[Desporto] Tópico do Ciclismo [ESTRADA]

Ou seja, o condutor sabia mesmo que estava a ser realizada uma prova, logo, que a estrada estava cortada ao trânsito. Sö podia avançar quando a GNR sinalizasse o fim da prova e do corte da estrada.

E como é que ele sabia disso? Vem no código da estrada que a corrida só acaba quando a GNR sinaliza? Se não há GNR à vista, e se não há nenhuma sinalização no local onde ele se encontra, ele é obrigado a saber as regras do ciclismo e estratégias da GNR para cortar a estrada nessas provas?

Esse é o grande problema. Passou o pelotão principal, pelo que eu percebi depois disso houve um grande período de tempo em que não aconteceu nada, daí os populares acharem que a corrida tinha acabado. Ninguém é obrigado a saber que a corrida só acaba quando passa um último carro que sinaliza esse facto. Não é cultura geral, e nem sequer se pode falar em bom senso. Porque neste caso, o bom senso diz que se nada ocorre ao fim de muitos minutos, e não existe polícia em lado nenhum, em princípio é porque acabou....

E se ao fim de duas horas ninguém tivesse passado, ele continuaria à espera?

Não me parece que o condutor tenha culpa nenhuma neste acidente.
 
Há sempre forma de fechar as estradas seja com agentes de autoridade seja com fitas. Só alguém imbecil avança para uma estrada que está cortada pela polícia.

Se fechar estradas fosse assim tão difícil, este tipo de acidentes aconteceria muito mais e o que é certo é que apesar de haver centenas de provas oficiais de ciclismo pelo Mundo todos os anos e milhares de etapas este tipo de acidente é muito raro de acontecer. Normalmente os ciclistas morrem em quedas ou despistes sozinhos/contra outros ciclistas em provas. Mortes por despistes contra carros em provas oficiais é algo muito raro e difícil de acontecer.

Não venham com a conversa que este tipo de acidentes "até é estranho não acontecerem mais vezes" porque as coisas são feitas com cabeça e com organização, algo que falhou aqui. Uma tragédia para a família do rapaz e uma vergonha para este país.
Não acontece mais vezes porque as pessoas normalmente sabem que a prova passa ali, ou porque a polícia passa uma dezena de vezes antes dos ciclistas ou porque quando chegam à estrada veem umas dezenas ou centenas de pessoas na berma que foi o que fez provavelmente este senhor parar sem nunca ter passado pela polícia. É apenas isto que assegura que não há mais acidentes deste género todos os anos, isto, e muita sorte muitas vezes. Na maioria das vezes nem chega ao publico estas invasões de pista. Na volta lembro-me uma vez já há uns anos, filmado pelo helicopetero.
É impossível cortar todas as estradas e muito mais impossível cortar todos os acessos privados.
 
Não acontece mais vezes porque as pessoas normalmente sabem que a prova passa ali, ou porque a polícia passa uma dezena de vezes antes dos ciclistas ou porque quando chegam à estrada veem umas dezenas ou centenas de pessoas na berma que foi o que fez provavelmente este senhor parar sem nunca ter passado pela polícia. É apenas isto que assegura que não há mais acidentes deste género todos os anos, isto, e muita sorte muitas vezes. Na maioria das vezes nem chega ao publico estas invasões de pista. Na volta lembro-me uma vez já há uns anos, filmado pelo helicopetero.
É impossível cortar todas as estradas e muito mais impossível cortar todos os acessos privados.
Exatamente por isso é que, quanto menos popular é a prova, maior é a chance de ocorrer um acidente como este, e provavelmente numa volta a França ou Espanha, seria muito mais difícil de ocorrer, já que há muito mais gente a assistir, e a atenção do público em geral é muito maior.
 
Apesar de ter sido mais emotivo o percurso com a dupla passagem na Sra da Graça, a volta ficou logo resolvida na subida à torre, como na altura fiquei com essa ideia.

