Fica aqui esta introdução, mas não me lembro do autor.
"Estou na esplanada de um café numa cidade da Europa e, em meia-hora, vejo passar uma dúzia de mulheres muçulmanas com a cara tapada, exceto os olhos. A História é feita de civilizações que implodiram e talvez eu esteja a testemunhar o declínio da civilização ocidental europeia.
A História mostra-nos que algumas culturas empurram outras, absorvendo-as, mas que acaba sempre por prevalecer a cultura que é a mais bem sustentada por aqueles que a trazem consigo. E, atualmente na Europa, a cultura mais bem sustentada e coerente é o Islão. Toda a Europa ocidental olha para o lado face às atrocidades que os opressores sociais-religiosos islâmicos perpetram nos seus países contra a liberdade, contra a democracia, contra a igualdade de género, contra a orientação sexual.
A extrema-esquerda europeia vociferante tenta obter vantagens: esquecem as mulheres que sofrem retaliações e as que são assassinadas no mundo islâmico, onde os opressores sociais-religiosos islâmicos consideram as mulheres e os homossexuais sujeitos à vontade de Deus. A demagogia da extrema-esquerda europeia vociferante, que vive de fraudes subsidiadas, não perde nenhuma oportunidade para levantar faixas, usar kufiyas, chamar crianças a criminosos de dezassete anos, qualificar de racistas aqueles que protestam quando o seu telemóvel é roubado ou a sua filha é violada. Seria bom que as pessoas da extrema-esquerda europeia vociferante fossem conversar com as feministas islâmicas que são mulheres endurecidas por horríveis anos de luta contra o terrorismo islâmico.
Isto coloca-nos no centro de uma questão: os imigrantes muçulmanos que deixam a miséria para trás, mas trazem até nós a sua religião e o seu modo de vida. Uma grande parte dos imigrantes muçulmanos não educa os seus filhos com a mentalidade do país de acolhimento, educa-os com a mentalidade do país de origem. Têm na Europa as suas mesquitas, os seus bairros, as suas escolas e a sua televisão; aqui, gozam de direitos e liberdades impossíveis nos seus países de origem, mas no que diz respeito ao cumprimento das suas obrigações exigem tratamento diferenciado devido à sua religião. E, como de parvos não têm nada, apoiam-se na nossa própria retórica.
Os jovens imigrantes de origem muçulmana desprezam os europeus e tratam-nos como fracos, enquanto olham o Islão radical como forte e atraente. A Europa é o cancro, gritam eles, o Islão é a solução. Proclamam: "com a vossa democracia, destruiremos a vossa democracia". A palavra, inventada pelos gregos, é oikofobia e significa ódio à casa, ódio ao local onde se vive.
A acrescer a isto, os imãs explicam como se bate na mulher sem deixar marcas, e que se safam com um cursozito sobre direitos humanos, aprovam crimes de honra, ou que escrevem, como o saudita Abdullah Al Qarni: "Não se deixem enganar pelo Ocidente e pelas suas ideias e modas, e lembrem-se de que as mulheres que saem de casa para trabalhar são responsáveis pela destruição das suas famílias".
Este não é um debate entre iguais. Isto é a Europa. Pertencemos a uma civilização superior em direitos, liberdades e garantias.
"Já me teriam matado lá", diz a holandesa de origem somali, Ayaan Hirsi Ali. Aqui na Europa não governamos a partir de mesquitas; tratamos as mulheres como seres livres, não como propriedade dos maridos e dos parentes do sexo masculino, e não devemos escondê-las ou cobri-las porque devemos ser educados para as respeitar. A Europa está muito à frente, razão pela qual milhares de imigrantes vêm para cá para se refugiarem ou ganharem a vida.
O problema é que as regras do jogo nunca lhes foram definidas com firmeza: obtenham trabalho e respeito, mas respeitem as regras europeias vigentes. Levem os vossos filhos para escolas que os integrem, não chamem prostituta à vossa filha ou à minha filha por usar minissaia, não a case com alguém que ela não queira, não lhe mutile o clitóris, não lhe cubra a cara ou a cabeça quando ela tiver a primeira menstruação. Vamos aprender uns com os outros e vamos dar-nos bem. Caso contrário, "a porta da rua é a serventia da casa". Isto não foi feito quando devia ter sido e agora é muito difícil ser feito porque o momento certo passou e a Europa e os cidadãos europeus estão a pagar as consequências.
Permitam-me voltar às mulheres com véu, cuja proibição o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos afirmou há vinte anos que é contraditório declarar respeito pela democracia e pelos direitos humanos quando são praticados os costumes baseados na lei islâmica. O véu, seja ele hijab, xador, niqab ou burka, é outra arma de dominação sexual utilizada pelos homens para subjugar as mulheres. Pode responder à religião, à moda, à higiene, mas na Europa é um símbolo de opressão e da barbárie medieval. As feministas da extrema-esquerda europeia vociferante insultam e abandonam à sua sorte as mulheres que lutam nos países islâmicos, e as que sofreram e lutaram pela sua liberdade na Europa e no mundo.
Para muitos muçulmanos, uma mulher velada não é uma cidadã comum, é sim um animal doméstico que o homem protege e sobre o qual decide. Nenhuma democracia ocidental pode tolerar isto. Na Europa, quando uma mulher é impedida de usar véu ou de cobrir o rosto em locais inapropriados, a sua liberdade não está a ser atacada, sim a ser protegida da sua família e do seu ambiente.
Os opressores sociais-religiosos islâmicos estão cada vez mais arrogantes e ousados. Um em cada dois jovens de origem muçulmana coloca a sua identidade religiosa acima da nacional, e coloca a do seu país de origem acima da do país de acolhimento. Concorda com a lei islâmica e defende que a transgressão da lei islâmica deve ser duramente punida. Em alguns locais da Europa, a polícia islâmica de certos imãs radicais atua impunemente: as mulheres não muçulmanas são insultadas nas ruas, e não apresentam queixa com temor de sofrerem represálias. O rebelde é condenado à morte social, o seu negócio é boicotado, a sua família é marginalizada. Em breve os agentes de segurança de diversos Estados europeus terão de ser muçulmanos para entrar em determinadas zonas de cidades europeias, ou então entrar em grupos e armados como já está a acontecer em algumas cidades da Europa, como Paris, Génova e Marselha.
Não há solução possível. Tudo está a acontecer naturalmente. É a História a girar. Ainda levará tempo, uma vez que trinta séculos de civilização não podem ser eliminados por um véu islâmico. É interessante testemunhar o declínio de um mundo com a lucidez que a cultura proporciona, semelhante a um analgésico: não elimina a causa da dor, mas ajuda a suportá-la.
No entanto, há uma questão para a qual não viveremos o suficiente para ver a resposta: os imigrantes muçulmanos instalados na Europa, transformando-a e tornando-a cada vez mais sua, poderão escapar à miséria que deixaram para trás, mas aqueles que fogem do rigor islâmico e das suas consequências, para onde irão para se refugiar quando a Europa se tornar uma mesquita?