Crise desde 2011, 2022,... 2099... Até quando?[AVISO Página#2709-Post#81255]

De qualquer das formas, a mensagem está passada: a habitação é um problema sério e merece toda a atenção por parte dos políticos.
Qualquer pessoa que viva neste País sabe da dificuldade que há no mercado da habitação. Escusava era de ter de aturar gente parva sob estarem debaixo da desculpa de que estão em protesto.
 
As casas sempre foram caras mas hoje estão muito mais caras, hoje só em burocracias é uma fortuna, depois a mão de obra é uma coisa assombrosa, a mim para o muro do meu terreno deram um orçamento de 47mil euros:eek::ROFLMAO:, ok que era com gradeamento e portões, mas 47mil euros:eek: é a mão de obra, o pedreiro ganha uma fortuna, o servente acha que deve quase tanto, o encarregado acha que deve ganhar mais que os 2...

🫨
 
Os betos de Cascais fizeram uma análise correta. Concordo.

Só falha quando dizem que a solução é construir mais com imigrantes! É normal. Provavelmente os betos nunca entraram numa obra.

Mas se os betos de Cascais me arranjarem imigras engenheiros, encarregados de obra, canalizadores, electricistas, instaladores de AVAC, etc, eu agradeço e aproveito.

E não esquecer que os imigras não chegam para morar debaixo da ponte. Também precisam de casa para morar, embora não sejam tão exigentes como os piolhosos do Rossio.
Até há pouco tempo ainda não tinha visto mas já há equipas de eletricistas dos palop. Se o trabalho for ao nível do que se vê noutras áreas...
HVAC ainda vi não mas não deve faltar muito.
 
A imigração tem um impacto limitado nas rendas? Conseguiste escrever isso sem te rires? Impressionante!
Do ínicio do século até agora a população portuguesa cresceu de pouco mais de 10M para pouco mais de 11M. Foram contruidos 1M de novas casas, que, de grosso modo, deverão querer dizer 2.5M de pessoas a viver nelas. A matemática não está a matematicar, se o problema é a imigração....
 
:ROFLMAO: toda a gente anda atras do mesmo, ganhar dinheiro !!! por isso é que muita coisa que quero ter vou ter de ser eu mesmo a fazer, se fosse pagar para fazer mais vale comprar droga:ROFLMAO:


Quem sabe fazer : faz.

Ao preço que estão as coisas quase que mais vale comprares a máquina de soldar e fazeres tu o portão 🤣🤷
 
partilho:

E o que é que exigem? Seis coisas, afixadas em cartaz no Rossio e repetidas nas redes e aos jornalistas como exigências ao Governo:
1. Reverter a nova lei do arrendamento;
2. Acabar com os despejos e demolições sem alternativa habitacional;
3. Travar a compra de casas por fundos imobiliários;
4. Aumentar a habitação pública;
5. Recuperar imóveis devolutos por iniciativa pública;
6. Impor tectos às rendas para que sejam "verdadeiramente acessíveis".

Nada disto é novo. São as mesmas receitas que Portugal aplica há décadas. Tivemos rendas congeladas durante gerações. Na geringonça, com o BE e o PCP a apoiar o governo, foram aprovadas leis para travar despejos e proteger contratos antigos. Em 2023, o Mais Habitação do PS juntou-lhes um tecto às novas rendas e o arrendamento coercivo. Estas receitas não resolveram a crise. Ajudaram a agravá-la. Insistir nelas é insistir no erro.

A primeira exigência é reverter a nova lei do arrendamento, que nem sequer é ainda lei: é uma proposta do Governo em discussão no Parlamento. Entre outras coisas, permite ao senhorio iniciar o procedimento de despejo quando há dois meses de rendas em atraso, em vez de três, elimina o limite de 2% aplicado a determinadas actualizações de renda nos novos contratos e descongela, com excepções, as rendas anteriores a 1990. Ou seja, querem manter o regime que estava em vigor quando a crise rebentou. Nada de muito reaccionário.
Hoje, se o inquilino deixar de pagar, um senhorio pode esperar até dois anos para reaver a casa. Durante esse tempo, pode não receber um cêntimo. Perante isto, faz a conta mais simples: não arrenda. Vende, deixa a casa vazia ou passa-a para o alojamento local. Cada lei feita contra o senhorio acaba por ser paga pelo inquilino seguinte, com menos casas, mais exigências e rendas mais altas.