4 vitórias de etapas para a UAE e duas para a anicolor e logo mais de 50% de vitórias para as duas, assim como as camisolas ficaram todas com essas equipas também.

Mas a etapa do gêres foi muito boa e eu conhecendo aquele percurso todo, foi com satisfação que vi a subida do Germil.
 
Alguém que informe o Cândido Barbosa, que o desrespeito das ordens dos agentes de autoridades, já se encontra contemplada no artigo 4 do C.E., não é necessário introduzir nenhuma lei.
 
Confesso que gosto de ciclismo, mas quase mais que o próprio ciclismo, gosto de bicicletas.

Então já há vários anos por curiosidade gosto de ver o equipamento das nossas equipas portuguesas que correm a Volta a Portugal, que todos sabemos são do terceiro escalão da UCI.

Durante muitos anos existiu uma marca portuguesa de Abrantes, a Jorbi, que fornecia uma parte significativa do pelotão. Hoje parece que a única marca portuguesa presente é a Beeceler, que também faz o patrocínio da equipa do Feirense.

Ao todo são 10 as equipas portuguesas que participam na competição.

Anicolor / Campicarn
- Bicicletas: Factor

Efapel Cycling
- Bicicletas: Canyon

Feira dos Sofás - Boavista
- Bicicletas: Orbea

Team Tavira / Crédito Agrícola
- Bicicletas: Quick Pro

Tavfer / Ovos Matinados / Mortágua
- Bicicletas: Scott

Aviludo - Louletano - Loulé
- Bicicletas: Orbea

Credibom / LA Alumínios / Marcos Car
- Bicicletas: Swift Carbon

Feirense / Beeceler
- Bicicletas: Beeceler

GI Group Holding - Simoldes - Oliveirense
- Bicicletas: KTM

A Óbidos Cycling Team não fornece bicicletas aos corredores, cada um traz uma da sua preferência. Esta equipa creio que era sub-23 e este ano para entrar na Volta a Portugal quis subir para Continental. Também teve a curiosidade nesta volta de ter participado um ciclista que a sua profissão é de enfermeiro, o Bruno Maceiras. E conseguiu mesmo terminar a prova.
 
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Também aproveitei para tentar saber mais um pouco sobre as empresas.

Por exemplo, a Beeceler tive dificuldade em saber quem estava por trás da iniciativa, sem certeza parece-me ser um projeto de um dos proprietários da Irmarfer.

IRMARFER STRUCTURES - Criamos projetos ambiciosos e idealizamos soluções inovadoras de acordo com os seus objetivos.


A Swift Carbon que no passado chegou a patrocinar a W52 FC Porto, tem a mão de um empresário brasileiro chamado Henrique Ribeiro. Não é por acaso que a equipa brasileira que entrou nesta volta tinha bicicletas desta marca.

SwiftCarbon History Lesson - How it all started

A Quick Pro é uma marca chinesa que está a querer entrar na Europa. Por exemplo, a Euskaltel utiliza bicicletas desta marca.

A KTM é uma marca austríaca que monta as bicicletas no país natal e na República Checa. Actualmente, não está relacionada com a KTM Motocicletas. Resultou da divisão da KTM no momento da sua falência no início dos 90.

Também fiquei a saber que as principais marcas espanholas de bicicletas, a Orbea e BH, são originárias do País Basco.

A Scott é uma marca suíça de bicicletas que nos fomos habituando à sua presença. No entanto, não tem um grande historial na modalidade. Aliás, começou como uma marca norteamericana para bastões de esqui nos anos 50. O primeiro envolvimento com o mundo das duas rodas nasce no BTT na década de 80 e com a estrada no início dos anos 2000. Entretanto no passado recente esteve envolvida numa disputa sobre a sua propriedade entre os proprietários.

Tribunal orders former Scott Sports CEO to sell shares, ending bizarre "power struggle" which saw police called to HQ over "dispute between managers"
 
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Há aqui um detalhe importante, que importa ver com as equipas que disputam a Volta a Portugal, que está diretamente relacionado com o orçamento das equipas.

