ainda faz sentido comprar um carro NOVO a combustão ?

Um pensamento interessante será como se vão comportar as marcas com os lançamentos de futuros ICE...

Um geração de qualquer modelo tem pelo menos uns 7 anos de vida, mais coisa menos coisas.

Como depois de 2035 já não podem ser vendidos, a partir de 2027 não deve ser muito usual ver um lançamento de um veiculo ICE.

O que daria uns 5 anos (até 2027) de mercado automóvel normal.

Mas não é isso que está a acontecer, mesmo em Portugal, em outubro deste ano 44% dos ligeiros novos vendidos eram de ligar à tomada.

Varias marcas já anunciaram que não desenvolvem mais plataformas ICE.

Não estamos lá ainda mas caminhamos para o dia em que um ICE nem dado.

Mas os números atuais já dão para ter uma ideia, se em 2023 metade das vendas são de carros para ligar á tomada, com um parque automóvel com uma idade media de 12 anos, em 2035 metade dos ligeiros em circulação serão de ligar à tomada, (eu penso que será mais porque a velocidade da mudança ainda vai aumentar).

Com metade dos veículos em circulação, precisamos de metade das bombas de gasolina e metade das oficinas que não sejam capazes de fazer a transição... em 12 anos, não acordem para a vida não, depois venham para aqui chorar.

Onde foste buscar esses 44%? Os dados da ACAP dizem que em outubro a quota de EV e PHEV entre os ligeiros foi de 20,8% e no acumulado está nos 18,6%.

Independentemente disso é sempre preciso cuidado com estas contas a preto e branco para fazer previsões tão certas como essas.
Isto porque estamos num mercado depressivo.
Em 2020, 2021 e também em 2022, o mercado automóvel nacional está a vender à volta de um terço menos do que em 2019, o último ano "normal".

Como vemos em toda a Europa, as marcas, que não têm componentes para fabricar todos os carros que queriam, estão a dar primazia não só a versões/modelos de segmentos mais altos, como também aos elétricos e PHEV.

Também porque as 95 g/km de CO2 são ainda o limite a cumprir e este é o último ano em que há super-créditos para veículos com emissões inferiores a 50 g/km. Para 2023 não, por isso têm de aumentar, dê por onde der, a quota de venda de elétricos e PHEV e conseguir mantê-la, nem que para isso se "sacrifique" outros modelos (veja-se o caso do Fiesta, apesar daqui haver também outras questões em jogo).

O aumento expressivo da quota de EV/PHEV explica-se em parte por isso, em parte pelos incentivos generosos nos maiores mercados europeus (que casam bem com os rendimentos superiores que por lá têm). Resta saber até quando os governos estão dispostos a prescindir das receitas fiscais.

E voltando ao mercado depressivo, este ano prevê-se vender 10 milhões de automóveis na Europa, menos 5 milhões (e uns trocos) do que em 2019. Não consegues renovar o parque automóvel dessa maneira — são valores equiparáveis aos anos 80; nem na crise financeira da década passada se vendeu tão pouco —, nem com eléctricos, nem com nada. A tendência é da subida da idade média do parque automóvel até ao final da década.

Acredito que o mercado recuperará, mas tenho sérias dúvidas que vejamos números de vendas como em 2019.
Tudo porque os modelos dos segmentos mais baixos e que faziam volume ou vão desaparecer, ou vão ser reinventados como eléctricos de 25-30 mil euros (com volumes inferiores), o que os coloca fora do alcance de muita gente.

Estamos a caminhar para uma nova "elitização" do automóvel e há gente, na própria UE, que começa a ficar preocupada com as consequências deste caminho:
https://www.razaoautomovel.com/2022/...thierry-breton

Acho que ainda vamos ver dar um passo atrás antes dar dois passos à frente (ou será ao contrário?)
 
Última edição:
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Acho que ainda vamos ver dar um passo atrás antes dar dois passos à frente (ou será ao contrário?)
Ou será que não podemos caír na tentação de dar um passo maior que a perna?

