Podia ser colocado em vários tópicos, mas neste encaixa bem depois dos topolino's sedentos de validação se juntarem em coro à extrema esquerda comunista AKA DoktorHans. Nunca visto! Mas para ver mais vezes, que nisto dos extremos é como diz o ditado, a coisa é a mesma, só muda o cheiro.
Mentira Nacional do Ano: Declarações de Ventura sobre a relação entre a imigração e o aumento da criminalidade
A insegurança do líder do Chega quanto à comunidade imigrante já se faz notar há mais de um ano, mas foi essencialmente em 2024, motivado por figuras políticas de peso como Pedro Passos Coelho, que André Ventura consolidou dentro do partido uma posição factualmente infundada e várias vezes mentirosa. Vídeos de países estrangeiros com pedidos para salvar Portugal e declarações incriminatórias sobre várias minorias: pertence ao deputado, líder político e ex-defensor de portas abertas a Mentira Nacional do Ano.
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Como se pode ver no gráfico acima, embora a criminalidade tenha aumentado ligeiramente no último ano, o que é certo é que esse crescimento só é significativo se forem tidos em conta os dois anos de pandemia, em que houve quebras na criminalidade. De resto, os números de 2023 estão longe dos registados noutros anos, sobretudo quando olhamos para a criminalidade violenta e grave.
Imigrantes e as violações
André Ventura: “Muitos destes crimes sexuais [violações] são cometidos por imigrantes”
Segundo os números da Direção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais, 80% dos reclusos presos por violação eram portugueses, em 2023. É ainda importante notar que, em termos de violência doméstica, os reclusos presos pelo crime em 2023 só representavam 8% do total, sendo os restantes portugueses e, na sua maioria, homens com 21 ou mais anos.

Mais interessante ainda é perceber que a percentagem de estrangeiros presos por crimes de violação (todos homens) está relativamente
estável desde 2010, primeiro ano com dados disponíveis. Eram, nessa altura, 18,4% da população prisional relacionada com o crime. Isto apesar de o
número de imigrantes a residir em Portugal ter aumentado substancialmente desde 2010, quando os estrangeiros homens eram 224 mil. São agora 554 mil, ou seja, um aumento de… 147%.
Outros dados importantes e que escaparam a Ventura: os
crimes de violação caíram 4,8% em 2023 face a 2022, segundo o
RASI de 2023; e continuam a ser perpetrados por pessoas conhecedoras da vítima (só em 25% dos casos não havia qualquer relação entre vítima e criminoso). A narrativa de André Ventura é, assim, duplamente falsa, uma vez que não encontra sustentação nos dados oficiais. Contactado pelo Polígrafo, o Chega não esclareceu sobre a fonte dos números.
Vídeos e imagens falsas sobre imigrantes
É uma das grandes armas de Ventura, que quase sempre se recusa a eliminar os vídeos falsos que partilha em todas as redes sociais. Ao longo do ano, foram vários os que chegaram ao Polígrafo (pode ver
aqui,
aqui,
aqui, aqui, aqui, aqui e
aqui). As principais vítimas do líder do Chega são os muçulmanos e os brasileiros mas, quanto ao discurso xenófobo, André Ventura não é propriamente discriminatório: ataca tudo e todos e crê que só assim o país pode evoluir. No seu partido, acredita-se até que os cães estão a ser banidos dos espaços verdes ou que os imigrantes os estão a consumir. Como Trump, também Ventura recorre a provas infundadas e muitas vezes até criadas dentro da sua família política.
Em junho deste ano, quando confrontado por um imigrante durante uma iniciativa da campanha eleitoral, Ventura não debitou dados nem tentou silenciar Iqbal: disse até compreender a sua situação e prometeu não se esquecer dela, pretendendo apenas que aquele imigrante “e todos” cumpram “as regras”. Nas redes sociais, mais seguro e só, a história foi outra: o seu partido manipulou deliberadamente um
vídeo para descredibilizar o
discurso de Iqbal, o homem com quem Ventura acabara de se cruzar, com o objetivo de provar que este foi “instrumentalizado para mentir”. A montagem está disponível até hoje. À data, e numa mensagem para os jornalistas que o confrontaram com a manipulação, Ventura voltou a 2017. Nessa altura, ainda no PSD, o líder do Chega terá acompanhado demasiado perto a campanha de Donald Trump. Tanto que lhe pegou o jeito: o “
enemy of the American people” tornou-se no
“inimigos do povo”, um apelido que Ventura espera que os jornais não esqueçam: “Vocês ontem foram os inimigos do povo, os inimigos das pessoas, ao partilhar uma peça mentirosa, falsa, a manipular as pessoas.” Sobre a sua mentira, sobre todas as outras, nem uma palavra.
https://poligrafo.sapo.pt/politica/...perdem-contra-os-factos-sobre-os-imigrantes/