente no topo.
Daí vem o slogan "Créateur d'Automobiles" que foi personificado da passagem à produção do Avantime, que depois foi inspirar o Mégane II.
O VelSatis surgiu com no seio do velho chauvinismo do "haut de gamme à la française".
O irónico da coisa é que nem em França vendeu bem, tendo sido sempre superado pelo 607 que -cúmulo da ironia- continuava a fórmula do Safrane.