Mas as forças de segurança já recebem um salário.
O SNS é inexistente, sobretudo em termos de urgências. E dizerem-me que funciona é quase ofensivo para os episódios que tenho passado com familiares próximos desde o Natal.
A minha avó de 94 anos, acamada, deu entrada no Garcia da Orta com fortes dificuldades respiratórias. Veio o INEM, VMER e pulseira laranja. No dia seguinte, nao tinha sequer sido consultada e foi transferida, a pedido da família, para um hospital relacionado com a classe profissional do marido - meu avô.
Está internada desde então, em vias de ter alta, com cuidados dignos desse nome e ja recuperou da infeção grave no trato respiratório que a levou às urgências.
A minha mãe, ha meses deu entrada no Garcia de Orta com a tensao arterial a 190/100. Chegou pelas 22h e saiu no dia seguinte às 7h da manhã sem ser consultada. Nem vias verdes AVC, nem exames, nem mrd nenhuma. Nada! Seguiu reclamação pelas vias oficiais.
Teve outro episódio idêntico de hipertensão e saiu dos Lusíadas com exames feitos e medicada. Isto ao fim de duas horas de ter dado entrada.
O SNS tem excelentes medicos e alguns deles estão no próprio Garcia de Orta. Em acompanhamento de urgências, é para esquecer.
E isto é um problema - é que eu agora se tiver algum problema com um familiar, pego nele e levo-o no meu carro às urgências. Com todos os riscos que isso implica.