Não será necessário pedir a um contabilista como um casal da classe média com 2 filhos e com um ordenado médio de 3.500€ liquidos, poderá se aventurar a fazer despesas desnecessárias, tem que pagar a prestação da casa, (não vai ser fácil), pagar condominio, seguros referente á hipoteca, pagar infantário ou colégio dos filhos, roupas, compra de alimentos para a familia, pagar o carro existente, manutenção, IUC e seguro, etc.

Assim como vai poder comprar um carro novo?​
 
Ou será que não podemos caír na tentação de dar um passo maior que a perna?

Não será necessário pedir a um contabilista como um casal da classe média com 2 filhos e com um ordenado médio de 3.500€ liquidos, poderá se aventurar a fazer despesas desnecessárias, tem que pagar a prestação da casa, (não vai ser fácil), pagar condominio, seguros referente á hipoteca, pagar infantário ou colégio dos filhos, roupas, compra de alimentos para a familia, pagar o carro existente, manutenção, IUC e seguro, etc.

Assim como vai poder comprar um carro novo?​

E um casal com salário mínimo que hoje ainda consegue comprar um dacia, como vai comprar um VE de 30mil ou 40mil €??
 
Onde foste buscar esses 44%? Os dados da ACAP dizem que em outubro a quota de EV e PHEV entre os ligeiros foi de 20,8% e no acumulado está nos 18,6%.

Sim o aumento é que foi 44%, o mercado pouco passa dos 20% (my bad).

Mas arrisco na mesma em como não muda nada, há gráficos que explicam a quebra nas vendas mundiais de automóveis, na transição as pessoas não compram, nem ICE porque é o fim nem EV porque não tem condições para os ter, é uma situação a nível planetário.

A Europa está numa situação muito delicada, as "nossas" marcas não estão a conseguir fazer a transição, quando digo fazer a transição é produzir grande quantidades de EV a preços que as pessoas possam pagar.

Precisavam ter começado lá atras e não o fizeram.

Os EV para as massas muito possivelmente irão usar baterias feitas de materiais muito baratos (sal?), estas baterias actuais não servem para a massificação, vai ser preciso mais químicas de baterias, vamos ter que usar tudo que estiver á mão.

A Europa é um caso serio porque é só problemas, tudo é um problema, não há nada num EV que não seja problemático, e as marcas cavalgam essa onda.

Não há capacidade na indústria europeia para fazer a transição e ninguém tem coragem de dizer que o Rei vai nu.

Vamos comprar tudo aos Chineses e depois colar o símbolo da nossa marca favorita e siga.

É vergonhoso o comportamento europeu, tudo bêbado com a energia barata Russa e agora, chapéu.

O carro a combustão é para ir para o lixo, não vai haver dinheiro para o utilizar.
 
E um casal com salário mínimo que hoje ainda consegue comprar um dacia, como vai comprar um VE de 30mil ou 40mil €??

Não pode comprar não compra, não é obrigatório, o "problema" não são essas pessoas, o problema são os que podem comprar e não compram.

A transição tem muito de problema social, a camada da população que não tem condições para comprar um EV está a sofrer na pele a mudança sem mudarem!!!

Porque os carros a combustão não baixaram de preço e os combustíveis nem vale a pena falar.

Embora sejam ridículos muitos dos argumentos usados para a não adopção de um EV, socialmente eles são muito importantes, porque permitem a uma grande percentagem da população "manter-se calma".

Porque a verdade é que há pessoas que de qualquer forma já iam gastar 50.000€ num carro, e agora tem um custo por km ridiculamente baixo (vergonhoso mesmo quando comparando com maioria das pessoas).

Nós como sociedade devíamos ter a obrigação de "levar" estas pessoas o mais rapidamente possível para a eletrificação, mas estamos tão longe disso.
 
Ou será que não podemos caír na tentação de dar um passo maior que a perna?

Não será necessário pedir a um contabilista como um casal da classe média com 2 filhos e com um ordenado médio de 3.500€ liquidos, poderá se aventurar a fazer despesas desnecessárias, tem que pagar a prestação da casa, (não vai ser fácil), pagar condominio, seguros referente á hipoteca, pagar infantário ou colégio dos filhos, roupas, compra de alimentos para a familia, pagar o carro existente, manutenção, IUC e seguro, etc.

