Lancia Gamma 2026

Contrariamente aos Peugeot fabricados em França (Sochaux), este é fabricado em Itália (Melfi). Dado os volumes reduzidos que a marca costuma ter, nem acho que tenham exagerado muito na partilha de componentes, pelo menos esteticamente. O desenvolvimento do DS7 e do Gamma foi feito em simultâneo, um não foi feito a partir do outro, foram desenvolvidos em conjunto. Se me disserem que o futuro Tonale já começa a partir da base destes dois (visto que não participou no período de desenvolvimento original), aí já não digo nada.
 
Talvez quando o Gamma for relançado daqui a 2 anos com o scudetto na frente e a designação Tonale atrás haja menos críticas.

A Lancia está a ser enxovalhada historicamente, querem recuperar a marca num época histórica radicalmente diferente da do inicio do século XXI, aconteceu o mesmo com a Chrysler FCA, mas nesse contexto em concreto o estratega S.Marchionne, detinha a visão de gestão correcta, mas não o poder industrial da concorrência franco-alemã europeia.

O Tonale a par do SUV almirante Alfa Romeo é que é imprescindível que saia para os stands, para aproveitar as modernas plataformas STLA, pois o padrão comercial da marca é miserável, e sem venda não há exposição a velhos e/ou novos compradores, nem retorno para novos investimentos.

Em 1990, a Alfa Romeo registrou cerca de 224 mil carros novos. Em 2025, o número caiu para 73 mil. No meio disso, há mais de trinta anos de história industrial, modelos que conquistaram o coração dos entusiastas, estratégias mudadas, autonomia reduzida e uma queda de cerca de 150 mil carros que conta a parábola do Biscione melhor do que muitas palavras.​
 
O Tonale a par do SUV almirante Alfa Romeo é que é imprescindível que saia para os stands, para aproveitar as modernas plataformas STLA

Por acaso não vejo isso beneficiar a Alfa em nada, e a história recente está a prová-lo: o Alfa Junior, assente numa plataforma STLA, de Janeiro a Maio deste ano, está já com as vendas em queda, comparativamente a 2025 com uma queda global de 20%. As vendas este ano em Itália estão ao mesmo nível da Alfa Romeo imediatamente antes do lançamento do Junior.
E isto é possível, porque o Tonale pos restyling vende menos que o Tonale pre restyling. Não acho que um Lancia Gamma / DS7 rebadged para Alfa Romeo vá fazer algum milagre. A marca já teve oportunidades que cheguem nos últimos 20 anos...

Por sua vez, eu acho que a Lancia merece uma chance: falta-lhe ser vendida em todo o mercado europeu e não apenas numa mão cheia de países, falta-lhe um bocadinho de marketing e capitalizar nos bons resultados no WRC2 e nem é muito difícil ela ser uma marca financeiramente viável, visto que faz uso extensivo do banco de órgãos da Stellantis e não tem custos de desenvolvimento muito elevados, são facilmente absorvidos no custo de desenvolvimento do Peugeot 208 / Opel Corsa e no custo de desenvolvimento do DS N°7 / DS N°8. A Alfa costuma ter modelos bem mais caros de desenvolver (até porque disputa segmentos mais altos).
 
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bons resultados no WRC2

O WRC é uma caricatura do que foi e um mero rabisco de rodapé FIA, o que a VW fez com a Audi em finais de 70 e década de 80, e agora com o reposicionamento do novo logotipo CUPRA, não vejo como a Stellantis o faça com a Alfa e/ou LANCIA, se fosse algo na gestão de Marchionne, talvez, a procura por parceiros estratégicos á época era a solução, hoje com a concorrência acrescida dos construtores estatais sinos, e um nova perspectiva comercial e politica do mercado, nem a VW.
 
A Lancia, que inicialmente parecia destinada a um relançamento em total autonomia dentro das marcas "premium" do grupo, agora será gerenciada como uma "Marca Especial" sob a supervisão direta da Fiat. Essa nova "subordinação" operacional provavelmente levará a uma redução da autonomia industrial da marca, o que deve explorar as arquiteturas e a força produtiva da empresa-mãe para presidir nichos específicos de mercado.​

Os crédulos, quanto ao WRC, por favor, poupamo-nos.
 
A Lancia estar sob supervisão da Fiat é o paradigma normal das últimas décadas, sempre foi assim, por exemplo:
- A Lancia desenvolveu o BCDE para substituir o Autobianchi A112 para a FIAT no final do desenvolvimento decidir que iria ser lançado como Fiat... Uno
- A Lancia desenvolveu o Musa para já numa fase avançada do desenvolvimento a FIAT decidir que também iria ser lançado como Fiat... Idea
 
É o que faz sentido numa política de grupo automóvel.

Eu acho que é melhor assim do que marcas de frigoríficos do estilo aquela que não vou dizer o nome e que anda a vender carros com uma estética do final dos anos 90 isto há uns 15 anos a esta parte.

Mal ou bem : o carro é diferente.

É a roupa que muda. As pessoas também não têm que andar todas vestidas da mesma forma🤷.

O problema maior destas destas marcas de nicho, a par da pouca abundância de peças after market, são os preços de hora de oficina. É que os carros são supostamente todos a mesma mrd mas depois cada marca tem um preço diferente na mesma oficina com os mesmos mecânicos...
 
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