Nos 10 anos dos governos do Sr. Silva de Boliqueime é que isto foi para a frente e ficou tudo mais culto...
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Culto e rico, sem duvida.
Só para não deixar sem resposta mais uma propaganda descarada dos amantes do Grande Lider:
Entre 2002 e 2015, além de variações
negativas da taxa de crescimento real do PIB em cinco anos, o maior aumento registou-se em 2007 com +2,51%. Foi a única vez, ao longo de todos esses anos, em que se superou a fasquia de +2%. No quadriénio 2016-2019, a taxa de crescimento
foi sempre superior a +2% e atingiu mesmo o ponto máximo de +3,51% em 2017, um nível que já não era atingido desde o ano de 2000 (no final da década de 1990 chegou a superar a fasquia de +4%).
O aumento de 2021 foi o mais elevado
desde 1990, sublinhe-se, mas importa ressalvar que a diminuição de 2020 foi a mais acentuada
desde a década de 1950.
Quanto à comparação entre os referidos períodos de governação, o Polígrafo analisou os dados e calculou as respetivas
médias de crescimento real do PIB que passamos a apresentar:
Período de governação de Aníbal Cavaco Silva (PSD), entre 1986 e 1995:
média de +4,04% do PIB.
Período de governação de António Guterres (PS), entre 1996 e 2001:
média de +3,73% do PIB. Em nome da verdade
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Período de governação de Durão Barroso (PSD/CDS-PP), entre 2002 e 2004:
média de +0,54% do PIB.
Período de governação de José Sócrates (PS), entre 2005 e 2010:
média de +0,64% do PIB.
Período de governação de Pedro Passos Coelho (PSD/CDS-PP), entre 2011 e 2015:
média de -0,82% do PIB.
Período de governação de António Costa (PS), entre 2016 e 2021:
média de +1,37% do PIB.
Contrariando a afirmação de Costa, o facto é que a média de crescimento real do PIB no período de governação de
Cavaco Silva foi
superior à de qualquer outro período de governação, quer do PS, quer "da direita".
Importa aqui sublinhar que
os anos de mudança de Governo foram atribuídos ao primeiro-ministro com
mais meses em funções nesse ano: a título de exemplo, Passos Coelho com 2011 em vez de Sócrates, ou Durão Barroso com 2002 em vez de Guterres. A partir deste critério excluímos das contas
Pedro Santana Lopes que exerceu o cargo de primeiro-ministro durante cerca de oito meses, entre julho de 2004 e março de 2005. Ainda no que respeita ao período de governação de Costa, não consideramos 2022 por ainda não terem sido apurados os dados finais.
Embora tenha começado a afirmação apontando para a taxa de crescimento real do PIB, Costa referiu-se também pelo meio ao PIB
per capita. Estaria a referir-se a esse indicador?
Mais uma vez, o Polígrafo analisou os dados e calculou as respetivas
percentagens de crescimento do PIB per capita (
a preços constantes) que passamos a apresentar:
Período de governação de Aníbal Cavaco Silva (PSD), entre 1986 e 1995:
crescimento de 43,5%.
Período de governação de António Guterres (PS), entre 1996 e 2001:
crescimento de 16,9%.
Período de governação de Durão Barroso (PSD/CDS-PP), entre 2002 e 2004:
crescimento 0,22%.
Período de governação de José Sócrates (PS), entre 2005 e 2010:
crescimento de 2,32%.
Período de governação de Pedro Passos Coelho (PSD/CDS-PP), entre 2011 e 2015:
decréscimo de 0,6%.
Período de governação de António Costa (PS), entre 2016 e 2021:
crescimento de 5,4%.
Também neste indicador é evidente que o maior crescimento foi registado no período de governação de Cavaco Silva, pelo que aplicamos o devido selo de "Falso" na declaração em causa de Costa.