OTA - O Aeroporto negócio !!! - Governo escolhe ALCOCHETE! - Página 5

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Título: OTA - O Aeroporto negócio !!! - Governo escolhe ALCOCHETE!

  1. #121
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    Por Defeito

    Começo a ficar farto de tanta manobra para convencer os Portugueses que a OTA e o TGV são necessários.

    Esta do financiamento ser 10% público e 90% privado é de morrer a rir...

    Então os privados entram com 90% do capital e... ponto final? Estão numa de caridade?

    Por acaso não vão querer retorno? E quem vai pagar esse retorno?

    Adivinhem...


  2. #122
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    Por Defeito

    citação:Originalmente colocada por eu

    Começo a ficar farto de tanta manobra para convencer os Portugueses que a OTA e o TGV são necessários.

    Esta do financiamento ser 10% público e 90% privado é de morrer a rir...

    Então os privados entram com 90% do capital e... ponto final? Estão numa de caridade?

    Por acaso não vão querer retorno? E quem vai pagar esse retorno?

    Adivinhem...
    o retorno é conseguido se os projectos forem viáveis financeiramente.......também não sejamos mais papistas que o papa.

    Agora, eu também concordo abstractamente com estes projectos, desde que sejam viáveis

  3. #123
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    Por Defeito

    O pior é que se avança para os projectos e depois vê-se se são viáveis [:P]

    E o mais interessante é que só se ouve "Aeroporto da Ota" e "Novo Aeroporto Internacional de Lisboa".

    Curioso...ou talvez não.

    Eu só de ouvir os pilotos e entendidos na matéria, só me dá arrepios.

    A última é que na OTA, se o vento estiver de Sul (penso que seja Sul), o que acontece frequentemente, só poderá estar operacional uma pista...uma. E isto é dito não por políticos, mas por técnicos.

  4. #124
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    Por Defeito

    Ora bem eu para mim, falando de investimentos, preciso de arranjar o Jardim e colocar uma piscina, automatizar os portões da garagem, descer a franquia do meu seguro automóvel, arranjar os aluminios da casa, colocar o filhote num bom colégio, enfim....uma série de investimentos que melhorariam o bem estar da minha família.

    MAS NÃO POSSO...a não ser comece a cobrar portagens a quem passe por mim!...

    O meu orçamento não chega para mais.
    Esta a minha leitura das coisas, quem não tem dinheiro não tem vicios! Diz o povo e mto bem!
    E EU acho que todos os grandes investimentos públicos (Scuts, OTA, TGV, Euros, etc) como nós (Portugal) estamos agora, são um erro. Existem tantas coisas muito mais palpáveis, para fazer.

    Na minha pequenez como simples contribuinte

  5. #125
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    Por Defeito

    citação:Originalmente colocada por André

    A última é que na OTA, se o vento estiver de Sul (penso que seja Sul), o que acontece frequentemente, só poderá estar operacional uma pista...uma. E isto é dito não por políticos, mas por técnicos.
    Qq operador de tráfego aéreo sabe disso;):D[**].


  6. #126
    Banido BrunoDias's Avatar
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    com um aeroporto ao pe da cidade e querem fazer um tao longe de lisboa

    um aeroporto que tera de capacidade cerca de 10 a 15 anos,e depois??? fazemos outro???


    praticamente o novo aeroporto e mesmo so para tirar este de lisboa porque ele não sera muito maior em termos de capacidade de passageiros por ano que este aeroporto que temos

  7. #127
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    citação:Originalmente colocada por bruno_dias

    com um aeroporto ao pe da cidade e querem fazer um tao longe de lisboa

    um aeroporto que tera de capacidade cerca de 10 a 15 anos,e depois??? fazemos outro???


    praticamente o novo aeroporto e mesmo so para tirar este de lisboa porque ele não sera muito maior em termos de capacidade de passageiros por ano que este aeroporto que temos
    só terá o dobro da capacidade........não é muito mais:D

  8. #128
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    citação:Originalmente colocada por pcnunes7

    só terá o dobro da capacidade........não é muito mais:D
    Não foi isso que foi dito;).
    Portela com obras iria ter essa capacidade.
    Se se retirar os LowCost, Figo Maduro e a carga(para Beja, não é Sr. Mário Lino???) da Portela..... para quê o novo Aeroporto????

    Com TGVs para Madrid e Porto..... menos tráfego aéreo....

    Mas como nós podemos continuar a fazer CCBs, EXPOs, Scuts, Casa da Música, Estádios de Futebol.... pq não um novo Aeroporto.....
    Venha ele:D.


  9. #129
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    citação:Originalmente colocada por J.R.

    citação:Originalmente colocada por pcnunes7

    só terá o dobro da capacidade........não é muito mais:D
    Não foi isso que foi dito;).
    Portela com obras iria ter essa capacidade.
    Se se retirar os LowCost, Figo Maduro e a carga(para Beja, não é Sr. Mário Lino???) da Portela..... para quê o novo Aeroporto????

    Com TGVs para Madrid e Porto..... menos tráfego aéreo....