A segunda é acabar com os despejos e demolições sem alternativa habitacional. Soa humano. Na prática, transfere para o dono da casa o custo de quem deixa de pagar e transforma-o numa espécie de Segurança Social, sem ninguém lhe perguntar nada.
Proteger quem está em dificuldade é um dever da comunidade. E paga-se com o dinheiro de todos, não com a casa de um particular.
A factura chega na mesma: o senhorio que já foi queimado uma vez passa a exigir fiador, cauções de vários meses e escolhe os inquilinos a dedo. Os primeiros a ficar à porta são precisamente os mais frágeis, os mesmos que esta exigência diz proteger.

A terceira é travar a compra de casas por fundos imobiliários. É o vilão perfeito: sem rosto, rico e muitas vezes estrangeiro. Mas um fundo representa capital que pode financiar a construção, a reabilitação de prédios e a colocação de casas no mercado de arrendamento. Expulsar os fundos não acrescenta uma única casa ao mercado. Pelo contrário, afasta investimento que pode ajudar a aumentar a oferta. Se houver abusos, pode recorrer-se à Autoridade da Concorrência. O problema de Portugal não é haver quem queira investir em casas. É haver casas a menos. Segundo o Banco de Portugal, o país acumulou um défice de cerca de 300 mil casas numa década.

A quarta é aumentar a habitação pública. Quando é que vamos perceber que não existe dinheiro público? Existe dinheiro dos contribuintes, incluindo o do jovem que não consegue pagar a renda. E o mesmo estado que leva anos a licenciar um prédio privado não vai, por milagre, construir depressa e barato. Habitação pública para quem precisa, sim. Como resposta à escassez, não chega. A escassez só se resolve com toda a gente a construir.

A quinta é recuperar os devolutos por iniciativa pública. Muito bem. Comece o estado pelos seus. Uma casa devoluta raramente está à espera de alguém que lhe abra a porta. Muitas são ruínas, heranças bloqueadas há anos, prédios em litígio ou casas cujas obras custam mais do que valem. Se o dono não as consegue recuperar, o estado também não tem uma varinha mágica: tem os mesmos custos e mais burocracia. O que faz um devoluto voltar ao mercado é destravar heranças, licenças e impostos, e garantir ao dono que, depois de gastar o que tem e o que não tem, a casa continua a ser dele.

A sexta, e a mais perigosa, são os tectos às rendas. Portugal já fez esta experiência: as rendas congeladas deixaram as Baixas de Lisboa e do Porto a cair aos bocados durante décadas, com inquilinos "protegidos" e prédios em ruína. A Catalunha está a repetir a experiência. Desde que impôs o tecto, a oferta anunciada de casas para arrendamento de longa duração caiu 72%.
Em Madrid, onde não existe esse limite, a queda foi de 38%. E parte dessa oferta não desapareceu: passou para o arrendamento temporário. Um tecto às rendas não cria casas. Determina apenas quem fica com as que já existem. E quem fica de fora é sempre quem chega agora ao mercado: os jovens, os que mudam de cidade, os que precisam de casa amanhã.


Ponham-se as seis exigências lado a lado e o padrão salta à vista. Só duas podem acrescentar casas, e ambas pelo caminho mais lento e mais caro: o do estado. As outras quatro criam obstáculos à construção, ao investimento e ao arrendamento. É o manual de sempre, com tendas novas e palavras importadas: proibir, controlar e mandar a factura a outro. Não é uma solução para a crise. É gasolina no incêndio.
Se a habitação é um problema sério, e é, temos o dever de pensar seriamente sobre ele. E pensar seriamente obriga a fazer a pergunta que nenhuma destas seis exigências coloca: porque é que é tão difícil e tão caro construir uma casa em Portugal? Licenciamentos que levam anos, impostos sobre a construção, falta de terrenos onde seja permitido construir, falta de mão-de-obra e leis que mudam a cada governo. É aí que está o problema, e é aí que está a solução.
Não se resolve a falta de casas tornando mais difícil construí-las.