Assim como vai poder comprar um carro novo?​
Agora é imaginar famílias de rendimentos muito menores, em sitos se transportes públicos que tinham carrinhos a combustão de valores bem mais baixos.

Acho um abuso esta falta de noção e empatia com as pessoas com fracas possibilidades económicas.
 
Ou será que não podemos caír na tentação de dar um passo maior que a perna?

Não será necessário pedir a um contabilista como um casal da classe média com 2 filhos e com um ordenado médio de 3.500€ liquidos, poderá se aventurar a fazer despesas desnecessárias, tem que pagar a prestação da casa, (não vai ser fácil), pagar condominio, seguros referente á hipoteca, pagar infantário ou colégio dos filhos, roupas, compra de alimentos para a familia, pagar o carro existente, manutenção, IUC e seguro, etc.

Assim como vai poder comprar um carro novo?​

É incrível ver a lavagem cerebral em relação aos EV como fossem o novo messias da humanidade, quando para maioria da população, e pelos diversos motivos, nem serão uma escolha óbvia... e mesmo a nível de ambiente veremos nos próximos anos o resultado disso...

Basta olhar para este fórum: por aqui sempre se comprou mais segmentos C, alguns D usados, e sempre vi o pessoal a queixar-se do preço de carros. E apesar das lenagalengas de sempre, obviamente que há muita malta que compra a crédito. Agora, e repente, já é normal e toda a gente pode comprar um segmento C elétrico por 50k com autonomia de 300km para poupar 1500/2000€ em combustível por ano, e o que até poderá nem ser verdade em muitas ocasiões...

Ou seja, gasta-se mais 20 e tal mil euros num carro novo em relação a um ICE, paga-se mais uns milhares de euros em juros resultantes de um crédito mais caro, mas pronto, recupera-se o dinheiro passados 16 ou 17 anos...

Depois, e porque o ser humano quer sempre mais, daqui a 10 anos iremos ter elétricos com o dobro da autonomia e a malta vai dobrar a orelha porque nessa altura o seu já só tem 270km... e nessa altura compram outro modelo e esquecem os milhares de euros que ainda estão por recuperar. Ou seja, que perderam. E inventam qualquer coisa para se convencerem que fizeram um bom negócio e que o próximo também o será.

E com a tecnologia das baterias a evoluir rapidamente, vender um elétrico daqui a 10 anos com 200 e tal quilómetros de autonomia deve ser ainda mais difícil do que vender um mero Dacia a gasolina para dar umas voltinhas ao fim de semana...
 
Não pode comprar não compra, não é obrigatório, o "problema" não são essas pessoas

É fácil falar de barriga cheia, pior é quando estamos na mó de baixo. Meus vizinhos, ganham sensivelmente 800 cada um, pagam 450 de renda. Achas que preocupação é o carro a pilhas???

Um primo meu, a pagar a sua casa, tive pena ao ver a sua afiliação com a subida dos juros, ordenados pequenos, cresce da miúda é tudo contado. Tem o carrinho a combustão e só pede que não avarie. Trocar? Lá longe.

Em ambos os casos, transportes públicos, não existem. Há zonas do país onde o carro é necessário e não há opção.

Eu procurei um PHEV que me desse para o uso, o que havia ultrapassava em 50% o orçamento. Podia comprar EV mas, não quis deliberadamente, por opção como carro principal da casa. Para já não por muito que seja moda.
 
E na pratica o preço gasolina não subiu assim tanto nos últimos 5-6 anos. Era 1,50-1,60€ e agora está 1,70-1,80€
o aumento gigantesco deu-se no diesel que era 1,10-1,20 e agora está 1,80-1,90€

Voltando ao meu post inicial a minha decisão atual nunca passará por um elétrico, pois considero a oferta praticamente inexistente, tirando o tesla e o novo megane e born/id. De resto, para mim, "todas" as outras soluções existentes atualmente são refugo (os seja adaptações de chassis para ev), tipo kauai, 2008, c4,..
a compra de um ev para mim, só depois de 2024
 
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Embora sejam ridículos muitos dos argumentos usados para a não adopção de um EV, socialmente eles são muito importantes, porque permitem a uma grande percentagem da população "manter-se calma".