    Mas como nós podemos continuar a fazer CCBs, EXPOs, Scuts, Casa da Música, Estádios de Futebol.... pq não um novo Aeroporto.....
    Venha ele:D.

    ainda ontem, falarm disso nas noticias

  10. #130
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    citação:Originalmente colocada por pcnunes7
    o retorno é conseguido se os projectos forem viáveis financeiramente.......também não sejamos mais papistas que o papa.
    Traduzindo isto por miúdos: se os consumidores pagarem o valor do investimento mais os juros e margens de lucro;)

    Não há almoços grátis [(c) J.R.]. Alguém tem que pagar a factura.;)

  11. #131
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    citação:Originalmente colocada por eu

    citação:Originalmente colocada por pcnunes7
    o retorno é conseguido se os projectos forem viáveis financeiramente.......também não sejamos mais papistas que o papa.
    Traduzindo isto por miúdos: se os consumidores pagarem o valor do investimento mais os juros e margens de lucro;)

    Não há almoços grátis [(c) J.R.]. Alguém tem que pagar a factura.;)
    claro que sim. Mas não deveria ser???

    o que é importante, e creio que é a isso que te referes, são aqueles contrato fantásticos que às vezes se fazem com os Privados em que, se o Projecto não der as receitas previstas, o Estado tem que compensar os Privados.......isto não pode acontecer. Este risco não se deve correr, e aqui sim, não temos condições para este tipo de contratos;)

  12. #132
    Banido Excalibur's Avatar
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    Por Defeito

    Este pelo menos dá a cara.

    E assim pelo menos conhecemos uma das caras que vai lucrar e bem com este empreendimento.



    Entrevista no CM de Domingo (revista) - António Varela

    Com o aeroporto da Ota poderei vir a facturar cerca de 500 milhões de euros

    Marta Vitorino

    António Varela, um engenheiro civil de 55 anos, é o maior proprietário de terrenos para construção imobiliária em redor do futuro Aeroporto da Ota: o equivalente a 650 campos de futebol ou duas Expo’98. O dono da Tiner chegou a comprar propriedades por dez euros por metro quadrado. Hoje, algumas valem 250. E daqui a cinco anos, talvez 500.

    O empresário aguarda com confiança a proposta do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, sobre os destinos da Ota, na próxima terça-feira, 22. Tem razões para isso. A sua empresa factura 100 milhões de euros. E num futuro próximo poderá chegar aos 500 milhões. No entanto, neste último ano teve dissabores igualmente ligados à aviação. O seu Citation X foi apreendido na Venezuela com cocaína a bordo.

    A sua empresa de construção civil, obras públicas, imobiliário, fundos de investimento, a Tiner, tem hoje uma facturação anual de 100 milhões de euros. Quando é que tudo começou?

    Quando fundei a Tiner, em 1984, era uma empresa pequena que fazia fundações e infra-estruturas. O grande salto deu-se em 1995, quando fizemos os primeiros grandes armazéns de logística em Portugal, em Alverca. O empreiteiro geral faliu e os responsáveis pelo projecto, a ESAF, ligada ao Grupo Espírito Santo, convidaram-nos para assumir o resto da obra. Concluímos a obra e continuámos a trabalhar com o Grupo Espírito Santo nos anos seguintes.

    A fórmula de sucesso baseia-se na compra de terrenos em zonas baratas mas atraentes

    E que possam vir a ter interesse estratégico para a localização de um armazém de logística. Depois, construímos edifícios, encontramos os inquilinos para pagarem a renda e vendemos o imóvel a um fundo de investimento. Com o dinheiro investimos em novos imóveis que podem dar origem a ‘outlets’, ‘retails’, ‘shoppings’, escritórios e até habitação.

    Quais foram os seus grandes projectos?

    A construção do Campera, o primeiro ‘outlet’ em Portugal e o de Grijó, junto a Vila Nova de Gaia. Neste momento, temos dois ‘retails parks’ a ser construídos em Almeirim e no Carregado, um pólo de armazéns em Palmela, junto à Auto-Europa e outro pólo logístico na Azambuja.

    Azambuja, Vila Franca de Xira, Alenquer. Três concelhos que têm muito a ganhar com a construção do futuro aeroporto da Ota e onde a Tiner tem comprado muito terreno

    Tudo começou quase acidentalmente, em 1997, quando construí três armazéns na Azambuja, a pedido da ESAF. Fui conhecendo o meio, a perceber as suas potencialidades e fui adquirindo propriedades.

    Não me diga que em 1997 ainda não se falava no aeroporto?

    Muito pouco. Não havia certezas de nada. Só mais perto do ano 2000 é que as coisas se tornaram mais claras.

    Quantos metros quadrados comprou nesta zona?

    É melhor passarmos a falar de hectares. São 650. Já representam mais de metade dos meus terrenos em todo o mundo. Ainda por cima comprados a preços baixos. Alguns custaram-me dez euros. Hoje valem mais de 250.

    Que grande negócio

    Sim, mas o preço também agradava aos meus vendedores. Até então não valiam mais de 20 cêntimos. Todos ganharam.

    É verdade que o grande salto no preço dos terrenos deu-se em 1999 quando a então ministra do Ambiente, Elisa Ferreira anunciou que a candidatura da Ota vencera a de Rio Frio?

    Sim. Mas era uma subida artificial já que nessa altura pouca gente comprava terrenos na zona. Ainda hoje o negócio da compra e venda de terrenos perto da Ota é incipiente.

    Então e a tão falada especulação imobiliária no Carregado, Alenquer, Azambuja?

    A especulação existe. Há quem se dedique apenas à compra e venda de terrenos. Embora se ganhe bom dinheiro com isso, essa não é a minha forma de estar na vida. Não sou um vendedor de terrenos. Sou um vendedor de edifícios prontos a construir nesses mesmos terrenos.

    Hoje, com terrenos à venda por 250 euros o metro quadrado, desaconselharia por exemplo um empresário menos experiente a investir na região?