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Quem sabe fazer : faz.

Ao preço que estão as coisas quase que mais vale comprares a máquina de soldar e fazeres tu o portão 🤣🤷
Eu até digo mais , que sabe fazer faz, quem não sabe fazer aprende e faz.


Sobre esta escumalha do Rossio, eu até tinha uma ideia (apenas ideia muito teórica para reflectir ...) imaginemos a camâra ceder um terreno , arranjarem patrocinadores, publicidade etc a fim todo o material ser a custo zero ou quase zero , e ser essa escumalha do Rossio a mão de obra.... acho que desistiam todos da ideia de terem uma casa como um "direito" :ROFLMAO::ROFLMAO::ROFLMAO:
 
partilho:

E o que é que exigem? Seis coisas, afixadas em cartaz no Rossio e repetidas nas redes e aos jornalistas como exigências ao Governo:
1. Reverter a nova lei do arrendamento;
2. Acabar com os despejos e demolições sem alternativa habitacional;
3. Travar a compra de casas por fundos imobiliários;
4. Aumentar a habitação pública;
5. Recuperar imóveis devolutos por iniciativa pública;
6. Impor tectos às rendas para que sejam "verdadeiramente acessíveis".

Nada disto é novo. São as mesmas receitas que Portugal aplica há décadas. Tivemos rendas congeladas durante gerações. Na geringonça, com o BE e o PCP a apoiar o governo, foram aprovadas leis para travar despejos e proteger contratos antigos. Em 2023, o Mais Habitação do PS juntou-lhes um tecto às novas rendas e o arrendamento coercivo. Estas receitas não resolveram a crise. Ajudaram a agravá-la. Insistir nelas é insistir no erro.

A primeira exigência é reverter a nova lei do arrendamento, que nem sequer é ainda lei: é uma proposta do Governo em discussão no Parlamento. Entre outras coisas, permite ao senhorio iniciar o procedimento de despejo quando há dois meses de rendas em atraso, em vez de três, elimina o limite de 2% aplicado a determinadas actualizações de renda nos novos contratos e descongela, com excepções, as rendas anteriores a 1990. Ou seja, querem manter o regime que estava em vigor quando a crise rebentou. Nada de muito reaccionário.
Hoje, se o inquilino deixar de pagar, um senhorio pode esperar até dois anos para reaver a casa. Durante esse tempo, pode não receber um cêntimo. Perante isto, faz a conta mais simples: não arrenda. Vende, deixa a casa vazia ou passa-a para o alojamento local. Cada lei feita contra o senhorio acaba por ser paga pelo inquilino seguinte, com menos casas, mais exigências e rendas mais altas.

A segunda é acabar com os despejos e demolições sem alternativa habitacional. Soa humano. Na prática, transfere para o dono da casa o custo de quem deixa de pagar e transforma-o numa espécie de Segurança Social, sem ninguém lhe perguntar nada.
Proteger quem está em dificuldade é um dever da comunidade. E paga-se com o dinheiro de todos, não com a casa de um particular.
A factura chega na mesma: o senhorio que já foi queimado uma vez passa a exigir fiador, cauções de vários meses e escolhe os inquilinos a dedo. Os primeiros a ficar à porta são precisamente os mais frágeis, os mesmos que esta exigência diz proteger.

A terceira é travar a compra de casas por fundos imobiliários. É o vilão perfeito: sem rosto, rico e muitas vezes estrangeiro. Mas um fundo representa capital que pode financiar a construção, a reabilitação de prédios e a colocação de casas no mercado de arrendamento. Expulsar os fundos não acrescenta uma única casa ao mercado. Pelo contrário, afasta investimento que pode ajudar a aumentar a oferta. Se houver abusos, pode recorrer-se à Autoridade da Concorrência. O problema de Portugal não é haver quem queira investir em casas. É haver casas a menos. Segundo o Banco de Portugal, o país acumulou um défice de cerca de 300 mil casas numa década.