Nós como sociedade devíamos ter a obrigação de "levar" estas pessoas o mais rapidamente possível para a eletrificação, mas estamos tão longe disso.

Porque a verdade é que há pessoas que de qualquer forma já iam gastar 50.000€ num carro, e agora tem um custo por km ridiculamente baixo (vergonhoso mesmo quando comparando com maioria das pessoas).

Este tipo é mesmo uma moca 😂😂😂😂😂😂
 
Onde foste buscar esses 44%? Os dados da ACAP dizem que em outubro a quota de EV e PHEV entre os ligeiros foi de 20,8% e no acumulado está nos 18,6%.

Independentemente disso é sempre preciso cuidado com estas contas a preto e branco para fazer previsões tão certas como essas.
Isto porque estamos num mercado depressivo.
Em 2020, 2021 e também em 2022, o mercado automóvel nacional está a vender à volta de um terço menos do que em 2019, o último ano "normal".

Como vemos em toda a Europa, as marcas, que não têm componentes para fabricar todos os carros que queriam, estão a dar primazia não só a versões/modelos de segmentos mais altos, como também aos elétricos e PHEV.

Também porque as 95 g/km de CO2 são ainda o limite a cumprir e este é o último ano em que há super-créditos para veículos com emissões inferiores a 50 g/km. Para 2023 não, por isso têm de aumentar, dê por onde der, a quota de venda de elétricos e PHEV e conseguir mantê-la, nem que para isso se "sacrifique" outros modelos (veja-se o caso do Fiesta, apesar daqui haver também outras questões em jogo).

O aumento expressivo da quota de EV/PHEV explica-se em parte por isso, em parte pelos incentivos generosos nos maiores mercados europeus (que casam bem com os rendimentos superiores que por lá têm). Resta saber até quando os governos estão dispostos a prescindir das receitas fiscais.

E voltando ao mercado depressivo, este ano prevê-se vender 10 milhões de automóveis na Europa, menos 5 milhões (e uns trocos) do que em 2019. Não consegues renovar o parque automóvel dessa maneira — são valores equiparáveis aos anos 80; nem na crise financeira da década passada se vendeu tão pouco —, nem com eléctricos, nem com nada. A tendência é da subida da idade média do parque automóvel até ao final da década.

Acredito que o mercado recuperará, mas tenho sérias dúvidas que vejamos números de vendas como em 2019.
Tudo porque os modelos dos segmentos mais baixos e que faziam volume ou vão desaparecer, ou vão ser reinventados como eléctricos de 25-30 mil euros (com volumes inferiores), o que os coloca fora do alcance de muita gente.

Estamos a caminhar para uma nova "elitização" do automóvel e há gente, na própria UE, que começa a ficar preocupada com as consequências deste caminho:
https://www.razaoautomovel.com/2022/...thierry-breton

Acho que ainda vamos ver dar um passo atrás antes dar dois passos à frente (ou será ao contrário?)

Esqueceste-te ainda de lhe informar que nao há proibição nenhuma em 2035, mas poupa-te a trabalheira, é normal o bias daquele lado, tal como a constante especulação e zero fact check.
 
Os automóveis preferidos das empresas? E dos particulares?


A Jato divulgou a lista dos veículos mais vendidos na Europa, tanto a clientes particulares como a empresas e frotistas. E há grandes surpresas, tanto num caso como noutro.