    Embora eu não tenha comprado lá nada recentemente, se tivesse um cliente com vontade de investir na Ota, dava-lhe sinal verde. Ele não iria perder dinheiro, embora já não lucrasse tanto como há cinco anos.

    Ficou preocupado quando os governos de Durão Barroso e Santana Lopes arrumaram o dossier na gaveta?

    Felizmente esse adiamento só se aplicou no concelho de Alenquer, com o Decreto Lei n.o 31 - A/99 de 20 de Agosto de 1999, que impedia todo o tipo de construção na zona. Fiquei com cinco terrenos ‘congelados’ (100 mil metros quadrados). Eram propriedades com valores de mercado muito elevados porque se situavam no núcleo urbano do Carregado. Estavam – e estão – destinadas para um grande shopping. Por causa da lei, vários negócios não foram ainda para a frente.

    Perdeu dinheiro com esse adiamento dos governos PSD?

    Não. Apenas me incomodou o atraso que o decreto-lei iria causar ao desenvolvimento dos meus projectos. Mas acreditei sempre que o aeroporto da Ota seria irreversível. Entretanto, o Decreto-Lei deverá ser revogado para o próximo ano e o Plano Director Municipal reformulado.

    Quando as obrad do aereoporto arrancarem, quais são as previsões do seu volume de negócio?

    Temos uma estimativa, pessimista, de 500 milhões de euros. Mas poderão ser mais.

    Não tem receio que algo possa correr mal pelo caminho?

    O único medo é a nossa economia recessiva. Mas parece que as coisas irão mexer-se mais em 2007.

    A Tiner é a empresa com mais terrenos na zona da Ota?

    Sim, sou o maior detentor de áreas de terrenos para construção na região. E ainda não tenho muitos concorrentes em redor. O maior talvez seja a Turiprojecto, mas com um volume de negócios incomparável ao nosso.

    É sabido que as suas relações comerciais com o Grupo Espírito Santo se mantêm nos dias de hoje. Por que não se associou a eles na compra destes terrenos?

    Encontrei outros parceiros ligados a fundos de investimentos imobiliários nacionais e estrangeiros que me deram melhores condições financeiras. Não posso revelar nomes, mas avanço que são de nacionalidade alemã e inglesa.

    Com a vitória de Sócrates, a Ota voltou à ribalta. Na próxima terça-feira, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, anunciará o projecto da Ota. Espera surpresas?

    Não espero surpresas desagradáveis da boca do ministro, que aliás não conheço. Mas tal como ele, acredito que não podemos ficar desligados do resto da Europa, sob o risco de perdermos o comboio do desenvolvimento. O aeroporto é uma forma da economia sair do marasmo.

    A 20 de Maio também participou na reunião secreta entre autarcas e empresários da zona do Oeste com Mário Lino a exigir que este definisse um calendário para a construção do aeroporto?

    Não, porque passo muito tempo a viajar pelo mundo e não tenho tempo para isso. Mas ouvi falar dela. Infelizmente não sei as conclusões que saíram de lá.

    Se o ministro anunciasse que afinal o aeroporto iria para Rio Frio, tem ideia do dinheiro que perderia?

    Não iria com certeza perder dinheiro, só não teria o mesmo lucro. Mas, se o aeroporto fosse parar ao Rio Frio, ainda estaria a tempo para comprar terrenos no redor. Tal como o fiz há alguns anos na Ota.

    As boas relações com as câmaras municipais são meio caminho para um negócio de construção ter pernas para andar?

    Sim. Gosto que percebam que não sou um especulador. Os meus projectos imobiliários são desenvolvidos do princípio ao fim.

    É amigo dos presidentes das câmaras onde detém estes terrenos: Álvaro Pedro, de Alenquer, Joaquim Ramos de Azambuja, Maria da Luz Rosinha de Vila Franca de Xira?

    Dou-me bem com todos eles. São pessoas dinâmicas e com muitas ideias para a região.

    Curiosamente são todos políticos do PS

    E depois? Neste momento os sociais-democratas são muito mais prejudiciais para nós, porque se opõem ao aeroporto.
    Tem lido na Internet os rumores a circular sobre a Ota?

    Não tenho lido muita coisa Como defendo que ainda não há verdadeiros negócios relacionados com a Ota, não consigo perceber onde possa haver os tão falados negócios escuros.

    Nem quando se fala em ligações mais nebulosas entre poder político e económico?

    É mentira. Quando oiço falar de políticos de um determinado partido que seriam detentores de terrenos na Ota, sei que é absoluta mentira. Só se houver uma encenação muito sofisticada sobre os registos de propriedades e no nosso país isso é impossível. Todos os rumores não passam de especulação.


    A que se devem estes boatos? Haverá ‘lobbies’ divergentes por detrás deles?

    Fala-se de ‘lobbies’: dos da Ota, de Rio Frio, etc. Mas não acho que existam ‘lobbies’ nenhuns. O cidadão comum gosta muito de criar teorias da conspiração.

    Diz que ainda não há negócios a sério na Ota. Então quando é que a corrida aos apetecíveis terrenos terá início?

    Talvez em 2009 ou 2010, quando começarem as obras. Uma coisa é certa: todo o mundo económico irá instalar-se naquela zona por essa altura. Quanto a mim, não temo a concorrência. Não penso em lucros rápidos.


    Será então que o preço dos terrenos voltarão a disparar?
    O metro quadrado poderá chegar com facilidade ao dobro, ou seja, 500 euros. Um valor tão alto como em alguns terrenos em Lisboa.

