A importância do binário face à potência - um exemplo prático!

A teoria não é minha... é física!

As únicas razões porque o Civic Type-R com 201CV é mais rápido dos 0-100km/h do que o Golf GTI de 200CV é devido à relação de transmissão e aos +60kg do último!

O maior binário do Golf dá-lhe uma vantagem potencial... se montares o sistema de transmissão do Type-R no Golf, o GTI será certamente mais rápido... se montares o sistema de transmissão do Golf no Type-R o GTI será igualmente mais rápido.
Então a transmissão tem algo a ver? Então será que a transmissão do BMW não ajuda?! :S Não te entendo... então a transmissão interessa ou não? Então o binario é directo ou não?

Começaste este tópico a dizer... +binario=+acelaração... isto é incorrecto! Há muitas outras coisas que afectam! Logo dizer o que dizes é incorrecto como se prova desde já nas tuas proprias palavras... em que dizes que se a transmissão for igual o GTI será mais rapido! O que é facto é que no BMW e no S2000 não são, logo onde esta o grande exemplo pratico!?

O Binario é uma das variaveis e não a unica como tentas dizer! Tao simples quanto isso!

Nota: A transmissão e o binario não são os unicos... a rotação tb conta... a rotação faz com que o binario seja passado mais ou menos vezes À transmissão... Se tiveres 1000nm e uma rotação de 1rpm... talvez não seja tao bom como teres 100nm e uma rotação de 100000rpms... porque apesar de menos binario incutes esse binario mais vezes à transmissão...

A muito conhecida potencia! Que tanta gente tenta fugir dela, mas lá voltamos à mesma... SErá que é por isso que os motores são medidos na sua essencia a nivel de Potencia? Não me digam que a potencia é uma teoria da conspiração! lol
 
Última edição:
Então a transmissão tem algo a ver? Então será que a transmissão do BMW não ajuda?! :S Não te entendo... então a transmissão interessa ou não? Então o binario é directo ou não?

Começaste este tópico a dizer... +binario=+acelaração... isto é incorrecto! Há muitas outras coisas que afectam! Logo dizer o que dizes é incorrecto como se prova desde já nas tuas proprias palavras... em que dizes que se a transmissão for igual o GTI será mais rapido! O que é facto é que no BMW e no S2000 não são, logo onde esta o grande exemplo pratico!?

O Binario é uma das variaveis e não a unica como tentas dizer! Tao simples quanto isso!

Nota: A transmissão e o binario não são os unicos... a rotação tb conta... a rotação faz com que o binario seja passado mais ou menos vezes À transmissão... Se tiveres 1000nm e uma rotação de 1rpm... talvez não seja tao bom como teres 100nm e uma rotação de 100000rpms... porque apesar de menos binario incutes esse binario mais vezes à transmissão...

A muito conhecida potencia! Que tanta gente tenta fugir dela, mas lá voltamos à mesma... SErá que é por isso que os motores são medidos na sua essencia a nivel de Potencia? Não me digam que a potencia é uma teoria da conspiração! lol


Grande post!apr:)apr:)

eu ainda acho que ele apenas queria atacar o S2000 e não soube bem como...[8b]
 
Quando o carro pára, a força de atrito deixa de existir. Ela só existe enquanto houver movimento (atrito cinético) ou tentativa de movimento (atrito estático) entre a roda e o solo.


Eu sei disso.

Tens é que demonstrar isso segundo a tua fórmula.

Outra coisa, aquele exemplo que comecei a falar. Quanto mais peso, maior será a capacidade de tracção do conjunto pneu / solo. E porquê? Porque o atrito será maior. Consegue-se assim atingir um valor de motricidade supeior, até ao limite da aderência / patinagem.
 
Então a transmissão tem algo a ver? Então será que a transmissão do BMW não ajuda?! :S Não te entendo... então a transmissão interessa ou não? Então o binario é directo ou não?

Que tu não entendes já eu vi...