A quarta é aumentar a habitação pública. Quando é que vamos perceber que não existe dinheiro público? Existe dinheiro dos contribuintes, incluindo o do jovem que não consegue pagar a renda. E o mesmo estado que leva anos a licenciar um prédio privado não vai, por milagre, construir depressa e barato. Habitação pública para quem precisa, sim. Como resposta à escassez, não chega. A escassez só se resolve com toda a gente a construir.

A quinta é recuperar os devolutos por iniciativa pública. Muito bem. Comece o estado pelos seus. Uma casa devoluta raramente está à espera de alguém que lhe abra a porta. Muitas são ruínas, heranças bloqueadas há anos, prédios em litígio ou casas cujas obras custam mais do que valem. Se o dono não as consegue recuperar, o estado também não tem uma varinha mágica: tem os mesmos custos e mais burocracia. O que faz um devoluto voltar ao mercado é destravar heranças, licenças e impostos, e garantir ao dono que, depois de gastar o que tem e o que não tem, a casa continua a ser dele.

A sexta, e a mais perigosa, são os tectos às rendas. Portugal já fez esta experiência: as rendas congeladas deixaram as Baixas de Lisboa e do Porto a cair aos bocados durante décadas, com inquilinos "protegidos" e prédios em ruína. A Catalunha está a repetir a experiência. Desde que impôs o tecto, a oferta anunciada de casas para arrendamento de longa duração caiu 72%.
Em Madrid, onde não existe esse limite, a queda foi de 38%. E parte dessa oferta não desapareceu: passou para o arrendamento temporário. Um tecto às rendas não cria casas. Determina apenas quem fica com as que já existem. E quem fica de fora é sempre quem chega agora ao mercado: os jovens, os que mudam de cidade, os que precisam de casa amanhã.


Ponham-se as seis exigências lado a lado e o padrão salta à vista. Só duas podem acrescentar casas, e ambas pelo caminho mais lento e mais caro: o do estado. As outras quatro criam obstáculos à construção, ao investimento e ao arrendamento. É o manual de sempre, com tendas novas e palavras importadas: proibir, controlar e mandar a factura a outro. Não é uma solução para a crise. É gasolina no incêndio.
Se a habitação é um problema sério, e é, temos o dever de pensar seriamente sobre ele. E pensar seriamente obriga a fazer a pergunta que nenhuma destas seis exigências coloca: porque é que é tão difícil e tão caro construir uma casa em Portugal? Licenciamentos que levam anos, impostos sobre a construção, falta de terrenos onde seja permitido construir, falta de mão-de-obra e leis que mudam a cada governo. É aí que está o problema, e é aí que está a solução.
Não se resolve a falta de casas tornando mais difícil construí-las.

Ver anexo 14731552
Não se resolve a falta de casas tornando mais difícil construí-las. Verdade. Não há forma de contornar isto. Mas então temos de rever o que queremos, porque densidade populacional no litoral já nós temos em demasia. Se calhar a forma de contornar melhor isto é investimento no interior, onde os terrenos são mais baratos. Se calhar, em vez de abrirmos mão de espaços para casas onde já existe sobrelotação, seria interessante descentralizar grandes institutos do estado para cidades do interior, deslocalizando, assim, uma série de trabalhadores dos mesmos para zonas do interior do país, criando riqueza onde ela é mais necessária.

Se calhar a forma de resolver o assunto da habitação não passa apenas por resolver a habitação, mas a própria organização do estado/país!
 
No interior não há falta de casas , até são baratas
 

Anexos

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Não se resolve a falta de casas tornando mais difícil construí-las. Verdade. Não há forma de contornar isto. Mas então temos de rever o que queremos, porque densidade populacional no litoral já nós temos em demasia. Se calhar a forma de contornar melhor isto é investimento no interior, onde os terrenos são mais baratos. Se calhar, em vez de abrirmos mão de espaços para casas onde já existe sobrelotação, seria interessante descentralizar grandes institutos do estado para cidades do interior, deslocalizando, assim, uma série de trabalhadores dos mesmos para zonas do interior do país, criando riqueza onde ela é mais necessária.