    É um dos homens mais ricos e influentes do país, no entanto evita sair em revistas sociais, não gosta de ser fotografado

    Sempre preferi a discrição. Até porque no meu negócio nunca tive muita concorrência. Só passei a ser mais famoso depois do meu avião privado, o Citation X ser apreendido na Venezuela há um ano.

    Os aviões e helicópteros são as suas grandes excentricidades?

    Gosto de pilotar e de ser dono destes aparelhos. Tenho dois helicópteros: um deles comprado há quatro anos, custou-me 3,6 milhões de dólares. Pelo outro, que tem dez anos, paguei 400 mil dólares. Caríssimos! Uso-os quando vou ver obras minhas no interior do país. Aos fins-de-semanas vou até às minhas duas herdades, a Quinta da Alegria, em Vila Nova da Rainha, com 360 hectares e o Mouchão do Lombo do Tejo, com 900 hectares.

    Que ao que consta é uma ilha paradisíaca no estuário do Tejo.

    Corre para aí o boato de que ando a construir ‘resorts’ e hotéis de luxo. É tudo mentira Convido os forcados da região para treinarem os meus novilhos, sendo eu o único espectador. Noutras ocasiões, faço eu de toureiro. É o meu sangue ribatejano a correr-me nas veias.

    Há um ano que, o seu Citation X - o avião privado mais rápido do mundo (custou 15 milhões de euros) está apreendido na Venezuela por transporte ilegal de cocaína. Ainda pensa reavê-lo?

    O ritmo dos julgamentos foi acelerado desde o encontro de Sampaio com as autoridades venezuelanas. Acredito na libertação de quatro dos detidos (co-piloto, idosa que viajou por convite das duas amigas e dois guardas) e na do avião. O vice-presidente da Venezuela queria ficar com ele mas caiu em si. Até final do ano, o processo será resolvido.

    É verdade que está a ter um prejuízo de 250 mil euros por mês por ter o avião apreendido. Quem está a pagá-lo?

    Até agora, continuo a arcar com todas as despesas do avião. Mas serei ressarcido pela seguradora, embora não me tenham dado certezas nenhumas. O processo já entrou em tribunal e não haverá volta a dar. Voltarei a ter esse dinheiro.

    Porque decidiu fazer um contrato com a Air Luxor, em 2002, dois anos depois de comprar o Citation X?

    Foi a Air Luxor que me propôs o negócio: afinal eu só o usava três vezes por mês, tinha de pagar seguro, manutenção, pilotos. Poderia rentabilizá-lo, cedendo-o como uma espécie de táxi aéreo. Era atraente.

    Quanto dinheiro é que ganhava com esse acordo?

    No início, quatro mil euros por hora. Mas com a recessão, o valor acabou por baixar. Pensávamos que o Citation X voaria mil horas por ano, mas só foi usado 80 horas, o que era muito abaixo das minhas expectativas. Nos últimos meses, estava só à espera do momento certo para terminar de vez o negócio com a Air Luxor. Mas já foi tarde.

    E em Outubro de 2004, duas idosas de Arraiolos foram apanhadas com cocaína a bordo. As autoridades nunca o alertaram para as actividades ilícitas ligadas aos voos privados?

    De maneira nenhuma. Nunca tive conhecimento de episódios desses. A Air Luxor sempre me deu a confiança de que os voos eram seguros.

    Os seus negócios foram afectados pela publicidade negativa?

    Talvez, embora de forma indirecta.

    Não pensa processar a companhia aérea por danos morais?

    Já tinha pensado nisso. Se tivesse nos Estados Unidos certamente que não hesitaria. Mas em Portugal é completamente diferente uma vez que os processos se arrastam nos tribunais eternamente. Só tenho a certeza de uma coisa: quando um dia reaver o Citation X, nunca mais o alugarei. Esta história bastou-me.


  13. #133
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    Por Defeito

    E aqui vemos os as intsituições que se colocam em bicos de pés para lucrar a todo o custo.


    Banca espreita Ota

    Helitiam/Pelicano

    As atenções da Banca e da Construção Civil concentram-se hoje na Gare Marítima de Alcântara. Mais do que a apresentação do novo aeroporto, o que os empresários querem ouvir é o calendário das obras anunciado por Mário Lino.



    Os grandes grupos financeiros nacionais aguardam que o ministro Mário Lino anuncie hoje o calendário de construção do novo aeroporto da Ota, para começarem a constituir os consórcios através dos quais serão apresentadas as propostas de participação naquele empreendimento. O Grupo Mello, por exemplo, foi um dos que já mostrou interesse em participar através da Brisa.

    Estamos a falar do maior projecto de engenharia deste o início da construção da ponte Vasco da Gama, em 1993. Em jogo estão 3,6 mil milhões de euros, dos quais 70 por cento será financiamento privado (o restante será dado através de apoio da União Europeia e negociado com o modelo de concessão). Todas as instituições financeiras se fizeram representar na cerimónia de hoje. O BPI e o Banco Efisa apresentarão dois estudos sobre a viabilidade do projecto e o seu financiamento. Os bancos BNP/Paribas, Citigroup, UBS, Morgan Stanley e BEI vão mostrar o ponto de vista das instituições financeiras sobre o negócio.

    Nenhum banco português tem capacidade financeira para enfrentar sozinho um projecto desta dimensão. Por isso aguarda-se a constituição de diversos consórcios entre bancos nacionais e estrangeiros e empresas de construção.