Bin. à roda = Rel. transmissão X Bin. motor

Para uma dada mudança a relação de transmissão é fixa... vamos admitir que em 3ª tens o valor 10 no BMW,

Bin. à roda(Z3) = 10 X Bin. motor(Z3)

Como a relação de transmissão do S2000 é superior esse valor, igualmente em 3ª, passa por exemplo para 15,

Bin. à roda(S2000) = 15 X Bin. motor(S2000)

Apesar de estares a multiplicar o binário do motor do S2000 por um valor mais alto(15), o binário do motor do BMW é suficientemente elevado para compensar um ganho de apenas 10x e conseguir um binário à roda superior ao S2000!

Respondendo directamente à tua questão... Não! A transmissão do BMW não ajuda, o motor sim!
 
324 posts para tentar demonstrar que um motor BMW 3.0 talvez seja melhor do que um Honda 2.0...[:D]

mal seria que não fosse![;)]

agora o conjunto motor/cx. desenvolvido especificamente para um determinado modelo, resulta melhor no S2000, ao limite, que no Z3

[;)]
 
Que tu não entendes já eu vi...

Bin. à roda = Rel. transmissão X Bin. motor

Para uma dada mudança a relação de transmissão é fixa... vamos admitir que em 3ª tens o valor 10 no BMW,

Bin. à roda(Z3) = 10 X Bin. motor(Z3)

Como a relação de transmissão do S2000 é superior esse valor, igualmente em 3ª, passa por exemplo para 15,

Bin. à roda(S2000) = 15 X Bin. motor(S2000)

Apesar de estares a multiplicar o binário do motor do S2000 por um valor mais alto(15), o binário do motor do BMW é suficientemente elevado para compensar um ganho de apenas 10x e conseguir um binário à roda superior ao S2000!

Respondendo directamente à tua questão... Não! A transmissão do BMW não ajuda, o motor sim!
Primeiro... supoes...
Segundo... Para além disso depende de que altura é que vai no motor... rotação, e binario a essa rotação... estas a comparar binarios a rotações diferentes... :S

Não continues por onde a fisica não te ajuda... é que só te estas a enganar... e pelo que já vi... estas a tentar enganar-te... porque não enganas mais ninguém por aqui! :S

Com essa tua logica, um motor de tractor com a transmissao do Z3 era rapidissimo! :S Porque parece que a rotação/cadencia com que o binario é passado, não interessa para ninguém... ou seja, a potencia é irrelevante, e nem sei para que raio os carros tem mais de 1000rpms! Bastava 100rpms! :S
 
Primeiro... supoes...
Segundo... Para além disso depende de que altura é que vai no motor... rotação, e binario a essa rotação... estas a comparar binarios a rotações diferentes... :S

Se quiseres saber os valores reais vai às especificações... eu já fui!

Depois, a relação de transmissão do S2000 é sempre mais elevada do que a do Z3 em qualquer mudança e para a mesma mudança!

Quando arrancas a sequência de mudanças é sempre a mesma... 1ª (BMW à frente), 2ª (BMW à frente), 3ª(BMW à frente) e por aí fora...

A menos que estejas a falar de recuperações... mas acho melhor não!
 
Última edição:
Sem falar na relação da transmissão...

Se a relação do S2000 é sempre mais elevada, ou seja, mais comprida... implica que é mais lento... Se tivesses um s2000 com relações mais curtas... mais rapido seria...
Mais uma prova que não é só o binario... e mesmo que não seja assim... também prova que o binario não é o unico intervinente...

The end... acho que já toda a gente percebeu, portanto não me vou cansar mais...
O binario é uma das variaveis que afecta a acelaração, mas não é o unico.
 
Última edição:
Sem falar na relação da transmissão...

Se a relação do S2000 é sempre mais elevada, ou seja, mais comprida... implica que é mais lento... Se tivesses um s2000 com relações mais curtas... mais rapido seria...

ERRADO!!!

É precisamente ao contrário.... relações mais curtas valores mais elevados e maior aceleração!

Depois, se tivesses um S2000 com relações ainda mais curtas já não chegavas aos 240km/h o motor acabava antes... faz muita rotação, mas não faz mais de 9000rpm!!!


Repara que o BMW atinge a mesma velocidade de ponta, 240Km/h (e com pior aerodinâmica)!
 
