Carro usado até +- 15 mil€ (aumento do orçamento)

O Arona está fora apenas por uma questão estética. É subjectivo, mas o comprador é que decide. A cor também foge ao cinza pretendido... (Cinza porque vai andar por caminhos agrícolas)

Esse anúncio do Skoda é "esquisito", nem perdemos tempo com ele.

Neste momento existe 3 candidatos a serem contactados e visitados:

A opção racional:
Usado Skoda Kamiq 2023 - 15 900 EUR, 46 543 km - Standvirtual.com..

A opção 110 cv+DSG mais equilibrada, mas são demasiados anúncios com a foto do mesmo carro. Cheira-me a "anúncio isco"...

A opção 110cv+DSG, com mais km dos 3 exemplares. Refere que é nacional, mas a matrícula não condiz com o ano/mês.

O meu irmão irá estabelecer contactos amanhã.
BC é 2023, não vi foi que mês tem no anuncio.
 
Com 80 mil km eu preocupava-me mais com os maus tratos à cx auto do que ao motor.
Tenho ideia que não é muito fácil maltratar uma caixa auto, se não tiver opção manual, mais dificil ainda. Estou a lembrar-me por exemplo das DSG do INEM, que foram melhor solução face à alternativa manual.
 
Essas DSG do INEM não são banhadas a óleo? Estás a falar de que motores? Não são com certeza 1.0 TSI, que usam cx auto DSG com embraiagens a seco.

De qualquer forma, sendo um carro de 2023, essa cx DSG montada no 1-0 TSI já não é problemática. Ainda assim exige alguns cuidados.

Deixo aqui um resumo para o modelo em questão, que julgo ser útil:


O Skoda Kamiq de 2023 (1.0 TSI de 110 cv) vem equipado com a caixa DSG de 7 velocidades a seco, com o código DQ200.
Tratando-se de um modelo de 2023, a fiabilidade é francamente boa. Pode esquecer a maioria dos relatos catastróficos que lê na internet, pois esses problemas dizem respeito a versões fabricadas entre 2008 e 2014. No entanto, por ser uma caixa com embraiagens a seco, requer alguns cuidados específicos em ambiente urbano.



🟢 O Lado Positivo (Versão 2023)
  • Defeitos crónicos corrigidos: A mecatrónica (o componente eletrónico que mais falhava no passado) e o software foram totalmente revistos pelo Grupo VW. As falhas catastróficas em carros recentes são raras.
  • Consumos excelentes: Como não tem a perda de energia provocada pelo arrasto do óleo das caixas banhadas, esta DSG é extremamente eficiente e gasta quase o mesmo que uma caixa manual.
  • Manutenção oficial reduzida: Sendo "a seco", a marca não prevê a troca regular do óleo da caixa a cada 60.000 km (como acontece nas caixas maiores), o que poupa dinheiro nas revisões programadas.



⚠️ O Lado Negativo e Riscos Futuros
  • Desgaste natural em cidade: O motor 1.0 TSI gerere muito bem os seus 200 Nm de binário, mas o trânsito "pára-arranca" intenso das grandes cidades continua a ser o maior inimigo desta caixa. O atrito constante nas passagens entre 1ª, 2ª e 3ª velocidades gera calor e acelera o desgaste dos discos de embraiagem.
  • Custo de reparação: Embora a fiabilidade eletrónica seja agora estável, as embraiagens físicas continuam a ser um componente de desgaste (tal como num carro manual). Se fizer apenas cidade, poderá ter de substituir o kit de embraiagens duplas por volta dos 120.000 km a 150.000 km.



💡 Como conduzir este Kamiq para a caixa durar uma vida?
  • Não force o "creeping" em subidas: Nunca segure o carro numa subida inclinada deixando-o descair um pouco e acelerando de seguida sem sair do sítio. Use sempre o botão Auto-Hold do Kamiq.
  • Seja decidido no trânsito: No trânsito muito lento, evite andar a "0,5 km/h" deixando o carro patinar a embraiagem continuamente. Deixe o carro da frente afastar-se um pouco e avance de forma convicta para a caixa engrenar a mudança por completo.
  • Atenção ao reboque: Este conjunto não foi desenhado para puxar grandes cargas (como caravanas pesadas). O esforço extra pode sobreaquecer as embraiagens rapidamente.
Em suma: para um Skoda Kamiq de 2023, a DSG oferece uma condução brilhante e confortável e já não representa um "risco mecânico" assustador, desde que não passe 100% da sua vida útil em filas de trânsito compacto.
 
