Escrever isso é dar razão ao Putin.
Somos nós que temos ou são os estados que o desejam?
O termo "temos" é precisamente uma das fontes de crispação diplomática entre blocos. Por um lado, dizemos que os países querem aderir livremente mas por outro, fazemos questão disso.
Se fazemos questão, então é porque queremos expandir e isso é o que os russos dizem. É a constatação que o papa Francisco e fez se bem me recordo e deixou muita gente em ira.
Cuidado com o que escreves para não entrares em contradição ideologica...
Aqui ninguém entra em contradições, muito menos ideológicas.
Os Estados têm o desejo e necessidade de aderir, porque a vontade do Putin é impor a Ex-URSS. Foi isso que aconteceu com as mais recentes entradas na NATO. Putin não admite que países livres e democráticos se auto-defendam, nem tão pouco que tenham alianças no Ocidente.
O desejo pré 2014 da Ucrania na adesão á NATO, teve como pretexto a tentativa de dissuasão da expansão soviética. Desde a deposição do Presidente pró-Russo, que o Putin teve a necessidade de defender os seus interesses, a começar pela Crimeia.
Assim que o conseguiu e verificou que as consequências foram poucas ou nenhumas, apontou armas para as regiões de Donetsk e Luhanska, apoiando um movimento separatista que resultou num conflito armado.
Os países que atentem defender-se, Putin ataca - veja-se o que aconteceu com a Georgia em 2008, com a Chechênia e Síria. Na Bielorrússia, impôs a eleição de um Lukashenko que há 30 anos não deixa nenhuma oposição fazer frente e impera a ditadura da Federação Russa.
O único problema destas guerras, são o fato do Putin considerar que o colapso da União Soviética, foi um desastre.