Última edição:
Isso da caixa tens razão... estava a tentar perceber o que era para ti mais curta ou comprida...

Mas como digo... a transmissão tem algo a ver... e o que falas é das relações de caixa... mas depois há a relação final a da transmissão, que pode mudar tudo! Sabes essa relação? E outra coisa? E perdas de potencia?
Isto mais uma vez prova que não é só o binario!
 
Vocês estão para aí a arranjar um 31 sem razão de ser.

Estão a discutir 2 motores que apesar de muito diferentes, têm características dinâmicas, nomeadamente a potência semelhante. Obviamente que existem algumas pessoas que preferem um, e outras que preferem o outro. São equivalentes é natural que assim aconteça.

Eu vou arranjar um exemplo (apenas e só porque já foi tema de discussão num outro tópico, com o ednuno se bem me recordo) entre dois motores muito diferentes (um é otto e o outro é diesel), mas que indiscutivelmente um é bem melhor do que o outro.
Ei-los: o motor Honda do CTR e o belo 1.3 CDTI. [:p]
Assim já não há dúvidas de qual é o melhor. Ou será que há?! [:D]
Assim já ninguém tomará partido a favor de um e falará mal do outro.
A situação é tão óbvia que ninguém ousará sequer dizer que o 1.3 CDTI é melhor do que o do CTR. [;)]

MAS... [:p]

Têm uma característica quase em comum, o valor do binário máximo.
Já não me lembro bem do valor do CTR, mas acho que são 190 Nm e o CDTI são 200 Nm.

Na altura o ednuno questionou-me do porque, atendendo a que o CDTI até tinha maior valor de binário, do CTR arrasar numa subida o CDTI.

Tinha pertinência a questão.

Palavra puxa palavra, fiquei a saber que o escalonamento da 3ª velocidade do CDTI (no Astra) era equivalente à 6ª do CTR. Estão a ver a diferença nas relações de transmissão entre ambos?

O que é que isto quer dizer?

Que à mesma rotação, nestas relações de caixa (3ª Astra / 6ª CTR) vão mais ou menos à mesma velocidade.

Acontece é que o CDTI acaba nos 140 Km/K às 5000 rpm's.... :confused:
E o CTR, 5000 rpm's está a começar a digerir o pequeno almoço! [:D]
 
Vocês estão para aí a arranjar um 31 sem razão de ser.

Estão a discutir 2 motores que apesar de muito diferentes, têm características dinâmicas, nomeadamente a potência semelhante. Obviamente que existem algumas pessoas que preferem um, e outras que preferem o outro. São equivalentes é natural que assim aconteça.

Eu vou arranjar um exemplo (apenas e só porque já foi tema de discussão num outro tópico, com o ednuno se bem me recordo) entre dois motores muito diferentes (um é otto e o outro é diesel), mas que indiscutivelmente um é bem melhor do que o outro.
Ei-los: o motor Honda do CTR e o belo 1.3 CDTI. [:p]
Assim já não há dúvidas de qual é o melhor. Ou será que há?! [:D]
Assim já ninguém tomará partido a favor de um e falará mal do outro.
A situação é tão óbvia que ninguém ousará sequer dizer que o 1.3 CDTI é melhor do que o do CTR. [;)]

MAS... [:p]

Têm uma característica quase em comum, o valor do binário máximo.
Já não me lembro bem do valor do CTR, mas acho que são 190 Nm e o CDTI são 200 Nm.

Na altura o ednuno questionou-me do porque, atendendo a que o CDTI até tinha maior valor de binário, do CTR arrasar numa subida o CDTI.

Tinha pertinência a questão.

Palavra puxa palavra, fiquei a saber que o escalonamento da 3ª velocidade do CDTI (no Astra) era equivalente à 6ª do CTR. Estão a ver a diferença nas relações de transmissão entre ambos?

O que é que isto quer dizer?

Que à mesma rotação, nestas relações de caixa (3ª Astra / 6ª CTR) vão mais ou menos à mesma velocidade.

