ainda faz sentido comprar um carro NOVO a combustão ?

quando a Ford, Opel, Renault, Vw, Seat... etc começam a cancelar os sues best-sellers do segmento A, B e C,
e a dizer que já em 2023/24/25 vão ser substituídos por novos modelos electricos que vão custar >25.000€
PARA MIM, isso significa que vai mesmo mudar tudo (pode ser mais depressa para uns, ou mais devagar para outros),
mas pura e simplesmente VAI mesmo mudar a oferta das marcas
já para não falar que muitas marcas premium estão a fechar os pontos de venda físicos na Europa, o conceito de "car-sharing/ aluguer" vai evoluir, etc

Claro que ainda vai haver carros a combustao até 2030 ....
mas quem vai comprar esses carros usados nessa altura ? mais poluentes e gastadores ?

Talvez aqui a questão seja mais a do diferencial entre os preços de cada modelo eléctrico e os da sua versão equivalente a combustão e apurar qual o ponto de retorno desse "investimento" (e aqui lembro-me sempre dessa questão relativamente aos painéis solares...)...:

Quantos anos são precisos para a opção eléctrica compensar? (Sim que não é só ir abastecer e constatar que o mesmo número de kms custa menos na versão eléctrica)
E, já agora, quando se atingir a altura em que um EV começa a ser mais vantajoso na ida ao abastecimento não estará perto de precisar de ... ser trocado?
E nessa altura não estará a necessitar, em breve, de mudar as baterias?
E qual é o custo dessa mudança?
Em quanto desvaloriza o carro na venda do mesmo como usado pela despesa adicional dessa intervenção?
E vale a pena, considerando que a actual rapidez com que as tecnologias têm vindo a evoluir provavelmente farão dos actuais EV modelos obsoletos daqui a "meia dúzia de anos" (...)?

Desculpem lá, mas, embora de mente aberta às diversas possibilidades neste mundo automóvel, estou muito céptico com aquilo que parece ser uma fortíssima "pressão" para a monopolização de apenas uma opção energética, bem sabendo todos que os monopólios não nos são muto favoráveis enquanto consumidores!...

São apenas dúvidas, questões que não vislumbro fáceis de esclarecer...
 
[FONT=Comic Sans MS, cursive]Claro que faz sentido comprar um carro a combustão, pelo menos para a maioria das pessoas e por diversos motivos. [/FONT]

[FONT=Comic Sans MS, cursive]Eu diria que ainda nem sequer sabemos que o carro elétrico será de facto o futuro. Neste momento parece que é...mas ainda longínquo para o consumidor comum.

Alguém que reside num apartamento sem garagem ou com garagem coletiva tem e terá imensa dificuldade em carregar o carro em casa (que é a única forma de carregamento que compensa face aos carros a combustão).

Não se adequa a todo tipo de utilizador, por exemplo, a quem faz muitos km por dia ou muitas viagens grandes (+ 400 km).

É demasiado caro para o comum consumidor. [/FONT]

Foi precisamente por não ter onde carregar de forma simples que comprei recentemente um carro a gasolina. Pelo preço podia ir para algo do segmento B (um Peugeot 2008 talvez) mas não valia a pena pelo inconveniente que seria.
Daqui a 10 anos logo se vê, se mudar para uma casa com garagem ou até se sair de Lisboa é quase certo que o próximo será eléctrico. Até porque nessa altura espero que existam muitos mais carregadores (no meu bairro há 2 lugares a 500m de casa e são de carga lenta)
 
Talvez aqui a questão seja mais a do diferencial entre os preços de cada modelo eléctrico e os da sua versão equivalente a combustão e apurar qual o ponto de retorno desse "investimento" (e aqui lembro-me sempre dessa questão relativamente aos painéis solares...)...:

Quantos anos são precisos para a opção eléctrica compensar? (Sim que não é só ir abastecer e constatar que o mesmo número de kms custa menos na versão eléctrica)
E, já agora, quando se atingir a altura em que um EV começa a ser mais vantajoso na ida ao abastecimento não estará perto de precisar de ... ser trocado?
E nessa altura não estará a necessitar, em breve, de mudar as baterias?
E qual é o custo dessa mudança?
Em quanto desvaloriza o carro na venda do mesmo como usado pela despesa adicional dessa intervenção?
E vale a pena, considerando que a actual rapidez com que as tecnologias têm vindo a evoluir provavelmente farão dos actuais EV modelos obsoletos daqui a "meia dúzia de anos" (...)?

