nunomplopes
Membro participativo
Obrigado pelas opiniões que tem demonstrado e em muito especial ao excelente texto da NinaChampa que como sempre me felicita com excelentes análises que de certo modo me esclarece e de outro me faz levantar outras questões.
A compreenção de pessoas, que mediante os meus erros é isso que me faz vir aqui participar neste espaço e poder do meu modo aprender e criar a motivação necessária que julgo ser sempre aquilo que me motiva na vida.
Na minha pesquisa sobre o que foi proposto pela Nina comfrontei-me com estas pequenas palavras que retiram tudo o que do meu pensamento posso exprimir:
Harmonia do Mundo/Filosofia
Uma análise ao poema do Pessoa já citado no inicio:
Ao que falamos da Alma, julgo que como dizes, mesmo pelo que designamos, sendo uma coisa imaterial e não palpável é sempre uma coisa que muito faz parte do nosso intimo, (ou das crenças de cada um) que julgo existir essa parte que nos complementa.
Podemos teorizar sobre a sua existência ou não, o que cada um acredita caberá a si procurar as suas respostas, e porque não discutir as suas ideias!?
Irei levar em conta e ter a minha atenção a essa obras literárias e poder explorar mais este tema.
Com o complemento fotográfico achei o teu post muito valioso e de um preencimento total ao tópico, sendo eu um bom apreciador desta arte.
As minhas inquietações e os espiritos que vagueiam a minha alma irei sempre partilhado.
[
]
A compreenção de pessoas, que mediante os meus erros é isso que me faz vir aqui participar neste espaço e poder do meu modo aprender e criar a motivação necessária que julgo ser sempre aquilo que me motiva na vida.
Na minha pesquisa sobre o que foi proposto pela Nina comfrontei-me com estas pequenas palavras que retiram tudo o que do meu pensamento posso exprimir:
«(...) O senso comum, é certo, julga que aquele que possui saber já não precisa de aprender, porque já aprendeu tudo. Não: sabedor é aquele que compreende que tem sempre que aprender e que, devido a essa compreensão, se conduziu, antes de tudo, ao ponto de ser sempre capaz de aprender. Isso é muito mais difícil do que possuir conhecimentos.
Ser capaz de aprender pressupõe o ser capaz de questionar. Questionar é o querer-saber (...) »
Harmonia do Mundo/Filosofia
Uma análise ao poema do Pessoa já citado no inicio:
Análise do poema "O Mar Português"Escrito a 9 de Junho de 1935, seis meses antes da morte de Fernando Pessoa, este poema tem uma importância eminentemente esotérica. Foi neste âmbito que a análise será feita, recorrendo a um texto de Dalila Pereira da Costa, publicado em 1978.
Como bem indica esta pessoana de renome, o poema «Mar Português» surge na continuação do que é a Mensagem. No entanto, e se tal for possível, é ainda mais hermético do que aquela, porque se na Mensagem se invoca o Mar Português ainda físico da conquista e depois lentamente transcendental do espírito, no poema «Mar Português» a invocação é já plenamente transcendental, focada na importância da obra do próprio Fernando Pessoa num futuro renascer da alma nacional.
Identificam-se temas comuns entre este poema e a Mensagem. Nomeadamente a referência ao mar simultaneamente espelho e abismo, onde a alma se perde no sonho e depois do sonho se reflecte num projecto de futuro esplendoroso porque plenamente espiritual e desligado da terra.
Há o reconhecimento que nada mais há a buscar no mar físico, mas que resta a exploração do mar espiritual, onde Pessoa quer ser empossado argonauta, porque é através da poesia, da linguagem do inefável, que se podem descobrir os mistério da alma e da vida, escondidos à visão normal dos homens.
Um primeiro ciclo exauriu-se: o da descoberta do mar. Um novo ciclo se anuncia: a segunda vinda, a descoberta da alma, do mar espiritual.
É a água, o elemento água, a paz, a solidão, a reflexão, o contínuo movimento de renovação e desafio que permite a revelação da profecia. É a água que simboliza a latência do sonho, a água nua, despida e apenas espelho ou abismo, que mostra e que esconde. Combinação proibida de opostos, como a própria poesia, que se por um lado comunica, nada diz de imediato, mas antes quer provocar em quem a lê a reflexão mais profunda ou a reflexão mais imediata, o abismo e o espelho. O mar, o sonho e a poesia são os três elementos que Dalila Pereira da Costa indica como sendo os vectores essenciais da alma portuguesa. Não interessa a ambição, mas o sonho, não interessa o destino, mas a viagem, não importa nada que se acabe na sua própria realização, porque nada que se consuma inteiramente pode ser eterna.
Portugal, pátria à beira água é também pátria à «beira-mágua». O sofrimento e a dor marcam a viagem ás ilhas afortunadas da alma, porque nenhuma grande descoberta se faz sem sacrifício de monta e relevo.
Esta alquimia, processo de integração dos desejos mais profundos e íntimos do ser, liga o desejo à metafísica de o realizar na carne. Dalila relembra, e bem, Jung, na sua análise do subsconsciente como meio de alcançar a ligação entre os dois mundos, porque ténue terreno de fracas consistências e certezas palpáveis, senão pela intuição. Pessoa foi mais longe, ao desdobrar-se em quatro (Caeiro, Campos, Reis e Soares) fez a chamada quadratura do circulo, antigo esquema alquímico em que o Eu permanece no centro, permeado pelo mediador, pelo Logos.
O apocalipse do fim aparece em Pessoa como revelação de uma verdade interior, reservada a quem empreenda a viagem sem destino que é perder-se de si mesmo. O começar na nova aurora neste Império Espiritual é algo mais do que a presença diáfana de um vasto território dominado por uma só língua e um só povo, antes um horizonte sem fim em que se atinge a irmandade dos homens, a paz in excelsis intemporal e imperfeita apenas por não ser ainda de Deus, mas encimada por um desejo incompleto de se realizar sempre no futuro.
Ao que falamos da Alma, julgo que como dizes, mesmo pelo que designamos, sendo uma coisa imaterial e não palpável é sempre uma coisa que muito faz parte do nosso intimo, (ou das crenças de cada um) que julgo existir essa parte que nos complementa.
Podemos teorizar sobre a sua existência ou não, o que cada um acredita caberá a si procurar as suas respostas, e porque não discutir as suas ideias!?
Irei levar em conta e ter a minha atenção a essa obras literárias e poder explorar mais este tema.
Com o complemento fotográfico achei o teu post muito valioso e de um preencimento total ao tópico, sendo eu um bom apreciador desta arte.
As minhas inquietações e os espiritos que vagueiam a minha alma irei sempre partilhado.
[