Mas quem marcou a semana que agora termina foi Luís Neves, diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), que conseguiu dividir ainda mais as águas da criminalidade, ao referir que «120 pessoas de outros países estão presas num universo de mais de 10 mil». Como é óbvio, o diretor da PJ sabe muito bem ler os quadros da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, que qualquer um pode consultar,
mas «esqueceu-se de falar nos outros dois mil estrangeiros que estão presos, e não detidos. 2036 é bem diferente de 120», ironiza ao Nascer do SOL um oficial da PSP. É óbvio que Luís Neves queria demonstrar que no item ‘Outros’ – onde estarão os paquistaneses, indianos, nepaleses e bangladeshianos –, o número é relativamente baixo, ficando-se pelos 125, contando com as mulheres.
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O fenómeno da criminalidade não pode ser estudado de acordo com orientações ideológicas e quem diz que não é preciso saber a nacionalidade de quem comete o crime é porque não sabe como se faz prevenção. Neste momento, em Portugal haverá mais de mil elementos do Primeiro Comando Capital (PCC), a máfia brasileira, e nas cadeias portuguesas estão a fazer cada vez mais batismos, angariando novos membros. «Sim, tem havido batismos, de converterem uma pessoa ‘normal’ a essa organização. Calculamos que já são mais os não brasileiros, que andam à volta dos 80-100 nas cadeias», acrescenta Hermínio.
Ah!
E falta acrescentar que em 2024 a PSP de Lisboa apreendeu o dobro das armas, a maioria das quais facas com mais de 10 centímetros. O que, como se sabe, é outra das principais preocupações das forças policiais.
Mais de dois mil presos estrangeiros enchem cadeias (sapo.pt)