citação:
Originalmente colocada por André
As taxas moderadoras actuais são como o nome indica meramente moderadoras.
Quem diz o contrário e as considera um imposto, aconselho que vá se informar do seu peso nos milhares de milhões que o SNS custa ao Estado todos as...semanas.
Claro que, cada vez mais, por dificuldades orçamentais, estas taxas subirão. E têm de subir certamente de acordo com os rendimentos das pessoas.
E aí sim, quando forem significativas, aí sim, passará a ser um grande eufemismo serem consideradas moderadoras.
Quanto às taxas moderadoras em si, nem toda a gente tem uma instrução que lhe permita saber quando deve ou quando não deve ir ao hospital.
Há muita gente que perde qualquer racionalidade quando tem um problema, por mais pequeno que seja e só sabe gritar e barafustar.
Depois temos um grave problema onde a culpa deve-se à ineficiência estatal, problema esse que faz encher as urgências.
Como os centros de saúde funcionam mal, como para se arranjar consulta tem que se lá estar às 6h da manhã, como depois não têm meios (nem devem ter) para se fazerem as análises todas, ... , devido a isto tudo, é mais que sabido que o pessoal recorre às urgências do hospital queixando-se de uma grande dor para no fundo fazer lá os exames todos, muito mais rapidamente, entupindo as urgências como já referi.
Para quem defende que o SNC deve ser obrigatoriamente gratuito para todos, não sei, realmente, onde está o vosso sentido de justiça.
E falo contra mim e contra toda a classe média/média alta e alta.
É injusto que um Belmiro de Azevedo pague tanto como uma pessoa com o salário mínimo nacional.
Isto não tem lógica.
Definitivamente tem que se avançar para um sistema onde quem pode, deve e tem de pagar pelo serviço.
E volto a repetir...contra mim falo.
Porque nós temos que ter serviços a funcionar bem.
O mesmo se passa com a ADSE, que funciona mal e que paga após longos meses levando a que cada vez menos médicos tenham acordo com ela.
Se o Estado considera que os seus trabalhadores devam ter um "seguro de saúde" próprio então que mude as regras e que estes passem a descontar mais de 1% ou lá o que é do ordenado.
Acho que nenhum trabalhador ficaria muito chocado se passasse a descontar mais e em troca recebesse um serviço muito melhor.
Porque estarem à espera que descontando essa miséria para a ADSE, esta seja alguma coisa de jeito...bem...continuem à espera nesse maravilhoso mundo em que há almoços grátis [

]