Para os interessados nesta questão das cxs auto DSG, deixo aqui mais informação útil sobre a sua fiabilidade:


A fiabilidade das caixas automáticas DSG (Grupo Volkswagen) varia drasticamente consoante o modelo específico da caixa e o ano de fabrico. Embora os modelos mais antigos tenham criado uma reputação negativa, as caixas DSG modernas são altamente fiáveis, desde que cumpram rigorosamente os planos de manutenção. [1, 2]
A grande distinção na fiabilidade reside no tipo de embraiagem utilizado: as caixas a seco e as caixas banhadas em óleo. [1, 2]



📊 Comparativo de Fiabilidade por Modelo

Código da CaixaN.º MudançasTipo de EmbraiagemNível de FiabilidadeMotores Típicos
DQ2007 velocidadesA seco⚠️ Baixo / Crítico (Pré-2015)
🟢 Médio (Pós-2015)
1.0 TSI, 1.2 TSI, 1.4 TSI, 1.6 TDI
DQ2506 velocidadesBanhada em óleo (Wet)🟢 Elevado2.0 TDI, 2.0 TSI (Golf GTI, etc.)
DQ381 / DQ5007 velocidadesBanhada em óleo (Wet)🟢 Muito Elevado2.0 TDI, 2.0 TSI, modelos Cupra/R, Passat



⚠️ O "Calcanhar de Aquiles": A Caixa DQ200 (7 velocidades a seco)
Esta é a caixa responsável pela má fama do sistema DSG. Por não usar óleo para refrigerar os discos de embraiagem, sofre com o trânsito urbano intenso. [1, 2, 3, 4]
  • Problemas Crónicos (Até 2014): Falhas graves na mecatrónica (o cérebro eletrónico da caixa), desgaste prematuro das embraiagens e fissuras internas por excesso de pressão. [1, 2, 3]
  • Pós-2015: A Volkswagen corrigiu os defeitos crónicos ao atualizar o hardware, o software e os fluidos. Tornou-se aceitável, mas continua a exigir cuidados em cidade. [1, 2, 3]

🟢 As Caixas Robustas: DQ250, DQ381 e DQ500 (Banhadas em óleo)
Estas transmissões equipam motores de maior cilindrada e binário. Como os componentes trabalham totalmente lubrificados e refrigerados por óleo, o desgaste é imensamente menor. Desde que o óleo seja trocado a tempo, ultrapassam facilmente os 300.000 km sem qualquer intervenção. [1, 2, 3, 4, 5, 6]



🛑 Sinais Típicos de Alerta e Avaria
Ao testar ou avaliar um veículo com caixa DSG, fique atento aos seguintes sintomas:
  • Solavancos e trepidações ao arrancar ou na transição da 1ª para a 2ª velocidade.
  • Patinagem (a rotação do motor sobe, mas o carro não desenvolve proporcionalmente).
  • Atraso excessivo (delay) ao engrenar a marcha-atrás ou o modo "Drive".
  • Luz de avaria no painel ou perda súbita das mudanças pares ou ímpares (a caixa entra em modo de emergência/Safe Mode). [1, 2, 3, 5]



🛠️ Regras de Ouro para Garantir a Fiabilidade
  1. Troca rigorosa do óleo: Nas caixas banhadas em óleo, substitua o fluido e o filtro a cada 60.000 km. Ignorar esta manutenção destrói as solenoides da mecatrónica com limalhas. [1, 3, 4, 5]
  2. Evitar o "ponto de embraiagem" em subidas: Nunca segure o carro numa subida usando o acelerador. Use o travão ou o sistema Auto-Hold. [1]
  3. Cuidado no trânsito "pára-arranca": Se o trânsito avançar a passo de caracol, evite deixar a caixa a patinar continuamente em 1ª ou 2ª velocidade. [1, 2]
 
Referia-me às do INEM, mais pela questão da dificuldade em aplicar maus tratos deliberados a uma caixa auto. Obviamente que existem tipos de utilização que causam mais desgaste que outros.

O comprador foi alertado para a especificidade de uma caixa auto (manutenção preventiva e correctiva), e está disposto a acomodar algum inconv€ni€nt€ que daí advenha. Sempre tendo em atenção que, quanto menos despesa, melhor.

Ele está mais virado para os 110cv+DSG, mas gostaria que ele experimentasse um de 95 cv, pois pode chegar à conclusão que é suficiente para a sua utilização.
 
As caixas automáticas DSG 7 velocidades de embraiagem a seco (DQ200) não necessitam de flush (lavagem), mas sim de uma troca normal de lubrificante. [1, 2]
O processo de flush recorre a máquinas de diálise para limpar o circuito de caixas automáticas convencionais (com conversor de binário) que retêm muito óleo antigo. A DQ200 funciona de forma totalmente diferente, assemelhando-se a uma caixa manual robotizada. O óleo é drenado quase na totalidade por gravidade simples através do bujão. [1, 2, 3]
A manutenção desta transmissão exige atenção a detalhes cruciais devido à sua arquitetura dupla:

⚙️ Arquitetura de Fluidos Dupla da DQ200
A caixa DQ200 trabalha com dois fluidos totalmente independentes e isolados entre si: [1]
  • Óleo da Transmissão (Mecânica): Lubrifica as engrenagens e rolamentos. Leva cerca de 1.7 litros de óleo de engrenagens (geralmente norma API GL-4 / especificação VW G 052 512). É drenado por gravidade e reabastecido por cima (geralmente retirando o respirador ou o sensor de marcha-atrás). [1, 2]
  • Fluido Hidráulico da Mecatrónica: Alimenta a unidade eletrónica que comanda as mudanças e as embraiagens. Leva cerca de 1.0 litro de fluido hidráulico central específico (especificação VW G 004 000 / Pentosin CHF 11S ou equivalente). [1, 2]

