A antiga chefe de Governo da Ucrânia e musa da “revolução laranja” Iulia Timochenko foi hoje condenada a sete anos de prisão pelo crime de abuso de poder, tendo o juiz dado aval total ao pedido de sentença feito pelos procuradores neste caso.

O processo diz respeito à assinatura de acordos de gás com a Rússia, em 2009, no qual a ex-primeira-ministra é acusada de ter excedido as suas competências firmando um compromisso que os críticos de Timochenko dizem ser muito desfavorável para a Ucrânia, onerando o país com preços “exorbitantes” e pondo mesmo em risco os “interesses nacionais”.

Timochenko mantém que nada fez de errado, não mais do que cumprir as suas responsabilidades de governação, denunciando que este julgamento constitui “uma vingança política” por parte de Victor Ianukovitch, seu arqui-rival que a venceu nas eleições presidenciais de Fevereiro de 2010.

“Este caso criminal foi fabricado, todo o julgamento foi fabricado e mostram apenas a fraqueza do poder. Ianukovitch regressou a 1937”, afirmara a antiga primeira-ministra, num intervalo da audiência e ainda antes de ser conhecida a sentença de prisão, numa alusão às purgas orquestradas por Estaline na era soviética.
Timochenko condenada a sete anos de prisão por abuso de poder - Mundo - PUBLICO.PT
Pena que não aconteça o mesmo ao socrates