    O sector da Construção Civil é outro dos grandes beneficiários do projecto. Para a Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas (AECOPS) é importante que haja uma “decisão técnica” bem fundamentada sobre a construção do novo aeroporto e que o Governo revele a calendarização da execução das obras para que se possa avançar com esta ou com outras obras. Jorge Oliveira, da AECOPS, defendeu que há “muitas outras obras que precisam ser feitas” – a nível do abastecimento de água, de vias rodoviárias, de transportes ferroviários, de construção de novas barragens – e, como tal, o Governo tem de tomar uma “decisão definitiva sobre a construção do novo aeroporto e estabelecer um calendário para que o projecto avance ou, então, para que outras obras avancem.

    Jorge Oliveira adiantou que as empresas portuguesas do sector já demonstraram que estão disponíveis e têm capacidade para fazer “o que for necessário”.

    O presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas do Norte (AICCOPN), Reis Campos, concorda com esta posição e frisa que a construção do novo aeroporto, independentemente da sua localização, deve ser uma “oportunidade para as empresas nacionais”. Reis Campos salienta que é preciso, porém, ter em atenção o facto dos efeitos desta obra não serem imediatos. “Uma obra desta envergadura só tem efeitos a médio prazo, não terá efeitos já no próximo ano ou no seguinte”, sublinhou aquele dirigente.

    ALBUFEIRA VAI IMPEDIR CHEIAS

    “Há impactos negativos qualquer que seja a localização do aeroporto”, afirmou ao CM Guilhermino Rodrigues, presidente da ANA e da NAER. Aquele responsável não rejeitou algumas das críticas feitas à escolha da Ota, mas referiu que “todos os estudos apontam para que esta seja a melhor escolha”.

    Em relação ao facto da Ota ter uma quota mais baixa que a Portela, e se encontrar em terrenos de cheia, Guilhermino Rodrigues afirmou que “será construída uma albufeira que evitará as cheias, levantando-se a quota das pistas à custa das movimentações de terras que irão existir”. O facto de existir um monte numa das extremidades da pista é também desvalorizado pelo presidente da ANA considerando-o “um assunto menor”. “Trata-se de um monte que até será aproveitado nas terraplanagens para elevar a quota das pistas”. Guilhermino Rodrigues diz que o primeiro avião vai aterrar na Ota em 2017.

    RELEVOS E RIOS EXIGEM ENGENHARIA

    As condições orográficas e hidrográficas dos terrenos circundantes ao desactivado aeródromo da Ota constituem um grande desafio à engenharia, com soluções para que já existem algumas propostas técnicas, mas sobre as quais se necessitam ainda de novos e aprofundados estudos.

    Como sequência do relevo tem feito caminho uma ideia apresentada pela empresa de consultoria Aeroportos de Paris para rodar a pista em 15 graus. Há, por outro lado, muitas análises sobre como se vai fixar uma cota média de 33 metros, quando as altitudes dos terrenos variam actualmente entre 4 e 63 metros acima do nível das águas do mar.

    Outra preocupação tem a ver com os cursos de água existentes com um impacto muito forte, sobretudo na plataforma do aeroporto, quer pela dimensão que esta tem quer pela sua localização, perto dos rios Alenquer e Ota e sobre a ribeira do Alvarinho.

    FÁTIMA BENEFICIADA

    Um dos grandes beneficiados com a escolha da Ota para o novo aeroporto é o santuário de Fátima. Um dos principais destinos turísticos do País. Já em 1999, o então reitor do santuário, Monsenhor Luciano Guerra, enviou uma carta ao então ministro das Obras Públicas, o socialista João Cravinho, manifestando o apoio da Igreja Católica à construção de um novo aeroporto na Ota.

    No documento enviado ao Governo, salientava-se a proximidade do Santuário face à nova infra-estrutura e o facto de Fátima receber, por ano, mais de cem mil peregrinos que se deslocam de avião. A missiva dava como exemplo o santuário de Lourdes, em França, próximo de um aeroporto.

    NOTAS

    SOBREIROS

    O estudo de impacto ambiental que será hoje apresentado, mostra que, se a solução do novo aeroporto fosse Rio Frio, seria necessário cortar 84 mil sobreiros (na hipótese mais drástica). A opção pela Ota, reduz essa área a 5406 sobreiros que serão abatidos.

    AVES

    Outro dos argumentos que pesou em favor da Ota foi o facto de Rio Frio se encontrar num local de zonas protegidas do estuário do Tejo e do Sado, zonas de passagem de várias aves migratórias o que potenciava a colisão com as aeronaves.

    CORREDORES

    A construção do aeroporto em Rio Frio iria destruir importantes corredores ecológicos, o que poria em causa o contínuo natural presente na coroa das áreas protegidas da Península de Setúbal, refere o estudo hoje apresentado.

    PLANÍCIE

    Para o comandante Sousa Monteiro, antigo piloto da TAP, a localização ideal de um aeroporto seria numa planície. Para aquele responsável a continuação da Portela “é um desrespeito pelas pessoas e uma ameaça para a saúde”.
    Miguel Alexandre Ganhão/Sandra R. dos Santos

    In CM 22-11-05

  14. #134
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    Por Defeito

    A questão que hoje suscitei, quando estava a ouvir as pelavras do Ministro foi:

    mas, vai-se avançar para a OTA com a expectativa que os Privados vão entrar na corrida??? não há certezas??[8)]

  15. #135
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    Gastamos milhões numa obra desnecessaria mas pelo menos os sobreiros e os passaros ficam protegidos. Já me sinto muito melhor, ou talvez não.