⚠️ Cuidados Críticos na Manutenção
  • Não use máquina de diálise (flush): A pressão e os químicos do flush podem danificar permanentemente os retentores e os componentes sensíveis da mecatrónica. [1]
  • Troque ambos os fluidos: Embora a marca indique que o óleo é vitalício, oficinas especializadas recomendam a substituição preventiva a cada 60.000 km a 80.000 km. Mude tanto o óleo mecânico como o fluido hidráulico da mecatrónica. [1, 2]
  • Atenção ao enchimento da parte mecânica: Esta caixa não tem parafuso de nível tradicional. Deve esvaziar totalmente e colocar a quantidade exata recomendada de 1.7 litros. [1]
  • Sem filtro externo: Ao contrário das caixas DSG de embraiagem húmida (como a DQ250 ou DQ381), a DQ200 não tem um filtro de óleo externo para substituir no plano mecânico. [1, 2]
 
As caixas automáticas DSG 7 velocidades de embraiagem a seco (DQ200) não necessitam de flush (lavagem), mas sim de uma troca normal de lubrificante. [1, 2]
O processo de flush recorre a máquinas de diálise para limpar o circuito de caixas automáticas convencionais (com conversor de binário) que retêm muito óleo antigo. A DQ200 funciona de forma totalmente diferente, assemelhando-se a uma caixa manual robotizada. O óleo é drenado quase na totalidade por gravidade simples através do bujão. [1, 2, 3]
A manutenção desta transmissão exige atenção a detalhes cruciais devido à sua arquitetura dupla:

⚙️ Arquitetura de Fluidos Dupla da DQ200
A caixa DQ200 trabalha com dois fluidos totalmente independentes e isolados entre si: [1]
  • Óleo da Transmissão (Mecânica): Lubrifica as engrenagens e rolamentos. Leva cerca de 1.7 litros de óleo de engrenagens (geralmente norma API GL-4 / especificação VW G 052 512). É drenado por gravidade e reabastecido por cima (geralmente retirando o respirador ou o sensor de marcha-atrás). [1, 2]
  • Fluido Hidráulico da Mecatrónica: Alimenta a unidade eletrónica que comanda as mudanças e as embraiagens. Leva cerca de 1.0 litro de fluido hidráulico central específico (especificação VW G 004 000 / Pentosin CHF 11S ou equivalente). [1, 2]

⚠️ Cuidados Críticos na Manutenção
  • Não use máquina de diálise (flush): A pressão e os químicos do flush podem danificar permanentemente os retentores e os componentes sensíveis da mecatrónica. [1]
  • Troque ambos os fluidos: Embora a marca indique que o óleo é vitalício, oficinas especializadas recomendam a substituição preventiva a cada 60.000 km a 80.000 km. Mude tanto o óleo mecânico como o fluido hidráulico da mecatrónica. [1, 2]
  • Atenção ao enchimento da parte mecânica: Esta caixa não tem parafuso de nível tradicional. Deve esvaziar totalmente e colocar a quantidade exata recomendada de 1.7 litros. [1]
  • Sem filtro externo: Ao contrário das caixas DSG de embraiagem húmida (como a DQ250 ou DQ381), a DQ200 não tem um filtro de óleo externo para substituir no plano mecânico. [1, 2]
Obrigado.

Em principio, não existindo comprovativos de manutenção da mesma, dado que não estará preconizado tão cedo, deve levar ambos os fluídos mudados em casa da especialidade.
 
Estas DSG 7 (DQ200) necessitam de flush, ou apenas uma normal troca de lubrificante?
A VW nessas não tem plano de manutenção, não sei se eles trocam algo a pedido, mas como é algo que não está no plano não sei se metia a VW a fazer isso.

As que falei de 120 em 120mil são as de 7v mas as outros as banhadas em oleo dos 2.0tdi e presumo que as dos 2.0 tsi.

As dos 1.5tsi não sei como fazem, e as dos PHEV só sei que os antigos 1.4 são de 60 em 60mil só o oleo sem filtro. Os novos PHEV 1.5 não sei como faz.
 
Estas DSG 7 (DQ200) necessitam de flush, ou apenas uma normal troca de lubrificante?
Como disse anteriormente, troca óleo como uma caixa manual normal.

Quanto aos maus tratos... O maior risco será sempre a qualidade do óleo que lá está.

O sistema irá sempre proteger-se de mau uso, mesmo quando em uso em selecção manual. Tanto é que em caso de uso extremo, as caixas auto acabam por ser mais fiáveis que uma manual. Mencionaste o exemplo do INEM e o mesmo se aplica aos autocarros., por exemplo.
 
Voltar
Superior