E-professor: um computador para cada professor? ALDRABICE PEGADA!

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A parte da "não borla é o seguinte":

Não Borla Parte "A"

A grande maioria do país não está coberta (decentemente coberta) por rede 3G/UMTS. Tens 3G nos principais centros urbanos.

Assim sendo, o acesso à net em quase todo o resto do país é feito por GPRS, com velocidades práticas inferiores aos velhinhos modems de 56k. Muito útil quando vais ao site de uma empresa com um vídeo de apresentação na página principal sem o botão zinho de "skip"...

Conclusão, como o serviço de net é I-N-Ú-T-I-L fora dos grandes centros urbanos, estás a pagar um acesso à net que não te serve de nada e o portátil fica mais caro do que comprado na loja.


Não Borla Parte "B"

O ministério, na sua clarividência ímpar de resolver os problemas, decidiu alterar o significado da palavra "professor" no dicionário. Nada como ir à raiz das coisas.

Ora, para o iluminado ministério, "professor" não é aquele que lecciona, é aquele que está nos quadros do excelso ministério.

Isto tem como efeito primeiro, obviamente, reduzir frasticamente as estatísticas de desemprego na classe. Assim, ficam de fora todos os que carregam a casa às costas todos os anos pois "esses não são professores". Got it?

Segundo esta nova definição, é muito mais fácil propagandear "um portátil por professor", já que estes agora são meia-dúzia. Se retirares aqueles que vivem/leccionam fora dos centros urbanos e que não aderem à iniciativa pelas razões descirtas em "não borla parte A" 'tá tudo dito...



Não Borla Parte "C"

O ministério está a promover portáteis quase à borla. Ena, ena! Que bom!, atirar dinheiro para cima dos problemas e, de preferência para cima da televisão.

Nem os próprios computadores das escolas têm manutenção adequada, por falta de verbas para o software dos programas oficiais!

De que servirá o dinheiro dispendido daqui a 4 anos qd as máquinas estiverem obsoletas? Para nada, foi dinheiro atirado à rua.

As fotocópias são racionadas, sendo que o professor que queira distribuir fichas de trabalho paga as cópias do deu bolso (multipliquem por 25 alunos por turma, depois por 8 turmas e depois por uma ficha a cada 2 semanas ou mais).

Às vezes existe uma impressora ou outra na escola para ser utilizada pelas aulas. De nada adiante, pois não há dinheiro para os tinteiros/toners.

Não há dinheiro para as coisas elementares, e custa-me ver o dinheiro deitado à rua desta forma!

falas falas falas.. mas quem paga os portáteis não é o governo... :sh)
 
A parte da "não borla é o seguinte":

Não Borla Parte "A"

A grande maioria do país não está coberta (decentemente coberta) por rede 3G/UMTS. Tens 3G nos principais centros urbanos.

Assim sendo, o acesso à net em quase todo o resto do país é feito por GPRS, com velocidades práticas inferiores aos velhinhos modems de 56k. Muito útil quando vais ao site de uma empresa com um vídeo de apresentação na página principal sem o botão zinho de "skip"...

Conclusão, como o serviço de net é I-N-Ú-T-I-L fora dos grandes centros urbanos, estás a pagar um acesso à net que não te serve de nada e o portátil fica mais caro do que comprado na loja.


Não Borla Parte "B"

O ministério, na sua clarividência ímpar de resolver os problemas, decidiu alterar o significado da palavra "professor" no dicionário. Nada como ir à raiz das coisas.

Ora, para o iluminado ministério, "professor" não é aquele que lecciona, é aquele que está nos quadros do excelso ministério.

Isto tem como efeito primeiro, obviamente, reduzir frasticamente as estatísticas de desemprego na classe. Assim, ficam de fora todos os que carregam a casa às costas todos os anos pois "esses não são professores". Got it?

Segundo esta nova definição, é muito mais fácil propagandear "um portátil por professor", já que estes agora são meia-dúzia. Se retirares aqueles que vivem/leccionam fora dos centros urbanos e que não aderem à iniciativa pelas razões descirtas em "não borla parte A" 'tá tudo dito...



Não Borla Parte "C"

O ministério está a promover portáteis quase à borla. Ena, ena! Que bom!, atirar dinheiro para cima dos problemas e, de preferência para cima da televisão.

Nem os próprios computadores das escolas têm manutenção adequada, por falta de verbas para o software dos programas oficiais!

De que servirá o dinheiro dispendido daqui a 4 anos qd as máquinas estiverem obsoletas? Para nada, foi dinheiro atirado à rua.

As fotocópias são racionadas, sendo que o professor que queira distribuir fichas de trabalho paga as cópias do deu bolso (multipliquem por 25 alunos por turma, depois por 8 turmas e depois por uma ficha a cada 2 semanas ou mais).

Às vezes existe uma impressora ou outra na escola para ser utilizada pelas aulas. De nada adiante, pois não há dinheiro para os tinteiros/toners.

Não há dinheiro para as coisas elementares, e custa-me ver o dinheiro deitado à rua desta forma!

