andmiguel
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A parte da "não borla é o seguinte":
Não Borla Parte "A"
A grande maioria do país não está coberta (decentemente coberta) por rede 3G/UMTS. Tens 3G nos principais centros urbanos.
Assim sendo, o acesso à net em quase todo o resto do país é feito por GPRS, com velocidades práticas inferiores aos velhinhos modems de 56k. Muito útil quando vais ao site de uma empresa com um vídeo de apresentação na página principal sem o botão zinho de "skip"...
Conclusão, como o serviço de net é I-N-Ú-T-I-L fora dos grandes centros urbanos, estás a pagar um acesso à net que não te serve de nada e o portátil fica mais caro do que comprado na loja.
Não Borla Parte "B"
O ministério, na sua clarividência ímpar de resolver os problemas, decidiu alterar o significado da palavra "professor" no dicionário. Nada como ir à raiz das coisas.
Ora, para o iluminado ministério, "professor" não é aquele que lecciona, é aquele que está nos quadros do excelso ministério.
Isto tem como efeito primeiro, obviamente, reduzir frasticamente as estatísticas de desemprego na classe. Assim, ficam de fora todos os que carregam a casa às costas todos os anos pois "esses não são professores". Got it?
Segundo esta nova definição, é muito mais fácil propagandear "um portátil por professor", já que estes agora são meia-dúzia. Se retirares aqueles que vivem/leccionam fora dos centros urbanos e que não aderem à iniciativa pelas razões descirtas em "não borla parte A" 'tá tudo dito...
Não Borla Parte "C"
O ministério está a promover portáteis quase à borla. Ena, ena! Que bom!, atirar dinheiro para cima dos problemas e, de preferência para cima da televisão.
Nem os próprios computadores das escolas têm manutenção adequada, por falta de verbas para o software dos programas oficiais!
De que servirá o dinheiro dispendido daqui a 4 anos qd as máquinas estiverem obsoletas? Para nada, foi dinheiro atirado à rua.
As fotocópias são racionadas, sendo que o professor que queira distribuir fichas de trabalho paga as cópias do deu bolso (multipliquem por 25 alunos por turma, depois por 8 turmas e depois por uma ficha a cada 2 semanas ou mais).
Às vezes existe uma impressora ou outra na escola para ser utilizada pelas aulas. De nada adiante, pois não há dinheiro para os tinteiros/toners.
Não há dinheiro para as coisas elementares, e custa-me ver o dinheiro deitado à rua desta forma!
falas falas falas.. mas quem paga os portáteis não é o governo... :sh)