Acontece é que o CDTI acaba nos 140 Km/K às 5000 rpm's.... :confused:
E o CTR, 5000 rpm's está a começar a digerir o pequeno almoço! [:D]
Isto por causa de uma coisa chamada potencia! :S Porque tem mais binario a baixa rotação... ou seja a cadencia de envio de binario para a transmissão é menor, logo menor potencia produzida!

Será que dá para entender de uma vez?
 
1. Eu sei disso. Tens é que demonstrar isso segundo a tua fórmula.

Outra coisa, aquele exemplo que comecei a falar. Quanto mais peso, maior será a capacidade de tracção do conjunto pneu / solo. E porquê? Porque o atrito será maior. Consegue-se assim atingir um valor de motricidade supeior, até ao limite da aderência / patinagem.

1. Bem, a fórmula de atrito estático é

F_atrito_estático =< coef.atrito_estático * mg

Esta força é zero enquanto não houver tentativa de movimento. Na verdade, o atrito estático cancela exactamente qualquer tentativa de movimento fazendo uma força que pode ir até ao valor máximo de coef.a.e. * mg. A partir daqui não aguenta mais e há movimento.

2. Sim. E depois? Mais pesado significa apenas mais difícil de fazer derrapar.
 
Mas como digo... a transmissão tem algo a ver... e o que falas é das relações de caixa... mas depois há a relação final a da transmissão, que pode mudar tudo! Sabes essa relação? E outra coisa? E perdas de potencia?
Isto mais uma vez prova que não é só o binario!

Meu caro... relação de transmissão = relação de caixa X relação final!

Tanto as relações de caixa como a final constam das especificações... aliás, saber umas sem saber a outra seria de muito pouca utilidade.

As perdas na transmissão são tanto maiores quanto mais rápida for a rotação das engrenagens porque a força de atrito é proporcional à velocidade!

Relações de transmissão mais curtas representam, à partida, maior desgaste!
 
whereagles, estive a fazer o resumo da matéria dada, mas vais desculpar, mas eu vou continuar com a minha teoria. De qualquer forma obrigado pelas tuas explicações, serviram para se analizar mais profundamente o assunto.

De qualquer forma da retrospectiva que fiz ficam os seguintes comentários:

Tu referiste que:

Quando travas, se desprezarmos a resistência do ar, há essencialmente 3 forças a actuar:

na vertical: peso e normal
na horizontal: força de atrito

peso e normal cancelam-se (senão ou levantavas vôo ou te enterravas no chão :)). A força de atrito é proporcional ao peso: F_atrito = coef_atrito * massa * g. Lembra-te que peso = massa * g.

Agora usemos a 2ª lei de Newton segundo a horizontal, F = ma:

F = F_atrito = coef_atrito * massa * g = m a

simplificando vem:

coef_atrito * g = a

Ou seja, daqui vês que a aceleração (que neste caso é negativa, i.e. é uma travagem) não depende da massa do carro.

Conforme analizámos posterioremente a Força de Atrito é anulada pela Força de Travagem (ou tracção se fôr aceleração). Resultanto depois, em função da transformação do movimento circular da roda em movimento rectilíneo do carro, uma força que se pode considerar aplicada no centro de massas do carro. Tem que resultar uma força, pois é essa que vai fazer o carro parar. [;)]

E essa força é que fica sujeita ao F = m a. Logo, dependente da massa do carro.
E isto é válido quer para uma travagem, quer para uma aceleração. Essa foi a maior contradição das tuas demonstrações. Foi isso que nunca me convenceu. O comportamento das forças, numa situação e noutra, é precisamente o mesmo. Só variando os sentidos das forças, quer de tracção ou travagem, quer do atrito solo / pneu. Dizeres conforme dizes, que numa travagem a massa não tem interferência e que numa aceleração já tinha, nunca me conseguiu convencer. [;)]

Outra discussão que me estavas quase a convencer foi em relação à velocidade máxima.