Se calhar a forma de resolver o assunto da habitação não passa apenas por resolver a habitação, mas a própria organização do estado/país!
e quem vai morar no interior ?
onde estão os empregos ?
ou trabalha tudo remoto ?

até no eixo Lisboa/sines/beja/evora .... está tudo concentrado no litoral e capital
(ainda se falou de construir uma "sillicon valley" na Margem Sul ... mas acho que o assunto morreu !
E vamos ver se autoeuropa continua por MUITOS e BONS anos - a fabricar e exportar carros VW - uma vez que parece que cada vez menos pessoas gostam "dessas marcas" )
 
partilho:

E o que é que exigem? Seis coisas, afixadas em cartaz no Rossio e repetidas nas redes e aos jornalistas como exigências ao Governo:
1. Reverter a nova lei do arrendamento;
2. Acabar com os despejos e demolições sem alternativa habitacional;
3. Travar a compra de casas por fundos imobiliários;
4. Aumentar a habitação pública;
5. Recuperar imóveis devolutos por iniciativa pública;
6. Impor tectos às rendas para que sejam "verdadeiramente acessíveis".

Nada disto é novo. São as mesmas receitas que Portugal aplica há décadas. Tivemos rendas congeladas durante gerações. Na geringonça, com o BE e o PCP a apoiar o governo, foram aprovadas leis para travar despejos e proteger contratos antigos. Em 2023, o Mais Habitação do PS juntou-lhes um tecto às novas rendas e o arrendamento coercivo. Estas receitas não resolveram a crise. Ajudaram a agravá-la. Insistir nelas é insistir no erro.

A primeira exigência é reverter a nova lei do arrendamento, que nem sequer é ainda lei: é uma proposta do Governo em discussão no Parlamento. Entre outras coisas, permite ao senhorio iniciar o procedimento de despejo quando há dois meses de rendas em atraso, em vez de três, elimina o limite de 2% aplicado a determinadas actualizações de renda nos novos contratos e descongela, com excepções, as rendas anteriores a 1990. Ou seja, querem manter o regime que estava em vigor quando a crise rebentou. Nada de muito reaccionário.
Hoje, se o inquilino deixar de pagar, um senhorio pode esperar até dois anos para reaver a casa. Durante esse tempo, pode não receber um cêntimo. Perante isto, faz a conta mais simples: não arrenda. Vende, deixa a casa vazia ou passa-a para o alojamento local. Cada lei feita contra o senhorio acaba por ser paga pelo inquilino seguinte, com menos casas, mais exigências e rendas mais altas.

A segunda é acabar com os despejos e demolições sem alternativa habitacional. Soa humano. Na prática, transfere para o dono da casa o custo de quem deixa de pagar e transforma-o numa espécie de Segurança Social, sem ninguém lhe perguntar nada.
Proteger quem está em dificuldade é um dever da comunidade. E paga-se com o dinheiro de todos, não com a casa de um particular.
A factura chega na mesma: o senhorio que já foi queimado uma vez passa a exigir fiador, cauções de vários meses e escolhe os inquilinos a dedo. Os primeiros a ficar à porta são precisamente os mais frágeis, os mesmos que esta exigência diz proteger.

A terceira é travar a compra de casas por fundos imobiliários. É o vilão perfeito: sem rosto, rico e muitas vezes estrangeiro. Mas um fundo representa capital que pode financiar a construção, a reabilitação de prédios e a colocação de casas no mercado de arrendamento. Expulsar os fundos não acrescenta uma única casa ao mercado. Pelo contrário, afasta investimento que pode ajudar a aumentar a oferta. Se houver abusos, pode recorrer-se à Autoridade da Concorrência. O problema de Portugal não é haver quem queira investir em casas. É haver casas a menos. Segundo o Banco de Portugal, o país acumulou um défice de cerca de 300 mil casas numa década.