  16. #136
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    citação:Originalmente colocada por pcnunes7

    A questão que hoje suscitei, quando estava a ouvir as pelavras do Ministro foi:

    mas, vai-se avançar para a OTA com a expectativa que os Privados vão entrar na corrida??? não há certezas??[8)]

    Pois.

    Mas é um grande negócio. Para alguns (eu com pena de não cair nada no meu lado) [8)]

  17. #137
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    citação:Originalmente colocada por Janus

    Gastamos milhões numa obra desnecessaria mas pelo menos os sobreiros e os passaros ficam protegidos. Já me sinto muito melhor, ou talvez não.
    quanto a esse aspecto......discordo. A obra é necessária.......a questão, é se o momento é o ideal. No ano passado, já perdemos voos na Portela, 2 mil, por não termos capacidade. E só para remodelar a Portela de modo a que, aguente até a OTA estar pronta, só este ano vão ser 400 milhões de euros[|)]

  18. #138
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    A Portela já rejeita, por incapacidade, mais de 2000 vôos por ano... no entanto os «velhos do Restelo» continuam a rasgar as vestes...

    Só falta começaram a clamar pelo regresso às cavernas...

    Se a OTA fosse um projecto da mediocridade, e para a mediocridades, não teria tantos oponentes...

  19. #139
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    Este aeroporto de "tecnologia de ponta" e com qualificações para receber o A380 o maior avião comercial actualmente em produção , terá que estra adaptado ás necessidades do futuro e em termos de novas aeronaves, tecnologias e velocidade.

    Agora vejam o que o relato dos nabos pilotos da FAP
    (sim eu digo "nabos"(not) porque estes "ginjas"(not) só vêm dificuldade onde os investidores e iluminados cá do burgo vêm facilidades), que diacho limitem-se a pilotar e deixem a construção e a localização realmente para quem percebe do assunto [8)].

    Uma situação que vem desde a decada de 1950.


    Novo aeroporto

    Jactos mudaram logo em 1960

    d.r.
    A chegada de jactos à Força Aérea destapou os problemas da Ota

    Para a Força Aérea, a Ota é um erro desde o princípio e há 45 anos, em 1960, que deixou de ser operacional em termos aeronáuticos. Oficiais pilotos-aviadores que ali operaram nos anos 50 só recordam problemas.



    Queixam-se do relevo que complica as descolagens e as aterragens e salientam o facto das primeiras esquadrilhas a jacto da aviação portuguesa terem mudado para a Base Aérea de Monte Real, em pleno pinhal de Leiria, mal ficaram prontas as novas instalações.

    A Base Aérea da Ota data do fim dos anos 30 e foi construída à luz de conceitos de aviação táctica e protecção de linhas de acesso a Lisboa, completamente desfeitos pela Segunda Guerra Mundial que varria a Europa, dos Pirinéus às portas de Moscovo, quando se inauguraram as novas instalações, a 14 de Abril de 1940. Militares aviadores experimentados referem com desdém que, já fora de época, a Ota era uma espécie de complemento das Linhas de Torres dos tempos das invasões francesas.

    A sua funcionalidade em termos aéreos foi depressa posta em questão.

    Depois dos históricos ‘Junkers’, ‘Hurricane’ e ‘Spitfire’, cedidos pela Grã-Bretanha de acordo com o tratado sobre a utilização das Lajes, nos Açores, a chegadas do primeiros aviões a jacto, T33 e F84, em 1952, criaram na Força Aérea a ideia de que a aeródromo da Ota tinha demasiados problemas. Menos de um ano depois de Monte Real começar a funcionar, a Ota deixou de ser base operacional, passando apenas a servir a instrução elementar dos futuros pilotos. Mais tarde, em 1992, perdeu mesmo a referência de base aérea, sendo as instalações aproveitadas para o funcionamento da Escola Técnica da Força Aérea.

    RELEVOS E RIOS

    Um dos grandes motivos de queixa dos pilotos da Força Aérea tem a ver com a orografia da zona. “Há demasiados problemas naturais para a aeronáutica e foi por isso que nunca serviu”, observa um piloto-aviador com longa carreira de destaque na Força Aérea que pediu o anonimato para evitar más interpretações no actual quadro político de contencioso com militares de todos os ramos.

    O problema é tanto dos relevos como da cota muito baixa dos terrenos. Na Ota, estamos apenas entre 4 e 63 metros acima do nível do mar, quando no aeroporto da Portela, em Lisboa, é de 114 metros. Existem também três cursos de água e várias várzeas a complicar a futura construção cujo impacto ambiental se pode avaliar pelos 100 milhões de metros cúbicos de terras que serão movimentados.

    Os piloto-aviadores que ali operaram recordam ainda a existência de linhas de alta tensão e as complicações inerentes à proximidade da serra de Montejunto. Os engenheiros aeronáuticos colocam também problemas que se podem sintetizar num alerta feito pelo prof. António Brotas, do Instituto Superior Técnico: “O aeroporto na Ota será a maior constução do mundo num leito de cheia.”
    João Vaz


    In CM


  20. #140
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    citação:Originalmente colocada por pcnunes7

    citação:Originalmente colocada por Janus

    Gastamos milhões numa obra desnecessaria mas pelo menos os sobreiros e os passaros ficam protegidos. Já me sinto muito melhor, ou talvez não.
    quanto a esse aspecto......discordo. A obra é necessária.......a questão, é se o momento é o ideal. No ano passado, já perdemos voos na Portela, 2 mil, por não termos capacidade. E só para remodelar a Portela de modo a que, aguente até a OTA estar pronta, só este ano vão ser 400 milhões de euros[|)]

    Concordo com a necessidade, veremos é a sensatez na escolha da localização.