​Se as empresas preferiram o Golf, os clientes particulares demonstraram, surpreendentemente, um “apetite” por automóveis diferentes, mais orientados para o value for money. Isto porque, no primeiro trimestre de 2022, a liderança pertenceu ao Dacia Sandero, com 38.917 unidades, um valor 55% superior ao Golf, o líder das vendas a empresas.
O segundo mais vendido foi outro Dacia, o Duster (24.941), como que a confirmar os motivos que levam este construtor a liderar as vendas a particulares e a ser considerado um cash cow dentro do Grupo Renault. A 3.ª posição foi ocupada pelo Peugeot 208 (17.535), à frente do VW T-Roc (16.621) e do VW Polo (14.998). A fechar o top 10, os clientes particulares revelaram preferência pelo Opel Corsa (14.490), seguido pelo Renault Clio (13.735), Mini (13.688), Citroën C3 (13.486) e Peugeot 2008 (13.433).​

No primeiro trimestre de 2022, de acordo com os dados da Jato, o automóvel favorito das empresas foi o VW Golf, modelo que está habituado a liderar as vendas no mercado europeu. Contudo, desta vez o veículo mais popular da Volkswagen transaccionou 25.011 unidades, liderando o ranking com um avanço muito inferior ao habitual. Na segunda posição surge o Citroën C3 (24.103), que é pouco habitual ver tão próximo da liderança, seguido do Peugeot 208 (23.407).​
Para terminar o top 5 em beleza, pelo menos para a Stellantis, a jovem grupo conquistou a 4.ª e a 5.ª posições da lista dos mais vendidos a empresas, com o Peugeot 2008 a registar 18.109 unidades, enquanto o Opel Corsa cativou 17.752 novos clientes. O 6.º e o 7.º lugares pertenceram ao Grupo Volkswagen, com o T-Roc a vender 17.311 unidades, enquanto o Skoda Octavia assegurou 16.060, com o 9.º posto do ranking a ficar na posse do VW Tiguan (15.393). A encerrar o top 10 surge o Renault Clio (14.466), modelo que até há dois anos era o que mais de perto se batia com o VW Golf pela liderança, mas que agora se ressente da diferente postura comercial da Renault.

https://observador.pt/2022/07/05/os-automoveis-preferidos-das-empresas-e-dos-particulares/​​
 
Então está provado, quem tem carros que os estime, o mercado está lentamente a filtrar os clientes com as marcas a optarem por acabar com os segmentos "baixos".
 
Comissário europeu pede “não parem de produzir carros com motor de combustão”


O comissário europeu para o mercado interno, Thierry Breton, está preocupado com as dificuldades sociais e económicas provocadas pela eletrificação do setor automóvel: "há 600 mil postos de trabalho em risco".

0 Talvez tenhamos que adaptar em 2026, ou antes de 2026, as medidas que sustentam a trajetória até 2035" defende Thierry Breton, comissário europeu para o Mercado Interno. Thierry Breton, ex-ministro da Economia francês, e atual comissário europeu para o mercado interno, tem sido uma das vozes mais cautelosas na Europa relativamente à proibição da venda de automóveis novos com motor de combustão. Uma proibição aprovada a semana passada e que entrará em vigor em 2035.

Numa entrevista ao jornal francês Les Echos, o comissário europeu fez questão de alertar novamente para os riscos que esta decisão pode representar. Entre eles, a quebra nas exportações, a extinção de 600 mil postos de trabalho e o aumento do custo dos automóveis para os europeus.

Uma entrevista longa, que surge poucos dias antes do anúncio da norma Euro 7 — marcado para esta quarta-feira, dia 9 de novembro — e que ditará as regras de emissões dos automóveis para os próximos anos.

emissoes-vida-real-rde.jpg



Os «sinais vermelhos» da eletrificação automóvel

A União Europeia acordou recentemente a proibição de venda de automóveis novos com motores de combustão em 2035. Uma medida que vai provocar uma das maiores transformações na história da mobilidade e que marca mais um passo na redução das emissões de carbono. Thierry Breton. “Esta é certamente a maior transformação industrial. que a União Europeia já presenciou.”© EU / Lukasz Kobus


Perante esta decisão, há marcas que estão a acelerar a eletrificação e a abandonar antecipadamente os motores de combustão. Em entrevista ao jornal Les Echos, Thierry Breton, comissário europeu para o Mercado Interno, pede, no entanto, alguma cautela:


Nunca questionei a vontade de eletrificação da indústria automóvel. A minha preocupação é o impacto nos nossos concidadãos, no emprego e na economia. Respeito a decisão de acelerar para uma oferta 100% elétrica, mas também encorajo a indústria a continuar a produzir carros com motor de combustão interna, gerando empregos de qualidade e continuando a ser uma força exportadora.​


Nesta entrevista, o comissário europeu fez questão de relembrar que a indústria automóvel representa 13 milhões de postos de trabalho e que — segundo dados da Comissão Europeia (CE) — a eletrificação total do automóvel poderá representar “a destruição de 600 mil postos de trabalho”. Está por apurar a parcela de trabalhadores que podem ser convertidos.​

Fonte
 
Os automóveis preferidos das empresas? E dos particulares?


A Jato divulgou a lista dos veículos mais vendidos na Europa, tanto a clientes particulares como a empresas e frotistas. E há grandes surpresas, tanto num caso como noutro.

​Se as empresas preferiram o Golf, os clientes particulares demonstraram, surpreendentemente, um “apetite” por automóveis diferentes, mais orientados para o value for money. Isto porque, no primeiro trimestre de 2022, a liderança pertenceu ao Dacia Sandero, com 38.917 unidades, um valor 55% superior ao Golf, o líder das vendas a empresas.
O segundo mais vendido foi outro Dacia, o Duster (24.941), como que a confirmar os motivos que levam este construtor a liderar as vendas a particulares e a ser considerado um cash cow dentro do Grupo Renault. A 3.ª posição foi ocupada pelo Peugeot 208 (17.535), à frente do VW T-Roc (16.621) e do VW Polo (14.998). A fechar o top 10, os clientes particulares revelaram preferência pelo Opel Corsa (14.490), seguido pelo Renault Clio (13.735), Mini (13.688), Citroën C3 (13.486) e Peugeot 2008 (13.433).​

No primeiro trimestre de 2022, de acordo com os dados da Jato, o automóvel favorito das empresas foi o VW Golf, modelo que está habituado a liderar as vendas no mercado europeu. Contudo, desta vez o veículo mais popular da Volkswagen transaccionou 25.011 unidades, liderando o ranking com um avanço muito inferior ao habitual. Na segunda posição surge o Citroën C3 (24.103), que é pouco habitual ver tão próximo da liderança, seguido do Peugeot 208 (23.407).​
Para terminar o top 5 em beleza, pelo menos para a Stellantis, a jovem grupo conquistou a 4.ª e a 5.ª posições da lista dos mais vendidos a empresas, com o Peugeot 2008 a registar 18.109 unidades, enquanto o Opel Corsa cativou 17.752 novos clientes. O 6.º e o 7.º lugares pertenceram ao Grupo Volkswagen, com o T-Roc a vender 17.311 unidades, enquanto o Skoda Octavia assegurou 16.060, com o 9.º posto do ranking a ficar na posse do VW Tiguan (15.393). A encerrar o top 10 surge o Renault Clio (14.466), modelo que até há dois anos era o que mais de perto se batia com o VW Golf pela liderança, mas que agora se ressente da diferente postura comercial da Renault.

https://observador.pt/2022/07/05/os-automoveis-preferidos-das-empresas-e-dos-particulares/​​

Eu não quero estar aqui a armar, mas basta ir ver o tópico do novo Sandero há dois anos atrás para ver que eu tinha previsto que ia vender muito e ia ultrapassar o Clio facilmente. Mesma plataforma, mais bonito e mais barato, não era muito difícil lá chegar. Sei de fonte interna na Renault que isso está a causar algum mal estar e até houve uma reunião com responsáveis internacionais para desbloquear a venda de novos Dacias no nosso país, porque queriam mesmo obrigar o pessoal a comprar Renault e proibir os concessionários de vender Dacia. [:D]

Mas está visto o que é que os portugueses querem, ou carros baratos ou quem pode carros elétricos. Respondendo directamente à questão do tópico, faz sentido se for um Dacia, principalmente se for a GPL, e então se não se tiver onde carregar faz ainda mais sentido.
 
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