Conforme disse logo no inicio, se fosse sem atrito, concordava que a massa fosse indiferente para a velocidade máxima. Ou seja, fosse uma massa de 1000 Kg ou 1500 Kg, a velocidade máxima de ambos iria ser a mesma. Desde que obviamente, a força a actuar em ambos fosse igual.
Acontece que este cenário só pode ser imaginado, pois na realidade sem atrito não haveria movimento. De qualquer forma de um ponto de vista meramente teórico, verificar-se-ia o pressuposto anterior.

Mas na realidade temos o atrito. Atrito esse que vai ser dependente da massa do corpo (carro). E quanto maior for a massa, maior vai ser o atrito. Se a força de tracção máxima fornecida pelo motor vai ser sempre a mesma, então o carro não vai conseguir atingir a mesma velocidade máxima. Para além das acelerações (positivas e negativas) ficarem comprometidas, a velocidade máxima também irá ser inferior, para um mesmo carro com mais massa.


1. Bem, a fórmula de atrito estático é

F_atrito_estático =< coef.atrito_estático * mg

Esta força é zero enquanto não houver tentativa de movimento. Na verdade, o atrito estático cancela exactamente qualquer tentativa de movimento fazendo uma força que pode ir até ao valor máximo de coef.a.e. * mg. A partir daqui não aguenta mais e há movimento.

2. Sim. E depois? Mais pesado significa apenas mais difícil de fazer derrapar.

Porquê? Porque há mais atrito. Logo atrito dependente da massa. Se a força do motor é a mesma e se o atrito é maior, quer a velocidade máxima, como as acelerações ficam comprometidas.

Não me conseguiste demonstrar como é que a aceleração de travagem, vai cessar com o fim do movimento.

a = -coef.atr * g

Ou seja, tens um coeficiente de atrito que é um valor fixo, tem o g que é uma constante, como fazes com que a aceleração seja 0?
Mais, nem sequer tens dependencia nenhuma de uma força de travagem!
Segundo essa tua fórmula não precisarias de travões, pois o que te faz travar o carro é o coeficiente de atrito e a gravidade...

Não há volta a dar-lhe, tens que ter uma força resultante. E essa vai estar sujeita ao Fr = m a. Sempre em dependência da massa do carro!

Desculpa o tom mais incisivo e de discórdia [:p] , mas sinceramente não consigo aceitar a tua teoria. [;)]
 
Isto por causa de uma coisa chamada potencia! :S Porque tem mais binario a baixa rotação... ou seja a cadencia de envio de binario para a transmissão é menor, logo menor potencia produzida!

Será que dá para entender de uma vez?

Mais uma vez disseste tudo: Causa!!!!

Não! A potência não é causa. É consequência. [;)]

O que causa mais potência é ter o mesmo binário aplicado à roda, mas ainda ter muitas mais rotações para fazer.

O CTR em 6ª velocidade (se se excluirem os atrito aerodinamicos) tem a mesma capacidade de aceleração do CDTI em 3ª. Por isso é que fulmina o CDTI.
 
Mónica:

> Conforme analizámos posterioremente a Força de Atrito é anulada pela Força de Travagem (ou tracção
> se fôr aceleração). Resultanto depois, em função da transformação do movimento circular da roda em
> movimento rectilíneo do carro, uma força que se pode considerar aplicada no centro de massas do
> carro. Tem que resultar uma força, pois é essa que vai fazer o carro parar.

A força de travagem não é anulada pela força de atrito. A força de travagem é a força de atrito. É essa força que vai fazer parar o carro. Não estás a ver?

> E essa força é que fica sujeita ao F = m a. Logo, dependente da massa do carro.

Só que o teu F é não é uma "força de travagem" mas uma força de atrito, cuja forma é, em caso de derrapagem, F = coef.atrito_cinetico * mg. Metendo esta força na lei de Newton temos (mais uma vez)

coef.atrito_cinetico * mg = ma

<=> a = ca_c * g

que é independente da massa. Sem derrapagem, como disse atrás, é mais complicado.

> E isto é válido quer para uma travagem, quer para uma aceleração. Essa foi a maior contradição das
> tuas demonstrações. Foi isso que nunca me convenceu. O comportamento das forças, numa situação e
> noutra, é precisamente o mesmo. Só variando os sentidos das forças, quer de tracção ou travagem,
> quer do atrito solo / pneu. Dizeres conforme dizes, que numa travagem a massa não tem interferência
> e que numa aceleração já tinha, nunca me conseguiu convencer.