Desculpem lá, mas, embora de mente aberta às diversas possibilidades neste mundo automóvel, estou muito céptico com aquilo que parece ser uma fortíssima "pressão" para a monopolização de apenas uma opção energética, bem sabendo todos que os monopólios não nos são muto favoráveis enquanto consumidores!...

São apenas dúvidas, questões que não vislumbro fáceis de esclarecer...

O paradigma é exatamente o mesmo que temos para os carros a gasóleo e gasolina. Sim vale a pena, se fizeres km suficientes. Esse número de KM vai mudar de carro para carro.

Se fores daquelas pessoas que precisa de fazer 50-100km por dia, dificilmente não vai compensar. (partindo do pressuposto que carregas em casa)
 
Última edição:
O paradigma é exatamente o mesmo que temos para os carros a gasóleo e gasolina. Sim vale a pena, se fizeres km suficientes. Esse número de KM vai mudar de ano pra ano.

Se fores daquelas pessoas que precisa de fazer 50-100km por dia, dificilmente não vai compensar. (partindo do pressuposto que carregas em casa)

Claro! Mas o que se depreende é que a percentagem de quem tem possibilidade de carregar em casa, para obter essa aparente vantagem, é muito reduzida, a avaliar pela forma como o urbanismo tem sido apresentado e o que pode inferir-se com alguma fiabilidade pela forma como se estaciona nas nossas vias, designadamente fora dos lugares correctos para esse fim, o que indicia precisamente essa lacuna!
 
Claro! Mas o que se depreende é que a percentagem de quem tem possibilidade de carregar em casa, para obter essa aparente vantagem, é muito reduzida, a avaliar pela forma como o urbanismo tem sido apresentado e o que pode inferir-se com alguma fiabilidade pela forma como se estaciona nas nossas vias, designadamente fora dos lugares correctos para esse fim, o que indicia precisamente essa lacuna!

Eu percebo o que estás a dizer, mas também não vou substimar o poder que o "custo por km" tem no nosso mercado. Se há pessoas a comprar BMWs série 8 a gasóleo, é porque há aqui uma força muito importante no custo por km, e presumo que as infraestruturas vão aparecer, porque essas infraestruturas vão gerar lucro para alguém, e há gente que as quer adquirir.

Muito provavelmente vamos assistir a habitações que não tem garagem a ficar muito mais baratas que habitações com garagem, uma vez que poder ter um carro elétrico vai significar uma boa poupanças ás familias.
 
Talvez aqui a questão seja mais a do diferencial entre os preços de cada modelo eléctrico e os da sua versão equivalente a combustão e apurar qual o ponto de retorno desse "investimento" (e aqui lembro-me sempre dessa questão relativamente aos painéis solares...)...:

Quantos anos são precisos para a opção eléctrica compensar? (Sim que não é só ir abastecer e constatar que o mesmo número de kms custa menos na versão eléctrica)
E, já agora, quando se atingir a altura em que um EV começa a ser mais vantajoso na ida ao abastecimento não estará perto de precisar de ... ser trocado?
E nessa altura não estará a necessitar, em breve, de mudar as baterias?
E qual é o custo dessa mudança?
Em quanto desvaloriza o carro na venda do mesmo como usado pela despesa adicional dessa intervenção?
E vale a pena, considerando que a actual rapidez com que as tecnologias têm vindo a evoluir provavelmente farão dos actuais EV modelos obsoletos daqui a "meia dúzia de anos" (...)?

