Aos sociais democratas agarrados às linhas vermelhas, têm aqui MM a fazer-vos um desenho explicativo...
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O problema é que esse partido que Miguel Morgado quer(e que eu concordo no geral) nunca vai ganhar umas eleições em Portugal, pelo menos nas próximas décadas.
A não ser que tenha um momento de "sorte" de estar na oposição e haver uma crise financeira grave e haver eleições no mesmo ano. EM 2024 Montenegro teve parte dessa sorte, ou seja houve um momento de eleições inesperado, mas a parte financeira estava razoavel.
Com 700/800mil FP e 2milhões de pensionistas, (fora as ligações familiares) não há milagres. São 50% dos votantes. A estes podemos acrescentar o pessoal que vive com baixos rendimentos ou mesmo apoios.
O que Miguel Morgado quer, são politicas que em Portugal são consideradas quase crime, que é apostar nas empresas por exemplo, meter as empresas a dar lucro.
Um medida que vão ver o circo que vai dar na campanha eleitoral, a gestão dos hospitais. Toda a gente sabe que estão mal, mas vai ser vendido como destruição do SNS e a maioria come isso. (talvez não em Braga porque já viveram os 2 lados e sabem as diferenças e quando as coisas funcionavam melhor)
Mesmo PPC, com um país falido, sob alçada da Troika, teve dificuldades e chegou lá com promessas a estes grupos.
Uma coisa são desejos, outra é a realidade social do país.
Cavaco conseguiu? Sim, mas estávamos em 80, com um país miserável onde estávamos a partir do zero em praticamente tudo.
O que pode acontecer é ganhar as eleições com maioria (mesmo que uma coligação) e haver um bom ciclo económico que permita haver outras politicas, mostrar às pessoas que é possivel fazer diferente. O problema é que os ciclos económicos têm sido maus. Estávamos agora num ciclo razoável que pode dar para isso.
Por exemplo este ciclo de um ano foi apenas feito com um objetivo, ganhar eleições de curto prazo que toda a gente sabia que iam haver. Só foram mais cedo uns meses ou um ano. Não há politicas que resistam a isto.
Vamos esperar um milagre em maio, ou seja que IL e AD tenham pelo menos mais deputados que as esquerdas juntas, já seria um passo ligeiro rumo a uma mudança.