O ciclismo não é diferente das outras competições em que todos os detalhes contam.

A Visma na Volta à França tem uma carrinha que leva só as almofadas e os colchões dos ciclistas, para estes terem garantido sempre uma boa noite de sono. E um ciclista disse mesmo, que talvez fosse a carrinha mais importante que ele tivessem. Além de no WorldTour eles têm os equipamentos que quiserem tudo oferecido, mas as equipas de topo analisam também o seu desempenho para garantirem que não saem prejudicadas.

Enquanto, por exemplo, creio que apenas a Anicolor e a Efapel forneciam bicicletas de contra-relógio aos seus atletas. Os outros iam com aquilo que tivessem acesso, talvez mesmo as bicicletas próprias ou emprestadas.


A Anicolor também é capaz de levar alguns dos seus atletas a fazerem estágios de altitude, enquanto outras se calhar mal têm dinheiro para lhes pagar.

O que estou a dizer com isto é que nos próximos anos, se nada se alterar, a Anicolor será sempre a candidata óbvia a vencer a competição. Apenas talvez por fruto das circunstâncias outra equipa se poderá intrometer na luta.
 
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por falar em volta a Portugal, sou só eu que acho uma estupidez uma das equipas ter uma camisola de uma cor muito parecida com a amarela? No meio dos outros ciclistas, dependendo das definições da televisão onde se está a ver, nem é possível identificar o camisola amarela no meio dos companheiros... :confused:
 
por falar em volta a Portugal, sou só eu que acho uma estupidez uma das equipas ter uma camisola de uma cor muito parecida com a amarela? No meio dos outros ciclistas, dependendo das definições da televisão onde se está a ver, nem é possível identificar o camisola amarela no meio dos companheiros... :confused:
Já me lembrei disso várias vezes, até por que no Giro a EF Education muda a cor das suas camisolas que é rosa normalmente.
 
Exatamente por isso é que, quanto menos popular é a prova, maior é a chance de ocorrer um acidente como este, e provavelmente numa volta a França ou Espanha, seria muito mais difícil de ocorrer, já que há muito mais gente a assistir, e a atenção do público em geral é muito maior.
É possível sim fechar todas as estradas onde passa a prova naquele momento, tal como a chance deste tipo de acidente ocorrer é muito baixa, se não o fosse aconteceria muito mais.

Porque é que é tão raro haver acidentes deste tipo? Se as coisas forem feitas com cabeça isto não acontece porque a probabilidade é muito baixa.
 
Exatamente por isso é que, quanto menos popular é a prova, maior é a chance de ocorrer um acidente como este, e provavelmente numa volta a França ou Espanha, seria muito mais difícil de ocorrer, já que há muito mais gente a assistir, e a atenção do público em geral é muito maior.
Em França há malta a assistir que já provocou quedas ou quase (nas etapas de montanha, é mato) e se intrometeu no percurso, a pé e até de bina. De carro não me recordo mas... Basta ver o que aconteceu ao tipo da Visma que se estampou contra o vidro da tampa da mala de uma viatura de equipa.

Basta recordar os incidentes entre motas e ciclistas, e dentro da prova.
 
É possível sim fechar todas as estradas onde passa a prova naquele momento, tal como a chance deste tipo de acidente ocorrer é muito baixa, se não o fosse aconteceria muito mais.

Porque é que é tão raro haver acidentes deste tipo? Se as coisas forem feitas com cabeça isto não acontece porque a probabilidade é muito baixa.
Acidentes realmente são raros, mas é uma questão de sorte. "Quase acidentes" não são nada raros. Este foi um dos casos que correu mal.

Só como exemplos, no Tour de inglaterra feminino deste ano houve um caso parecido, numa rotunda vários carros foram contra uma cliclista atrasada do pelotão, e em 2023 houve uma prova feminina cancelada porque houve diversos eventos de encontros com carros em direção contrária... (Tour des Pyrenees)
 
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