Desculpem lá, mas, embora de mente aberta às diversas possibilidades neste mundo automóvel, estou muito céptico com aquilo que parece ser uma fortíssima "pressão" para a monopolização de apenas uma opção energética, bem sabendo todos que os monopólios não nos são muto favoráveis enquanto consumidores!...

São apenas dúvidas, questões que não vislumbro fáceis de esclarecer...

O grande problema em comparar a versão elétrica com combustão do mesmo modelo é que geralmente pegam em coisas completamente diferentes, tipo motores a gasolina fracos com caixa manual e nível de equipamento mais baixo, e o elétrico é bem diferente, na maioria dos modelos nem há carros a combustão com binário equivalente. Sobre a desvalorização, pega num Tesla/ kauai/Niro com 3/4 anos e em carros a combustão com o mesmo tempo e compara.
 
O grande problema em comparar a versão elétrica com combustão do mesmo modelo é que geralmente pegam em coisas completamente diferentes, tipo motores a gasolina fracos com caixa manual e nível de equipamento mais baixo, e o elétrico é bem diferente, na maioria dos modelos nem há carros a combustão com binário equivalente. Sobre a desvalorização, pega num Tesla/ kauai/Niro com 3/4 anos e em carros a combustão com o mesmo tempo e compara.

Já evidenciei isso mesmo (o que se compara), mais atrás e, sim, não será a forma correcta de o fazer! A comparação, na minha óptica, correcta é entre os valores totais entre veículos de segmentos equivalentes, designadamente considerando o valor de compra e as despesas com consumos previstas num dado período de tempo. Por exemplo, se comparares um Mégane a combustão que rondará os 30k na aquisição e um Mégane EV que custa, de base, 50k, em quantos kms e tempo decorrido conseguirás que na versão eléctrica se atinja o ponto a partir do qual passa a ser vantajosa pelos valores de consumo comparados directamente?
 
40% da população vive na pobreza se não for o estado.

Falar em carros de 35 40 45k por aí acima é pura ilusão para essa malta.

Esse é o panorama geral, que torna o futuro, no mínimo, muito incerto para a implantação plena no nosso mercado da opção EV e me faz duvidar de uma aposta estrutural generalizada nessa área por cá...
 
O grande problema em comparar a versão elétrica com combustão do mesmo modelo é que geralmente pegam em coisas completamente diferentes, tipo motores a gasolina fracos com caixa manual e nível de equipamento mais baixo, e o elétrico é bem diferente, na maioria dos modelos nem há carros a combustão com binário equivalente. Sobre a desvalorização, pega num Tesla/ kauai/Niro com 3/4 anos e em carros a combustão com o mesmo tempo e compara.

De acordo, mas o binário é um indicador péssimo de performance. Um 335d com mais 50% de binário que um 335i é notóriamente mais lento que o modelo a gasolina.
 
Já evidenciei isso mesmo (o que se compara), mais atrás e, sim, não será a forma correcta de o fazer! A comparação, na minha óptica, correcta é entre os valores totais entre veículos de segmentos equivalentes, designadamente considerando o valor de compra e as despesas com consumos previstas num dado período de tempo. Por exemplo, se comparares um Mégane a combustão que rondará os 30k na aquisição e um Mégane EV que custa, de base, 50k, em quantos kms e tempo decorrido conseguirás que na versão eléctrica se atinja o ponto a partir do qual passa a ser vantajosa pelos valores de consumo comparados directamente?

megane Ev equilibre custa 35.850€
(e ainda "ganha" 3 ou 4.000€ de apoio do estado)
https://www.renault.pt/veiculos-ele...BGknlHNVMpaWEk7AdjBoCVSoQAvD_BwE&gclsrc=aw.ds
 
40% da população vive na pobreza se não for o estado.