Não borla parte A: tenho acesso razoável na terra dos meus pais, no Alentejo profundo.

Não borla parte B: tens razão.

Não borla parte C: não é dinheiro deitado à rua, é dinheiro usado e investido numa ferramenta de trabalho. Além disso é uma forma de promover as TI junto dos estudantes/professores.
 
Não borla parte A: tenho acesso razoável na terra dos meus pais, no Alentejo profundo.

Não borla parte B: tens razão.

Não borla parte C: não é dinheiro deitado à rua, é dinheiro usado e investido numa ferramenta de trabalho. Além disso é uma forma de promover as TI junto dos estudantes/professores.

Só para comentar a "Não borla parte A"

pela minha experiência, existe 3G em tudo o que seja vila ou cidade, mas assim que te afastas um pouco desses centros "urbanos", kaput. A terra dos teus pais é alguma vila ou uma aldeia?
 
Não borla parte A: tenho acesso razoável na terra dos meus pais, no Alentejo profundo.

Curioso, mas olha que não faz a regra. Eu moro a três quilómetros de uma capital de distrito e a cobertura 3G/UMTS é miserável... [;)]


Não borla parte C: não é dinheiro deitado à rua, é dinheiro usado e investido numa ferramenta de trabalho. Além disso é uma forma de promover as TI junto dos estudantes/professores.

OK, dinheiro deitado à rua é, provavelmente, uma expressão forte demais.

Que é uma ferramenta de trabalho e de aprendizagem estou plenamente de acordo.

Mas penso que o retorno desse investimento é pequeno face ao que se poderia fazer. O ter melhores computadores na escola e melhor rede na escola seria mais benéfico, IMHO. Repara, na escola, que é o local de trabalho.

Se querem facilitar a vida aos alunos isso passa por ter salas devidamente equipadas e com as licenças de software (que muitas vezes são uma miragem).

As melhores condições de trabalham passam por ter uma rede minimamente gerida, mas há muitas escolas onde a rede existe mas não funciona (exemplo da escola onde a Maria está a dar aulas neste momento).

As melhores condições passa por haver computadores para aqueles que queiram trabalhar na escola (afinal, há sempre muitos "furos" nos horários). Passa por haver uns computadores minimamente decentes na biblioteca ou salas de estudo, por exemplo.

Na sala dos professores onde estagiou a Maria haviam, há três anos atrás, alguns Pentium I (sim, aquele que saiu para aí em 94 ou 95) onde se desesperava para mandar um e-mail e os professores faziam filas para tratar dos sumários (eram lançados em formato digital). Fazer uma impressão é, na maior parte dos casos, uma miragem.

Penso que as melhorias deviam mais ser feitas em prol das boas condições de trabalho na sala de aula e na escola em geral, criando um ambiente propício ao ensino e à aprendizagem no local de trabalho do que portáteis para levar para casa...
 
pagas o portatil (150€) e pagas a net durante 3 anos que é o contrato de finalização. No máximo pagas 750€ ao fim dos 3 anos.


Vê este link:
http://www.wintech.com.pt/content/view/904/1/



Abraços[:cool:]

para quem paga por exemplo 20€ de oni (eu) cancelo a oni e passo a ter internet mais barata e portatil baratinho! não venham com tretas q vou pagar 750 pelo portatil porque a net paga-se sempre
 
Já é normal os nossos governos não conseguirem/quererem resolver os
problemas básicos e essenciais, mas querem fazer coisas novas,
faraónicas e fontes-de-desperdicio-de-dinheiro, que eles consigam
usar como propaganda para as próximas eleições, e que lhes alimente
o ego para eles julgarem que são muito importantes e "muita bons"
porque criaram algo novo... [8b][8b][:D][:D]

É o caso dos estádios do EURO, do aeroporto da OTA, do TGV, etc...

Se não existem condições informáticas nas escolas nem sequer para
os professores poderem usar convenientemente, como é que se pode
embarcar num projecto destes para dar portáteis a alunos e professores... :sh)[8b][8b]

Quem vier de fora até há-de julgar que somos um país riquíssimo...
 
Já é normal os nossos governos não conseguirem/quererem resolver os
problemas básicos e essenciais, mas querem fazer coisas novas,
faraónicas e fontes-de-desperdicio-de-dinheiro, que eles consigam
usar como propaganda para as próximas eleições, e que lhes alimente
o ego para eles julgarem que são muito importantes e "muita bons"
porque criaram algo novo... [8b][8b][:D][:D]

É o caso dos estádios do EURO, do aeroporto da OTA, do TGV, etc...

Se não existem condições informáticas nas escolas nem sequer para
os professores poderem usar convenientemente, como é que se pode
embarcar num projecto destes para dar portáteis a alunos e professores... :sh)[8b][8b]

Quem vier de fora até há-de julgar que somos um país riquíssimo...

Acho que é esse o objectivo... o nosso PM quer seguir as pisadas do Tio Guterres e do Tio Barroso, também ele sonha um dia ir "lá para fora".
 
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