Aquilo a que temos vindo a assistir no Benfica é completamente surreal, seja vindo da direção ou do treinador.
Para não estarmos a ir mais atrás, podemos pensar apenas nesta época. A direção, em concordância com o Lage, decidiu torrar mais de 100 milhões de euros em: Rios, Barrenechea, Sudakov, Lukebakio e o Ivanovic.
Os dois médios foram titulares ontem, jogaram zero e, no fim, foram rasgados pelo Mourinho. O mesmo treinador que em agosto disse que o Benfica tinha um plantel muito bom. Portanto, temos uma direção que gastou quase 40 milhões em dois médios que não têm perfil para jogar num clube como o Benfica nem se encaixam no nosso futebol e um treinador que aproveita isso para, mais uma vez, se descartar completamente das suas responsabilidades.
O Sudakov já conseguiu mostrar algumas coisas quando foi colocado na sua posição natural e parecia estar a estabilizar e ser solução. No entanto, a direção e o treinador decidiram ir buscar o Rafa, que tem sido uma nulidade, como qualquer benfiquista minimamente atento já saberia que iria ser. Portanto, temos 27 milhões no banco e uma prima-dona inútil como titular.
Lukebakio, chegou lesionado, jogou uns jogos e ficou mais uns meses lesionado. Ontem entrou bem, mas está longe de provar que é solução.
Ivanovic também custou 20 milhões, mas só aquece o banco. Enquanto isso, vai vendo o Pavlidis a jogar todos os minutos, mesmo em péssima forma. Quando entra, o treinador encosta-o à linha.
Temos ainda um dos pedidos do Mourinho: Sidny Cabral. Mal chegou, jogou logo, a fazer lembrar os temos do Vale e Azevedo, quando fomos buscar o Sabry e o Machairidis para jogarem logo. E onde ficou o Sidny ontem, dois meses depois de ser contratado? Na bancada. Afinal, a solução de seis milhões era para preencher melhor as bancadas.
A melhor história destas talvez ainda seja a do Scheldrup. Estava completamente proscrito pelo treinador e com tudo alinhado para sair do clube. No entanto, fez um belo jogo contra o Real e agora é o único jogador em boa forma.