Falar em carros de 35 40 45k por aí acima é pura ilusão para essa malta.

ainda bem que as "grandes" marcas vão lançar "montes" de EV do segmento B a custar 25K
(e os clientes ainda ganham o apoio do estado de 3 ou 4.000€, desde que preencham um formulário)
 
megane Ev equilibre custa 35.850€
(e ainda "ganha" 3 ou 4.000€ de apoio do estado)
https://www.renault.pt/veiculos-ele...BGknlHNVMpaWEk7AdjBoCVSoQAvD_BwE&gclsrc=aw.ds

Sim, OK. Mas frequentemente quem compra carro novo faz o esforço para adquirir pelo menos a versão intermédia em termos de equipamento, pois já que está a comprar um carro moderno, e caro, pelo menos que traga algo melhor do que o equipamento de base! Para além disso, o reporte que tenho desse modelo é que é precisamente a versão mais cara a que, actualmente, está a sair mais!...
 
Já evidenciei isso mesmo (o que se compara), mais atrás e, sim, não será a forma correcta de o fazer! A comparação, na minha óptica, correcta é entre os valores totais entre veículos de segmentos equivalentes, designadamente considerando o valor de compra e as despesas com consumos previstas num dado período de tempo. Por exemplo, se comparares um Mégane a combustão que rondará os 30k na aquisição e um Mégane EV que custa, de base, 50k, em quantos kms e tempo decorrido conseguirás que na versão eléctrica se atinja o ponto a partir do qual passa a ser vantajosa pelos valores de consumo comparados directamente?

Mas o Megane é um péssimo exemplo porque de semelhanças só têm mesmo o nome. Isso tem que ser feito em carros tipo kauai, Niro, em que tens carros iguais e níveis de equipamento semelhantes. Configura um deles com o melhor motor e caixa automática e depois compara com o elétrico.
 
Os melhores para essa comparação acho que são mesmo os da Stelantis (Peugeot 208 e 2008, Citroen C4, Opel Corsa e Moka etc) porque entre gasolina, diesel e eletrico tem todos potência semelhante e os mesmos niveis de equipamento.
 
Sim, OK. Mas frequentemente quem compra carro novo faz o esforço para adquirir pelo menos a versão intermédia em termos de equipamento, pois já que está a comprar um carro moderno, e caro, pelo menos que traga algo melhor do que o equipamento de base! Para além disso, o reporte que tenho desse modelo é que é precisamente a versão mais cara a que, actualmente, está a sair mais!...

Isso é que é uma coisa estranha, toda a gente se queixa que não tem dinheiro, que o carros estão caros mas depois vais ver e quase ninguém compra a versão base. E as marcas que mais vendem são as luxo, isso é que é um fenómeno daqueles...
 
O grande problema em comparar a versão elétrica com combustão do mesmo modelo é que geralmente pegam em coisas completamente diferentes, tipo motores a gasolina fracos com caixa manual e nível de equipamento mais baixo, e o elétrico é bem diferente, na maioria dos modelos nem há carros a combustão com binário equivalente. Sobre a desvalorização, pega num Tesla/ kauai/Niro com 3/4 anos e em carros a combustão com o mesmo tempo e compara.

Estive agora a ver e de facto não é muito fácil fazer essa comparação por exemplo no caso do Kuai.

Tem umas versões 1,0T de 120 cv, outra 1,6 hibrida que faz 141 cv, depois duas eléctricas com 136 e 204 cv e uma a gasolina com 280 cv.

Ou seja tanto as versões 1,6 a gasolina como a gasóleo de 195 cv e 136 cv já não se vendem cá.

Portanto comparações de carros parecidos tornam-se difíceis.
 
Isso é que é uma coisa estranha, toda a gente se queixa que não tem dinheiro, que o carros estão caros mas depois vais ver e quase ninguém compra a versão base. E as marcas que mais vendem são as luxo, isso é que é um fenómeno daqueles...

não compram a versão base, compra-se a "versão fiscal"
é quase a mesma coisa (+/-)

Pois as vendas de particulares acima de 35/40k não chegam a 10%
 
Voltar
Superior