A quarta é aumentar a habitação pública. Quando é que vamos perceber que não existe dinheiro público? Existe dinheiro dos contribuintes, incluindo o do jovem que não consegue pagar a renda. E o mesmo estado que leva anos a licenciar um prédio privado não vai, por milagre, construir depressa e barato. Habitação pública para quem precisa, sim. Como resposta à escassez, não chega. A escassez só se resolve com toda a gente a construir.

A quinta é recuperar os devolutos por iniciativa pública. Muito bem. Comece o estado pelos seus. Uma casa devoluta raramente está à espera de alguém que lhe abra a porta. Muitas são ruínas, heranças bloqueadas há anos, prédios em litígio ou casas cujas obras custam mais do que valem. Se o dono não as consegue recuperar, o estado também não tem uma varinha mágica: tem os mesmos custos e mais burocracia. O que faz um devoluto voltar ao mercado é destravar heranças, licenças e impostos, e garantir ao dono que, depois de gastar o que tem e o que não tem, a casa continua a ser dele.

A sexta, e a mais perigosa, são os tectos às rendas. Portugal já fez esta experiência: as rendas congeladas deixaram as Baixas de Lisboa e do Porto a cair aos bocados durante décadas, com inquilinos "protegidos" e prédios em ruína. A Catalunha está a repetir a experiência. Desde que impôs o tecto, a oferta anunciada de casas para arrendamento de longa duração caiu 72%.
Em Madrid, onde não existe esse limite, a queda foi de 38%. E parte dessa oferta não desapareceu: passou para o arrendamento temporário. Um tecto às rendas não cria casas. Determina apenas quem fica com as que já existem. E quem fica de fora é sempre quem chega agora ao mercado: os jovens, os que mudam de cidade, os que precisam de casa amanhã.


Ponham-se as seis exigências lado a lado e o padrão salta à vista. Só duas podem acrescentar casas, e ambas pelo caminho mais lento e mais caro: o do estado. As outras quatro criam obstáculos à construção, ao investimento e ao arrendamento. É o manual de sempre, com tendas novas e palavras importadas: proibir, controlar e mandar a factura a outro. Não é uma solução para a crise. É gasolina no incêndio.
Se a habitação é um problema sério, e é, temos o dever de pensar seriamente sobre ele. E pensar seriamente obriga a fazer a pergunta que nenhuma destas seis exigências coloca: porque é que é tão difícil e tão caro construir uma casa em Portugal? Licenciamentos que levam anos, impostos sobre a construção, falta de terrenos onde seja permitido construir, falta de mão-de-obra e leis que mudam a cada governo. É aí que está o problema, e é aí que está a solução.
Não se resolve a falta de casas tornando mais difícil construí-las.

Ver anexo 14731552
E isto não tem solução à vista porque a oposição em peso (exceto IL) está a agarrar esta falácia de exigências, e como o governo e minoritário....
 
e quem vai morar no interior ?
onde estão os empregos ?
ou trabalha tudo remoto ?

até no eixo Lisboa/sines/beja/evora .... está tudo concentrado no litoral e capital
(ainda se falou de construir uma "sillicon valley" na Margem Sul ... mas acho que o assunto morreu !
E vamos ver se autoeuropa continua por MUITOS e BONS anos - a fabricar e exportar carros VW - uma vez que parece que cada vez menos pessoas gostam "dessas marcas" )
Se trabalhar tudo a remoto, continua tudo igual....

É uma ideia engraçada mas é utópica. Quem é que está disposto a amanhã a vender tudo o que tem e recomeçar no interior, comprar casa nova, renovar velha, mudar filhos de escola, etc etc, porque a sua empresa vai mudar tudo para lá.
 
e quem vai morar no interior ?
onde estão os empregos ?
ou trabalha tudo remoto ?

até no eixo Lisboa/sines/beja/evora .... está tudo concentrado no litoral e capital
(ainda se falou de construir uma "sillicon valley" na Margem Sul ... mas acho que o assunto morreu !
E vamos ver se autoeuropa continua por MUITOS e BONS anos - a fabricar e exportar carros VW - uma vez que parece que cada vez menos pessoas gostam "dessas marcas" )


empregos para quê? Quem está acampado nem quer trabalhar 🤷‍♂️
 
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