  21. #141
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    citação:Originalmente colocada por pcnunes7

    citação:Originalmente colocada por Janus

    Gastamos milhões numa obra desnecessaria mas pelo menos os sobreiros e os passaros ficam protegidos. Já me sinto muito melhor, ou talvez não.
    quanto a esse aspecto......discordo. A obra é necessária.......a questão, é se o momento é o ideal. No ano passado, já perdemos voos na Portela, 2 mil, por não termos capacidade. E só para remodelar a Portela de modo a que, aguente até a OTA estar pronta, só este ano vão ser 400 milhões de euros[|)]
    Há montes de aeroportos com muito mais trafego que o da Portela e que só teem uma pista.
    O aeroporto internacional de Tóquio fecha todos os dias 6 horas porque esta no meio da cidade, o de Lisboa deve ter mais trafego ok. Necessario era uma reestruturação da Portela e dos aerodromos das proximidades para em conjunto poderem funcionar como um, em 2017 deviamos estar a começar a pensar na Ota.
    Mas não me admira visto que é o aeroporto de Lisboa, uma cidade onde uma estação de metro ja custou mais que todas as linhas em funcionamento do Porto, não só em dinheiro mas tb em vidas no entanto quem foi prejudicado é o metro do Porto.
    J´´a agora tb precisamos de um sistema de saude e ensino decentes, assim como uma melhor politica social, mas isso tem tempo.
    Ota necessario? Le o publico em vez do noticias.

  22. #142
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    Já agora um lembrança.

    Lembram-se do MEGA acidente na A1 a semana passada??
    Vejam a localização dos bancos de nevoeiro que provocaram os mesmos !

    O nevoeiro que impede pontualmente o uso da Portela também é muito frequente na OTA, que como já foi referênciado uma zona baixa e húmida.

  23. #143
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    «António Varela, um engenheiro civil de 55 anos, é o maior proprietário de terrenos para construção imobiliária em redor do futuro Aeroporto da Ota.»


    Não pode ser... Assim como é que os fazedores de mentiras e trauliteiros do costume deste país vão conseguir encaixar os múltiplos dirigentes e deputados do PS, o dr. Mário Soares, o Dalai Lama e afins como donos da OTA?!... Ou será que o milagre da multiplicação dos hectares vai aqui ocorrer como ocorreu nas atribuições dos subsídios agrícolas vindos da UE, onde a área agrícola portuguesa já ultrapassava alegremente a soma das áreas agrícolas de Portugal e Espanha, o que levou a UE a intervir e pedir algum decoro nas candidaturas e respectivo preenchimento dos boletins de mensuração agrária?!...


  24. #144
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    citação:Originalmente colocada por Excalibur

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    citação:Originalmente colocada por Janus

    Gastamos milhões numa obra desnecessaria mas pelo menos os sobreiros e os passaros ficam protegidos. Já me sinto muito melhor, ou talvez não.
    quanto a esse aspecto......discordo. A obra é necessária.......a questão, é se o momento é o ideal. No ano passado, já perdemos voos na Portela, 2 mil, por não termos capacidade. E só para remodelar a Portela de modo a que, aguente até a OTA estar pronta, só este ano vão ser 400 milhões de euros[|)]

    Concordo com a necessidade, veremos é a sensatez na escolha da localização.
    Rio Frio, pelo que postaste, é uma alternativa pior que a OTA.
    Quanto ao teu último post.....espero que haja esclarecimentos. É que, é incrivel a contra-informação que vai havendo no que a estes projectos diz respeito.......não se sabendo ao certo onde está a razão[xx(]

  25. #145
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    citação:Originalmente colocada por pcnunes7

    citação:Originalmente colocada por Janus

    Gastamos milhões numa obra desnecessaria mas pelo menos os sobreiros e os passaros ficam protegidos. Já me sinto muito melhor, ou talvez não.
    quanto a esse aspecto......discordo. A obra é necessária.......a questão, é se o momento é o ideal. No ano passado, já perdemos voos na Portela, 2 mil, por não termos capacidade. E só para remodelar a Portela de modo a que, aguente até a OTA estar pronta, só este ano vão ser 400 milhões de euros[|)]
    Há montes de aeroportos com muito mais trafego que o da Portela e que só teem uma pista.
    O aeroporto internacional de Tóquio fecha todos os dias 6 horas porque esta no meio da cidade, o de Lisboa deve ter mais trafego ok. Necessario era uma reestruturação da Portela e dos aerodromos das proximidades para em conjunto poderem funcionar como um, em 2017 deviamos estar a começar a pensar na Ota.
    Mas não me admira visto que é o aeroporto de Lisboa, uma cidade onde uma estação de metro ja custou mais que todas as linhas em funcionamento do Porto, não só em dinheiro mas tb em vidas no entanto quem foi prejudicado é o metro do Porto.
    J´´a agora tb precisamos de um sistema de saude e ensino decentes, assim como uma melhor politica social, mas isso tem tempo.
    Ota necessario? Le o publico em vez do noticias.
    porque é que um jornal é mais idóneo que o outro???
    já agora, eu não li nenhum dos dois.......ouvi a TSF:D

  26. #146
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    citação:Originalmente colocada por Johnny E.

    «António Varela, um engenheiro civil de 55 anos, é o maior proprietário de terrenos para construção imobiliária em redor do futuro Aeroporto da Ota.»