Atenção que as contas dependem de haver derrapagem ou não. Com derrapagem nem a travagem nem a aceleração dependem da massa. Sem derrapagem, a aceleração obviamente depende da massa, e provavelmente a travagem também dependerá. É tudo consequência do facto (experimental)

F =< coef.atrito_estático * mg

É o facto de haver uma desigualdade que complica as contas. Compara com o caso de derrapagem:

F = coef.atrito_cinetico * mg

Aqui é tudo muito mais simples porque, quando metes esta força na lei de Newton F = ma, as massas cortam e tudo se torna independente dela.

> Outra discussão que me estavas quase a convencer foi em relação à velocidade máxima.
> Mas na realidade temos o atrito. Atrito esse que vai ser dependente da massa do corpo (carro). E
> quanto maior for a massa, maior vai ser o atrito. Se a força de tracção máxima fornecida pelo motor
> vai ser sempre a mesma, então o carro não vai conseguir atingir a mesma velocidade máxima. Para
> além das acelerações (positivas e negativas) ficarem comprometidas, a velocidade máxima também irá
> ser inferior, para um mesmo carro com mais massa.

Para perceberes a velocidade máxima pensa assim. Por cada segundo que passa, há uma certa quantidade de ar que tem que ser afastada para o carro passar. Esse ar, ao ser afastado, realiza trabalho sobre o carro e fá-lo perder velocidade. Ao fim desse 1 segundo, para que o carro mantenha a velocidade, torna-se preciso transmitir às rodas exactamente o mesmo trabalho que o ar realizou sobre o carro. Se o ar realizou, digamos, 100 kJ de trabalho sobre o carro em 1 segundo, o carro tem que transmitir às rodas 100 kJ, senão a velocidade diminui. Agora entra a fórmula: Pot = trabalho / tempo. Ou seja, nesse 1 segundo o carro debitou 100 kW de potência (136 cv) para compensar o trabalho que o ar fez sobre ele.

À medida que a velocidade sobre, o trabalho do ar é cada vez maior e o carro tem que debitar MAIS potência para o compensar. A velocidade máxima é atingida quando o carro está a debitar a sua potência máxima. E como vês, a massa não entrou para nada nesta discussão :)

> Não me conseguiste demonstrar como é que a aceleração de travagem, vai cessar com o fim do
> movimento.
>
> a = -coef.atr * g
>
> Ou seja, tens um coeficiente de atrito que é um valor fixo, tem o g que é uma constante, como fazes
> com que a aceleração seja 0?
> Mais, nem sequer tens dependencia nenhuma de uma força de travagem!

Pois claro que não tenho nenhuma força de travagem. Essa força é a força de atrito. O caso aqui é travagem com derrapagem, e o coef.atr aqui é o cinético. Assim que o carro se imobiliza, o atrito cinético deixa de actuar e as forças horizontais no carro passam a ser... zero! Que é que há de estranho nisto? É só física geral.

> Segundo essa tua fórmula não precisarias de travões, pois o que te faz travar o carro é o
> coeficiente de atrito e a gravidade...

Onde tu já vais.. :) essa fórmula vem de simplificar um cálculo onde entra a força de atrito cinético.

> Não há volta a dar-lhe, tens que ter uma força resultante. E essa vai estar sujeita ao Fr = m a.
> Sempre em dependência da massa do carro!

Mas em derrapagem essa Fr DEPENDE da massa: Fr = -ca_c * MASSA * g. Substituindo no F = ma, tens o tal

a = -ca_c * g

que não depende da massa.

> Desculpa o tom mais incisivo e de discórdia , mas sinceramente não consigo aceitar a tua teoria.

Ora essa. Quem anda nos fóruns tem que saber aguentar discussões acesas :) Mas olha, se viveres perto de Coimbra ou Lisboa, podemos combinar e eu explico-te tudo em pessoa.. eheh.
 
Voltar
Superior