    Não pode ser... Assim como é que os fazedores de mentiras e trauliteiros do costume deste país vão conseguir encaixar os múltiplos dirigentes e deputados do PS, o dr. Mário Soares, o Dalai Lama e afins como donos da OTA?!... Ou será que o milagre da multiplicação dos hectares vai aqui ocorrer como ocorreu nas atribuições dos subsídios agrícolas vindos da UE, onde a área agrícola portuguesa já ultrapassava alegremente a soma das áreas agrícolas de Portugal e Espanha, o que levou a UE a intervir e pedir algum decoro nas candidaturas e respectivo preenchimento dos boletins de mensuração agrária?!...

    :D:D

  27. #147
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    citação:Originalmente colocada por Janus

    Há montes de aeroportos com muito mais trafego que o da Portela e que só teem uma pista.
    O aeroporto internacional de Tóquio fecha todos os dias 6 horas porque esta no meio da cidade, o de Lisboa deve ter mais trafego ok. Necessario era uma reestruturação da Portela e dos aerodromos das proximidades para em conjunto poderem funcionar como um, em 2017 deviamos estar a começar a pensar na Ota.
    Mas não me admira visto que é o aeroporto de Lisboa, uma cidade onde uma estação de metro ja custou mais que todas as linhas em funcionamento do Porto, não só em dinheiro mas tb em vidas no entanto quem foi prejudicado é o metro do Porto.
    J´´a agora tb precisamos de um sistema de saude e ensino decentes, assim como uma melhor politica social, mas isso tem tempo.
    Ota necessario? Le o publico em vez do noticias.
    Noto aqui uma certa enfase sectarista e demasiado bairrista, terás alguma razão em determionados aspectos, mas não há necessidade de imprimir um discurso um pouco miserabilista da região "coitadinha", isso começa a ser demasiado.

    Olhem para o pais como um todo e deixem determinados bairrismo na gaveta, defendam e elejam politicos que não falem e não vejam só os "fait divers" e futebol.

    E acreditem o norte tem, pessoas capazes e com dinamica não estão é no sitio certo.

  28. #148
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    citação:Originalmente colocada por Excalibur

    Já agora um lembrança.

    Lembram-se do MEGA acidente na A1 a semana passada??
    Vejam a localização dos bancos de nevoeiro que provocaram os mesmos !

    O nevoeiro que impede pontualmente o uso da Portela também é muito frequente na OTA, que como já foi referênciado uma zona baixa e húmida.
    O nevoeiro não é um impedimento à aterragem, provaca é um atraso já qua as aterragens são muito mais demoradas.
    Como foi focado a remoção de terras sera enorme, os trabalhos de drenagem serão enormes e quase impossiveis. Iremos destruir terras que são um luxo para a agricultura (basta escavar 2 palmos e encontramos agua naquela zona). A linha a construir para o TGV e para o Shuttle obrigam a quadriplicar a linha do norte o que a REFER já disse ser impossivel, ou seja provavelmente iremos obrigar o TGV a entrar em Lisboa pela margem Sul do tejo([**][**][**]) enfim, um sem numero de razões para avançar-mos para este elefante branco.

  29. #149
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    citação:Originalmente colocada por Excalibur

    Já agora um lembrança.

    Lembram-se do MEGA acidente na A1 a semana passada??
    Vejam a localização dos bancos de nevoeiro que provocaram os mesmos !

    O nevoeiro que impede pontualmente o uso da Portela também é muito frequente na OTA, que como já foi referênciado uma zona baixa e húmida.
    O nevoeiro não é um impedimento à aterragem, provaca é um atraso já qua as aterragens são muito mais demoradas.
    Como foi focado a remoção de terras sera enorme, os trabalhos de drenagem serão enormes e quase impossiveis. Iremos destruir terras que são um luxo para a agricultura (basta escavar 2 palmos e encontramos agua naquela zona). A linha a construir para o TGV e para o Shuttle obrigam a quadriplicar a linha do norte o que a REFER já disse ser impossivel, ou seja provavelmente iremos obrigar o TGV a entrar em Lisboa pela margem Sul do tejo([**][**][**]) enfim, um sem numero de razões para avançar-mos para este elefante branco.
    Pois é, todos os que apoiam este empreendimento, são todos ignorantes:D

  30. #150
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    citação:Originalmente colocada por pcnunes7
    Rio Frio, pelo que postaste, é uma alternativa pior que a OTA.
    Quanto ao teu último post.....espero que haja esclarecimentos. É que, é incrivel a contra-informação que vai havendo no que a estes projectos diz respeito.......não se sabendo ao certo onde está a razão[xx(]

    A zona de nevoeiros compreendida entre Carregado e Santarem é por demais conhecida, aliás o outro Mega acidente na A1 ocorreu á perto de 2~3 anos alguns km´s mais a norte.


    O nevoeiro não impede as aterragens nem a operação de um aeroporto, mas num aeroporto moderno onde os horários são cumpridos ao milimetro
    saõ um ponto negativo em termos dos operadores turistiscos, dos custos de combustivel(sim um avião mais tempo no ar consome mais), dos transbordos para vôos de ligação e operação aeroportuária.

    Imaginem os relatos de um aeroporto como o de Frankfurt onde os atrasos de 5~10 min. provocam um congestionamento em todo o espaço aereo da Europa.

    Agora vejam Portugal num contexto global com os corredores aereos e vôos provenientes da América a ser afectados durante minutos por um congestionamento no nosso espaço aereo.

    Vale a pena ver mais além...

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